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segunda-feira, 29 de maio de 2023

“VEXATÓRIA”

 

“VEXATÓRIA”

Ontem,  [ no face book]talvez me tenha enganado, quando considerei um dislate a qualificação como “vexatória” que usou  Mariana Mortágua para se referir à actual maioria absoluta do PS. Como se ela fosse algo de pernicioso que se tinha que combater como uma quase assombração pecaminosa inventada por mentes perversas.

Talvez me tenha enganado. Se calhar a inquieta dirigente do BE estava a afinal a libertar discretamente no seu discurso uma sugestão de autocrítica. A maioria absoluta do PS é sentida como “vexatória” não por qualquer força maléfica que tragicamente a inquine, mas simplesmente por ela lembrar  ao BE o tropeção estratégica em que caiu ; o qual lhe anemiou o  grupo parlamentar, reduzindo-o em 14 deputados e tendo sobrado menos de meia d+uzia.

Foram, na verdade “vexatórias “ as consequências do tropeção táctico do BE, gerador da maioria absoluta do PS É certo que continua preso ao ritual da sua própria infalibilidade política. Mas começam já a perturbá-lo as sombras de uma autocrítica…

Terá sido afinal isso?

sábado, 14 de maio de 2022

PARA QUEM QUISER APRENDER...



 Para quem quiser aprender...

Numa sondagem [Cluster 17] hoje difundida, quanto às intenções de voto nas próximas eleições legislativas em França, a união das esquerdas (insubmissos, verdes, socialistas e comunistas) ocupa destacada o primeiro lugar com 31%-
Seguem-se os apoiantes de Macron com 27% e os apoiantes da Srª Le Pen com 19%, ficando a direita clássica abaixo dos 10%.
Na segunda volta a estimativa aponta para uma nova vitória dos macronianos com maioria absoluta. Mesmo assim aos resultados estimados para a primeira volta traduzem uma recuperação espetacular do protagonismo da esquerda. Se concorrer unida, claro.. Se permanecer fiel às suas pulsões divisionistas , pelo contrário, caminha para um declínio provável.
Muitos notabilíssimos ex-dirigentes do PSF e da própria França torcem fortemente o nariz à participação dos socialistas na dinâmica unitário. Absolvem-se generosamente dos desastres políticos que ajudaram a provocar e parecem irresistivelmente atraídos pela vertigem do 1,5% do cometimento Anne Hidalgo.nas presidenciais.
O povo de esquerda deu a sua resposta, está a dar a sua resposta. Quem aspira representá-lo deve ao menos cometer a modesta proeza de o ouvir.