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quarta-feira, 14 de março de 2018

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Foto: Reprodução/G

TÍTULO DE LIVRO DE LULA 
TRAZ OBVIEDADE:
A VERDADE JÁ ESTÁ VENCENDO

Jornais noticiaram que na sexta-feira (16) será lançado livro de Lula: “A verdade vencerá”. Como diria colunista social, não convidem para a mesma mesa a verdade e um de seus mais ferozes torturadores. Não se pode dizer que um livro foi escrito por alguém que não sabe escrever. O título é uma obviedade, a verdade sempre vence e já está vencendo. Tanto assim que ele já foi condenado em segunda instância e se aproxima aceleradamente da cadeia. (Augusto Nunes)





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

Já imaginaram o que aconteceria ao PT se cinismo fosse considerado crime? A pergunta vem após a nota divulgada pelo partido para responder às acusações feitas pelo PMDB, que disse que o PT deveria pedir desculpas ao povo brasileiro. (Augusto Nunes - Jovem Pan: 30/11/2017)



sábado, 25 de novembro de 2017

POLÍTICA/ OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

Resultado de imagem para IMAGENS BARBIE
NÃO SE ILUDA, IRMÃO. CAMISINHA SEMPRE
Ou novas Gleisis

GLEISI ACHA PERIGOSO DEMAIS
O CLUBE QUE FREQUENTA

A presidente do PT rejeita o parlamentarismo porque
um Congresso infestado de gleisis não merece confiança

Por Augusto Nunes
24/11/2017, 20h00

Durante um seminário sobre a reforma trabalhista organizado pela CUT, a senadora Gleisi Hoffmann tentou explicar por que rejeita a aposentadoria do presidencialismo vigarista implantado pelo partido que preside: “Nós já tivemos dois plebiscitos e o povo brasileiro disse que não queria parlamentarismo”, lembrou. “Agora eles querem instituir o parlamentarismo com esse Congresso”.

Faz sentido. Não pode ser confiável um Congresso em que uma Gleisi desfila na comissão de frente, escoltada por Vanessa Grazziotin, Humberto Costa e Lindbergh Farias. Mas quem seria essa gente que a senadora, imitando Lula, junta num balaio denominado “eles”? Certamente estão fora dessa misteriosa entidade os colegas Fernando Collor, Renan Calheiros e outros prontuários que, na meia idade, viraram amigos de infância do deus da seita.

Esses, repito, nasceram uns para os outros. E a qualquer momento estarão dividindo uma cela com o chefão do maior esquema corrupto da história.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

COMPORTAMENTO/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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POIS É, QUE PENA

 NA INTERNET, A COMPAIXÃO
É UM SENTIMENTO EM EXTINÇÃO

O caso do submarino mostra que, num Brasil embrutecido
pelo Fla X Flu interminável, talvez não haja mais espaço
para manifestações de solidariedade

Por Augusto Nunes
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
24/11/2017 | 11h40

Oito dias depois do desaparecimento do submarino argentino num ponto do Oceano Atlântico, o mundo ignora se os 44 tripulantes — 43 homens e uma mulher — continuam vivos. Ninguém sabe se a embarcação ainda existe ou foi destruída por uma explosão. Nem em que parte do mar há marinheiros implorando por socorro agarrados à esperança ou corpos à espera de resgate e sepultamento em terra firme.

Há uma semana, acompanho a saga dos argentinos sumidos no fundo do mar com angústia e espanto. Angustia-me imaginar o desespero crescente de um grupo de seres humanos. Espanta-me o pouco interesse despertado pela tragédia no mundo da internet, que até recentemente reagia com mobilizações imediatas e portentosas ao topar, por exemplo, com a imagem de alguma baleia encalhada na praia.

Imagem relacionada
PACIÊNCIA

Nos grandes sites, posts sobre o drama pavoroso são quase todos rasos e burocráticos. Seguem-se pouquíssimos comentários — às vezes nenhum. Um texto publicado no UOL, por exemplo, mereceu uma única observação: o leitor se declarou indignado com um prosaico erro gramatical cometido pelo redator anônimo.

Num Brasil embrutecido pelo Fla X Flu interminável e feroz, talvez não haja mais espaço para manifestações de solidariedade. Essas ondas de clemência até pouco tempo atrás irrompiam espontâneas e vigorosas, fossem quais fossem o palco da tragédia e a nacionalidade das vítimas.

Hoje, é penoso constatar que no universo das redes sociais, é o ódio que mais mobiliza. A cólera epidêmica parece ter transformado a compaixão num sentimento ameaçado de extinção.

Imagem relacionada
FIZ O QUE (NÃO) PUDE

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Dilma, na caricatura de Troll

DILMA DÁ ENTREVISTA
EM DILMÊS ALCOOLIZADO

No tour pela Europa bancado pelos pagadores de impostos,
a ex-presidente apresenta ao mundo mais uma versão
do dialeto que ela própria criou

Por Augusto Nunes
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
22/11/ 2017 | 21h53

Em uma das escalas do recente tour pela Europa bancado com o dinheiro dos pagadores de impostos, Dilma Rousseff aproveitou a inocência de um jornalista português para ampliar o repertório de invencionices: “Teve um momento, que eu fiquei… no… no, eu, eu, eu… Eu fui suspensa de ser presidente, mas continuava sendo presidente”, decolou em dilmês castiço. “É uma… uma coisa, é que é uma lei muito antiga, é uma lei de 1950, então ela não dá conta da necessidade que você tem de resolver logo se uma pessoa é presidente ou não é presidente”.

Animada com o movimento afirmativo de cabeça que o jornalista repete enquanto escuta a resposta, a ex-presidente continua. “Então eu, eu era, eu era obrigada a ficar no Palácio do Planalto, do, do, do Alvorada, é um outro palácio, é o palácio de residência, e, é típico dos palácios terem flores”. Como para o neurônio solitário gostar de flores não combina com a personalidade de uma supergerente, Dilma resolveu ponderar: “Eu nunca tinha visto se tinha flor ou não tinha flor, porque cê não tem tempo de ficar olhando se tem flor, mas quando eu estava nessa situação, os golpistas são muito mesquinhos, foram lá e tiraram todas as flores e isso foi noticiado pela imprensa”.

A partir daí, começa o sobrevoo na estratosfera. “Pra mim, um dos grandes momentos foi as mulheres, encheram a praça em, em frente ao, ao palácio e me levaram flores”, inventa Dilma, descrevendo um episódio que nunca existiu. “A partir daí, elas durante… Outro dia eu recebi uma flor lá em Berlim, porque elas me mandavam sempre flor, era, vamos dizer assim, era manifestação delas, mas tem uma outra muito bonita: foram as mulheres as primeiras a se rebelarem e a ir pras ruas, então os movimentos de mulheres, de mulheres jovens, foram para a rua as mulheres e os jovens, primeiro, o que pra mim foi muito importante”.

A discurseira sem sentido talvez seja explicada pelo desfecho: “Eu era dita como sendo uma mulher que tinha uma mania, era obsessiva compulsiva por trabalho, tinha, era work-alcoolic e tinha uma mania de fazer todo mundo trabalhar, o homem seria grande empreendedor”.

Traduzida para o português, a expressão work-alcoolic significa trabalho alcoolizado. A entrevista de Dilma foi coisa de bebum.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Xô, corruptos! (Ilustração: iStock

CABE AO ELEITORADO FAZER
EM 2018 A REVOLUÇÃO PELO VOTO

Um novo Congresso poderá livrar o Brasil
da hegemonia dos ladrões com foro privilegiado.
Que os brasileiros decentes neguem seu voto 
aos corruptos que infestam o Legislativo

Por Augusto Nunes
21/11/2017 | 18h16

O pior Congresso da história do Brasil substituiu o presidencialismo de cooptação, implantado no governo Lula e mantido no governo Dilma, pelo parlamentarismo cafajeste. Hoje, o Poder Legislativo manda mais que o Executivo e o Judiciário. E as assembleias estaduais vão se tornando mais fortes que governadores ou mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal.

As cenas de safadeza explícita produzidas pela Assembleia do Rio de Janeiro, que chegaram ao clímax com a revogação da prisão do seu presidente, Jorge Picciani, e dois comparsas, transformaram em certeza a suspeita que se espalhou por todo o Brasil depois da absolvição de Aécio Neves no Senado: as eleições parlamentares de 2018 serão mais importantes que a escolha dos ocupantes de cargos no Executivo.

Seja quem for o sucessor de Michel Temer, o presidente da República terá menos poderes que um Congresso que hoje interpreta e aplica arbitrariamente as leis que antes apenas aprovava. Que decide como será o Orçamento da União. Que indica (ou impõe) ao chefe de governo os integrantes do primeiro escalão. Que frequentemente se vale de métodos de extorsionário para acuar o chefe do Poder Executivo.

Nem o maior dos estadistas conseguirá governar o Brasil com um Congresso semelhante ao que temos agora. Como senadores e deputados são eleitos pelo povo, é hora de usar a urna como arma para fazer em 2018 a revolução pelo voto. A grande reforma política virá com a mudança radical da composição do Senado, da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas.

Que os brasileiros honestos tapem as narinas e entrem nas disputas eleitorais. E que os brasileiros decentes neguem seu voto aos corruptos que infestam o Legislativo. O parlamentarismo camuflado que hoje atormenta o país pode transformar-se no caminho mais curto para a salvação. Se o povo votar corretamente, um novo Congresso poderá livrar o país da hegemonia dos ladrões com direito ao foro privilegiado.


LULA, DILMA E CABRAL: OS TRÊS
CABOS ELEITORAIS DE PICCIANI

Lindberg foi envergonhar o Rio no Senado. Picciani, derrotado,
ajudou a destruir o Rio na presidência da Assembleia Legislativa

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Lula, Cabral e Dilma: os três porcões
Foto: Arquivo google


 “A eleição para o Senado, ela mais que importante, ela é decisiva”, começa Sérgio Cabral, ainda em liberdade, num vídeo veiculado durante a campanha de 2010. “Lula e eu trabalhamos em união pelo Rio. Com Dilma, daremos continuidade a este trabalho. Precisamos eleger dois senadores que estejam sintonizados com essa união, com essa parceria. E que possamos confiar na defesa dos interesses do Estado. Lindberg Farias e Jorge Picciani serão o meu voto para o Senado Federal. E eu peço também o seu voto”.

Em outro trecho, Lula reforça: “Eu quero agradecer ao deputado Picciani a corajosa militância do PMDB”. Em seguida, entra Dilma Rousseff: “O Lindberg e o Jorge Picciani constituem os candidatos a senador que nós apoiamos”.

O desfile de cabos eleitorais é completado por Lidberg Farias: “Para votar para o Senado este ano são dois votos. Nós dois juntos, Picciani e Lindberg, vamos conseguir fazer muita coisa pelo Rio de Janeiro”.

Lindberg foi envergonhar o Rio no Senado. Picciani, derrotado, ajudou a destruir o Rio na presidência da Assembleia Legislativa. (AN)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Mais uma boquinha não fará mal a Lurian
Foto: YouTube 

FILHA DE LULA CONTINUA A SUBIR
NA VIDA POR CONTA DO POVO

Lurian era assessora da prefeitura de Maricá, 
controlada pelo PT. Agora, virou assessora 
da deputada petista Rosângela Zeidan

Por Augusto Nunes
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes
20/11/2017, 21h25

Durante mais de dez anos, Sérgio Cabral, Lula, Pezão e Dilma prometeram usar o petróleo do pré-sal para fazer do Rio de Janeiro uma versão ampliada da Cidade Maravilhosa. A imensidão de barris continua no fundo do mar, a Petrobras quase faliu, a capital lembra uma frente de guerra e o estado quebrou.

Dos quatro vigaristas, só Cabral está preso. Foi sentenciado a 72 anos de cadeia (por enquanto). Lula (por enquanto) está condenado a nove anos e meio de gaiola. Dilma e Pezão (até agora) não foram alcançados pelo merecidíssimo castigo.

O quarteto malandro parece não ter entendido — ou finge não entender — que a festa acabou. Pezão permanece homiziado no gabinete do governador, disposto a completar a obra de destruição executada por Cabral. E Lula ainda recebe homenagens dos devotos infiltrados na Assembleia Legislativa.

Neste domingo, a imensidão de desempregados brasileiros soube que a filha do chefão, Lurian Lula da Silva, continua subindo na vida por conta dos pagadores de impostos. Era assessora da prefeitura de Maricá, controlada pelo petista Washington Quaquá, presidente do PT do Rio. Acaba de virar assessora parlamentar da deputada estadual Rosângela Zeidan, mulher de Quaquá.

Rosângela diz que escolhe os assessores que quiser. O pagamento do salário fica por nossa conta, claro. Lurian vai ganhar mais de R$ 7.300 por mês para ajudar a deputada a tirar do xilindró colegas presos, como aconteceu com Jorge Picciani.

Mais um motivo para que a população fluminense saia às ruas já. E mostre como deve ser tratado quem trata os brasileiros como se fossem um bando de cordeiros idiotizados.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Lula, por Estacinho


LULA TAPEIA SEUS COMPARSAS DO PC DO B

Ex-presidente jura que sempre combateu a reforma
que apoiou no vídeo e ordenou a Dilma que aprovasse

Por Augusto Nunes
19/11/2017 – 21h26

Lula dedicou este domingo a tapear os companheiros e comparsas do PCdoB. No congresso do partido cujo sonho é ressuscitar o comunismo, o corrupto condenado (por enquanto) a nove anos e meio de prisão, declarou-se contrário à reforma da Previdência que defendeu no vídeo abaixo. “Éramos contra reforma trabalhista, e ela aconteceu. Éramos contra a Previdência, e se não tomarmos cuidado, vai acontecer”, mentiu.

O palavrório tornou atualíssimo o texto publicado nesta coluna em março deste ano. Confira:

Primeiro Lula tratou de certificar-se de que a plateia reunida nesta quarta-feira era amestrada. Só então se animou a afastar-se das catacumbas do Instituto Lula para berrar na Avenida Paulista o contrário do que disse no vídeo gravado em 2015. Há apenas dois anos, o mais vistoso réu da Lava Jato endossava argumentos evocados pelo presidente Michel Temer para justificar a reforma da Previdência.

Como se vê, Lula sabe que a curva desenhada pelo crescimento da expectativa de vida tornou irremediavelmente grisalha a legislação previdenciária. “A gente morria com 60 anos de idade, com 50 anos de idade, agora a gente tá morrendo com 75″”, compara no vídeo. Ele também reconhece que a passagem do tempo exige correções modernizadoras em praticamente todos os textos legais. “Você não pode ficar com a mesma lei que você tinha feito a 50 anos atrás”, diz o palanque ambulante. “É preciso que você avance”.





“Cê tem várias formas pra encarar a questão da Previdência”, concorda a ainda presidente Dilma Rousseff no vídeo abaixo, gravado em janeiro de 2016. “Os países desenvolvidos, todos eles, buscaram aumentar a idade de acesso, a idade mínima para acessar a aposentadoria. Tem esse caminho”. Demitida do emprego que desonrou e despejada do Planalto antes que concluísse a missão de arrasar o Brasil, Dilma também mudou de rota ─ e declarou guerra à reforma proposta pelo governo Temer. Ela sempre faz o que Lula ordena.


Por que o pregador de missa negra mudou de ideia? Mentiu antes ou está mentindo agora? Qual é o Lula que vale? Nenhum dos dois vale nada. Simples assim. Qualquer versão do chefão é tão falsa quanto o narizinho arrebitado de Gleisi Hoffmann.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Para Lula, quadrilha unida jamais será vencida
Foto: YouTube

O CHEFÃO QUER UNIR
OS LARÁPIOS DO PT
E OS GATUNOS DO PMDB

O chefão quer unir os larápios do PT e os gatunos do PMDB
Lula perdoa os 'golpistas' para pacificar os dois bandos
que agiram juntos no maior esquema corrupto da história

Por Augusto Nunes
12/11/2017 – 20h40

“Estou perdoando os golpistas que fizeram essa desgraça com o país”, disse Lula a seus discípulos no sermão da missa negra celebrada em Belo Horizonte. Em seguida, o torturador da verdade jurou que se inspira em Juscelino Kubitschek, que anistiou militares envolvidos em duas rebeliões contra o governo constitucional.

O exemplo histórico escancara o mentiroso compulsivo e o ignorante sem remédio que convivem na cabeça do palanque ambulante. JK perdoou os amotinados para conter a inquietação dos quartéis e consolidar a democracia. Lula se fantasia de generoso para reunificar a grande quadrilha que concebeu e chefiou.

Até a chegada da Lava Jato, os larápios do PT e os gatunos do PMDB roubaram juntos. Em perfeita harmonia, esvaziaram cofres ministeriais, embolsaram verbas federais bilionárias e, com o PP como coadjuvante, transformaram a Petrobras no alvo do maior esquema corrupto da história.

Os delinquentes separados pelo impeachment de Dilma Rousseff têm tudo para refazer o casamento dos fora-da-lei. Geddel Vieira Lima, por exemplo, foi ministro de Lula, diretor da Caixa Econômica de Dilma e ministro de Temer. Elizeu Padilha e Moreira Franco atuaram no governo do poste fabricado por Lula com a mesma desenvoltura que exibem no governo do vice que o chefão escolheu.

Todos estão ligados por anotações comuns nos prontuários. E todos sabem que nasceram uns para os outros.

sábado, 11 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Mario Covas: ética e política: tudo a ver
Foto: arquivo Google

OS TUCANOS HONRADOS PRECISAM
CAIR FORA DO PSDB DE AÉCIO

Em 1989, Mário Covas atravessou a campanha reiterando
que "é possível conciliar política e ética, política e honra,
política e mudanças"

Por Augusto Nunes
10/11/2017 – 21h38

Agonizante desde a divulgação da repulsiva conversa telefônica com Joesley Batista, morreu nesta quinta-feira o Aécio Neves que durante muito anos se disfarçou de neto de Tancredo ainda mais mineiramente jeitoso, matreiro e sabido que o avô. O atestado de óbito foi a carta que destituiu Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB. O documento voltou a escancarar a face escura do candidato à Presidência que iludiu mais de 50 milhões de brasileiros na eleição de 2014.

Em 25 de junho de 1988, um grupo de políticos decentes resolveu abandonar o PMDB, então dominado pelo governador paulista Orestes Quércia, e criar o Partido da Social Democracia Brasileira ─ nascido “longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas”, segundo o fundador Franco Montoro. Tradução: o PSDB pretendia ser um PMDB com vergonha na cara. Em 1989, o primeiro candidato do PSDB ao Planalto, Mário Covas, atravessou a campanha reiterando que “é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudanças”.

A caminho dos 30 anos, a sigla dos tucanos é comandada por Aécio Neves, uma contrafação mineira de Quércia.  Disposto a tudo para escapar da morte política, o senador mineiro segue agarrado à parceria com o PMDB de Temer. É compreensível que tenha promovido a presidente interino o parceiro Alberto Goldman. Quando o PSDB nasceu, Goldman optou pelas benesses do poder e ficou no PMDB, longe do pulsar das ruas. Permaneceu ao lado de Quércia e foi secretário de Estado do começo ao fim do mandato do chefão.

“O PSDB desses caras não é o meu PSDB, que é o de Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso”, resumiu Tasso Jereissati nesta quinta-feira. Os homens honrados que restam no partido, e que defendem o fim da aliança tóxica com o governo do vice de Dilma Rousseff, estão condenados a reprisar a diáspora ocorrida em 1988 e abandonar o ninho infestado de vigaristas. É hora de abrigar-se num novo partido ou em algum já existente que seja proibido para corruptos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

IMPRENSA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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 WILLIAM WAACK VIRA ALVO
DO EXÉRCITO DOS ABJETOS

O ataque ao brilhante profissional confirma que, aos olhos
dos idiotas, independência jornalística é pecado mortal

Por Augusto Nunes
09/11/2017 - 20h22


Conheci William Waack há quase 50 anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão. Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como modelo a todo jornalista iniciante.

Repórter visceral, excepcionalmente talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo. Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceasescu na Romênia ou da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou em jornais e revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História.

Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu, William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão irretocavelmente altivos. Manteve a independência, a autonomia intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.

Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos. As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.


Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente. Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William Waack.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Aeroporto de Congonhas (foto: Infraero)


O PAÍS QUER SABER SE CONGONHAS
FOI VENDIDO AO EX-DEPUTADO BANDIDO

Preso pelo escândalo do mensalão e afastado da Câmara,
Valdemar Costa Neto comprou por 37 votos
o mais rentável aeroporto da América Latina

Por Augusto Nunes
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes
07/11/2017 – 17h56

Como o desfile de bandalheiras não pode parar, o carro alegórico reproduzindo o aeroporto de Congonhas ficou exposto por pouco tempo à plateia aglomerada nas arquibancadas da Sapucaí da corrupção. Depois de informar que o mais rentável aeroporto da América Latina seria excluído do pacote de privatizações por exigência do ex-deputado Valdemar Costa Neto, a imprensa foi tratar de outras maracutaias.

É preciso voltar imediatamente ao assunto e abortar a negociata em trabalhos de parto. Preso pelo escândalo do mensalão e afastado da Câmara, Valdemar continua dono do PR, que tem 37 deputados, quatro senadores e o ministro dos Transportes. Para que a bancada votasse pelo arquivamento da segunda denúncia contra Michel Temer, o larápio irrecuperável cobrou um preço salgado: o Aeroporto de Congonhas.

Segundo o Ministério dos Transportes, a Infraero não conseguirá sobreviver sem Congonhas. Se é assim, que se inclua também a Infraero e seus penduricalhos no acervo a ser privatizado. Ou Michel Temer cria juízo e faz isso ou estará reconhecendo oficialmente que desde outubro Congonhas está incorporado ao patrimônio do bandido que só está em liberdade porque o Brasil, muito frequentemente, fica mais perto das cavernas que do mundo civilizado.

Nessa hipótese, Valdemar ficará ainda mais rico. Temer garantiu o emprego. Como sempre, só saiu perdendo o Brasil.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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 QUATRO GOTAS NO OCEANO DE INSANIDADE

As maluquices do feriadão de Finados deixaram
desconcertados até os napoleões-de-hospício

Por Augusto Nunes
Blog do Augusto Nunes
Em 05/11/2017

Nesta virada de outubro para novembro do ano da graça de 2017, milhões de brasileiros imaginaram que o feriadão de Finados (com a consequente desativação dos três Poderes) lhes permitiria descansar por uma semana dos absurdos que inundam diariamente o noticiário jornalístico. Erraram de novo. A folga foi para o espaço a bordo de maluquices que deixaram desconcertados até os napoleões-de-hospício. Confiram quatro gotas no oceano de insanidade que vive ameaçando engolir o país:

1. Luislinda Valois, chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, produziu um documento com mais de 200 páginas para corrigir o que considera uma gravíssima injustiça pecuniária. Ela acha que merece embolsar tanto o salário de desembargadora aposentada quanto o de vigia dos direitos humanos com status de ministra. Se fosse dispensada de obedecer à lei que manda optar por um dos salários, Luislinda passaria a ganhar mais de R$ 60 mil por mês. Como ganha pouco mais que a metade dessa bolada, a ministra apresentou-se como prova de que, apesar da Lei Áurea, existe pelo menos um caso de trabalho escravo até no primeiro escalão do governo Temer. Luislinda desistiu do pleito diante da gargalhada que só não foi nacional porque todas as entidades defensoras dos direitos dos afrodescendentes preferiram refugiar-se na cara de paisagem.

2. Geddel Vieira Lima, que exerce desde a infância o ofício de delinquente, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a identificação do autor da denúncia que levou à descoberta dos mais de R$ 50 milhões guardados num prédio em Salvador. A ideia do inventor do apartamento com vista para o mar de dinheiro roubado só serviu para confirmar que no faroeste à brasileira o vilão é que persegue o mocinho.

3. Sérgio Cabral, recordista mundial de ladroagem em extensão, altura e abrangência, foi previsivelmente salvo por Gilmar Mendes da mudança para um presídio atulhado de criminosos que, perto do saqueador do Rio, parecem coroinhas que só furtam o vinho do padre. Continua hospedado no hotel-presídio que lhe oferece, entre outras mordomias cinco estrelas, até os serviços de um mordomo.

4. Numa discurseira em Belo Horizonte, Lula prometeu trazer de volta ao Brasil a democracia que está por aqui desde 1989, responsabilizou Michel Temer pelo que o orador e sua sucessora fizeram, exigiu um tratamento mais carinhoso para a Petrobras que assaltou e jurou que tanto a alma viva mais pura do país quanto a falecida Marisa Letícia não nasceram para roubar — verbo que conjugaram incessantemente depois da chegada à vida adulta.

Tom Jobim ensinou que o Brasil não é para amadores. Começa a tornar-se demasiadamente esquisito para os mais devotados profissionais.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES


 NUZMAN É O MICHAEL PHELPS
DO NADO NO ESGOTO

Lula sabia de tudo, como de tudo sabiam Sérgio Cabral,
João Havelange, Orlando Silva, Eduardo Paes e outros
festeiros reunidos na capital da Dinamarca
naquele 2 de outubro de 2009

O legado mais vistoso da Olimpíada de 2016 é o acervo de assombros protagonizados por Carlos Arthur Nuzman, finalmente engaiolado pela Lava Jato e anexado a uma população carcerária até então carente de um representante dos dirigentes esportivos bandidos. Uma das façanhas aparece no vídeo abaixo: sem ficar ruborizado, o supercartola que comprara a vitória do Rio finge surpreender-se com o resultado da eleição da sede dos Jogos de 2016.

O choro convulsivo de Lula, que despeja lágrimas de esguicho enquanto Nuzman celebra o sucesso dos fora-da-lei, confirma que se cinismo sincronizado fosse uma modalidade olímpica o Brasil já teria acumulado mais medalhas que as conquistadas por atletas americanos desde os primeiros Jogos da era moderna. Lula sabia de tudo, como de tudo sabiam Sérgio Cabral, João Havelange, Orlando Silva, Eduardo Paes e outros festeiros reunidos na capital da Dinamarca naquele 2 de outubro de 2009.

Outras duas proezas de Nuzman bastam para conferir-lhe o status de fenômeno merecedor de manchetes em todos os idiomas. Primeira: abastecido pela usina de ladroagens administrada pela quadrilha de Sérgio Cabral, o presidente do COB gastou uma fortuna de espantar qualquer Geddel na compra dos votos que decidiram a disputa, mas conseguiu enfiar nos próprios bolsos o suficiente para duplicar seu patrimônio.


A segunda façanha entronizou Carlos Arthur Nuzman no panteão dos semideuses do esporte. Com uma única Olimpíada, um jogador de vôlei aposentado conseguiu 16 quilos de ouro. E entrou para a História como um Michael Phelps do nado no esgoto.


sábado, 16 de setembro de 2017

POLÍTICA/OPINIÃO: AUGUSTO NUNES

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Briga em famiglia: o que foi feito da grande amizade?

PARA LULA, SÓ É CRIMINOSO
QUEM REVELA OS CRIMES DE LULA

Quanto Sergio Moro aceitou a denúncia do MPF
que tornou Palocci réu da Lava Jato, Lula declarou
que o companheiro era uma flor de integridade

Por Augusto Nunes
abril.veja.com.br/blog/augustonunes
15/09/2017 | 18h08

Prefeito de Ribeirão Preto de 1993 a 1996, descobriu-se que Antonio Palocci andava fraudando licitações para a compra de cestas básicas e cobrando mesadas de empresas fornecedoras da administração municipal. Imediatamente, Lula garantiu que Palocci jamais faria uma coisa daquelas. A demonstração de confiança foi reiterada em 2002, quando o chefe ordenou ao prefeito que renunciasse ao segundo mandato para comandar a coordenação financeira da campanha presidencial que levaria ao poder o candidato do PT.

A recusa dos primeiros da fila dos cotados para o cargo antecipou a chegada de Palocci ao Ministério da Fazenda, onde brilhou até meados de 2006. Começou a perder o emprego quando se descobriu que o manda-chuva da economia frequentava assiduamente a mansão em Brasília conhecida como República de Ribeirão. O ministro negou o status de freguês mais graduado do local reservado a festas ornamentadas por belas mulheres e lobistas com prontuários assustadores. Testemunha das constantes aparições do chefe, o caseiro Francenildo Costa implodiu a versão anêmica. E entrou na mira da bandidagem.

À caça de irregularidades que comprometessem a credibilidade de Francenildo, Palocci encomendou o estupro do sigilo da conta que mantinha na Caixa Econômica Federal. Imediatamente, Lula declarou que o grande companheiro jamais faria uma coisa daquelas. Fracassadas as tentativas de mantê-lo no cargo, o presidente caprichou na pose de viúva inconsolável ao despedir-se do parceiro a quem conferiu o título de “melhor ministro da Fazenda que o Brasil já teve”.

Em 2009, quando o ministro Gilmar Mendes inventou o estupro sem estuprador para absolver Palocci no julgamento do caso do caseiro pelo Supremo Tribunal Federal, Lula lançou a candidatura do então deputado federal a governador de São Paulo. Em 2010, o chefão decidiu que o ex-ministro seria muito mais útil no papel de coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Consumada a vitória do poste, o fabricante ordenou-lhe que instalasse o craque em coleta de doações eleitorais na chefia da Casa Civil.

Palocci durou pouco no emprego. Soterrado por bandalheiras que transformaram em multimilionário um despachante de negociatas fantasiado de consultor de negócios, foi despejado do 4° andar do Planalto em 7 de junho de 2011. Lula repetiu que o companheiro era inocente. Em novembro de 2016, quando Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que incluiu o ex-ministro entre os réus da Lava Jato. Lula solidarizou-se com o “exemplo de integridade”.



O ex-presidente repetiu a afirmação em junho passado, depois da condenação de Palocci a 12 anos de cadeia, e derreteu-se em elogios em sucessivas entrevistas. Numa delas, protestou contra a injustiça perpetrada contra “um dos homens mais inteligentes, leais e respeitáveis” que já conheceu. Também por isso, jurou que não lhe tirava o sono uma possível delação premiada do parceiro acusado por executivos da Odebrecht de administrar pessoalmente a conta de Lula no Departamento de Propinas da empreiteira. Ninguém mais qualificado do que o Italiano para lidar com a fortuna à disposição do Amigo.

Nesta quarta-feira, no segundo encontro com Sergio Moro em Curitiba, Lula mudou de ideia. Ainda grogue com as revelações de grosso calibre feitas por Palocci na semana anterior, enxergou no velho companheiro um “mentiroso, simulador, calculista e frio”. O setentão corrupto condenado a 9 anos e meio de gaiola anda enxergando as coisas pelo avesso. O Palocci que mentia para protegê-lo é que se encaixa nos adjetivos que agora usa. Tornou-se um perigo ambulante ao começar a contar a verdade.


A discurseira do ex-presidente a caminho da morte política também confirmou que os devotos da seita se curvam sem miados a uma regra que contém apenas uma exceção. A regra: “Todo petista é inocente, seja qual for o crime que tenha cometido”. A exceção: “Não haverá perdão para quem cometer o crime de revelar os crimes do mestre”.