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sexta-feira, 14 de abril de 2017

NÚBIA NONATO



 

Pesca

Lanço a rede
ao mar.
O peixe é só
para o sustento,
as conchas vazias,
para ouvir lamentos...


Pedido

Conversei com Deus hoje, pedi uma
coisinha ou outra, mas também agradeci.
Olhei para o céu tão azul e pra terra que
me concede flores.
Toquei no tronco de uma árvore que
agonizou e pereceu.
Arranquei o capim caprichoso que cisma
em crescer do lado errado.
A pobre hortênsia resistiu bravamente ao
sol escaldante e agora exibe folhas verdinhas.
Espantei ainda agora uma maria fedida,
mas ela foi mais rápida e a catinga se
espalhou.
Deus tem me dado mais do que mereço
eu é que não havia me dado conta...


(Núbia Nonato)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

NÚBIA NONATO




Resultado de imagem para IMAGENS DE DEUS



Forma

A gente nasce, cresce
agoniza e perece.
O sol, que não se dá
conta, continua a brilhar.
A chuva, companheira,
rega tudo o que sobrar.
O ser, que luta pra viver
rasga a terra e busca
florescer e assim começa
tudo de novo.
Somos seres criados e
esculpidos pela forma
mais perfeita que há, Deus.

(NÚBIA NONATO)



sexta-feira, 31 de março de 2017

NÚBIA NONATO


Resultado de imagem para imagens de desapego


Desapego

Já me desfiz de quase tudo,
roupas antigas em bom estado,
bijuterias, quinquilharias,
brincos dourados e pulseiras
coloridas.
Sapatos, sandálias que nem
combinam com meus pés tão
familiarizados com a dureza
do chão.
Espelhos são raridades, já
conheço meu rosto de cor e
salteado.
As flores perecem no galho
que o tempo seja o seu algoz.
De uma coisa ainda não me
desfiz, da poesia.
Tentei ver-me sem ela.
Tentei despir-me dela.
Tentei rezar sem ela...
Que me perdoem os deuses,
mas esta parceria é com os
anjos que cansados de
uma cadência repetitiva
sopram-me faíscas.

(Núbia Nonato) 

***
 Resultado de imagem para imagens desolação

 Em casa, Otávio resolveu fazer o que há muito não fazia: 
olhar-se no espelho. Quase enfartou. Era uma réplica piorada do capeta. 
Um caco ensebado. Tinha que pôr um fim naquilo. 
Por Orlando Silveira
http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/03/na-proxima-segunda-ok.html#comment-form

 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NÚBIA NONATO


Resultado de imagem para IMAGENS MULHER CAMINHANDO SOB NEBLINA
FOTO: ARQUIVO GOOGLE

IMAGENS

De manhã cedinho ela saia na ponta dos pés para que não acordássemos, quando dava por mim a neblina já a havia engolido. Aquilo me cortava o coração, quem poderia me garantir que ela voltaria? Em dias de chuva eu a perdia de vista e novamente amargava uma sensação de vazio avassaladora. A neblina passava e ela voltava com o pão e o leite comprados na base do caderninho, o alívio era tão grande que eu chorava novamente. A chuva definhava e a devolvia, carecia nem trazer agrados, ela bastava. Nas datas comemorativas era sempre a primeira a ligar, fazia questão... A neblina que a engolia ganhou ares de gravura, virou lembrança. A chuva que a embaralhava entre tantas outras, dissipou-se, virou nuvem de algodão. E ela? Engulo em seco uma vez mais com aquele bendito nozinho na garganta, ela, com seu ar de bruxa boa, virou saudades...(NÚBIA NONATO)



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NÚBIA NONATO

Resultado de imagem para IMAGENS POESIA
IMAGEM: ARQUIVO GOOGLE




MASTRO



Poesia é mastro

pra qualquer bandeira,

pra qualquer rebelião,

enche o peito de esperança,

dá fogo novo no desencantado

coração. E mais que eu diga

sempre há de faltar, poesia

só termina quando o poeta

pausa ou deixa de respirar.

NÚBIA NONATO




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

NÚBIA NONATO





Resultado de imagem para IMAGENS BOTÃO DE FLOR
ARQUIVO GOOGLE




ENCANTOS



Te vi muda
galho, flor.
Te vi colorida
primavera, furta
cor.
Te vi menina
metida a gente,
te vi dor.
Te vi crescer,
botão apressado
que enclausurado
na proporção do
determinismo, driblou
o tempo com um
sorriso debochado
de quem guarda um
tanto de segredos.



A QUEM



Não pedi teto
não pedi chão.
Se me aguas
me assanho
fico prosa
crente que já
sou flor.
Anda primavera!
Faz a tua parte
me revela em
partes, me desmancha
em cor.


***

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que nem Freud explica. 
Por Orlando Silveira, em "Que Coisa, Heim?"