quinta-feira, 31 de março de 2016
A China à conquista da Sibéria
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
A inacreditável pequena ditadura da Tchetchénia
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Maldivas: o lado negro do paraíso
Cerca de 150 trabalhadores vindos do Bangladesh trabalham no meio desta imundice pagos com salários de miséria, 350 dólares por mês por doze horas de trabalho, sete dias sobre sete.
Apenas o plástico, os metais e o papel são recuperados e enviados para a Índia, o resto dos detritos são queimados ao ar livre, desde pilhas a material electrónico poluído o ar e as águas. Chumbo e mercúrio vai assim para a cadeia alimentar.
Com 700 000 turista por ano (30% do PIB), duas vezes mais do que a sua população, este pequeno país tornou-se num dos mais ricos de Ásia com 4 500 dólares por habitantes, mas a que custo!
Mas o que fica são as praias de areia fina para serem desfrutadas por turistas abastados num ambiente paradisíaco...
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sábado, 29 de março de 2014
Avião da Malásia: mais um banal acidente aéreo !
terça-feira, 25 de março de 2014
Avião da Malásia: encenação final.
En savoir plus sur http://www.lexpress.fr/actualite/monde/asie/boeing-disparu-l-avion-reconnait-un-crash-dans-l-ocean-indien_1502785.html#8WQ7Vawhtb3rqGHR.99
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segunda-feira, 24 de março de 2014
A impossibilidade do local dos destroços do avião da Malásia
terça-feira, 18 de março de 2014
Avião da Malásia desviado para Diego Garcia ?
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Kazantip: sonho e realidade
terça-feira, 16 de abril de 2013
Coreia do Norte: no xadrez mundial uma situação de "Pat"
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Karachi: a cidade mais perigosa do mundo
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
15 euros, o salário da irradiação para os "heróis" de Fukushima
Não são heróis nem Kamikazes, são os sacrificados no altar do inconsciente do nuclear.
Artigo traduzido do francês por Octopus, proveniente do site:
http://www.internationalnews.fr/article-i-70725403.html
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Quando a China compra a Europa...
Os dirigentes chineses estiveram na Grécia em outubro de 2010, depois em dezembro em Portugal e no início deste ano em Espanha, sempre com um objectivo: compra uma parte das dívidas destes países.
Para a China, isto representa uma gota de água dos seus 2648 mil milhares de dólares de reserva monetária de que dispõe, mas estas operações servem muito mais os seus interesses do que os dos Europeus.
No caso de Portugal, a China comprou 4 a 5 mil milhões de euros da nossa dívida. Apesar de esta operação representar apenas uma fracção da divida total portuguesa que está nos 130 mil milhares de euros, ou seja 80% do seu PIB. isto é bom para Portugal que necessita urgentemente de 15 mil milhares de euros para financiar a sua dívida até abril de 2011. O que não impediu a agência de notação Moody's de ameaçar com uma baixa da cotação de Portugal. Mas quem fica a ganhar é a própria China.
A Europa já é o principal parceiro comercial da China, com 361 mil milhares de trocas comerciais, e estando a ajudar o euro está a ajudar as suas exportações. De facto para proteger as suas exportações, a China tem todo o interesse em que o Euro não esteja muito fraco e tem de impedir que a zona euro caia no caos. Sendo os principais clientes da China, um fornecedor nunca quer que o seu cliente vá à falência.
Ao apostar na Europa, a China também está a dividir as suas apostas diversificando os mercados de investimento. Pequim já tem mais de 900 mil milhões de dólares em obrigações públicas americanas.
Este problema do euro face à China, faz lembrar os primeiros tempos da moeda europeia, em que perante uma subvalorização do dólare, os responsáveis do Banco Central Europeu deixaram-se anestesiar pela ilusão de um euro forte. Com uma paridade de 0,84 euros por dólar, os problemas de competitividade na zona euro face aos produtos das zonas dólar ou yuan eram praticamente inexistentes. Progressivamente, o dólar passou de 0,84 para 1,30 e atingir mais tarde 1,45 e os países europeus começaram a ter imensa dificuldade em tornar os seu produtos competitivos.
http://gaulliste-villepiniste.hautetfort.com/archive/2011/01/21/l-europe-les-nouveaux-etats-unis-de-la-chine.html
http://www.rtbf.be/classic21/article_pourquoi-la-chine-a-sauve-l-euro-la-semaine-derniere?id=153381
http://bruxelles.blogs.liberation.fr/coulisses/2010/10/la-chine-investit-la-zone-euro.html
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
As guerras ocultas dos Estados Unidos contra a China.
Os Estados Unidos têm medo da China que está a um passo de se tornar na maior potência industrial e económica do mundo.
Para o impedir, estão a tentar destabilizar a região circundante fazendo que a China não consiga o aprovionamento petrolífero de que tanto necessita. É raro o dia em que esses países não aparecem nos média, fruto sobretudo dos atentados neles perpetrados. Quem está por detrás desses atentados e guerrilhas são os que deles beneficiam.
Abordagem de uma visão geoestratégica da região...
A situação estratégica do Xingjiang.
A província chinesa de Xingjiang ocupa uma situação impar. Faz fronteira com o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão, mas também e sobretudo com o Afeganistão e o Paquistão. Tudo países com uma população predominantemente muçulmana. Estes paises têm sido palco, nos últimos anos, de atentados e conflitos armados que como iremos ver não são apenas fruto de tensões internas.
A região de Xingjiang pertence à China desde 1759 e é composta por uma maioria Uigur (45% da população), sendo a restante de 40% chineses Han e 15% chineses Hui. Dada a instabilidade dos países vizinhos e uma fronteira com mais de 5 000 km, representa a província mais vulnerável da China. Por ser uma região estratégica para a China, os Estados Unidos tentam de destabilizar esta província desde 1979 com guerrilhas permanente vínculas na comunicação social como etnicas.
Quem controlar a região de Xingjiang controla parte do sul da Rússia e sobretudo parte do eixo Europa-Ásia como podemos verificar neste mapa:
Obama desloca a guerra para o Paquistão.
Não podendo fazer frente directamente à China, tanto do ponto de vista militar como económico, os Estados Unidos estão a deslocar uma das suas guerras do Afeganistão para o Paquistão. Motivo? Cortar a alimentação energética chinesa cujo petróleo iraniano, principal fornecedor, passa pelo Paquistão. Neste país os atentados não param de aumentar e têm como finalidade justificar a intervenção americana. Como podemos ver no mapa seguinte, a propósito do gás, mas também os oleodutos, que abastecem a Índia e a China percorrem o território paquistanês:
Uma outra rede de gasodutos e oleodutos abastece a China através das antigas Repúblicas Soviéticas muçulmanas, também elas palco de recentes conturbações sociais:
A guerra contra o terrorismo serve de desculpa para os Estados Unidos intervirem igualmente no Iémen e na Somália, onde várias guerras etnico-religiosas assolam as regiões, grande parte delas orquestradas pela CIA. Isto não é puro acaso, pelo estreito de Ormuz circula 40% do petróleo transportado por via marítima, ou seja 20% das trocas petrolíferas mundiais.
A recente crise do Cáucaso está estreitamente ligada ao controlo dos oleodutos que o atravessam. O ataque da Geórgia à Ossétia do Sul, no dia 7 de Agosto de 2008, foi cuidadosamente planificado pelos Estados Unidos. Este deu-se uma semana após os imponentes exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Geórgia do dia 15 a 31 de Julho desse ano. Com efeito, a Geórgia é um posto avançado da NATO na fronteira com a Rússia e perto dos teatros de guerra da Ásia Central. A Geórgia é sobretudo o ponto de passagem do oleoduto "Baku-Ceyhan Pipeline" que permite o transporte do petróleo de Baku sem o controlo da Rússia, como podemos verificar no mapa seguinte:
Destabilizar as regiões com "atentados terroristas".
Henry Kissinger dizia há 30 anos: "O domínio por parte de um só país da Europa ou da Ásia do bloco Euro-asiático, constitui um perigo para os Estados Unidos. Porque esse país poderia ultrapassar os Estados Unidos do ponto de vista económico ou militar e portanto temos de combater esse perigo".
E pelos visto conseguiram-no bastante bem. Trinta anos mais tarde e milhões de mortes depois, olhando para trás vemos uma sucessão de conflitos dos quais o Afeganistão foi apenas o princípio.
Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Obama, escreveu que todos os futuros desafios económicos eram Euro-asiáticos. Quando lhe perguntaram numa entrevista ao "Nouvel Observateur", após ter revelado que a guerra entre a URSS e o Afeganistão fora provocada com base na sua estratégia e do então presidente Jimmy Carter, se não estava arrependido; ele respondeu: "Foi uma ideia genial. Os russos caíram na armadilha afegã e queria que eu estivesse arrependido?".
Muitos são os que acreditam que mais tarde ou mais cedo o Irão irá ser atacado pelos Estados Unidos e Israel. A verdade é que, sendo este o principal fornecedor energético da China, representa um obstaculo aos planos americanos que estes gostariam de ver ultrapassado. Neste momento, o Irão encontra-se completamente cercado pelas tropas americanas como podemos facilmente constatar neste mapa:
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Bangladesh: A morte silenciosa.
Ignorado nos meios de comunicação social, o Bangladesh, um dos países mais pobres e povoados do mundo, enfrenta o maior envenenamento massivo de uma população em toda a história da Humanidade.
O envenenamento acidental atingiu pelo menos 85 dos 125 milhões de habitantes, devido à contaminação por arsénio inorgânico das suas fontes de abastecimento de água para consumo humano.
Esta situação foi considerada, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), uma catástrofe mais grave que inundações, ciclones e até mesmo que o acidente nuclear de Chernobyl.
Cronologia de uma tragédia...
Antes dos anos 70 não havia perigo de contaminação pelo arsénio, já que as pessoas bebiam água da superfície. No entanto, 250 mil crianças morriam anualmente por diarreia provocada por microrganismos na água.
O governo e a Unicef colocaram então em marcha um programa, que custou milhões de Dólares, para que as pessoas se habituassem a beber água dos poços e 95% da população passou a fazê-lo. Existem actualmente cerca de 1 milhão desses poços.
Como é que foi possível que só recentemente é que tenha sido confirmada a presença de arsénico nas águas? Simplesmente porque ninguém teve o cuidado de analisar essas águas. Ainda hoje em dia, ninguém quer assumir as suas responsabilidades, nem a UNICEF que esteve na origem do financiamento, nem o Banco Mundial que apoiou as operações, nem as autoridades do Bangladesh, nem os engenheiros na sua maioria estrangeiros.
Os primeiros sintomas surgem no prazo de oito a vinte anos: manchas na pele, sensação de ardor, cansaço crónico, perda de sensibilidade nas extremidades, gangrena nos órgãos internos que pode evoluir para cancro, principalmente de pele, bexiga e pulmão.
O Banco Mundial, financiador do projecto, refere que antes de 1993 nunca foi medido o teor em arsénio das águas, no entanto o engenheiro Peter Ravenscroft contesta e declara que já nos finais dos anos 80 se sabia da presença de arsénio nas águas subterrâneas Seja como for, só em 1998 é que a comunidade internacional reconheceu alguma responsabilidade nesta catástrofe.
Mais de 20 000 pessoas estão em risco de morrer todos os anos devido ao arsénio. Este número é difícil de prever, dado que alguns cancros só se irão declarar ao fim de 20 anos. Actualmente uma em cada cinco mortes no Bangladesh já é causada pelo arsénio.
Quase tão dramático, é que mais de metade dos fundos monetários canalizados para ajudar a resolver este problema é utilizado para pagar consultores estrangeiros, dado que o país se tornou um laboratório a céu aberto para os países ocidentais.
Uma verdade bem diferente da versão oficial...
A questão polémica é: de onde vem o arsénio? Este existe em pequenas quantidades nas rochas, na terra, na água e até no ar. Todas as organizações responsáveis tentam fazer passar a tese que em certas condições naturais particulares a concentração de arsénio pode aumentar e contaminar os lençóis de água subterrânea O que é verdade. Mas será só esse o motivo?
Nos finais dos anos 60, a chamada "Revolução Verde" era apresentada como uma necessidade pelos países ocidentais, em particular pelos Estados Unidos, para que certos países do terceiro mundo pudessem sair da fome.
Mas porque é que os promotores da Revolução Verde, os USA, o Banco Mundial e outras organizações privadas americanas estavam tão preocupadas com o destino de povos como os do Bangladesh? Puro altruísmo?
Não, na realidade, a história começa muito mais cedo, com o excedente de produtos químicos utilizados durante a primeira guerra mundial e que encontraram uma utilização providencial na composição de adubos. Estes eram produzidos a baixo custo, mas as sementes tinham que suportar este novo tipo de adubos, foi então que apareceram as sementes de alto rendimento.
Estas sementes deveriam ter um rendimento extraordinário, mas eram muito susceptíveis ao ataque de insectos, felizmente os Estados Unidos tinham umas enormes sobras de químicos para produzir pesticidas. Só faltava encontrar escoamento para este modelo de agricultura.
Foi então que apareceu a ideia da Revolução Verde que permitia às empresas americanas vender as sementes e os produtos químicos a elas associadas. Os países escolhidos foram a Índia e o Bangladesh. As culturas dessas sementes necessitavam cada vez mais de uma maior utilização de adubos e pesticidas, ora estes continham grandes quantidades de arsénio que pouca a pouca se ia depositar nos solos contaminando os poços que serviam, não só para o consumo, mas também a irrigação dado que estas sementes necessitam uma quantidade de água três vezes maior que as sementes tradicionais.
As sementes transgénicas entram na mesma lógica, com custo que chegam a ser 1000 vezes superior às sementes tradicionais e algumas com gene "terminator" que impede a sua reprodução e obriga os agricultores à compra de novas sementes no ano seguinte.
Em nome do progresso foi sugerida a mudança do estilo de vida das gentes do Bangladesh, mediante implementação de um moderno sistema de agricultura, baseado em novas tecnologias e uso de agro-químicos contendo arsénio.
A “Revolução Verde”, conhecida como “fertilizantes, pesticidas, sementes, água”, esteve, provavelmente, na origem da contaminação das águas do subsolo do Bangladesh. Desta forma, um veneno invisível e inodoro apoderou-se da água potável deste país, determinando uma sucessão de mortes e enfermidades.
Afinal, a principal causa da presença de elevados níveis de arsénio na água poderá estar aqui, e constituir o maior envenenamento colectivo da história da humanidade.
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0405/arsenio/arsenio_ficheiros/Page3531.htm
http://www.ionline.pt/conteudo/16362-intoxicacao-em-massa-no-bangladesh-agua-contaminada-com-arsenio
http://www.unesco.org/courier/2001_01/fr/planet.htm
http://www.naturavox.fr/biodiversite/Les-OGM-une-seconde-Revolution-Verte-Sera-t-elle-aussi-meurtriere