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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

OS GEMIDOS DE NÉLSON RODRIGUES

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O criador do moderno teatro brasileiro, o polêmico e genial Nélson Rodrigues, foi ele próprio um grande personagem. Sua vida pessoal foi marcada por inúmeros percalços: teve o irmão, também jornalista, assassinado; o pai, por conta da morte do irmão, logo se foi; a tuberculose o mandou diversas vezes para sanatórios; a úlcera não lhe deu tréguas... Mesmo assim, Nélson Rodrigues trabalhou feito mouro, escreveu inúmeras peças de teatro, crônicas e tudo o mais que fosse preciso escrever para garantir a subsistência da família.

Sua trajetória, em detalhes, está descrita em “O Anjo Pornográfico”, de Ruy Castro. Um livro que deve – mais que lido – ser degustado, pela riqueza de informações e pela qualidade do texto. É dele que retiro a historinha que segue.

Durante três meses, Nélson ficou “internado” na sala de sua casa, já que se recusava a voltar para o hospital, onde fora operado da vesícula e para o qual fora levado outra vez por conta de complicações no pós-operatório. Vivia cercado de gente: familiares, vizinhos e parentes. “Durante o dia, o ‘quarto’ de Nélson tinha uma plateia de FLA-FLU”, escreve Castro.

Nas raras vezes em que ele ficava só (tinha medo de morrer sozinho), Nélson apelava em tom dramático para a sogra:

-- Dona Concetta, fique comigo. Venha me ouvir gemer. (OS)


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Nélson adorava sanduíche de mortadela. Mas a úlcera, sempre ela, lhe castigava. O mestre, então, chamava o contínuo - que à época, ao contrário de hoje, não era guri - e lhe propunha um bom negócio. Que o homem fosse buscar o sanduba. Ele pagava com gosto. Mas tinha um preço: o sortudo tinha que comê-lo na frente de Nélson. Que babava de satisfação.


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Frases

Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos.

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O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca


O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da imaturidade.

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A televisão matou a janela.

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Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação.

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O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.

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Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro.

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Com sorte você atravessa o mundo, sem sorte você não atravessa a rua.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

FRASES: NÉLSON RODRIGUES




O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.

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O marido não deve ser o último a saber. 
O marido não deve saber nunca.

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Amar é dar razão a quem não tem.

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Amar é ser fiel a quem nos trai.

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Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro.

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Com sorte você atravessa o mundo, 
sem sorte você não atravessa a rua.

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O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. 
Hoje, o Natal é um orçamento.



domingo, 24 de maio de 2015

NÃO SOMOS UMA VACA



Quando lhe torrarem muito a paciência por conta de seus eventuais defeitos, não se apoquente. 

Admita sua condição humana. 

E faça suas as palavras de Nelson Rodrigues:

-- Infelizmente, não tenho nem a saúde física, nem a saúde mental de uma vaca premiada. 

domingo, 15 de março de 2015

COM A PALAVRA, O "ANJO PORNOGRÁFICO" (1/2)

FRASES DE NÉLSON RODRIGUES




Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.

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Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos.

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Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. 
Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.

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O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da imaturidade.

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A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, 
mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.

***

A televisão matou a janela.




NOVEMBRO 2013

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

TRAIÇÃO

Está aí coisa que só a conveniência finge perdoar.

Autocrítica ninguém faz.

Melhor mentir pra si mesmo.

A culpa é do outro, sempre.

A culpa é nossa, de quem quiser.

(Globo, fim de ano?)

Ninguém a assume, a culpa.

Fosse padre, lhes diria: “Oremos”

Nelson Rodrigues faz falta, não faz?

(Apenas editei um texto de bom amigo)


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

NA LATA: NELSON RODRIGUES





A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? 
Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.

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Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. 
Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", 
de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas.

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Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, 
há sempre alguém falando nas senhoras que traem. 
O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.

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O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. 
Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.

***

Assim como há uma rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra que se chamasse, 
inversamente, rua Traidores da Pátria.

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Em nosso século, o "grande homem" pode ser, ao mesmo tempo, uma boa besta.

walalvesshow.blogspot.com 

Acho a velocidade um prazer de cretinos. 
Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.

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Chegou às redações a notícia da minha morte.
E os bons colegas trataram de fazer a notícia. 
Se é verdade o que de mim disseram os necrológios, 
com a generosa abundância de todos os necrológios, sou de fato um bom sujeito.

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O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. 
Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. 
É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.

DE : Arnaldo Nogueira Júnior