cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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4.7.17

só para não dizer que isto acabou


e porque nem todos são meus amigos no facebook que é onde eu conto a minha vida agora (lingua de fora)
 
paris (em maio) foi

bibliotecas. bibliotecas. bibliotecas. bibliotecas. livrarias. corvos. jardins. leituras. supermercados. passeios a pé. o sena. os cais. crepes. caramelos de manteiga salgada. quiches no parque. moules & frites. restaurantes com colegas. pessoas bonitas. encontros maravilhosos. oportunidades. sol. chuva. calor. dormir com a janela aberta. prédios charmosos. vistas deslumbrantes. foi o cliché e foi a brisa dos lugares na pele. o invisível e o indizível.
duas semanas a andar nesta cidade como se sempre tivesse vivido aqui. contra todas as expectativas.
e agora é tempo se voltar à grande alface porque paris também foi ter saudades.
olho pela janela e vejo a torre a piscar. penso no caminho para o trabalho, de manhã. uma estação do metro de passy a bir-hakeim. a torre eiffel a fazer parte deste percurso tão curto, generosamente pousada na paisagem, nos dias dos parisienses e ainda assim a merecer fotografias através do vidro. como esta.
chegando a lisboa vou dar um beijinho à torre de belém. mais baixinha. achatada. com os pes de molho, à beira do rio, a olhar para o horizonte e a ameaçar desatracar a qualquer instante. por agora sou eu que levanto a âncora. mas antes, uma breve passagem pelo mediterrâneo.
à bientôt paris!
tu me donnes des envies...

15.9.13

paris com outros olhos








afinal ha outra paris. a da rue mouffetard aos finais de dia e aos fins de semana e a paris pelos olhos e passo de uma demoiselle que foi apanhada na curva. e é uma paris surpresa, bonita, distante desta. é bom conhecer uma pessoa que viva numa cidade para olharmos para ela de outra forma. no inicio da tarde entrei dentro do leao e fomos rolando pela cidade, desta vez, a dos filmes e das pessoas simpaticas (afinal aqui ha pessoas simpaticas). primeira paragem para os lados do canal saint martin, chez prune, onde bebemos um café. saimos rapidamente porque havia muitas coisas para ver e pouco tempo. poucos passos à frente espreitamos uma livraria e entao ela levou-me ao canal de l'ourcq e ao bar com o mesmo nome. arranjamos lugar ca fora, uma esplanada com cadeiras coloridas e desemparelhadas. à nossa frente passavam as bicicletas e do outro lado da ciclovia, numa tarde com luz de outono, muitas pessoas estavam sentadas à beira do canal, a conversar, a beber ou so a apanhar sol. dali fomos ao point éphémère, no canal de la vilette, um espaço bar e exposiçao com uma sala de espectaculos pequena. ao lado dezenas de pessoa faziam fila para o camion qui fume. continuamos a andar... ou a rolar por paris. é tao bom ver a cidade assim, quando se vai no lugar ao lado do condutor. o restaurante que ela me queria mostrar estava fechado e fomos à place du marché sainte catherine um desses lugares tao calmos que nos faz esquecer que estamos na cidade. uma tabua de queijos, charcutaria, vinho, conversa, uma ultima paragem no café josephine e  regressamos ao carro. ela deixou-me em "casa", mas nao sem antes darmos uma ultima volta de carro à noite, de estacionarmos na place de la concorde à meia noite e andarmos a correr pela estrada a tirar fotografias. foi tao bom ver paris assim. 

e agora vou ler todos os posts da torre eiffel que ela escreveu. 

14.9.13

paris dourada







eu pensava que nao gostava de coisas muito turisticas, mas afinal até gosto de algumas. 
tinhamos programado ir à disney no ultimo sabado e acabamos por desistir, queriamos aproveitar o ultimo fim-de-semana parisiense e trocamos o turistico pelo turistico, apanhando o autocarro de dois andares (and if a double decker bus... ) com vista sobre a cidade. arranjamos dois lugares de cabelos e écharpes ao vento e adoramos. passamos pelos sitios principais que ja conheciamos pelos passeios a pé  mas do autocarro conseguimos vê-los melhor e pudemos olhar para outros pormenores de paris. conhecemos as "ruas de tras" os bairros mais calmos, os edificios antigos la e sairam estas fotografias (e outras).

4.9.13

cidades invisiveis

nunca conheci ninguem que nao adorasse paris, a nao ser eu.
a primeira vez que visitei a cidade foi em 2001. nesse ano ficamos num apartamento perto do metro voltaire e visitamos quase todos os monumentos e museus que havia para ver. andei quilometros, fiquei coxa porque os meus pés nao estavam habituados a caminhadas e tiveram uma espécie de tendinite. 
a segunda vez que estive em paris foi no ano passado, ficamos em montmartre, metro lamarck e desta vez aproveitamos mais a cidade sem monumentos, com alguns museus, mas como se vivessemos aqui.
em nenhuma destas vezes fiquei apaixonada. nao digo que nao gosto, mas também nao digo que adoro paris. gosto de paris dos filmes, sempre gostei e, alias, acho que a desilusao vem dai, da melancolia, do silencio das ruas, das pessoas bonitas, simpaticas, que nao se parece nada com a vida real. contudo eu sou uma rapariga da cidade. gosto de confusao. gosto de poluiçao (pelo menos enquanto vivi no campo gostava), mas nao da de paris.
e agora estou aqui ha 6 semanas, ando como se vivesse ca, que até me esqueço (ou nao) que nao tenho o tempo todo para visitar tudo o que me apetece. estou mais afastada do centro da cidade e por isso, sempre que vou passear tenho que apanhar o comboio e varios metros. para ir ao centro tenho a sensaçao de demorar seculos e de passar muito tempo debaixo da terra. as pessoas sao tristes, debaixo da terra, esta calor e sente-se insegurança todos os dias. sente-se nos microfones que falam connosco e que dizem que nesse preciso momento entraram carteiristas para as carruagens 1 e 2 e para nos agarrarmos à mala, sente-se quando nos dizem que o comboio nao vai parar em chatelet porque esta um pacote suspeito abandonado no cais, sente-se pelos policias com caes dentro do metro, pelos militares com metrelhadoras nas estaçoes, pelas carrinhas cheias de policias nas ruas, pela pancadaria ao nosso lado em madeleine, pelas rezas que certas pessoas fazem numa lingua desconhecida e em voz alta no metro com os olhos no vazio como se estivessem em transe, sente-se até quando se pensa que se esta em segurança e quando num jantar no hotel entra uma mulher a correr em pânico a pedir ajuda porque um homem vai mata-la. e esse homem chega, olha para nos e começa a dizer que de qualquer maneira esta-se nas tintas de ir preso e a rapariga diz que ele nos vai fazer mal e ele agarra numa das garrafas pousadas em cima da mesa como se a fosse atirar até que... a rapariga finge estar com a policia ao telefone e lhes da a morada do hotel e ele pensa que eles estao a chegar. com uma calma disfarçada diz "eu so quero o meu saco", um saco do lixo com um cobertor la dentro que esta junto à rapariga. ele recupera o saco e sai a correr. 
no metro e no rer continua um calor intenso, um cheiro a bafio. as pessoas sao cinzentas (e eu que até gostava de pessoas cinzentas), muitas so lhes vemos os olhos. para a maioria isto é so o quotidiano e talvez ja ninguém ligue a todos os sinais de insegurança. e cada vez percebo melhor quando me dizem como é bom viver em lisboa. 

2.9.13

parisiando









do fim-de-semana sairam estas fotografias. um domingo assobiando pela cidade. as exposiçoes art nouveau e tamara lempicka, almoço no petit marcel, um café charmant,  que ja nos tinha conquistado pelo sitio, pela simpatia dos empregados e ontem superou as nossas expectativas porque no menu havia confit de canard. sentamo-nos e almoçamos. depois decidimos fazer um itinerario pelos passos dos escritores que viveram em paris, muitas fotografias às janelas onde eles moraram, aos bares que eles frequentaram, outras tantas às livrarias e editoras que tomaram conta daquele bairro.  entramos num bar com cheiro a tasca, cheio de cartazes na parede, especializado em sagria . "sao de paris?" "nao, somos de lisboa" "ah lisbonne... j'adore lisbonne, c'est la plus belle ville que j'ai connue". grande sorriso. direcçao notre dame para irmos espreitar a shakespeare and company que estava aberta e cheia. uma paragem nos cais para vermos as gravuras do mucha. e entramos pelo cartier latin, à procura de um bar com boa musica  de que tinhamos ouvido falar, mas nenhuma de nos se lembrava da morada e nao chegamos a encontra-lo. teremos que la voltar.

e por falar em paris... ela chegou!

26.8.13

domingo de chuva no père lachaise






 uma musica para este passeio

chovia torrencialmente, mas isso nao foi pretexto para nao voltar ao père lachaise. uma paragem na h&m para comprar uma capa impermeavel, ja que do hotel à estaçao de rer, e de chapéu de chuva, fiquei a pingar. aquele sitio valia o regresso e valeu as três horas que la passei sem mapa (porque tinham acabado) e so com apontamentos dos nomes e uma fotografia tirada à placa da entrada como unica orientaçao. debaixo daquela terra havia muita gente que me apetecia voltar a ver, embora a ideia de estar por baixo da terra nunca me tenha agradado.
a verdade é que estes grandes jardins cinzentos, também pelo confronto com a realidade, me dao uma sensaçao de serenidade. e o dia foi escolhido para visitar este lugar foi perfeito. queria voltar a ver colette, proust, piaf, wilde, éluard, modigliani, chopin, morrisson, la fontaine, callas, lalique, molière, musset, visconti, bonne maman e outros que nao consegui. também vi chabrol, mas foi por acaso, porque o nome dele nao constava no plano das visitas dos famosos. demorei muito tempo a encontrar modigliani até que uma senhora, que por ali passeava sozinha, me deu indicaçoes e me contou a historia de amor dele com jeanne hébuterne que estava gravida e se suicidou dois dias depois de ele ter morrido. mais tarde voltamos a ficar lado a lado enquanto olhavamos para oscar wilde e aí ela contou-me em segredo que, no mesmo tumulo, esta o seu companheiro, embora o nome dele tenha sido omitido. hoje, wilde esta cercado por um acricilo por terem cortado o sexo à esfinge e por outros vandalismos. 
proust foi um dos ultimos da visita, numa campa normal, que passa despercebida, pousava um coraçao feito de pedrinhas que estavam espalhadas pelo chao. e como ainda sobravam algumas e havia um espaço no coraçao, a minha mao também pousou la uma.

samedi à paris






queriamos começar pela exposiçao de art nouveau, mas os candeeiros so acendiam às 18h, e os cadeeiros sao importantes. entao, deixamo-nos levar pelas ruas, pelo sabado cinzento e pela brisa morna. passeamos para os lados da opera, depois fomos até ao quartier latin porque nos apetecia comida indiana e, às três da tarde so o samina nos abriu as portas. depois fomos à gilbert e voltamos com sacos de livros. queriamos sentar e conversar e, numa passagem de solo incerto, encontramos um café bonito, com lugar na esplanada. depois levantamo-nos e fomos comprar aneis, uma paragem na feira de artesanato, no boulevard saint martin, onde nos perdemos por acessorios que, como jogos, se tornam em peças diferentes. o entusiasmo contagiou-nos e o cansaço levou-nos pela noite parisiense. entramos num bar, pedimos três bebidas e conversarmos. dentro do bar, fora do bar, sentadas num banco de rua, de frente para as obras. conversamos.

18.8.13

quem gosta de postais diga eu!




ontem foi um dia preenchido de coisas bonitas, mas senhorita j. esqueceu-se da maquina fotografica em casa. que pena tao grande. teve que usar o telemovel para tirar fotografias so que agora nao consegue passa-las para o computador. 

entretanto, em montmartre comprou muitos postais para enviar, por isso, se alguém quiser receber um é so enviar um mail para senhorita j. (também conhecida por mademoiselle coccinelle) para mllecoccinelle@gmail.com.

14.8.13

livrarias


do châtelet ao marais, passeio pela cidade. uma das coisas que mais gosto aqui além das padarias (afinal até gosto de muitas coisas) sao as imensas livrarias. generalistas, especializadas, de saldos, alfarrabistas, até que dei de caras com esta que é também bar. bar littéraire. ha muitos anos atras, existia no bairro alto, mesmo à saida do elevador da gloria o café com livros também conhecido por geronte. era um lugar bonito, cosy,  tinha um ambiente simpatico e muitos livros. fechou, um dia, sem que eu tivesse percebido porquê. ha poucos anos atras conheci o "loucos e sonhadores", um café de livros também, mas sempre que la tentei ir estava fechado. gosto tanto deste conceito de bebidas e livros e mais uma vez espanto-me com o mistério da nossa "descultura" do livro.

13.8.13

paris - lisboa


uma pessoa vai tranquilamente a andar por ruas de uma cidade que nao conhece, nos arredores de paris, e de repente quase que se sente em casa com esta mensagem que se repete, varias vezes, ao longo do caminho...

se os olhos comessem


uma das coisas que adoro em frança sao as boulangeries/patisseries. sao bonitas, cheirosas, os bolos sao deliciosos e fazem jus à aparência... por vezes até a ultrapassam... quase que arriscava dizer que paris tem uma boulangerie por metro quadrado. hoje fomos fazer uma longa caminhada e passamos por uma série delas. claro que é impossivel ficar indiferente às montras e embora nao tenha comido muitos bolos nas duas ultimas semanas, as minhas calças azuis deixaram de me servir. estou convencida que se pode engordar com o olhar!

qual é o teu preferido?

8.8.13

passado e presente



"quer o brinde do happy meal para rapaz ou rapariga?"
"para rapariga, por favor"

senhorita j. abre o cesto, de papel, da merenda e sorri quando vê o "schtroumpf bibliotecario" (adaptaçao dela).  nao percebe por que razao é um brinde para rapariga mas deixa essa questoes para mais tarde. à noite, sozinha no quarto, senhorita jota olha para o schtroumpf e pensa nas voltas que a vida da. ainda acorda estranha a esta nova profissao. entao, de manha, senhorita j. abre a janela do quarto do hotel, pousa o seu novo amigo no parapeito e tira-lhe uma fotografia. senhorita j. repara que atras dele esta um dos edificios da empresa para a qual trabalha agora. o emprego de ontem e de hoje num parapeito em paris... e senhorita j. aproxima o rosto do schtroumpf, depois estende a orelha,  parece-lhe que ele esta a tentar dizer-lhe alguma coisa, so que ela nao consegue perceber o quê...

5.8.13

de paris com amor


uma fotografia tremida para todos os que passam por aqui e que gostam de gatos!
e quem gosta que levante a mao!

4.8.13

paris "monumental"











de ontem.
rendez-vous à l'opéra, passeio a pé, paragem para comer qualquer coisa e caminhamos em direcçao ao louvre. continuo as fotografias turisticas. mas, desta vez, as estatuas  parecem-me ter vida e parecem viver no céu de paris, azul, com nuvéns. esta calor, mas continuamos a passear. boulevard saint germain para um café porque estamos cansadas de andar; saint michel, entramos nas livrarias e eu pergunto-me como e porque é que algumas coisas nao resultam em portugal. seguimos pelo quartier latin outra vez, gostamos das ruas estreitas, das pessoas tao diferentes e dos restaurantes de todo o mundo, contudo, optamos por um restaurante francês. um senhor de boina vem receber-nos à porta, como nos filmes, mas hoje nao ha concertina. comemos, conversamos, parece que nos conhecemos ha imenso tempo, mas so estamos juntas ha uma semana. saimos damos mais uma volta para umas compras nas lojas abertas à noite e vamos em direcçao ao rer. paramos na passadeira, vemos notre dame ali ao lado e, nesta noite, é como se vivessemos em paris. quando aqui vinhamos de férias notre dame parecia-nos uma coisa a ver e nao perder e hoje é so mais um monumento que decora a cidade e que sabemos que ainda vamos ver durante umas semanas. gosto de olhar para esta cidade com outros olhos.