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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

 PASTÉIS DE BELÉM?

Perpassou levemente pelo espaço mediático a sombra de uma notícia incómoda. Um ou outro raro jornalista, honesto ou distraído, deu-lhe breve e discreta existência.
Afinal o tonitruante caso da possível substituição do Chefe do Estado- Maior da Marinha não foi uma desastrosa secreção ministerial, com o perverso dedinho do Primeiro-Ministro. Não foi uma tenebrosa conspiração oculta, apontada à autonomia das forças armadas, fruto distante mas efetivo da lendária sofreguidão controladora do PS. Terá sido afinal , muito subtil e prosaicamente, um malabarismo radicado numa das casas que atuam no Palácio de Belém. Possivelmente forçando ligeiramente a mão do Presidente, mas seguramente entrando no jogo de sombras de humanas ambições almiranteares, que ousaram corroer o trajeto do grande chefe das vacinações nacionais.
A contenção discreta da nossa comunicação social e mesmo da feroz orquestra dos grandes comentadores não me deixaram afinal saber mais, ter uma certeza. É certo que achei algo estranho que quem foi tão intensivo na demolição de um ministro e na corrosão de um Governo tenha agora deslizado para um discreto silêncio que, parecendo distraído, não deixa de ser muito generoso para Belém e para as suas azougadas casas.
Por mim, caí num espanto ligeira por esta diferença de intensidade e de atitude, embora reconheça que a imparcialidade da nossa comunicação social e dos oráculos políticos mais evidenciados não é a sua qualidade mais evidente ( se é que ela realmente existe).
Mesmo assim não perdi a esperança de ouvir alguma trovoada , pelo menos por parte dos irrequietos porta-vozes que se julgam à esquerda do PS. E, mínimo dos mínimos, da nossa intemerata comentadora dos domingos.
É bem certo : a esperança é a última a morrer !

quarta-feira, 20 de maio de 2020

POÉTICAS PRESIDENCIAIS


Quando nos anos quarenta do século passado, Joaquim Namorado se divertiu escrevendo o poema abaixo transcrito, não podia imaginar que viria a intervir através dele num transcendente debate político que ocorreria no início da década de vinte do século seguinte. E  seguramente que, se pudesse,  algum dos jornalistas  de hoje , percuciente e ladino não deixaria de lhe perguntar: ," E gostaria de ser eleito à primeira volta?"





MANIA DAS GRANDEZAS
                            Joaquim Namorado

Pois bem, confesso:
fui eu quem destruiu as Babilónias
e descobriu a pólvora…
Acredite,
 a estrela Sirius, de primeira grandeza,
(única no mercado)
deixou-ma meu tio-avô em testamento.

No meu bolso esconde-se o segredo
das alquimias
e a metafísica das religiões
─ tudo por inspiração!

Que querem?
Sou poeta
e tenho a mania das grandezas…

Talvez ainda venha a ser Presidente da República…

                                      (  in  Incomodidade, 1945)
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sábado, 26 de janeiro de 2019

O DEMÓNIO DA SAÚDE



O DEMÓNIO DA SAÚDE

Um fantasma dos anos passados apossou-se do espírito do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e (a fazer fé numa nuvem mediática em curso) transportou-o para o tempo em que era Presidente do PSD. Uma vez aí,  levou-o fazer a uma importante comunicação pública. A de que o referido Presidente da República não aceitaria que a futura Lei de Bases da Saúde fosse aprovada na Assembleia da República  sem o apoio do PSD.

Se pelo menos tivesse permanecido desperta a vasta região da mente de Marcelo Rebelo de Sousa especializada em Direito Constitucional, o supracitado fantasma teria sido avisado de que a nossa Constituição não dá legitimidade a um Presidente da República para exigir à Assembleia da República que aprove a lei A ou a lei B, apenas quando ela  for do agrado do partido de que o atual Presidente em tempos foi líder.

Um fantasma destes é decerto  obra do demónio. É urgente um rápido exorcismo!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

NÃO HAVIA NECESSIDADE!




NÃO HAVIA NECESSIDADE!
O conhecido fabricante de factos políticos Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou uma sonolência acidental do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e entrou-lhe insidiosamente no espírito . Foi então que fez com que ele nomeasse para a liderança simbólica do próximo 10 de junho um azougado trauliteiro mediático de nome  Tavares, alegadamente  sociólogo de largo espetro.
Dizem os mais prudentes que não havia necessidade de assim serem ofendidos retroativamente os escolhidos para os anos precedentes, Sobrinho Simões, João Caraça e Onésimo de Almeida; todos eles figuras públicas de verdadeiro  prestígio.
Receiam os mais céticos que em próximos assomos equivalentes, em idênticas oportunidades, o bom povo português seja brindado com a Cristina Ferreira ou, quem sabe, com a Lili Caneças.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

TROVOADA SECA !


 
A escolha de uma nova protagonista, para desempenhar nos próximos seis anos a função de Procuradora Geral  da República, para além do que valha em si própria, como opção, (o que a qualidade do seu desempenho vai determinar) teve um significado político muito saudável.
Na verdade, a nuvem justicialista não conseguiu inquinar o processo de escolha da PGR. O desesperado ruído público da matilha mediática, que atingiu níveis de paroxismo quase ridículos, revelou, ao não produzir efeitos, que o seu peso real na relação de forças político-institucionais é equiparável a um modesto tigre de papel.
A aliança fandanga, entre os mais sôfregos politiqueiros da direita, os mais reacionários jornalistas e os mais pernósticos comentadores, pouco mais consegue do que fazer barulho. Aqueles dentes cortantes que nos mostram exuberantemente são afinal simples adereços de uma ferocidade furiosa, mas objetivamente mansa. A canzoada fandanga pode ladrar, mas não consegue morder.
Pergunta final : O que dirá sobre isto,nos seus diálogos de domingo, o percuciente Mendes?

quinta-feira, 15 de março de 2018

Da diferença aflita entre o "assim" e os "assados".




Da diferença aflita entre o "assim" e os "assados".


O Sr. Presidente da República diz que o país está “ assim”. Os cabecilhas dos partidos da direita parlamentar dizem que o país está “assado”. Estes partidos apoiam , no entanto, o Sr. Presidente da República, sem revelarem tergiversações.

Sapos, os nossos partidos da direita são por vezes forçados a engolir. Mas o sapo de terem que reconhecer que o país está “assim” é demasiado grande para se disporem a tanto.

“ Não nos faça engolir esse sapo, Sr. Presidente” – murmuram ansiosos.
“Vale mais vocês engolirem esse sapo, do que ser também eu engolido pela realidade que querem esquecer” – retorquiu o grande chefe de todos nós.

A claque dos “assados” vê-se  assim forçada a venerar piamente uma das vozes mais audíveis do “assim”.

O fio doce das tardes continua a correr tranquilo. Olhando pausadamente o sol a perder-se no Tejo, o Presidente da República pensa para com os seus botões:” Tem-me saído cada caramelo na rifa!!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

DESAPARECIDO POR ABSORÇÃO!



DESAPARECIDO POR ABSORÇÃO!

Tem vindo lentamente a desaparecer o recém-eleito Presidente da República. Uma ou outra vez, vem ainda à tona como se estivesse a afogar-se e pedisse a desesperadamente por socorro.

Paulatinamente, insidiosamente, tem vindo a ser substituído por Marcelo Rebelo de Sousa, comunicador exuberante, adepto entusiasta do Sporting de Braga, político ágil, católico piedoso, circunspecto professor de Direito, constitucionalista criativo, nadador intensivo, expoente mediático-televisivo. Marcelo ocupa já a maior parte do Presidente ,  num paroxismo de movimento e de exposição que deixa o povo ora delambido, ora entusiasmado, ora espantado, ora divertido. Mas nos mais céticos desponta uma sombra de receio. Um receio ainda vago. Indefinido. Mas incómodo.


Enfim, há o risco de em breve ser necessário um aviso público que preencha o vazio epostoflante que grassa no Palácio de Belém : “Desapareceu o Presidente da República. Suspeita-se que tenha sido absorvido por Marcelo Rebelo de Sousa !!! “.