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quinta-feira, 10 de março de 2016

VIVA O MÉRITO!


Lata D'água - Lan
LAN


Naquela manhã de sábado, no bar e mercearia do Carneiro, o Velho Marinheiro, nosso Lobo do Mar, era a própria candura. Também pudera. Deolinda – a “Fabulosa”, único símbolo sexual digno do nome da Vila Invernada – sentou-se à sua mesa, aceitou um copo de cerveja e começou a prosear, sem se preocupar em esconder o que o decote avantajado e o sutiã três números menor insistiam em exibir:

-- Passei um susto danado, esta semana. Meu chefe me chamou e foi direto ao ponto: “Você não tem se saído bem como secretária. Alguns clientes reclamam que você nem sempre anota os recados, fica impaciente quando a conversa se estende etc. Assim, fica difícil.

-- E então? – quis saber o Velho Marinheiro.

-- Quase surtei, dependo do meu trabalho, o senhor sabe. Custei tanto a arrumar um emprego de secretária! Estava com medo, mas lhe perguntei: “O senhor vai me demitir?”. Para minha surpresa, ele me disse: “Não. Vou promovê-la.” Quase cai da cadeira. E ele concluiu assim: “Seu corpo roliço na medida certa, suas nádegas e seus seios fartos botam esse coração velho afogueado, são verdadeiro colírio para minhas vistas fatigadas.” O que o senhor, Velho Marinheiro, acha disso?


-- Seu chefe é homem de bom senso. Logo se vê. Sabe que é impossível agradar a todos e que clientes são chatos, acham que têm sempre razão. Parabéns pela promoção merecida. Vamos comemorar: “Carneiro: traga mais uma cerveja e uma porção de croquetes. Dona Deolinda precisa se alimentar, para manter essa forma exuberante.”

(novembro/2014)

sábado, 7 de dezembro de 2013

MÉRITO? ONDE?

wikipedia



“A” e “B” ganhavam a mesma miséria, dinheiro de pinga, miudeza insuficiente para pagar as contas miúdas, quase vexatórias. 

“A” era o oposto de “B”. 

A desgraça de “A” era o “B”. 

E ele – o “A” – sabia disso. Mas morria de medo de passar por sacana. Por isso tolerava o “B”. Não reclamava. 

Aí, entrou na história o “C”, que era o dono da firma.  Um estúpido.

Pela lei vagabunda, “A” e “B” tinham que ganhar a mesma coisa. Ocupavam o mesmo cargo.

“A” produzia o dobro de “B”. Mas o “C” deixou pra lá: matou o “A” de desgosto, deixou o “B” se aposentar... E como tinha sonegado um bocado os impostos foi morrer na praia. Com a puta da véspera.