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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

POLÍTICA: OPINIÃO: CARLOS CHAGAS


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DESINTERESSE E IRRITAÇÃO


Houve tempo em que as eleições não eram informatizadas e tínhamos de votar colocando no envelope um papelzinho com o nome do candidato. 
Era grande o número de eleitores que rabiscavam ofensas
 e até palavrões em vez do nome do candidato

Por Carlos Chagas
Em “Diário do Poder”

Vem se aproximando perigosamente do dia da eleição dois fatores que as pesquisas eleitorais não consideram, pelo contrário, fogem deles como o diabo da cruz: o desinteresse e a irritação. Os candidatos, os partidos políticos, a justiça eleitoral e até a mídia omitem e abominam esses dois sentimentos que acompanharão boa parte do eleitorado e demonstrarão a pouca importância que o cidadão comum vem dando ao processo político.

Vamos aguardar os resultados, mas há quem preveja boa parte do eleitorado deixando de comparecer às urnas, por desinteresse amplo, geral e irrestrito.

Outros que não comparecem ou que votam por obrigação estarão com raiva de tudo o que os candidatos representam. A irritação diante daqueles que mentiram a mais não poder durante as campanhas torna-se evidente em qualquer conversa. “Votar nesses bandidos que nos exploram, para quê?”

Os acontecimentos recentes, do mensalão ao petrolão, da Operação Lava Jato ao juiz Sérgio Moro, deixaram o eleitor com raiva da política e dos políticos. “Para que votar se eles vão roubar?”

Essas previsões dependem de comprovação, porque milagres às vezes acontecem. Pode ser que a maioria do eleitorado decida cumprir o seu dever, assim como existirá, entre os candidatos a prefeito e a vereador, um grupo de gente honesta e capaz de trabalhar pelo povo. Mas é bom não apostar, porque o desinteresse e a irritação batem à porta, faltam só 48 horas.

Houve tempo em que as eleições não eram informatizadas e tínhamos de votar colocando no envelope um papelzinho com o nome do candidato. Era grande o número de eleitores que rabiscavam ofensas e até palavrões em vez do nome do candidato, ou até preferencialmente deixando os dois. A justiça eleitoral proibiu a divulgação daquelas opiniões, e agora ficou impossível exprimir nossa irritação num teclado de computador. Mas a raiva permanece a mesma.

Em suma, vale aguardar a noite de domingo, quando já se conhecerão os prefeitos recém-eleitos. O desinteresse poderá ser expresso pela ausência, a abstenção e o voto em branco. A irritação, porém, seguirá com o eleitor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: CARLOS CHAGAS

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GOOGLE

O ALFAIATE E A COSTUREIRA

Publicado em “Diário do Poder”

  
(Por Carlos Chagas) A sucessão de manifestações contrárias ao presidente Michel Temer atravessou o Sete de Setembro e entrará pelo fim de semana. Com o adendo de que o número de manifestantes não diminuiu, muito pelo contrário. Além de São Paulo e Rio, outras capitais engrossam os protestos.

Não se concluirá, ao menos por enquanto, que a voz das ruas chegará a decibéis capazes de abalar as estruturas institucionais do país. Mas é bom tomar cuidado, porque esses fenômenos costumam pegar, como se dizia tempos atrás, feito sarampo.

Será ilusão supor os protestos como resultando apenas de iniciativas do PT e forças afins, reação ao afastamento de Dilma Rousseff. Está no âmago da ocupação das ruas o protesto à tomada do poder pelas elites, assim como a indignação pela crise econômica e a falta, pelo Estado, de iniciativas em condições de minorar as agruras da população. Porque desde a reeleição de Madame nenhum resultado apareceu favorecendo a recuperação nacional. É verdade que ninguém supôs a ascensão de Michel Temer como solução para superar as dificuldades do dia a dia do cidadão comum, a começar pelo desemprego e a elevação do custo de vida. Mas como o ex-vice-presidente foi alçado ao patamar mais alto das responsabilidades públicas, azar o dele. Ainda mais por se haver ligado a promessas e programas que só beneficiam as classes melhor favorecidas.

Crescem as manifestações populares, reforçadas pela classe média igualmente submetida às dificuldades econômicas. Onde vão dar, fica difícil imaginar. Pode ser no crescimento da onda em favor de eleições diretas já. Também pode ser na impossibilidade de continuarem em vigor as arcaicas instituições legislativas, ou, pior ainda, as ameaças de retrocesso através da política econômica liberal.

Uma coisa perece certa: a sociedade não aguenta mais a roupa apertada com que as elites insistem em obrigá-la a vestir. Com Michel Temer de alfaiate, parece difícil,  como foi com Dilma de costureira.

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CARLOS CHAGAS É JORNALISTA