o observação animal vem partilhar conclusões emergentes da observação do animal sobre os animais. será sobre ocorrências da vida quotidiana. o que tem de distinto do blog habitual é que, o que o animal aqui partilha não tem necessariamente que seguir uma linha de raciocínio, exalar nexo, tão pouco agradar a qualquer outro animal. são pensamentos que se me ocorrem. poderão não ser profundos, poderão ser incompreensíveis, mas serão genuínos. é como me apetecer.
Let the games begin
(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)
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14 abril 2011
run away
a empresa onde trabalho tem tantos bichas que estão a pensar em abrir um badocha park.
08 fevereiro 2011
o mundo que já não é, nem volta a ser
ontem ouvia o Alvim a debater-se para perceber como pode existir algo como Filosofia para Crianças, quando "elas têm um nível de atenção... perto do zero".
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
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Verão Azul
29 janeiro 2011
pensamento para o fim de semana
if you think education is difficult, try being stupid!
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28 janeiro 2011
i want you to know what i know, but not to know me
foi-me hoje apresentada uma curiosa forma de desperdiçar tempo na Internet.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.
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10 janeiro 2011
religion
"It has caused wars, genocide and unspeakable crimes agains humanity. I has also sparked unbrilled unity, unquestioned faith and unmatched devotion. A conudrum indeed."
in mygrandfathertaughtme
the question remains: is it worth it?!
in mygrandfathertaughtme
the question remains: is it worth it?!
03 janeiro 2011
danos colaterais - ano novo, mesma gente
"17 million people.
This is got to be the fifth biggest economy in the world and no one knows each other.
I read about this guy who gets on the MTA here, dies.
Six hours he's riding the subway before anybody notices his corpse doing laps around L.A., people on and off sitting next to him.
Nobody notices."
This is got to be the fifth biggest economy in the world and no one knows each other.
I read about this guy who gets on the MTA here, dies.
Six hours he's riding the subway before anybody notices his corpse doing laps around L.A., people on and off sitting next to him.
Nobody notices."
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30 novembro 2010
soy hombre
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interacção escrita #2 - bathroom talk
animal a: shower = the place of thoughts and decision making.
animal b: já me ocorreram ideias verdadeirament fantásticas na casa de banho. não apenas no duche.
aquele emparedado de azulejos e mosaicos parece funcionar com um reflector de ideias criando uma tempestade de genialidade.
animal b: já me ocorreram ideias verdadeirament fantásticas na casa de banho. não apenas no duche.
aquele emparedado de azulejos e mosaicos parece funcionar com um reflector de ideias criando uma tempestade de genialidade.
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22 novembro 2010
a objectividade da decisão individual
somos sempre duas coisas das quais não nos podemos desligar:
o que comemos
o que fazemos
o que comemos
o que fazemos
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30 setembro 2010
ahhh
um dia, quando tiver tempo para tratar seriamente os assuntos que me movem, juro que faço um blog sério.
e assino e tudo.
o animal.
e assino e tudo.
o animal.
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28 setembro 2010
lifestyle guidelines: problems 1.1.1
na presença de um problema existe apenas uma forma de uso do tempo.
prossecução da resolução do problema.
prossecução da resolução do problema.
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24 setembro 2010
lay and roll
observando a aparente felicidade de alguns, o espírito é-me por vezes assolado pela aspiração de aspirar menos e com menor frequência.
felizmente passa-me rápido.
felizmente passa-me rápido.
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22 setembro 2010
cu de judas
já tinha ouvido falar do cu de judas...
mas o Barreiro está muito à frente!
| (foto sem qualquer edição alem do cut) |
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19 setembro 2010
de doer a alma
um conjunto de palavras vale tanto quanto os pensamentos a que essas frases podem dar origem.
os pensamentos e a ideias valem tanto quanto as acções que podem gerar.
as acções valem tanto quanto as ilações que se podem retirar dos seus resultados.
e o que concluo de tudo isto?
que cada vez mais pensamos no (em) vazio e raciocinamos de forma séria cada vez menos.
os pensamentos e a ideias valem tanto quanto as acções que podem gerar.
as acções valem tanto quanto as ilações que se podem retirar dos seus resultados.
e o que concluo de tudo isto?
que cada vez mais pensamos no (em) vazio e raciocinamos de forma séria cada vez menos.
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