quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O PRESÉPIO SOMOS NÓS



Aos amigos que comigo têm construído o Presépio da Vida.

Bem-Hajam.

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro destes gestos que em igual medida
a esperança e a sombra revestem
Dentro das nossas palavras
e do seu tráfego sonâmbulo
Dentro do riso e da hesitação
Dentro do dom e da demora
Dentro do redemoinho e da prece
Dentro daquilo que não soubemos
ou ainda não tentamos

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro de cada idade e estação
Dentro de cada encontro e de cada perda
Dentro do que cresce e do que se derruba
Dentro da pedra e do voo
Dentro do que em nós
atravessa a água ou atravessa o fogo
Dentro da viagem e do caminho
que sem saída parece

O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do tempo
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto
Dentro do declive e da planura
Dentro da lâmpada e do grito
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno

José Tolentino Mendonça

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

HUGO ISRAEL , Mentor and creative director of Pop Up




He is a multifaceted artist who chose photography, performance and installation as privileged subjects of its artistic expression. Summing to that he developed a career in communications, production and brands activation, experiences that gave him comprehensive and contemporary artistic notions. In 2008 he published the poetry book “Amor ah Tona” under Hugo Villier pseudonym. The following year he made his debut as mentor and artist-curator of Pop Up Lisboa project. In 2010, he put hundreds of people releasing suppressed emotions and negative feelings with the installation “Prato do Dia: Burnout” a work presented in Chiado After Work, an event sponsored by Chiado district association. Hugo Israel defines himself as a “creative agent” and through its work aims to promote exchange between artists and the community, encouraging multidisciplinary meeting moments, based on experience and interaction enhanced by the urban space inhabitat.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Carolina Flores, uma das ilustradoras do livro "Era uma vez... Um Mundo"


Carolina Flores, uma artista multifacetada.


É também uma das autoras do Livro infantil "Era uma vez... Um Mundo", onde apresenta uma ilustração minimalista e certeira. Uma das melhores ilustrações dos livros que já publiquei.
Carolina Flores é estudante na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Aqui, fotografias do making of da reportagem sobre bloggers e moda - MÁXIMA.
Procurem-na. Está a apresentar o seu blog em consultoria de imagem, como personal stylist, no Oeiras Parque.

http://lastminutedreams.blogspot.com/2010/05/m-k-i-n-g-o-f-f.html

Este livro foi distinguido com o Prémio Literário Matilde Rosa Araújo - Revelação na Literatura Infantil e Juvenil em 2009, pela Câmara Municipal de Cascais. Parabéns a todos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

POP UP Lisboa 2010

Segue as instruções e atreve-te: imprime, recorta e cola numa participação que te levará a uma das maiores mostras de arte urbana da actualidade. Estejam atentos.

Também no Facebook.


O Pop Up é um evento cultural anual dedicado à promoção e mostra das múltiplas expressões e agentes da cultura urbana. Intervém em espaços urbanos desocupados ou abandonados dando-lhes nova vida através da arte. Reúne novos talentos e artistas consagrados na dinamização de um cartaz cultural desenvolvido em interacção permanente com a identidade e a população da cidade onde decorre.

O Pop Up surgiu em 2009 na cidade de Lisboa, mas tem a ambição de se tornar uma plataforma internacional de intercâmbio de cultura urbana, reunindo artistas e talentos oriundos de todo o mundo na promoção cultural e identitária da cidade, dentro e fora de portas.

http://www.popup-city.com/pt/contacts.html

O Pop Up é o festival de Cultura Urbana mais aguardado do ano e já tem presença confirmada num dos espaços mais bonitos da cidade!
Que obras, artistas, performances e iniciativas irão "habitar" este palácio?
Alguém se atreve a dar ideias, palpites...?
A imaginação e a criatividade não têm limites (pelo menos a dos nossos "Nómadas Urbanos"), não é?


Press Release

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Já temos saudades.


Ele foi mas as memórias ficam.

RIP António.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SADAKO SASAKI

"I will write peace on your wings and you will fly all over the world"

Sadako Sasaki


Sadako e o TSURU da Paz

Uma crença popular ficou associada a uma história que aconteceu no pós-guerra depois da explosão das bombas nucleares que atingiram milhares de civis, mulheres, idosos, e muitas crianças...
Uma dessas crianças chamava-se Sadako Sasaki, que com dois anos de idade vivia a uma distância considerável do local da explosão. Sadako sobreviveu sem aparentar efeitos nocivos e viveu uma infância feliz, a brincar.
Dez anos se passaram e Sadako cresceu forte, sensível e bonita. Aos doze anos Sadako gostava muito de correr. Um dia, muito cansada, caiu. Foi levada para o hospital onde descobriram que tinha Leucemia, denominada na altura como "Doença da Bomba", pois se tinha desenvolvido devido a exposição à radiação.
Uma vez no Hospital, todos os dias a sua melhor amiga levava bonitos papéis e a ensinou a dobrar o pássaro TSURU. Juntas dobravam, e juntas falavam da lenda dos 1000 TSURUS, quem os fizer o seu desejo se realizará, assim o dizem. Por cada TSURU dobrado, o desejo era sempre o mesmo - para ficar bem.
A menina Sadako mais tarde decidiu que, mesmo com muito esforço, terminaria os mil TSURUS pensando e pedindo para que nunca mais nenhuma criança tivesse que sofrer os males da guerra.
No dia 25 de Outubro de 1955, Sasako dobrou o seu último TSURU nº 644, não resistiu à doença e nesse dia se tornou mais um dos muitos acidentes de uma guerra que tinha terminado dez anos atrás.

Os seus colegas da escola acabaram os restantes 366 TSURUS que faltavam para homenagear a memória e pedido de Sadako e participaram do seu desejo de que bombas de destruição massiva não seriam utilizadas novamente. Os 39 colegas de turma da menina Sadako conseguiram mobilizar mais de 3000 escolas no Japão e nove de outros países e assim conseguiram juntar a quantia necessária para a construção do "Monumento das crianças à Paz"(1958), localizado no parque da Paz, em Hiroxima.
Ficou um monumento para homenagear Sadako, tal como todas as crianças que morreram devido à guerra, que mais tarde se tornou um símbolo internacional da Paz.

Todos os anos, milhares de crianças visitam o memorial trazendo cadeias de TSURUS dobrados para colocar na sua base. Cada um TSURU é uma oração e o desejo de milhares pela Paz.


A guerra tem efeitos duradouros. Muito tempo depois da agressão ter cessado os efeitos negativos continuam. O Japão é apenas um dos inúmeros países que continua a ser atormentado pelos efeitos das bombas atómicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. A história de Sadako Sasaki desperta para a discussão sobre a necessidade de Paz, nomeadamente para as crianças.


mais informação sobre o monumento
http://www.city.hiroshima.jp/shimin/heiwa/monument.html

dados para enviar TSURUS para Japão
http://www.city.hiroshima.jp/shimin/heiwa/crane.html

mais informação sobre origami e Sadako
http://seinensa.vilabol.uol.com.br/cultura/origami/origami.htm

mais uma lenda TSURU. Um filme /animação bonito com atmosferas japonesas. em japonês...
http://www.youtube.com/watch?v=dh6jkeVn3nM


RETIRADO DAQUI:

Anne Frank teria feito 81 anos no passado dia 12 de Junho.




Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsen, início de Março de 1945) foi uma adolescente alemã de origem judaica, que morreu aos 15 anos num campo de concentração. O seu diário, por si denominado de Kitty, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é actualmente um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.

A Kitty, d'O CONVITE, é uma personagem que pretende ser apresentada às crianças por forma a não deixar esquecer uma estória de história, a Anne Frank e Aristides de Sousa Mendes.

Esta pequena escultura é obra de JU, jovem estudante da FBAUL, sobre um desenho original de Sofia Silva.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Hoje "As Lágrimas Estão Todas na Garganta do Mar", IMF



Sobre o livro

.
É minha firme opinião que a Isabel Mendes Ferreira é, para além de uma excelente artista plástica - representada em várias colecções particulares, na Europa e nas américas, a nossa melhor Poeta. Já o disse, escrevi, redisse e rescrevi, que “ler Isabel Mendes Ferreira é como assistir ao descerrar de auroras, cantando e reinventado palavras de diferentes paladares por detrás dos fiapos da memória e da respiração das manhãs”, e continuarei a dizer e a escrever o mesmo, enquanto não aparecer no actual panorama literário português, alguém que altere esta convicção, formada desde o dia em que a descobri e de que não esqueço a forte impressão que senti ao lê-la: uma pedrada na “modorra” instalada.

Ninguém actualmente escreve como a Isabel Mendes Ferreira: nem com a profundidade nem com o estilo, nem com a qualidade que lhe advém do domínio absoluto da escrita e de um jogo de palavras soberbo.
Como se pode ler no posfácio, “O sentido ambíguo da sua escrita, converte-se no que o excede e onde ser o mesmo é ser outro de si (é outrar-se, como diz Fernando Pessoa), o que apela à desconstrução do discurso tradicional”.

Para mim, é pois, extremamente gratificante falar do novo livro de uma escritora e poeta, despojada de falsas crenças da unidade da consciência identitativa, de uma escritora que transporta os verbos que ainda não estão corroídos, pervertidos, subvertidos, gastos, e que com ela voltam fantásticos, imortais, castos e vestidos de denso sentir.

Este é um livro que me fascina, aprecio-lhe o cheiro das areias do deserto e a cor do cair da noite quantas vezes ruborizada de pudor e aureolada de luminosidade divina, um livro para ler e reler, uma instância de retemperação, um livro onde voltaremos amiúde e que será dado a conhecer ao mundo no inicio de Junho, pela Editora Babel, com chancela da Arcádia.
"As Lágrimas Estão Todas na Graganta do Mar", integra uma novíssima colecção de poesia, iniciada por David Mourão Ferreira e onde será o terceiro título da colecção.

José PiresF

quarta-feira, 26 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Novo Apelo - LIVROS para TIMOR



MAIS UM APELO DO MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO - MIL


Caros amigos

esta mensagem serve para apelar à participação de todos os interessados numa demanda do MIL - Movimento Internacional Lusófono, "Livros para Timor", em parceria com a Associação de Apoio da Diocese de Baucau. O objectivo é promover a Língua Portuguesa junto das comunidades representadas nos CPLP, como já é do vosso conhecimento de colaborações anteriores que muito agradecemos. Todos os livros integrarão Bibliotecas escolares, escolas e, ainda, servirão para a formação de professores.


A todos os que se juntarem a nós e participarem, terão o nosso reconhecimento e o nosso sentido bem-haja.





Juntem-se a nós nesta demanda.


Um Abraço e Feliz Primavera.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Já trabalhamos para o dia mundial da criança...



Mantém-te atento.

No Dia Mundial da Criança haverá novidades daquelas que não quererás perder.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sara Rodrigues e Cristina Resina apresentam "MARIA E SEBASTIÃO"


Se pensam que a sesta é um momento de descanso desenganem-se.

A sesta é uma viagem com destino ao mundo(s) mágico(s).

Não acreditam?

Ai não!

Então apareçam na FNAC Colombo no próximo Domingo

e deixem-se contagiar por estes dois pequenitos, Maria e Sebastião.

PARABÉNS ÀS AUTORAS.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PARECE QUE FOI ONTEM. OBRIGADA NELSON MANDELA.



Fotografia retirada DAQUI

27 anos. O TEMPO que Nelson Mandela ficou preso por lutar contra a desigualdade na Africa do Sul.


A CELA DE NELSON MANDELA AQUI

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ONTEM NA ACADEMIA DE CIÊNCIAS - HOMENAGEM AO SENHOR EMBAIXADOR LAURO MOREIRA

Prémio Personalidade Lusófona do Ano 2009


Professor Doutor Adriano Moreira a presidir à mesa.
Esq. Porta-Voz MIL - Professor Doutor Renato Epifânio,
Dr. Mário Soares, Embaixador Lauro Moreira,
Professor Doutor António Dias Farinha

Professor Doutor Renato Epifânio

Senhor Embaixador Lauro Moreira e Professor Doutor Renato Epifânio

Senhor Embaixador Lauro Moreira

E eu, orgulhosamente segurando o Prémio Militante do ano.

Bem-hajam MIL


Para ler na integra o discurso

proferido pelo Porta-voz do MIL - Professor Doutor Renato Epifânio

em Homenagem ao Senhor Embaixador Lauro Moreira, no MIL-Hafre.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aristides de Sousa Mendes - O Consul sem medo (Sugestão de uma amiga M.)

O maior desejo da Kitty é que a Ana não esqueça a História que lhe trouxe.

Nós não vamos esquecer. Podes ficar descansada Kitty, o teu amigo está aqui.




ARISTIDES SOUSA MENDES





Aristides Sousa Mendes, com o rabino Krueger, em Lisboa, no ano de 1940

VIDA
Aristides de Sousa Mendes nasceu a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato, perto de Mangualde. Em 1910, iniciou a sua carreira de diplomata em Demerara, na Guiana Inglesa, seguindo-se, no ano seguinte, a colocação em Zanzibar, na Índia. Em 1918, exerceu funções em Curitiba, no Brasil, das quais foi suspenso, acusado de ser anti-republicano e anti-democrata. Passados dois anos, a pena foi-lhe levantada e Aristides apareceu colocado em S. Francisco, EUA, onde ganhou a animosidade de elementos da comunidade portuguesa, acusados pelo diplomata de favorecimento próprio à custa dos seus compatriotas. Aristides voltou então para o Brasil, onde permaneceu até ao golpe do 28 de Maio de 1926. Chamado a Portugal, seguiu no ano seguinte para Vigo, Espanha, e, depois, para Antuérpia, Bélgica, onde foi condecorado por duas vezes pelo rei Leopoldo III com as insígnias de Oficial da Ordem de Leopoldo e de Comendador da Ordem da Coroa. Entretanto, casou com uma prima, de quem teve 14 filhos. Em 1938, foi transferido para o consulado de Bordéus, França, onde se desenrolaram os acontecimentos que haveriam de transformar a sua vida.

Em 1940, perante o avanço das forças nazis em França, Aristides de Sousa Mendes e à revelia das ordens de Salazar, passou milhares de vistos que permitiram a cerca de 30 mil perseguidos do nazismo, dos quais 10 mil judeus, alcançar Portugal e daqui os EUA. A acção decorreu durante três dias e prolongou-se por Baiona e Hendaia onde, nesta terra fronteiriça, ainda conseguiu fazer passar uma coluna de mil refugiados, apesar das indicações dadas aos guardas espanhóis de não validade dos vistos passados pelo diplomata português.

A sua atitude mereceu a condenação de Salazar, que ordenou o seu regresso imediato a Portugal e lhe mandou instaurar um processo disciplinar sob a acusação de "desobediência, falsificação de escritos, abandono de lugar e concussão'. Aristides ainda se defendeu junto da Assembleia Nacional, mas o veredicto foi implacável. Em Outubro de 1940, foi condenado à "pena de um ano de inactividade com direito a metade do vencimento de categoria, devendo em seguida ser aposentado".

O diplomata conheceu então grandes dificuldades que o levaram a perder a família que se dispersou por diversos países e a ter de vender o património. Em 1954, no Hospital da Ordem Terceira, encontrou a morte depois de uma prolongada doença e muitos anos de uma vida próxima da miséria.


Aristides Sousa Mendes e família

Procurar dia 1 de Junho 2005

(AQUI)


Lembrar o Holocausto

A história de... Álvaro Sousa Mendes, presidente do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes

Ontem

MARIA CLÁUDIA MONTEIRO

Álvaro de Sousa Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes transmite a mensagem dos "valores actuais" deixados pelo avô.

Setenta anos passados, os jovens precisam de aprender os valores deixados por Arisitides Sousa Mendes, algo que o neto Álvaro recorda a cada nova evocação da memória do avô. "Deu-se a milhares de pessoas que não conhecia", afirmou, ontem, na visita ao Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP).

É essa a lição que ensina sempre que visita uma escola para explicar o que foi o Holocausto e o papel que Aristides de Sousa Mendes teve na vida das milhares de pessoas a quem deu vistos de entrada em Portugal, à revelia das ordens de Salazar: a de "querer saber dos outros e dar a mão aos outros".

Álvaro Sousa Mendes, presidente do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes, confessa sentir o "peso enorme da responsabilidade" de passar a mensagem "de solidariedade e de amor pelo próximo" que herdou da vida do avô. "O aspecto educativo é um dos principais objectivos da Fundação", esclareceu, antes de falar aos cerca de 200 alunos do CLIP que encheram o anfiteatro do colégio para o ouvirem.

É durante estes encontros que Álvaro tem a certeza da admiração que as gerações mais novas têm pelo cônsul Aristides de Sousa Mendes. "Sinto grande satisfação por ver os jovens tão interessados nesta temática", explicou.

É para materializar o legado do cônsul português em Bordéus, durante a Segunda Guerra Mundial, que a Fundação a que Álvaro preside pretende recuperar a casa onde Aristides de Sousa Mendes viveu, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Viseu. Lá, o sonho é construir um "Museu do Holocausto, uma biblioteca e um arquivo" para que o legado de Aristides de Sousa Mendes não caia no esquecimento.

ONTEM no Jornal de Notícias

(AQUI)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cantem connosco para que o sonho não fuja.

Obrigada Jorge S.P.

http://www.youtube.com/watch?v=JNl91QXws7o

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE MARISTA

SOLIDARIEDADE - FINALISTAS 2009/2010



Na Viagem de Finalistas a Cuba, os alunos pretendem ajudar as duas Comunidades Maristas - Cienfuegos e Havana - que existem na ilha, levando consigo bens como, medicamentos e material escolar:

Vitamina c – Cecrisina, Redoxon ou outro; Vitamina b1 e b6 –Becozyme ou outro; Mucossolvan, Broncoliber, Bissolvon ou outro;Bisoprolol Jaba, Concor ou outro; Voltaren, Flameril, ou outro anti-inflamatório; Aspirina 500; Parlodel ou outro; Lápis de carvão e de cor e Borrachas.

As marcas de medicamentos apresentadas são exemplos.


26 de Janeiro a 05 de Fevereiro

Os medicamentos deverão ser entregues em embalagem fechada na Dádinha, o material escolar deverá ser depositado nas caixas que se encontram com corredor principal.


RETIRADO DAQUI

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MICRO ARTE APRESENTA - BRANISLAV MIHAJLOVIC


Uma exposição de pequenos formatos (estudos preparativos) do pintor sérvio BRANISLAV MIHAJLOVIC.


NÃO FALTEM.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Were the wild things are, de Maurice Sendak

Esta é uma estória que eu adoro. Tu deves gostar também.

A primeira edição do livro original foi publicada em Nova Iorque, decorria o ano de 1963.

Quando chegou a inglaterra, rapidamente fez furor nas críticas que o descreveram como sendo o livro infantil do séc. XX.

"Were the wild things are" é o primeiro livro de uma trilogia que inclui "In the night Kitchen" e "Outside over there".

Maurice Sendak foi agraciado com a "Hans Christian Andersen Illustrator's Medal" em 1970.

É com uma curiosidade infantil que aguardo o filme. Amanhã terei novidades para vos contar.

Agora, fiquem com o trailer, como diz o Cinéfilo Lauro António.




NÃO DEIXEMOS MORRER O SONHO


A OLHA aconselha a leitura deste livro.

Só para que o sonho não se esfume e desapareça no ar sem deixar sinais para que o possamos procurar. Recuperar.


Eu tenho um amigo argumentista que me "abre os olhos". Quer-me acordada. Um dia trouxe-me Manoel de Barros. E eu nunca mais o larguei.


PARA PROFESSORES E ALUNOS.
ORA LEIAM.


Aula de Desgramática Poética

(Tal e qual a desa pren deu Luiz Car los Ramos,
no Livro das Igno rã ças, de Manuel de Bar ros)

Índio Guató

Muito bem, cri an ças. Hoje vamos apren der a fazer poe sia com o poetaManuel de Bar ros

Não se pre o cu pem, essa des gra má tica é apro pri ada a poe tas – essa dis cor­dân cia de número: o João é de Barro, mas o Manoel, de Barros…

Isso por que os poe tas são sem pre seres plu rais. E, na poe sia, o que importa não são as regras, mas os acidentes.

Foi o Roga ci ano, que era índio guató, que con tou a ele seguinte cosmologia:

“O mundo não foi feito em alfa beto. Senão que pri meiro em água e luz. Depois árvore. Depois lagar ti xas. Apa re ceu um homem na beira do rio. Apa re ceu uma ave na beira do rio. Apa­re ceu a con cha. E o mar estava na con cha. A pedra foi des co­berta por um índio. O índio fez fós foro da pedra e inven tou o fogo pra gente fazer bóia. Um menino escu tava o verme de uma planta, que era pardo. Sonhava-se muito com pere re cas e com mulhe res. As mos cas davam flor em março. Depois encon tra mos com a alma da chuva que vinha do lado da Bolí via – e demos no pé.”

Manoel, o poeta de Bar ros, conta que apren deu a fazer poe sia brin cando de des gra má tica, ou como ele cha mava, de agra má tica… é, de fazer defeito nas fra ses. ” Há que ape nas saber errar bem o seu idi oma”, explica.

A brin ca deira é assim, ele desen sina: Pri meiro, a gente tem que desin ven tar obje tos. O pente, por exem plo. Dar ao pente fun ções de não pen tear. Até que ele fique à dis po si ção de ser uma begô nia. Ou uma gra va nha. Usar algu mas pala vras que ainda não tenham idi oma. Repe tir repe tir – até ficar dife rente. Por que Poe sia é voar fora da asa. Ser puxado por ven tos e palavras.

Vamos ten tar? O Manoel começa e vocês continuam:

“ — Tirei as tri pas de uma palavra.”

“— A chuva defor mou a cor das horas.”

“— No chão da minha voz tem um outono.”

“— Sobre meu rosto vem dor mir a noite.”

“— Eu sou cul pado de mim.”

“— Eu escrevo o rumor das palavras.”

“— Lugar sem com por ta mento é o coração.”

“— Escuto a cor dos peixes.”

“— O escuro enfra quece meu olho.”

“— Ando muito com pleto de vazios.”

“— A minha inde pen dên cia tem algemas.”

“— Inclino a fala para uma oração.”

“— As coi sas me ampli a ram para menos.”

“— Me man ti mento de ventos.”

— Para béns cri an ças, vocês já estão diplo ma das em desgramática!


RETIRADO DAQUI

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

HOJE A KITTY ESTÁ MAIS TRISTE... E FELIZ AO MESMO TEMPO.


Morreu Miep Gies, a guardiã do diário de Anne Frank

Ontem

Morreu Miep Gies, a guardiã do diário de Anne Frank

Miep Gies, a última sobrevivente do grupo que ajudou a proteger Anne Frank e a sua família dos Nazis, morreu ontem, na Holanda, aos 100 anos.

Durante dois anos, entre 1942 e 1944, a jovem Anne Frank e a sua família viveram escondidas num anexo à loja do pai, Otto Frank, em Amesterdão. A família era ajudada por um grupo de amigos, entre os quais Miep Gies, que lhes fornecia comida e outros bens de primeira necessidade. Quando a polícia Nazi os encontrou, os oito clandestinos foram deportados e Anne Frank acabou por morrer com tifo no campo de concentração de Bergen-Belsen.
Foi Miep Gies que guardou o diário que Anne Frank tinha escrito durante o período em que esteve escondida e que, em 1947, o devolveu a Otto Frank. O pai de Anne Frank foi o único do grupo do anexo que sobreviveu à guerra.
'O Diário de Anne Frank' tornou-se um dos livros mais vendidos em todo o mundo. Desde então, Miep Gies tem viajado por vários países para dar palestras sobre Anne Frank e sobre a sua experiência, decidida a preservar a memória daqueles que morreram na Segunda Guerra Mundial.

Notícia retirada do jornal "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"


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