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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Google irá rotular a imprensa alternativa como não credível

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Não é que a manipulação (verdadeiramente dita) de resultados não seja algo já praticado por este motor de busca.

Pois, quem tiver por hábito procurar informar-se sobre factos que são reportados pela imprensa alternativa, já deverá ter observado que os primeiros resultados são por norma, cada vez mais, de sítios cuja credibilidade é verdadeiramente questionável.



Ou seja, cada vez mais, o que acontece é que, se vai uma pessoa usar este motor de busca para se informar sobre factos reportados pela imprensa alternativa, a não ser que use a opção "site:x" (para, deste modo, ter como alvo sítios que já saiba serem credíveis), os resultados que são mais exibidos (isto é, os que aparecem nas primeiras páginas de resultados) são os de sítios na Internet que, até pelo nome dos mesmos, dá para ver que não são credíveis - ou que são até mesmo ridículos - ficando, consequentemente, um ignorante nestes assuntos, que vá pela primeira vez tentar averiguar algum facto não reportado pelos média de massas, com a ideia de que quem anda a escrever (mais extensivamente) sobre aquele assunto estranho de que ouviu falar são mas é uma cambada de "teóricos da conspiração".


(Sendo que, embora não admitindo esta companhia que o tem vindo já a fazer, temos "https://www.prisonplanet.com/google-rewrites-algorithm-to-bury-fake-news-in-search-results.html" aqui a mesma a admitir recentemente que vai começar a fazê-lo.)


Assim como, quem use frequentemente este motor de busca em localidades/computadores diferentes, já poderá ter reparado que, não só as sugestões que aparecerem são dependentes do que andou a pessoa anteriormente a pesquisar sobre, como os próprios resultados são diferentes, consoante o endereço IP que está a ser usado (e têm também "https://microarts.com/insights/why-googles-search-results-vary-from-person-to-person/"  uma admissão de que é isso mesmo que acontece).


Sendo esta a razão pela qual, quando queremos alertar alguém sobre algo, convém sempre providenciar hiperligações específicas - e não apenas dizer a tal pessoa que use certos termos de pesquisa neste conhecido motor de busca.


Mas, se este tipo de manipulação (por parte de um "https://www.infowars.com/group-calls-for-hearings-into-googles-ties-to-cia-and-nsa/" motor de busca com ligações à CIA e à NSA) não parece ser suficiente para manter as pessoas desinformadas - escondendo delas as hiperligações mais relevantes - eis que - no decorrer do pânico que se está a instalar entre o poder estabelecido, causado pela crescente quantidade de pessoas que tem vindo a prestar mais atenção à imprensa alternativa (e da subsequente campanha de difamação desta última imprensa, apelidando-a de emissora de "notícias falsas") - tivemos uma nova evolução...


A rotulação, pura e dura, de sítios de notícias na Internet, que tenta dizer que alguns dos sítios que são alvo desta rotulação não são de confiança(!) (semelhante ao que já começa a ser feito pela Amazon com "http://blackfernando.blogs.sapo.pt/amazon-comecou-a-rotular-certos-livros-94041" certos livros mais incómodos). E, têm "https://www.prisonplanet.com/google-fights-fake-news-with-fact-check-in-search-results.html" ;aqui um artigo que explica o que irá, no futuro próximo, começar a observar-se neste muito conhecido motor de busca.



Artigo publicado por um "site credível":





terça-feira, 6 de junho de 2017

O estranho caso dos passaportes e BI no local dos atentados

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Passaporte descoberto no crash de Shanksville






Aparentemente nada de mais normal quando um terrorista planeia um atentado do que transportar com ele o seu passaporte ou BI reveladores da sua verdadeira identidade.


Mais extraordinário ainda que sistematicamente estes documentos sejam encontrados no meio de escombros ou pedaços do bombista suicida.


Estes factos surpreendentes só podem ter razão de existir com o intuito de ajudar a polícia à rápida identificação dos terroristas, caso estes não sejam suficientemente espertos para os identificar. A polícia agradece e nós também, afinal assim é tudo muito mais fácil e simples de explicar...




Visa descoberto nos escombros do World Trade Center






Ataque terrorista de Manchester, Maio/2017

O terrorista foi identificado por um cartão bancário descoberto... no seu após a explosão.



Ataque terrorista de Berlim com um camião, Dezembro/2016

Os documentos de identidade do suspeito foram encontrados... dentro do camião utilizado no ataque.



Ataque terrorista de Nice, Julho/2016

O jovem condutor do camião foi identificado com os documentos encontrados... no camião.



Ataque terrorista ao Charlie Hebdo em Paris, Janeiro/2015

A polícia encontrou o documento de identidade de Said Kouachi... na cena do tiroteio.



Ataque terrorista do Bataclan em Paris, Novembro/2015

Depois dos terrorista se terem feito explodir, os seus passaportes... foram encontrados no local.



Ataques terroristas do 11/Setembro /2001

No meio dos escombros que reduziram a cinzas, com um calor que fundiu o aço, um transeunte descobriu... o passaporte de um dos sequestradores.
No crash do avião que caiu perto de Shanksville e formou uma cratera sem que se tenha encontrado qualquer parte do avião ou dos seus passageiros, foi encontrado... o passaporte de um dos sequestradores.




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terça-feira, 14 de junho de 2016

Islamismo radical: o alvo somos todos nós...

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Um homem matou um casal de policias, em França, perante o filho de 3 anos, em nome de Alá. 
 
O nome de Alá evocado por este islâmico nada tem a haver com este acto. O Corão condena este tipo de acto criminal gratuito.
 
 
 
 


Trata-se de um acto terrorista abjecto que os islamistas têm de condenar e combater. Nada disto tem no fundo a haver com religião, apesar de esta ser evocada para o justificar. 
 
 


É verdade que em nome da religião islâmica, a mais intolerante, várias pessoas estão visadas: polícias, mas também jornalistas, homossexuais, modos de vida ocidentais e outros. 
Mas também turistas, que frequentam zonas muçulmanas intolerantes, em que o único objectivo é criar o medo. 
 
 
Outras fracções radicais fizeram e fazem o mesmo ao longo da história, por vezes ajudadas pelos países ocidentais ao "criaram" grupos terrorista para atingirem os seus fins. 
 
 


Aqui trata-se da mesma coisa, movimentos terroristas para criar um ambiente de medo, legítimo, e a sua panóplia de restrições à liberdade individual em nome da suposta segurança. 
 
 



Estamos perante uma nova forma de terrorismo: os actos mais loucos ou mais bárbaros são justificados, não em nome de uma ideologia política ou territorial, mas sim em nome de uma religião. 
 
 


Estes actos perpetrados não se baseiam no Corão, mas sim nos Adiths, um conjunto de leis e histórias escritas depois de Maomé com fins políticos. Estes textos sunitas, fazem ofício de leis que regem o quotidiano dos seus seguidores. 
 
 


Nestes texto, encontramos Madhi ("o que mostra o caminho"), não referenciado pelo Corão, mas que tem por missão de fazer converter todos os "infiéís" a uma suposta lei islâmica, se necessário pela força. A tomada de Constantinopla pelos muçulmanos fez voto de profecia
 
 


O objectivo do terrorismo islâmico radical é de, inicialmente estabelecer o caos, qualquer Estado ocidental pode ser o alvo, e a longo prazo estabelecer um Estado totalitário controlado por estes indivíduos. 
 
 



Vai cada vez mais atrai psicopatas marginais, insatisfeitos com as suas condições de vida e pronto para acatar qualquer solução radical que os faça integrar num grupo coeso, tal como as seitas ou partidos extremistas. 
 
 


Um pouco como os regimes nazis ou stalinianos, estas técnicas de medo propagam o medo, agora com a ajuda das técnicas de comunicação social. 
 
 


A técnica vai ser cada vez mais, não matar por simplesmente matar ou punir os incrédulos, mas sim matar certos "alvos" da sociedade para paralisar o inimigo, que no fundo somos todos nós (alvos potencias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

As obscenidades dos ricos....

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No dia 1 de julho deste ano vai abrir o hotel mais luxuoso do mundo em Macau, o "The XIII" (do rei francês Louis XIII), custou 1,1 mil milhões de dólares. 


É composto de 200 suites, a maior com 2 000 metros quadrados, todas com elevador privativo, mordome 24 horas por dia, Roll Royce Phantom à disposição.


Tudo isto por 100 000 dólares por noite!






Outras excentricidades dos ricos...

Matraquilhos em ouro massivo


Mercedes com pintura em prata


Mercedes com pintura de prata e diamantes

Tablier em ouro massivo


Distribuidor de placas e lingotes de ouro no Dubai



Iphone e Ipad em ouro



Voltando ao preço de uma única noite no hotel mais caro do mundo, de 100 000 dólares por noite: seriam necessários 17 anos de salário, para um português que ganha o ordenado mínimo, para passar uma única nesse hotel, muitos mais anos para as populações dessa região do mundo.



Hoje em dia 62 pessoas possuem tanta riqueza quanto metade das pessoas do planeta.









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sábado, 9 de abril de 2016

A treta dos "papeis do Panamá"

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Após as revelações "bombásticas" de Assange e Snowden, temos as novas revelações bombásticas dos "papeis do Panamá" que revelam que, coisa que não sabíamos, existem paraísos fiscais!


Como nas revelações anteriores nada que já não soubéssemos.


Então para que servem estas revelações?


Após estas revelações (que não fazíamos a mínima ideia que existissem) vêm as revelações dos nomes dos implicados e os países atingidos, e aqui a questão é muito instrutiva...







O que é uma offshore.


Por oposição às sociedades "onshore", estas sociedades possuem várias vantagens: 

- segredo bancário,
- segredo profissional dos vários intervenientes,
- impostos irrisórios,
- anonimato dos acionistas,
- contabilidade não obrigatória.

Todos os ingredientes para a lavagem de dinheiro.

Este "sistema" é tolerado ao nível mundial porque convém a muitos países, multinacionais e muita gente poderosa. Estas sociedades só existem "no papel", não têm empregados, apenas uma caixa de correio postal.








O poder dos media.


Antes de abordar as perguntas que ficam pendentes após estas revelações, convém lembrar que os media estão nas mãos do poder e que existem 3 grandes verdades sobre esses mesmos media:

1- A missão dos media é de orientar o pensamento e as opiniões dos povos na direção desejada pela classe dominante.
 
2- Os media nunca dão relevo a uma história ou um indivíduo que represente um verdadeiro perigo para a classe dominante que servem.
 
3- Quando todos os media dão relevo a um acontecimento é sinal que a classe dominante nos quer vender alguma coisa.
 
 
 
 
 
 
 
 


As verdadeiras questões pertinentes são as seguintes:


- Porque é que mais de 70% dos paraísos fiscais são britânicos (Anguilla, Bermudas, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Caiman, Gibraltar, Monserrat)?

- Porque é que os Estados Unidos, não são citados nestes documentos, com empresas ou personalidades, quando se sabe que 55% das empresas americanas recorrem a offshores?

 - Porque é que não é apontado o dedo aos paraísos fiscais americanos como os estados de Delaware, Wyoming ou Nevada?

- Quem foi, e como foi possível, que um individuo ou indivíduos tivessem acesso, e em que circunstâncias, a um tão grande numero de ficheiros?

- Porquê entregar esses ficheiros tão preciosos a um jornal (o diário alemão Süddeutsche Zeitung)? E porquê um jornal alemão (país ainda não citado pelos escândalos)?

- Porque é que esse jornal entregou os ficheiros a um consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) com sede em Washington, nos Estados Unidos, financiado por Rockfeller, Rothschilds, Soros ou Microsoft?

- Porque é que as principais figuras atingidas (não directamente, mas sim através de familiares) são as dos países alvo do sistema monetário/USA/GB ou da estratégia geopolítica mundial destes: Rússia, China, Síria, Ucrânia, Islândia, Venezuela, Argentina, ...?










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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Offshores: a viagem de uma banana...

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Fala-se muito das revelações "bombásticas" dos chamados "papéis de Panamá". Até parece que só agora é que se sabe que existem paraísos fiscais sem qualquer regulação. Estas revelações só servem objectivos geo-políticos mundiais. 
 
 
Muitos não compreendem em que consistem os offshores e o que está realmente em questão. 
 
 
Contrariamente ao que muitos pensam, os paraísos fiscais não servem só para branquear o dinheiro da corrupção, servem sobretudo para as grandes empresas multinacionais e os bancos fugiram aos impostos e garantirem o sigilo bancário absoluto.
 
 
 
Para compreender melhor o seu mecanismo, siga a viagem de uma banana...
 
 
 
 


Uma empresa compra um quilo de bananas a um produtor da América Latina por 13 cêntimos .
 
 
Desses 13 cêntimos 12 vão para a produção e a mão-de-obra, sendo que apenas 1 cêntimo é o benefício. Só este ultimo é que está sujeito ao imposto. 
 
 
Essa empresa "vende" o seu quilo de bananas a uma filial com sede num paraíso fiscal, sendo as suas actividades comandadas na realidade na Europa pela empresa-mãe. 
 

Assim ao custo inicial de 13 cêntimos vão ser somados sucessivamente em vários paraísos fiscais: 8 cêntimos de despesas de compra nas Ilhas Caimão, 8 cêntimos de despesas de serviços financeiros no Luxemburgo, 4 cêntimos de direitos de utilização da marca na Irlanda, 4 cêntimos de despesas de seguro na Ilha de Man, 17 cêntimos de despesas de distribuição nas Bermudas e 6 cêntimos de despesas jurídicas e de management na Ilha de Jersey. Todos estes territórios estão isentos de imposto para as actividades citadas.
 

O nosso quilo de bananas passou de 13 cêntimos para 60 cêntimos Estes 47 cêntimos acrescentados estão livres de imposto e entretanto o preço final teve um aumento de 460%. Os benefícios ficam portanto nos paraísos fiscais e a Ilha de Jersey torna-se assim o maior exportador de bananas para a Europa, sem nunca ter visto passar uma única banana.


As maiores empresas de venda de bananas, Dole, Chiquita e Fresh del Monte, tiveram um lucro de 1,4 mil milhões de Dólares nos últimos cinco anos, no entanto apenas pagaram 200 milhões de dólares de imposto, o seja 14%, quando o imposto nos Estados Unidos onde têm as suas sedes é de 35%. Isto só é possível porque, como vimos, possuem numerosas filiais em vários paraísos fiscais que lhes permitem a fuga aos impostos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 31 de março de 2016

Portugal ameaçado pelo Daesh

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Como escrito há uma semana atrás neste blogue, Portugal poderá ser um dos próximos alvos do Daesh:




Hoje sabe-se que o auto-proclamado Estado Islâmico, há dois dias, num dos seus habituais canais de propaganda ameaça directamente Portugal. Na mensagem pode ler-se: "Hoje Bruxelas e o seu aeroporto e amanhã pode ser Portugal e a Hungria". A mensagem é considerada válida.


O próximo objectivo do Daesh é mostrar que nenhuma capital está a "salvo" inclusive os países periféricos, como è o caso de Portugal.




Há um mês, um militante francês do Estado Islâmico protagonizou o último vídeo publicado pela organização ameaçando novamente o Ocidente com novos e violentos ataques.


O homem, que durante o vídeo é filmado a executar um homem acusado de ser espião a tiro, aparece com a cara quase totalmente tapada, deixando apenas parte do cabelo loiro à vista. Durante a gravação, o jihadista diz que fala directamente para os inimigos do ‘daesh’ e que estes podem esperar um ataque tão violento “que os vão fazer esquecer o 11 de setembro”.


No entanto, o francês centra os avisos na Península Ibérica, referindo-se à recuperação de Al-Andalus (nome pelo qual era designada a Península Ibérica durante os séculos de hegemonia muçulmana): “A Península Ibérica jamais será esquecida (…) Al-Andalus tem paciência. Não eras espanhola nem portuguesa, mas sim muçulmana”.

Oh querida Al-Andalus! Pensaste que te tínhamos esquecido. Juro por Deus que jamais o fizemos. Nenhum muçulmano pode esquecer Córdova, Toledo e Xátiva (Valência). Há muitos muçulmanos sinceros e fiéis que juram recuperar Al-Andalus”, diz o militante durante o vídeo.

No final do discurso, faz-se uma promessa: “Juro que pagareis um preço muito alto e que o vosso final será muito doloroso. Se Deus quiser, recuperaremos Al-Andalus.”


As imagens, que terão sido filmadas no norte do Iraque, mostram ainda quatro outros militantes a executar cinco homens que falam em árabe.








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segunda-feira, 28 de março de 2016

A verdade por trás dos atentados terroristas

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A vaga de atentados terroristas atinge Paris, Londres, Madrid ou Bruxelas, mas não a Alemanha ou a Polónia. Porquê?

Porque é que certos países são atingidos e outros não? 






Claro que a explicação mais simplista, é que estes países são os mais interventivos contra o Daesh.

Pode ser verdade para alguns, mas não para a Espanha ou a Bélgica, com pouca ou nenhuma intervenção.


Além disso alguns são altamente interventivos contra o Daesh, como os Estados Unidos ou a Rússia e não têm esses atentados.




Claro que a explicação é que esses países têm um sistema de segurança altamente eficiente, e que por isso não sujeitos a atentados.

Mas a Bélgica, centro das instituições europeias, também tem alta protecção.



Porquê alguns países da Europa?

Estes simples facto faz suspeitar que existe por trás destes atentados suicidas um plano mais vasto que se alimenta desses mesmos atentados.



Os bombistas suicidas são "fabricados"?

Não foi Al-Qaeda financiada e armada pelos Estados Unidos? Após o declínio dessa organização, o Daesh  não é financiado pela Arábia Saudita, mantendo o seu regime com a conivência do ocidente?


Os vários atentados alimentam-se do salafismo, financiado pelos países do golfe, com a Arábia Saudita à cabeça. Esse país foi construído artificialmente, após a retirada do Reino Unido da região. É esse país que financia as madrassas extremistas espelhadas pelo mundo com o dinheiro do petróleo.


Apesar de seguir uma linha dura do Islão, com censura e em que as mulheres são subjugadas, é apoiada pelos países ocidentais.  Petróleo obriga.



O Islão não é sinónimo de violência?

O islamismo não apregoa a violência, tal como a igreja cristã também não, o problema é o aproveitamento político que esses países fazem da religião com fins políticos.


O objectivo último é manter a actual sistema capitalista, dominado pelas grandes multinacionais, através de atentados indiscriminados elaborados para manter as populações sob o medo e aceitar o sistema vigente.



Mas então é tudo mentira? Não existem efectivamente atentados?

Existem atentados, mas o objectivo é geopolítico. Isto é, os atentados fazem parte de um esquema mais vasto do que os simples atentados. Manter o medo e fazer pairar que todos podemos ser vítimas, para manter o status quo existente do sistema capitalista, que acabamos por aceitar como o mal menor.



Os malditos muçulmanos não são os responsáveis por esses atentados?

Nada menos seguro. Claro que são muçulmanos. Mas quem são esses muçulmanos. Indivíduos perdidos em bairros insalubres nas periferias das grandes cidades europeias, sem qualquer esperança de vida. Presas fáceis de extremismo.


Aliciados por ideologias extremistas de grupos religiosos, grupos esses manipulados por gurus ao serviço de países estrangeiros. Esses indíviduos tudo farão para satisfazer as suas frustrações, mesmo matar outros seres humanos, muitas vezes irmãos muçulmanos.


Recebendo financiamento e armas, dos Estados Unidos e Reino Unidos, através das monarquias dos países do golfe, teremos combatentes prontos a executar a ideologia programada: fazerem atentados.



Mas então não existem mesmo bombistas suicidas? 

Muitos dos suposto bombistas suicidas não sabem bem qual a sua missão, estão muitas das vezes drogados ou mentalmente programados para executarem uma determinada tarefa da qual não fazem ideia qual o objectivo final.


Isto explica as incongruências dos vários atentados, já referidas neste blogue. 


Prova disso, são os bombistas suicidas que explodem sozinho sem qualquer vítima à sua volta, talvez explodidos à distância. Simples elementos do puzzle. 



Então o que é que está em causa nos atentados?

O que está realmente em causa, além de limitar as nossas liberdades para maior controle das populações, é uma guerra geopolítica para controle de uma região (veja-se as "primaveras árabes) e controle das matérias primas.


Através deste mecanismo de atentados contra o ocidente (a Europa), os planos das multinacionais (americanas e britânicas) controlam ao mesmo tempo qualquer veleidade de autonomia dos povos europeus e controlam o petróleo e gás natural que a abastece.


O sistema ultra-capitalista não tem qualquer problema de consciência em matar alguns dos seus sudbditos para manter o seu poder. Pode chocar muitas pessoas menos atentas, mas numerosos são os casos na história em que tiveram de matar alguns dos seus com false-flag para manterem o seu poder.


Têm ainda como consequência dominar o continente europeu (como outrora o fez com a América do Sul) e contrariar a influência da Rússia.








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sexta-feira, 25 de março de 2016

Para que servem os atentados suicidas ?

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Nada mais traumatizante, para as populações em geral, do que um atentado suicida. É como uma mão invisível e mortal que paira sobre as nossas vidas e que nos pode matar indiscriminadamente sem que sejamos responsável pelas causas desse acto perpetrado.


O motivo que nos é apresentado, para esta vaga de atentados, é misterioso. Dizem-nos que são fanáticos, que querem conquistar o mundo ou que a morte para eles é como uma benção divina.


Temos razão em estarmos perplexos. O que pode levar um qualquer ser humano a morrer (mesmo como mártir) e no seu acto matar outros seres humanos?









A nossa mente não está preparada para compreender o suicídio porque o ser humano está programado para sobreviver. Também não está preparada para aceitar atentados suicidas. Quando o objectivo desses atentados é uma revindicação política ou territorial, apesar de não aceitarmos, compreendemos.


Uma das maneiras de nos fazer aceitar a origem destes atentados é de repetir vezes sem conta que está no fanatismo religioso. Pronto, já estamos preparados para aceitar a origem, dado que tantos meses com a repetição da mesma informação nos faz, pouco a pouco, consentir com a causa.


Agora já estamos preparados para sermos anestesiados pela inundação de imagens televisiveis, passadas vezes sem conta, frequentemente as mesmas durante horas, de vítimas, de testemunhos e de sangue.


Inconscientemente revemo-nos como potenciais vítimas. Poderíamos ser nós as vitimas, dado que frequentamos esses mesmos lugares comuns.


Qualquer um de nós acaba por sofrer de um stress pós-traumático que condiciona pouco a pouco a nossa forma de pensar, de encarar o futuro e que nos deprime. Estamos, então, condicionados para aceitar qualquer solução, mesmo a de aceitar um perda da nossa liberdade para evitar o medo.


Coagidos pelo medo, que inibe o nosso poder crítico, leva-nos a aceitar as forças que nos governam como dirigentes inquestionáveis do nosso destino, dado que não conseguimos raciocinar de forma objectiva.


Tentamos encontrar respostas, e a respostas que nos propões é que se trata de fanatismo religioso, que "essa gente" (o outro) está disposto a morrer por fanatismo e que pouco podemos fazer, a não ser confiar em quem nos governa e nos protege.


Explicações simplistas que aceitamos como causa e soluções, sem nos questionarmos.


Mas...





- Porque é que os atentados suicidas se tornaram "moda" após o 11 de setembro?


- Se "essa gente" não tem medo de morrer, porque é que nesses países a pena de morte é tão frequentemente aplicada como dissuasora?


- Porque é que, no Iraque por exemplo, os extremistas realizam atentados suicidas matando o seu próprio povo e não o ocupante?


- Porque é que estes extremistas religiosos, que têm como infiéis as outras religiões,  não cometem atentados suicidas contra locais de culto cristão ou judaico?


- Porque é que estes fanáticos não comentem atentados suicidas contras as instituições políticas que combatem?




A teoria de grupos fanáticos religiosos que querem o fim do "nosso modo de vida" e que para isso nos matam, sem qualquer outra explicação, parece muito pouco plausível. Não vemos qual o objectivo a não ser a sua próprio descredibilidade sem qualquer retorno positivo. 


Nestes casos, matar inocentes, só por matar, não satisfaz qualquer objectivo concreto desses grupos, como também não faz qualquer sentido um determinado grupo terrorista iraniano matar milhares dos seus (iraquianos) como resposta à ocupação americana no seu país.








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quarta-feira, 23 de março de 2016

Portugal pode ser um dos próximos alvos de atentados terroristas

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Os atentados terroristas têm-se multiplicado de forma crescente nestes últimos anos, agora meses ou semanas. Este tipo de atentados vão aumentar, tendo como alvo mais países europeus. 


As principais capitais europeias já foram atingidas: Paris, Madrid, Londres ou Bruxelas. O próximo objectivo, tudo leva crer, são os países europeus periféricos, para mostrar que qualquer país pode ser atingido.


Neste contexto, Portugal pode ser o próximo alvo por várias razões.




Portugal alvo potencial. 

Dos países periféricos europeus, Portugal é um país que pertence à NATO, tem relações privilegiadas com os Estados Unidos (base da Lajes), tem um governo pouco ortodoxo em relação aos padrões da Comissão Europeia e é acessível a qualquer penetração terrorista.


É de crer que a ameaça terrorista se queira espalhar por toda a Europa, nos próximos meses, deixando de se focar no países europeus dominantes, o que já fizeram.


Segundo o padrão dos recentes atentados, a alvo é sempre a capital desses países, portanto no caso português será sempre Lisboa.




Os alvos privilegiados em Lisboa são:


- A ponte 25 de Abril, símbolo nacional com um comboio que passa por baixo dela.

- O metro, usado habitualmente para fazer um número de vítimas elevado, neste caso toda a rede lisboeta pode ser alvo de atentados.

- Uma estação ferroviária importante, tal como a gare do Oriente, e em menor grau a estação de Santa Apolónia ou do Cais do Sodré.

- Aeroporto de Lisboa.

- Os dois principais centros comerciais: Colombo e Vasco da Gama.

- Um evento desportivo futbelístico internacional, como o do programado Portugal-Bélgica ou outro.




A tranquilidade dos países periféricos europeus deve-se preparar para atentados suicídios futuros. 



Surpreendentemente, o "fanatismo" religioso que os média referem como a causa destes atentados suicidas, nunca têm como alvo locais de culto religioso como o Vaticano, Fátima ou Notre-Dame.
Curiosamente também nunca atingem edifícios militares ou centros de decisões da União Europeia, teoricamente os promotores de todos os pecados atribuídos ao ocidente.








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terça-feira, 22 de março de 2016

Quem beneficia com os atentados suicidas ?

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Os atentados suicidas são uma arma de reivindicação política ou territorial, mas no caso do Daesh estes atentados fazem muito pouco sentido. 

A verdadeira questão é analisar quem beneficia com todos estes recentes atentados.




Todos nós nos lembramos dos kamikazes japoneses que durante a segunda guerra mundial esmagavam os seus aviões sobre os navios americanos para os destruir. Perdiam a vida por uma causa, fazia parte de uma táctica de guerra.


Os terroristas palestinianos também cometiam atentados "espectaculares" matando inocentes, mas tinham um objectivo: a libertação da Palestina.


Mais tarde os atentados suicidas continuaram a ser uma arma para reivindicar objectivos territoriais ou políticos.







Objectivos vagos dos actuais atentados. 

Nos recentes casos de atentados suicidas, os objectivos são vagos, não se percebe muito bem quais são as reivindicações e objectivos do Daesh.


No caso do Daesh, atribui-se os atentados suicidas a fanáticos religiosos que acreditam numa vida após a morte como mártires com histórias rocambolescas como virgens no paraíso.


Na realidade, tanto o Corão como os hadiths não referem qualquer evocação do suicida como forma de luta. Estes texto condenam o suicídio como forma de morte, sendo os seus autores condenados ao inferno.


Portanto a haver atentados suicidas, não o serão por motivos puramente religiosos. Então estes atentados reivendicam o quê? Um movimento político? A autonomia de um povo? A independência de um povo?


Nada disto... 




Qual o beneficio directo de tais atentados suicidas?


Muito pouco, a não ser criar um medo generalizado nas populações ocidentais, em que qualquer pessoa pode ser morta inocentemente. Mas será esse o objectivo do Daesh?






Criar o medo nas populações ocidentais serve de alguma maneira os interesse do Daesh?


Tudos estes atentados não parecem ter qualquer retorno positivo para o Daesh.


Então, se não é o Daesh, quem beneficia com esta sucessão de atentados suicidas na Europa?




Temos de considerar várias hipóteses e questões para os explicar:



- Os combatentes do Daesh foram formados e financiados pelos Estados Unidos através da Arábia Saudita.


- Durante meses o Daesh foi combatido pela NATO por pequenos raids aéreos inofensivos, sendo que esta estava era preocupada em apoiar os "rebeldes" sírios, para destituir Bachar Al-Assad.


- Continua a ser um grande mistério, como é que os combatentes do Daesh conseguem tomar conta e continuar a produzir petróleo nas zonas conquistadas sem qualquer know-how?


- Como é que o Daesh consegue transportar o petróleo em camiões através do deserto sem ser incomodado pela vigilância satélite da NATO?


- Quem financia (realmente) o Daesh e que beneficia do petróleo produzido nas zonas por ele controlado?


- Como é que matar gente indiscriminadamente, sem serem reais alvo políticos, quando poderia ser feito, serve os interesses do Daesh?


- Porque é que a Alemanha nunca foi atingida?


- Porque é que os Estados Unidos não são atingido (se exceptuar-mos o mal explicado 11 de setembro de há quinze anos)?


- Porque é que países como Portugal, Itália ou Grécia não são alvo de tais atentados?


- Porque é que invariavelmente está presente um passaporte que identifica os suspeitos?


- Porque é que alguns dos suicidas de paris apenas mataram o próprio?


- Porque é que a polícia belga diz que Salah Abdeslam, o suposto cérebro dos atentados de Paris, está a colaborar com a polícia, quando estava pronto a morrer?









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quinta-feira, 10 de março de 2016

O estranho caso das listas do Daesh

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Um suposto dissidente do Daesh entregou à televisão britânica "Sky News" documentos com milhares de nomes e outras informações preciosas sobre a organização terrorista.

É a maior e mais importante fuga de informação dos últimos tempo.

Convém estarmos atentos a este súbito fluxo de "informação preciosa" e sobretudo às incoerências nele contido.

Mas vamos por partes...





Mais um arrependido...

Este fluxo de informações confidenciais lembra fluxos semelhantes, proveniente de delatores ou heróis que lutam pela liberdade de informação, como Julian Assange ou Edward Snowden.


O primeiro revelou documentos secretos sobre as práticas do Exercito americano, coisas que todos nós já sabíamos, e o segundo sobre a vigilância da NSA que também todos já conhecíamos.


Agora estamos perante mais uma revelação semelhante. Dados pessoais dos membros do Daesh que seguramente, com as técnicas actuais de controle satélite das comunicações, os países ocidentais, já sabiam.




Porquê entregues a uma televisão?

Uma das questões que nos deixa perplexos é: porque é que um suposto arrependido do Daesh vai entregar a uma televisão (?) britânica (?) dados altamente secretos e não às autoridades policiais competentes e porquê à Grã-Bretanha?


Porque é que uma televisão detém informações confidenciais, dignas de um filme de James Bond? Os documentos secretos, como o seu nome indica, são secretos, e não para serem divulgados. Porquê esta divulgação?


Não é esse país ocidental, que apesar de todos os meios de satélites não consegue ver milhares de islamitas radicais a percorrer o deserto em direcção a Kobane, no norte da Síria, para irem matar civis, quando esses satélites conseguem ler a hora que marca os nossos relógios de pulso?




Muitas coisas não batem certo...

É pouco provável que os milhares de ficheiros roubados estariam na posse de um "chefe da polícia".


Nos documentos temos duas bandeiras, uma das quais desconhecidas. 


O nome referido é o de "Estado islâmico do Iraque e da Síria", antigo nome do Estado Islâmico, já não utilizado.


Os documentos não são manuscritos, isto é escritos à mão pelos suposto aderente aos Daesh, mas sim processado por computador.


É no mínimo curioso que um dos itens seja a revelação do grupo sanguíneo do jihadista. Para quê? Para uma eventual transfusão de um membro em pleno deserto ou de um bombista suicida "feito em papa"?


O documento tem um símbolo não fazendo parte dos documentos habituais, uma espécie de "pin" utilizado por vídeos antigos do Daesh.


Os documentos são assinados pela "Direcção Geral das Fronteiras", uma denominação desconhecida pelo Daesh que não reconhece fronteiras.


As declarações proferidas pelo arrependido, perante as câmaras de televisão, pode ser facilmente identificado pelos seus pares.

 

 





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quinta-feira, 3 de março de 2016

A dívida pública nunca poderá ser paga

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"Dívida pública". "Como é que vamos encher este buraco?". "Simples, vamos cavar outro buraco".




Em 2015, a dívida pública da zona euro era cerca de 100% do seu PIB, sem contar a dívida escondida.


Os critério de Maastricht fixaram o limite dessa dívida suportável em 60% do seu PIB. O excedente da dívida pública europeia atingiu 3 000 milhões de euros, o equivalente ao PIB alemão, o que é insuportável a longo prazo.


Na grande maioria dos países europeus essa dívida pública nunca poderá ser paga, muito menos com os rigores impostos e a taxa de desemprego actual, em que seriam os trabalhadores que pela sua produção a deveriam pagar.


Esta dívida foi aumentada pelo resgate aos bancos que beneficiaram com a especulação dessa mesma dívida.











 A dívida nunca é para ser paga, mas sim negociada.

Como dizem alguns economistas, sugerido por Karl Max, as dívidas são fictícias, as dívidas nunca existiram para serem pagas, apenas para se diluírem numa negociação permanente.


As dívidas públicas são então uma contínua degradação e roubo do crescimento produtivo, aqueles que verdadeiramente produzem com salários de miséria, que lhes permitem apenas sobreviver para poderem consumir e manter o sistema, são as vítimas deste sistema especulativo.




Resumindo, é impensável para os países mais fracos, como Portugal, ter a veleidade de pagar a sua dívida, tendo em conta os actuais critérios dominantes do norte da Europa.


A grande maioria dos países europeus não respeitam tais critérios de dívida pública, sem qualquer sanção, porque é que Portugal tem de se sujeitar a eles, quando isso representa uma limitação ao seu desenvolvimento?


Portugal deve cumprir as suas obrigações europeias fingindo que está muito preocupado em cumpri-las, como os restantes Estados europeus, mas não as cumprindo.


Em vez de se subjugar aos ditames burocratas europeus, Portugal deve seguir uma rota própria aproveitando os seus potenciais turísticos, a sua plataforma marítima e a sua situação geo-estratégica e a sua influência ímpar nessa mesma Europa.







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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ciganos: entre o ódio e o políticamente correcto

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Odiados e perseguidos durante a história recente, os ciganos são frequentemente abordados pelos meios de comunicação social com "pinças" para não ferir susceptibilidades. 


Histórias, regras, mistérios, exclusão e auto-exclusão, um retrato da comunidade cigana em Portugal.











Origem cigana.

Os ciganos, conta uma lenda, no passado teriam tido um rei, numa cidade maravilhosa na Índia, chamado Sind. O povo era muito feliz até que foram expulsados pelos muçulmanos.


Desde então foram obrigados a emigrarem de um país para o outro, tornando-se nômades. Chegarem à Europa na idade média, constituído a maior minoria étnica desse continente, mas também a mais perseguida, vítima de preconceitos, discriminação e maltratos.  


Historicamente, os estereótipos negativos são consequência do passado, dadas as profissões que desempenhavam. Na idade média eram associados a ocupações mal vistas pela sociedade, como músicos (diversão), adivinhos (morte) ou ferreiros (lixo).


Uma das lendas populares associavam os ciganos (ferreiros) aos que tinham fabricado os pregos colocados em jesus na cruz e que os teria amaldiçoado condenando-os ao nomadismo.


Estes foram então excluídos e obrigados a uma união forte para sobreviverem.








Existem várias etnias ciganas.


Os ciganos não são uma etnia uniforme, existem na realidade várias etnias: os Rom, os Manouche, os Sinte, os Kale e os Gitanos.


Estas etnias, por sua vez, dividem-se em: Kalderasha, Lovara, Tchourara, Valshike, Sinte (francês), Galshkene, Sinte (alemão), Piemontesi, Sinte (italiano), Prajshtike, Sinte (prússio), Catalan e Andalou.


As línguas faladas, além da adaptação local, também são muito diferentes: Romani, Sinto ou Kalo. Cada uma com os seus dialectos: Kalderash, Lovari, Thourari, Manouche, Sinto piemontêz, Sinto prussiano ou Calo.


Calcula-se que existam em Portugal cerca de 50 000 ciganos. A Roménia tem a maior comunidade: perto de 2 milhões. Vem depois a Bulgária com 750 000, Espanha com 700 000, Hungria com 600 000, Sérvia com 400 000, Eslováquia com 400 000, Turquia com 350 000, França com 300 000, Macedónia com 250 000 e a República Checa com 200 000.









Discriminação positiva dos ciganos em Portugal.

Contrariamente ao que se possa pensar, existe uma discriminação positiva em Portugal em relação aos ciganos, medidas estas que parecem socialmente injusta em relação aos outros cidadãos:


- A grande maioria dos ciganos, em Portugal, são feirantes. A grande maioria não paga impostos, não têm actividade declarada e a grande maioria, apesar de conduzir carrinhas de mercadoria, não têm carta de condução.


- Mais de metade dos ciganos, em Portugal, recebe o "rendimento mínimo garantido", além de subsídios de outras instituições, como a igreja católica.


- Os bairros construídos para o efeito não contribuiu para a sua integração. Estes locais transformaram-se em "ilhas" de violência, tendo os imóveis atribuídos  sido sujeitos a degradação e vandalismo. 


- A quase totalidade desses ciganos recusam-se a pagar rendas (simbólicas), mas também água ou electricidade.


- A comunidade cigana representa uma percentagem elevada da população prisional.


- O crime organizado é pratica comum na população cigana, sendo o roubo ou trafico de armas prática comum. De salientar que a prostituição é condenada por certas etnias ciganas, assim como condenam a homosexualidade.


Os ciganos nunca estiveram interessados em integrarem-se nos países de acolhimento, tem as suas próprias regras, a sua própria justiça.









Uma comunidade com regras estritas.


As regras ciganas são muito estritas:

- Não cobiçar a mulher de um outro cigano,

- Não ter relações sexuais com uma virgem, a não ser para casar,

- Não trair um outro cigano,

- Não fazer mal a uma criança,

- Cuidar dos mais velhos,

- Render homenagem aos seus mortos,

- Ser solidário com os membros da família,

- Respeitar as sentenças dos mais velhos.


Na comunidade cigana, a mulher não trabalha, deve ocupar-se dos filhos e da casa.


A maioria dos ciganos tem um nível de escolaridade muito baixa. A escola não faz parte das prioridades. Quando se trata das suas filhas, os ciganos têm medo que elas se liguem a um "gadjo". 








As mulheres subjugadas à comunidade.

As mulheres devem ocuparem-se dos filhos e da casa, enquanto os homens ocupam-se do resto. O rapazes são a coisa mais importante, são eles que vão ter a sucessão dos seus país. Casada, a mulher fica dependente do marido. Os país irão ter sempre autoridade sobre os seus filhos, casados ou não, com 20, 30 ou 40 anos.


Os país do noivo devem oferecer um dote aos país da noiva, que pode ser muito caro.


Os casamentos são combinados para reforçar os laços de clãs, os rapazes casam muito novos, e as raparigas por vezes com 14 anos. 


Na cultura cigana, o clã tem a primazia sobre o indivíduo ou a família, qualquer falta cometida por um dos membros implica todo esse clã, assim como qualquer acto valorizante irá prestigiar esse mesmo clã.




A solidariedade é portanto um valor fundamental que é fonte de segurança e coesão social, a sanção mais grave é a exclusão do grupo.