Mostrando postagens com marcador Fagner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fagner. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

HORA DA VITROLA: FAGNER (DESLIZES)

Resultado de imagem para ilustração para ciúmes
ILUSTRAÇÃO: LÍVIA


DESLIZES

De Michael Sullivan/Paulo Massadas
Com Fagner




Não sei por que
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim o que bem quer
Se ao teu lado sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei quem você é

Eu sei de tudo com quem andas
Aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer você pra mim

E como prêmio eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo tão antigo
E fecho os olhos para todos
Os teus passos
Me enganando, só assim somos amigos

Por quantas vezes me dá raiva te querer
Em concordar com tudo o que você me faz
Já fiz de tudo pra tentar te esquecer
Falta coragem para dizer que nunca mais

Nós somos cúmplices, nós dois
Somos culpados
No mesmo instante em que teu corpo
Toca o meu
Já não existe nem o certo nem errado
Só o amor que por encanto aconteceu

E é só assim que eu perdoo os teus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas não consigo te esquecer


domingo, 14 de julho de 2019

HORA DA VITROLA: GONZAGÃO E FAGNER (SÚPLICA CEARENSE)


Resultado de imagem para imagens solo nordestino seca

SÚPLICA CEARENSE
DE GORDURINHA E NELINHO




Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará


quarta-feira, 26 de junho de 2019

HORA DA VITROLA: ZÉ RAMALHO (ADMIRÁVEL GADO NOVO)

Resultado de imagem para IMAGENS PARA POVO RETIRANTE
Imagem: "Retirante#, de Cândido Portinari


ADMIRÁVEL GADO NOVO

De Zé Ramalho e Alceu Valença

Com Zé Ramalho e Fagner




Vocês que fazem parte dessa massa

Que passa nos projetos do futuro

É duro tanto ter que caminhar

E dar muito mais do que receber

 

E ter que demonstrar sua coragem

À margem do que possa parecer

E ver que toda essa engrenagem

Já sente a ferrugem lhe comer

 

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

 

Lá fora faz um tempo confortável

A vigilância cuida do normal

Os automóveis ouvem a notícia

Os homens a publicam no jornal

 

E correm através da madrugada

A única velhice que chegou

Demoram-se na beira da estrada

E passam a contar o que sobrou!

 

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

 

Ôôô, boi

 

O povo foge da ignorância

Apesar de viver tão perto dela

E sonham com melhores tempos idos

Contemplam essa vida numa cela

 

Esperam nova possibilidade

De verem esse mundo se acabar

A arca de Noé, o dirigível

Não voam, nem se pode flutuar

 

Não voam, nem se pode flutuar

Não voam, nem se pode flutuar

 

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

Ê, ô, ô, vida de gado

Povo marcado, ê!

Povo feliz!

  

terça-feira, 5 de março de 2019

HORA DA VITROLA: FAGNER E DJAVAN (MUCURIPE)

Resultado de imagem para imagens para velas do Mucuripe
Mucuripe - YouTube


 MUCURIPE
DE BELCHIOR E FAGNER
COM DJAVAN E FAGNER



As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou mandar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar

Hoje à noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou mandar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar

Hoje à noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo inda era flor

Sob o meu chapéu quebrado
Um sorriso ingênuo e franco
De um rapaz novo encantado
Com vinte anos de amor

Aquela estrela é dela
Vida, vento, vela, leva-me daqui
Aquela estrela é dela
Vida, vento, vela, leva-me daqui

As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar

Hoje à noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo inda era flor

Sob o meu chapéu quebrado
Um sorriso ingênuo e franco
De um rapaz moço encantado
Com vinte anos de amor

Aquela estrela é dela
Vida, vento, vela, leva-me daqui
Aquela estrela é dela

Vida, vento, vela, leva-me daqui

sexta-feira, 8 de junho de 2018

HORA DA VITROLA: LUIZ GONZAGA E FAGNER (SÚPLICA CEARENSE)

Resultado de imagem para imagens seca no sertão cearense
Foto: Arquivo Google

SÚPLICA CEARENSE

De Gordurinha e Nelinho
Com Luiz Gonzaga e Fagner




Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
  

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CHÁ DAS CINCO: CECÍLIA MEIRELES















MOTIVO



Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.



Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.



Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.



Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada.



( Cecília Meireles ) 


MUSICADO POR FAGNER













domingo, 14 de fevereiro de 2016

CHÁ DAS CINCO: FLORBELA ESPANCA


FANATISMO

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!


Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!"

Florbela Espanca (1894 – 1930), poetisa portuguesa


Canta Fagner:






quinta-feira, 9 de outubro de 2014

FERREIRA GULLAR: ETERNO VIRA IMORTAL. SERÁ ARTE?

WWW.ONORDESTE.COM


TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar



Por 36 votos a favor e um nulo, o escritor Ferreira Gullar foi eleito na tarde desta quinta-feira (9) o novo imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras). Poeta, crítico de artes e dramaturgo de 84 anos, Gullar é o novo titular da cadeira 37, ocupada anteriormente por Ivan Junqueira, que morreu no dia 3 de julho.

Gullar, agraciado com o prêmio Camões da Literatura de Língua Portuguesa em 2010, ocupará a vaga que já foi de ilustres pensadores da história brasileira: o pernambucano filólogo e poeta José Júlio da Silva Ramos, que fez parte do grupo que fundou a ABL e escolheu como patrono de sua cadeira o poeta português Tomás Antônio Gonzaga; além de Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand e João Cabral de Melo Neto. (Fonte: UOL)


E FAGNER CANTA GULLAR