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Funeral blues

Blues Fúnebres Parem todos os relógios, desliguem o telefone, Não deixem o cão ladrar aos ossos suculentos, Silenciem os pianos e com os tambores em surdina Tragam o féretro, deixem vir o cortejo fúnebre. Que os aviões voem sobre nós lamentando, Escrevinhando no céu a mensagem: Ele Está Morto, Ponham laços de crepe em volta dos pescoços das pombas da cidade, Que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão. Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste, A minha semana de trabalho, o meu descanso de domingo, O meio-dia, a minha meia-noite, a minha conversa, a minha canção; Pensei que o amor ia durar para sempre: enganei-me. Agora as estrelas não são necessárias: apaguem-nas todas; Emalem a lua e desmantelem o sol; Despejem o oceano e varram o bosque; Pois agora tudo é inútil. Tradução de Maria de Lourdes Guimarães retirado do Insónia Funeral blues Stop all the clocks, cut off the telephone, Prevent the dog from barking with a juicy bone, Silence the pianos and with muffled ...