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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

HIPOTIROIDISMO

blog.diariodonordeste.com.br

-- Não sei por que estou engordando tanto assim. Eu como tão pouco, doutor. Deve ser problema de metabolismo preguiçoso. Só pode ser isso – jura a paciente, notória saqueadora noturna de geladeiras.

23/10/2013

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ADOLFO & GUIOMAR

ONDE ESTÃO OS GORDOS? NA COZINHA DO QUIOSQUE, ORA


Ele pediu uca, cerveja estupidamente gelada, porção de torresmo e dois pãezinhos; ela, o de sempre: cascão com três bolas de sabores distintos e coberturas variadas. Antes que o pedido chegasse à mesa, Guiomar disparou:

-- Você está gordo que só, não pára de beber e comer. Vai explodir. Seu fim será triste.

Adolfo devolveu de “prima”:

-- Você não terá final menos glorioso, acalme-se.

Mesa posta, entre goles, mastigadas e lambidas, Adolfo e Guiomar observavam com especial atenção o vai-vem dos banhistas. Nada escapava aos olhos míopes do casal, em especial as barrigas medonhas, peitos caídos, varizes e celulites que desfilavam pela orla.

Antes de dar fim ao cascão gigantesco, Guiomar não deixou por menos:

-- Já notou como o povo está gordo, imenso mesmo? Que absurdo!

Adolfo balançou a cabeça afirmativamente. Pensou em dizer a Guiomar: “Somos um deles.” Preferiu pedir nova rodada. Comprar briga para quê?  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

SEU ROSTO JÁ AFINOU, QUERIDA

 Você, então, resolve fazer uma dieta, perder uns muitos quilos, para poder vestir uma roupa que não a deixe com a aparência de um colchonete amarrado. Vai à luta, mais uma vez. Empanzina-se de mato e frango na chapa, jura por Deus que gelatina light é uma delícia, muito mais saborosa que quindim. Depois de semanas de sacrifício, encontra a “amiga” que paga para não encontrar. E ela não lhe poupa “elogios”:

-- Nossa! Você está bem! Seu rosto já afinou...

Não reaja, conte até mil, seja sertaneja, seja forte. A mãe de sua amiga é o que dela se diz: uma p... Mas, lembre-se, querida: xingamentos não diminuem seu manequim.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

LEGUME DEPENDENTE

www.flicker.com
Sempre achei que a “dieta dos pontos” – aquela em que a vítima conta e soma as calorias ingeridas ao longo do dia – era uma saída inteligente para o problema crônico de excesso de peso. Afinal, em tese, você pode comer de tudo, desde que não ultrapasse “aquele” ultrajante total de calorias definido por especialistas.


Aí, começam os problemas. Ingerir uma dose generosa de destilado o faz sentir autor de crime hediondo. O total de calorias nela contido equivale a uns três repolhos, no mínimo, ou a não sei quantas abobrinhas etc. Com a barriga roncando, você deixa a alegria de lado e opta pelo refogado. Quando você se dá conta, verduras e legumes passaram a ser sua razão de viver. 

Vida besta.

O LADO BOM DA DIETA

Repolho: este é o "cara"
Sempre tive, por assim dizer, os nervos arruinados. Mas eles pioraram muito nos últimos dias. E a causa principal de minha ruína nervosa não são os parcos recursos que pingam sem nenhuma responsabilidade fiscal em minha conta corrente. Já me acostumei com isso, sou um estoico. 

O que me aflige é saber que pratos de repolho me esperam no almoço, no jantar, nos dias úteis, nos sábados, domingos e feriados: repolho refogado, repolho em forma de salada; repolho verde, repolho roxo. Repolho para dar e vender.


Há 35 dias, ele tem sido o alicerce de minha dieta forçada. 

A única vantagem é que, sabedores do cardápio que tenho seguido à risca, vizinhos inoportunos já não me
importunam mais. Por razões óbvias.

A MELHOR DIETA...

É a que não precisa ser feita.

GORDUCHOS: A CULPA É NOSSA!

Ilustração: Bruno Costa
cuidadocomasaude.com
Que a caça aos gorduchos passou dos limites, nem um magro intelectualmente honesto pode negar. Há tempos, nós, os mais fofos, passamos a ser uma espécie de praga universal, peste a ser erradicada. Somos responsáveis por toda e qualquer desgraça – do efeito estufa à alta do preço do tomate, do rombo da Previdência à precariedade do Sistema Único de Saúde, da situação calamitosa das calçadas à lentidão das filas. E o que é pior: não há uma mísera ONG que nos defenda.

Um amigo meu – gorducho – foi acusado de provocar acidentes de trânsito.

-- Eu? Não tenho carro. Nem dirigir eu sei. Só atravesso na faixa de pedestres, respeito todos os sinais – tentou se explicar. Em vão. Seu acusador devolveu de primeira:

-- Eu sei, eu sei. Mas, de que adianta tanta prudência? Um corpanzil desses, chupando sorvete e caminhando livre, pesado e solto pelas calçadas, desvia a atenção de quem dirige. Só uma foca amestrada, como você, não sabe disso.

Há coisas piores, bem piores.

Dias atrás, um conhecido postou no FB uma mensagem em que justificava as razões pelas quais rompera a relação de amizade com um cliente. O homem, segundo ele, é dado a contar piadas bestas, do tipo:

-- Mulher gorda e pantufas a gente só usa em casa.

Que animal! O conhecido fez bem em romper com a anta, que é quase um obeso mórbido. Ou seja: nem os gordos se respeitam mais. Riem de si próprios. Aonde vamos parar?

Enquanto os magros riem dos gordos e os gordos riem deles próprios, a ganância mostra suas garras. Bem feito, bem feito. Desunidos, não chegaremos a lugar algum que preste. Leio nas folhas que uma companhia aérea do Pacífico Sul, não contente em pesar as malas, obriga o passageiro a subir na balança. Quanto maior o peso da bagagem e, principalmente, do viajante, mais cara a passagem. Não está longe o dia em que funcionários das companhias aéreas dirão aos mais pesados:

-- Por favor, se dirijam ao setor de cargas. Esta balança aqui, para pessoas normais, não dá conta da massa corporal de gente como vocês.

Que barbaridade.

Então, fiquemos assim: a melhor dieta é a que não precisa ser feita. (OS - 2013)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

GORDUCHOS, A CULPA É NOSSA


Que a caça aos gorduchos passou dos limites, nem um magro intelectualmente honesto pode negar. Há tempos, nós, os mais fofos, passamos a ser uma espécie de praga universal, peste a ser erradicada. Somos responsáveis por toda e qualquer desgraça – do efeito estufa à alta do preço do tomate, do rombo da Previdência à precariedade do Sistema Único de Saúde, da situação calamitosa das calçadas à lentidão das filas. E o que é pior: não há uma mísera ONG que nos defenda.

Um amigo meu foi acusado de provocar acidentes de trânsito.

-- Eu? Não tenho carro. Nem dirigir eu sei. Só atravesso na faixa de pedestres, respeito todos os sinais – tentou se explicar. Em vão. Seu acusador devolveu de primeira:

-- Eu sei, eu sei. Mas, de que adianta tanta prudência? Um corpanzil desses, chupando sorvete e caminhando livre, pesado e solto pelas calçadas, desvia a atenção de quem dirige. Só uma foca amestrada, como você, não sabe disso.

Há coisas piores, bem piores. Dias atrás, um conhecido postou no FB uma mensagem em que dizia as razões pelas quais rompera a relação de amizade com um cliente. O homem, segundo ele, é dado a contar piadas bestas, do tipo:

-- Mulher gorda e pantufas a gente só usa em casa.

Que animal! O conhecido fez bem em romper com a anta, que é quase um obeso mórbido. Ou seja: nem os gordos se respeitam mais. Riem de si próprios. Aonde vamos parar?

Enquanto os magros riem dos gordos e os gordos riem deles próprios, a ganância mostra suas garras. Bem feito, bem feito. Desunidos, não chegaremos a lugar algum que preste. Leio nas folhas que uma companhia aérea do Pacífico Sul (Samoa Air), não contente em pesar as malas, obriga o passageiro a subir na balança. Quanto maior o peso da bagagem e, principalmente, do viajante, mais cara a passagem. Não está longe o dia em que funcionários das companhias aéreas dirão aos mais pesados:

-- Por favor, se dirija ao setor de cargas. Esta balança aqui, para pessoas normais, não dá conta de sua massa corporal.


Que barbaridade. (abril de 2013)