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segunda-feira, 15 de julho de 2019
quinta-feira, 12 de julho de 2018
LÍNGUA AFIADA: OSCAR WILDE
O
MEDO DE NÓS PRÓPRIOS
Acredito que se um homem
vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expressão a cada
pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um
novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época
medieval e regressaríamos ao ideal helênico, possivelmente até a algo mais
depurado e mais rico do que o ideal helênico.
Mas o mais corajoso homem
entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive
tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas
nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e
envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a ação é um
modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o
luxo de um remorso.
A única maneira de nos
livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma
adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas
monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes
acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas
neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.
(Oscar
Wilde, em “O Retrato de Dorian Gray”)
FRASES
.
Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos
pelo caráter e os inimigos pela inteligência.
A arte, felizmente, ainda não soube encobrir a verdade.
O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça
quando é chamado a agir pelos ditames da razão.
A única coisa a fazer com os bons conselhos é passá-los a
outros; pois nunca têm utilidade para nós próprios.
Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade
suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.
É melhor ter um rendimento permanente do que ser
fascinante.
Todo mundo é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada.
***
Em 1883, Oscar Wilde vai morar em Paris, onde
entra para o mundo literário local, o que o levou a abandonar o movimento
estético. De volta à Inglaterra casa-se com Constance Lloyd, filha de um
advogado bem sucedido de Dublin. Vão morar em Chelsea, bairro dos artistas
londrinos. O casal teve dois filhos. Os anos de 1887 e 1888 foram os mais
produtivos do escritor, publicou poemas, contos e novelas. Em 1891 publicou sua
obra prima "O Retrato de Dorian
Gray", romance que retrata a decadência moral humana.
Em 1895, Oscar Wilde é acusado de ter um caso
amoroso com Lord Alfred Douglas (Bosie), filho do Marquês de Queensberru.
Processado pelo marquês é severamente condenado pela lei inglesa. É levado a
julgamento, pela terceira vez, e condenado a dois anos de prisão. Wilde viu sua
fama desmoronar, seus livros foram recolhidos e suas comédias retiradas de
cartaz. Na prisão escreveu "A
Balada do Cárcere de Reading" e "De
Profundis", uma longa carta ao Lord Douglas. Libertado no dia 19 de
maio de 1897, foi morar em Paris, passando a usar o pseudônimo de Sebastian
Melmoth. Passou o resto de seus dias morando em hotéis baratos e se
embriagando.
Oscar Wilde morreu
em Paris, vítima de meningite, no dia 30 de novembro de 1900.
(Fonte: e-biografias.net)
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
ABUJAMRA DECLAMA OSCAR WILDE
LOUCOS E SANTOS
Escolho
meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem
que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A
mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico
com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles
não quero resposta, quero meu avesso.
Que
me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para
isso, só sendo louco.
Quero
os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho
meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não
quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo
que não ri junto, não sabe sofrer junto.
| OSCAR WILDE |
Meus
amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não
quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero
amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas
lutam para que a fantasia não desapareça.
Não
quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os
metade infância e outra metade velhice!
Crianças,
para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca
tenham pressa.
Tenho
amigos para saber quem eu sou
Pois
os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me
esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril. (Oscar
Wilde)
***
Antônio Abujamra
(Ourinhos, 15/09/1932 – São Paulo, 28/4/2015), diretor de teatro, ator e
apresentador de tevê, foi um dos primeiros a introduzir os métodos teatrais de
Bertolt Brecht e Roger Planchon em palcos brasileiros. Era conhecido por sua
irreverência, suas encenações e por seu humor ácido e crítico em relação aos
tabus sociais.
Abujamra
estudou filosofia e jornalismo na PUC-RS, onde iniciou sua carreira como ator,
na segunda metade dos anos 1950, na peça Assim
é se lhe parece, de Pirandello. Comandou o programa Provocações, da TV Cultura, por quase 15 anos. Como apresentador
adotou um estilo audacioso de fazer entrevistas. (Fonte: Wikipédia)
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
LÍNGUA AFIADA: OSCAR WILDE (3)
O
DEVER PARA NÓS PRÓPRIOS
Influenciar uma pessoa é
dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios
pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe
são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de
empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o ator de um papel que não
foi escrito para ele. O objetivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total
percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo.
Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os
deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os
esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e
estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente.
O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da
religião, são as duas coisas que nos governam. (Oscar
Wilde, em "O Retrato de Dorian Gray")
FRASES
Posso resistir a tudo, menos à tentação.
As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas
pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.
A moda é uma variação tão intolerável do horror que tem
de ser mudada de seis em seis meses.
Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas
concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado.
Democracia quer simplesmente dizer o desencanto do povo,
pelo povo, para o povo.
O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.
O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos
oferecer a opinião dos deseducados, ele mantém-nos em dia com a ignorância da
comunidade.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
LÍNGUA AFIADA: OSCAR WILDE (1)
Não tenhas medo do passado.
Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O
passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de
Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver. O tempo e o espaço, a
sucessão e a extensão, são meras condições acidentais do pensamento. A
imaginação pode transcendê-las, e mais, numa esfera livre de existências
ideais. Também as coisas são na sua essência aquilo em que decidimos torná-las.
Uma coisa é segundo o modo como olhamos para ela. (Oscar
Wilde, em “De Profundis”)
FRASES
A ambição é o último recurso do fracassado.
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um
inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
A vida é muito importante para ser levada a sério.
O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um
homem ou de uma nação.
O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre
dois males, prefere ambos.
Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita
sinceridade é absolutamente fatal.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas
apenas existe.
As mulheres existem para que as amemos, e não para que as
compreendamos.
| WIKIPÉDIA |
Oscar
Wilde (1854-1900) foi um escritor irlandês, autor da obra “O Retrato de Dorian Gray”, seu único
romance, considerada uma das mais importantes obras da literatura inglesa.
Escreveu novelas, poesias, contos infantis e dramas. Foi mestre em criar frases
irônicas e sarcásticas.
Oscar
Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. Cresceu
rodeado de intelectuais. Criado no protestantismo, ele se converteu ao
catolicismo. Estudou no Trinity College, em Dublin e ganhou uma bolsa de
estudos para estudar em Oxford. Foi morar em Londres, onde teve uma vida
movimentada, regada aos prazeres da bebida, escrevendo poemas e textos para o
teatro.
Oscar
Wilde criou o movimento estético denominado
"Dandismo", baseado na ideia de que a vida deveria ser norteada pelas
preocupações artísticas como forma de enfrentamento dos problemas do mundo
moderno. Visava transformar o tradicionalismo da "Época Vitoriana",
levando um tom de vanguarda às artes. Escrevendo para o teatro, chegou a ter,
ao mesmo tempo, três peças em cartaz nos teatros ingleses.
(Fonte: e-biografias.net)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
OUTRAS LEITURAS: OSCAR WILDE
A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna
é que o capricho dura um pouco mais.
***
Escolho meus amigos pela boa aparência,
as relações pelo bom caráter e os inimigos pela bela
inteligência.
***
Posso resistir a tudo, menos a tentações.
***
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo.
Para ser popular é indispensável ser medíocre.
***
A ambição é o último recurso do fracassado.
***
O Estado deve fazer o que é útil.
O indivíduo deve fazer o que é belo.
***
O pessimista é uma pessoa que,
podendo escolher entre dois males,
prefere ambos.
***
Pouca sinceridade é uma coisa perigosa,
e muita sinceridade é
absolutamente fatal.
***
Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo.
Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito
delicada.
(*) Oscar Wilde (1854-1900), dramaturgo, escritor e poeta irlandês.
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