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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

HORA DA VITROLA: FAGNER (DESLIZES)

Resultado de imagem para ilustração para ciúmes
ILUSTRAÇÃO: LÍVIA


DESLIZES

De Michael Sullivan/Paulo Massadas
Com Fagner




Não sei por que
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim o que bem quer
Se ao teu lado sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei quem você é

Eu sei de tudo com quem andas
Aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer você pra mim

E como prêmio eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo tão antigo
E fecho os olhos para todos
Os teus passos
Me enganando, só assim somos amigos

Por quantas vezes me dá raiva te querer
Em concordar com tudo o que você me faz
Já fiz de tudo pra tentar te esquecer
Falta coragem para dizer que nunca mais

Nós somos cúmplices, nós dois
Somos culpados
No mesmo instante em que teu corpo
Toca o meu
Já não existe nem o certo nem errado
Só o amor que por encanto aconteceu

E é só assim que eu perdoo os teus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas não consigo te esquecer


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

QUASE HISTÓRIAS: DESLIZES

Foto: Arquivo Google

-- Caramba! Assim não dá. Sei que errei muito, que ainda cometo equívocos, que não sou – nunca fui – santo. Mas você só enxerga meus defeitos. Será que eu não acerto nunca?

-- Acerta. Claro que você acerta.

-- Então, por que você não me elogia quando faço as coisas direito?

-- É que seus acertos não são acertos, são deslizes.


ORGULHO BESTA

-- Zuza é um velhote metido a macho. Dia desses, torrou a paciência de todo mundo que estava aqui, com uma conversa tola. Estava meio tocado. Repetiu umas cem vezes, no mínimo, que nunca brochou.

-- Deve ser verdade. Pode ser verdade, sim.

-- Duvido. Quem nunca falhou na vida, pelo menos uma vez ou duas?

-- A mulher dele me disse, com cara de muitos amigos, sem que eu nada lhe perguntasse, que Zuza deixou de procurá-la quando completou 40 anos de idade...

-- Cara de muitos amigos? Por que ele parou tão cedo?

-- Para não correr o risco, segundo ela, de fracassar, entendeu?

-- Cacilda! Ele tem mais de sessenta. Vinte anos sem... E a mulher, como fica?

-- Sei lá. Pergunte para ela, viúva de marido vivo. Aí, você entenderá porque ela tem cara de muitos amigos.



(Orlando Silveira - atualizado em novembro de 2018)