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26 October, 2011

O fio vermelho do destino (akai ito) é uma lenda chinesa que se tornou popular na cultura japonesa e fala sobre a história de um fio invisível que é amarrado no dedo mindinho de duas pessoas que estão destinadas a viverem juntas para sempre. É como uma ligação espiritual que representa o amor eterno. Independentemente do tempo, lugar ou circunstância, o fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir.

Simplesmente lindo.
Fascina-me como a cultura japonesa consegue ser tão poética...

30 September, 2011

26 September, 2011

Será um erro deixarmos que nos vejam sem defesas? Mostrarmo-nos descalços, despidos, em carne e osso? Flanquearmos a porta, estendermos a mão? Permitirmos o toque, oferecermos a confiança, darmos pedaços do melhor em nós?
Seremos mais felizes se não amarmos, se não permitirmos que nos amem? Se não não abrirmos o coração e partilharmos a vida? Se nos escudarmos atrás de máscaras, esquemas, frases feitas? Se fugirmos de nós mesmos fugindo de quem nos toca?
Seremos mais felizes se optarmos pela dormência em nós? Pela indiferença calculada em relação aos outros?

Seria mais feliz se não sentisse?
daqui

Sempre me orgulhei de sentir muito, de pensar demais (ok, isso se calhar não tanto...).
Costumo ter muito este medo. Já fugi quando reparei que me viam demasiado bem.
Costumo perguntar-me muito, se erguer muros é a melhor maneira de lidar com o mundo.
Não condeno nem apoio. Pergunto mesmo. Assumo que levo a minha vida assim.
Talvez esta visão da vida venha da minha história de encantar favorita da infância: a Rapunzel... Acho sempre que cavaleiro que é "o"Cavaleiro, vai chamar lá de baixo e subir o muro para me resgatar e mostrar o mundo que eu só conseguia ver, ao longe, do topo da torre - o problema é que o meu cabelo só agora está a ficar comprido.

Estou um turbilhão.
Estou esgotada. Dou por mim a pedir para parar. Para tirar um tempo do que corri atrás, do que me dediquei. Sonho com uma vida que, há um ano, considerava fútil, desprovida de objectivo real. Mas o mundo lá fora drenou-me... e eu posso sonhar, não posso?
Há sombras que me perseguem e pequenos brilhos no horizonte, incandescentes, mas fugazes (long live karma).
Mas sei, vivi neste fim-de-semana a certeza de que sou mais, vivo mais, dou mais, quando sinto, quando lembro, quando toco, quando confio.
A máscara será sempre minha, nua nunca estou, serei sempre pedaços, mas estendo a mão à minha maneira,  sou mais eu.


22 September, 2011

Se calhar devia exteriorizar aquilo que penso e que sinto com as pessoas certas. Com as pessoas que merecem. Mas não o faço. E depois? Depois passo a vida mal disposta com tudo e com todos. Às vezes respondo mal a quem não devia, nem tem nada a ver com o que me apoquenta. O pior de tudo? É ter noção disto e não conseguir evitar e não saber o que fazer para não ser bruta como os comboios [...] daqui

É isto, mas eu, a minha vida, a minha cabeça e o que me rodeiam, não dão para mais.
Acho que me vou mudar ali para a Estação de São Bento. Fico perto da "família" e tenho vista para momentos passados bonitos.

08 September, 2011


Só não disseram que existe muito mais cabeças tortas do que pés tortos.

John Lennon

Aprendo-o, vivo-o na pele, todos os dias, há 25 anos e 364 dias.

05 September, 2011

Eu não fico parado em casa a ler livros, acho uma perda de tempo. Eu quero viver, sem me ficar a preocupar com isto ou aquilo, ou o que vão pensar de mim. Sabe porque vivo tranquilo? Porque Deus cuida de mim. Ele cuida da minha alma e sabe o que fazer com ela.

Freddie Mercury - 1985
E soube.
Ofereceu-te a genialidade e a imortalidade.
Cheers!

01 September, 2011

Cansam-me os sonhos adiados, as metas curtas de possibilidade, as nuvens que toldam e vendam os olhos que querem mais além.
O cheiro podre da desilusão e da miséria, o som estridente do não.
A ausência do que se vale em troca do que nos é dado.Cansa a falta de um sol que não aquece senão as mãos.As migalhas mascaradas de troféus e a desfaçatez das diferenças.A falta de ideias que jaz neste chão macilento e doente.. e a palidez decrepita do nosso "acreditar".
É assim a minha vida profissional, nas palavras de uma colega de curso (do mesmo ano, será coincidência?).
E mesmo assim, com "companhia", não deixo de me sentir sozinha, abandonada, quase amaldiçoada.
Morro de medo de todos os dias acreditar menos, enquanto me revolto porque não aceito o conformismo.
Sou feita de emoções paradoxais.

25 August, 2011

And we don't know how
How we got into this mad situation,
Only doing things out of frustration
[...]

And we don't know how
How we got into this mess is a God's test,
Someone help us cos we're doing our best

Trying to make it work,
But man these times are hard



Ele canta, eu digo que sim.

24 August, 2011

e que eu não faça nada de útil
e te ame muito mais do que verdadeiramente
nunca houve ninguém tão louco que não conseguisse
chamar a si todo o céu com um sorriso


E. E. Cummings, in "livrodepoemas" Tradução de Cecília Rego Pinheiro





Um dia... disseram-me que o meu sorriso tem esse poder.
Ultimamente, voltei a acreditar.

Obrigada Chata

19 July, 2011

Do sentimento de anormalidade, que afinal, é tão normal.

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca


[Sabes? Ainda me sinto nua... Porque até hoje, só me despiram para me destruir. Até que alguém cobriu os meus escombros com o carinho de uma manta. Ainda me estou a re-habituar ao frio, tendo em conta os meus limites.]

05 July, 2011


[No momento daquele abraço vertiginoso, cheio de paixão e sonhos, em que disseste - um filho nosso será lindo - eu soube que nunca sobreviveríamos à verdade. E lembro-me do exacto momento em que ta disse - eu não quero ter filhos - tu perdeste as forças, deixaste-me rolar até à berma. Eu dei o impulso até ao chão.]

É assim que eu vejo a vida, como a vêem aqui também.
Não tenho medo de o afirmar. Não me vejo a mudar de ideias, eu que fiz o caminho inverso.
Mesmo que os filhos que não vou ter tenham nome, um fosse ser cientista e a menina fosse gozar de todo o equilíbrio que não tenho.

28 June, 2011

de dizer o mesmo:

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é. 
Alberto Caeiro

Este fim-de-semana, já sozinha, debaixo do calor, numa cidade nova, lembrei-me das noites sem dormir à volta do Fernando e dos seus personagens na tela. Do projecto perfeito, que ainda hoje (me) orgulha.
E estas palavras dizem tudo.
Tudo é real e tudo está, lentamente, a ficar certo. Pelo menos para já.

21 June, 2011

Se na nossa cidade há muito quem troque o "V" pelo "B", há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão.
Almeida Garrett

No meu dia-a-dia tenho orgulho no meu soutaque, pah

14 June, 2011

Tenho amigos que me têm dito: Mostra como te sentes ou não te podemos ajudar.
Tenho a minha pessoa que me abraça.
Tenho quem me tente acalmar, animar.

Mas o que se passa é mesmo isto:
Há alturas em que nos sentimos especialmente à deriva, perdidos na montanha de coisas que a nossa vida (sempre demasiado rotineira na nossa opinião) nos traz. Os afazeres rotineiros, as tarefas no emprego, as atitudes imutáveis de certas pessoas (algumas mais imutáveis ainda) e a razão, essa parvalhona que nos impede de dar o grito do Ipiranga que tantas vezes é sufocado já na garganta, mesmo quando estava já pronto a sair. Eu estou numa dessas fases. Tudo corre mais ou menos, tudo é vivido mais ou menos e falta-me a intensidade dos dias para que eu consiga fazer as coisas com um sorriso nos lábios e chegar ao fim do dia com a sensação de dever cumprido e não com a do ''mais um dia que foi mais ou menos vivido, agora venha o amanhã''.Não me sinto triste, mas também não estou feliz. Os meus dias não me correm mal, mas mentiria se dissesse que correm bem. O mais ou menos sufoca-me já o disse aqui várias vezes. Preciso de projectos e desafios novos, não que as coisas que eu alcancei não me sejam saborosas ou não me façam feliz, muito pelo contrário. Orgulho-me muito de tudo o que consegui e quero manter todas essas vitórias bem presentes nos meus dias... mas a verdade é que eu não sei viver mais ou menos. E a rotina é uma vida de mais ou menos... E enquanto ela não muda, cá estou eu... mais ou menos bem!

De um cantinho que encontrei há uns dias, numa das minhas incursões.
Incrível como está aqui tudo. Tudo para o qual não encontro palavras.
Que leva ao sentimento de passagem pelos dias, que leva às discussões.

Agora, é esperar por voltar a sentir que estou a viver.

26 May, 2011

Conheço este blogue desde a sua nascença, vi todos os nomes estapafúrdios que a autora deu a si mesma ao longo dos tempos, já chorei a rir a altas horas da madrugada...
Ora, estando sem nada para fazer... fui lá dar uma voltinha e encontrei o seguinte - com o qual não podia concordar mais, mas reservo-me o direito de fazer comentários, mais ou menos directos:



Uma mulher só quer um homem que:

» seja fiel;
» seja engraçado e a faça rir;
» seja sensível, mas sem ser ele também uma "gaja" (ah pois LOL);
» lhe dê atenção, mas que também lhe dê espaço;
» a ache a mulher mais bonita que alguma vez conheceu, e lhe diga isso, de tempos a tempos;
» a queira desenhar, mesmo que não tenha jeito nenhum (se fosse eu saía um daqueles bonecos tipo "palito");
» lhe escreva palavras românticas;
» goste das amigas dela (mas não demasiado...);
» saiba quando falar e quando estar calado, a ouvir;
» seja culto, inteligente;
» saiba apreciar todos os tipos de arte, de música a cinema a pintura;
» seja paciente;
» não grite numa discussão (ou grite, para a rapariga não parecer louca, sozinha!);
» que pergunte e que responda, proporcionando uma conversa equilibrada (ou seja, homens com Tico e Teco);
» que lhe faça surpresas;
» que dance com ela, em qualquer altura, e qualquer lugar (ok, esta eu dispenso, a não ser que seja a música dos deuses do Shôr Mestre Quim Barreiros) - e sim, estou a falar a sério!;
» que saiba o que está a fazer, nas diversas áreas da relação (para complicadinha já chego eu...);
» que confie nela. No matter what.

Agora, vá, digam lá que não há 'miguinhas na blogosfera...

06 May, 2011

Parece-me que o mundo está de pernas para o ar. Parece-me que as portas se fecham e as janelas se batem em vez de deixarem entrar o sol.

Palavras sempre sentidas da minha Carla que me orgulha tanto.

[Ai que saudades de uma boa conversa, com sushi - ainda melhor!]

03 May, 2011

Quem quiser ouvir é p'ra ficar
Quem quiser prever pode sair
Mas quem quiser ouvir é p'ra ficar
Se eu nunca fiquei foi por sentir
Que a tristeza é sombra que nos cai
Quando tudo a volta nos 
destrói
[...]
Quem guarda segredo quer dizer
Quem guarda tesouro quer mostrar
Quem não tem vergonha quer provar
E todos sabem como tem que ser

[...]


Porque esta sou eu.


E de quem serão os versos?
Ora tentem adivinhar? Sem Google, sim?

25 April, 2011

A cidade é um chão de palavras pisadas

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança  a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância  e a palavra medo.

A cidade é um saco  um pulmão que respira
pela palavra água  pela palavra brisa
A cidade é um poro  um corpo que transpira
pela palavra sangue  pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.
José Carlos Ary dos Santos
Porque só ele sabia que todos somos uma pequena cidade, repleta de tudo o que escrevia, sem igual.
Mais do que representar o 25 de Abril pela certeza que as palavras (e os homens) seriam livres um dia, este é o homem que me arrepia sempre!

Sorri Ary, já há luz. 

24 April, 2011

Nothing is so strong as gentleness and nothing is so gentle as real strength.
Ralph W. Sockman

Mestrias que me têm faltado: Gentileza e força...

07 March, 2011

... ter ponte, ou ter o dia de férias. Mas não! Tenho dois estagiários para "estagiar" - fora todas as outras tarefas...
Afinal, até estou doentinha, com tosse, o peito pesado e noites mal dormidas com as dores... oh constipaçãozinha do raio, já ias com as p... ombas!

Também queria que isto deixasse de acontecer:
Porque é que sempre que avançamos de relação em relação, o que aconteceu de mau do passado volta para nos assombrar e ficamos sempre com a sensação de que estamos a viver sempre as mesmas coisas mas com uma pessoa diferente? Alguém me explica isto, por favor?

As palavras certeiras da minha Ana, da saia rodopiante... até assustam.
É que é sempre isto. E magoa, e faz desconfiar. E os meus próximos dias vão ser assim.
Deve ser a Lei da Atracção, ou a necessidade de aprender uma lição, ou a ironia a morder no rabo... ou, ou, ou...
Só sei que deixa uma pessoa muito wondering, mas... não vou deixar de viver! Ou morro de tédio...


Venha o feriado. O regresso a datas marcantes. O perguntar para onde foi o Futuro...
É descanso e expectativa.
 
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