senhorita j. detesta que as pessoas em idade adulta tenham comportamentos maternais para com os colegas e sobretudo que se armem em espertas. e cada vez o suporta menos. portanto, esta uma bibliotecaria a responder a uma informação de um jovem leitor que ja vem uma colega meter-se na conversa, a dizer que nao é ali que o que ele procura, que é no andar dos adultos. ora, senhorita j. se nao souber responder à pergunta ou se achar que a resposta nao esta ali, sem sombra de duvida que encaminhara o leitor para o sector adequado. mas quando senhorita j. pergunta porque nao ali, se acaba de encontrar um livro que pode corresponder ao tema que ele procura e questiona se a colega sabe exactamente a definiçao do pedido do leitor, sem saber dizer que nao, ela dirige-se a passo largo e a bater os saltos ao computador para ir procurar na internet. mas se as pessoas nao sabem porque é que vêm fazer prova de autoridade e de esperteza saloia? e ja agora, qual é o mal de se dizer que nao se sabe? nao é muito mais bonito do que fazer estas figuras?
cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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7.3.13
8.8.12
quando uma bibliotecaria é preconceituosa com a sua propria « espécie » ?
preconceituosa ou com uma enorme capacidade de observação, a verdade é que não falho uma. sou a primeira a levantar a espada quando vêm com as teorias das bibliotecarias com os oculos assim e com a roupa à moda antiga e sem qualquer corte de cabelo. a verdade é que ha (ou havia) um estilo (sem estilo ?) de bibliotecarias que foi substituido por uma imagem arrojada de miudas sempre de oculos e chignon muito bem feitinho, com os labios pintados de vermelho a trincarem um lapis e a olharem por cima dos oculos, de camisa aberta até ao soutien, meias rendadas e saltos altos. quanto a mim, esta imagem não passa disso mesmo porque não é possivel num emprego destes trabalhar com este tipo de indumentaria, em todo o caso, numa biblioteca municipal onde é mais frequente andar-se de joelhos a procurar e arrumar livros, sentar-se no chão a ler historias, etc. talvez haja bibliotecarias destas na parte da catalogação mas, no terreno, duvido e se as ha, tiro-lhes o chapéu (que não tenho, mas a intenção esta la). desengane-se quem pense que isto de ser bibliotecaria ou livreira é um trabalho intelectual. ha uma parte extremamente fisica que ja trouxe muitas dores nas costas a muita gente ; é que os livros são pesados pelos formatos, pelo numero de paginas (e, claro, pelas ideias vêm la dentro). enfim… dizia eu, e não me enganei que, hoje, quando entrou uma senhora com a descrição que fiz da bibliotecaria à moda antiga, lhe tirei logo a pinta e tive a confirmação assim que ela me fez a primeira pergunta. depois desta disseratação concluo que ou sou uma pessoa com uma excelente capacidade de observação... embora também haja uma grande probabilidade de eu, sem saber, me incluir nesse look das bibliotecarias à moda antiga e reconhecer facilmente os meus semelhantes!
(é obvio que os bibliotecarios não se resumem a estas descrições por isso, deixo aqui beijos e abraços a todos os outros "modernaços" e charmosos, que também são muitos)
1.8.12
conan... o maroto?
acontece imensas vezes devolverem-nos livros com brindes la dentro. por vezes, damo-nos conta no momento e entregamos "os bens" ao leitor outras vezes apenas nos apercebemos quando andamos a arrumar os livros nas prataleiras. encontramos as mais variadas coisas: marcadores de todos os tipos, postais, fotografias de familia, cartas de amor (é verdade) e, como se não bastasse entrarmos, ja, desta maneira, na intimidade das pessoas, recentemente encontrei uma embalagem de preservativo (vazia) dentro de um livro. devolvido por quem? pelo sr. conan. ah pois é! quando encontrei a dita não consegui deixar de pensar nas circunstâncias em que uma pessoa utiliza uma embalagem de preservativos como marcador. e agora não me venham ca perguntar pelo conan barbaro ou pelo rapaz do futuro porque isso ja são pormenores a mais.
30.4.11
na biblioteca
os franceses não são muito dados nem às linguas nem às pronuncias
ontem duas jovens apresentaram-se na biblioteca e perguntaram-me:
- tem o livro lulàbi? (ler exactamente assim)
- (lulàbi? perguntava eu aos meus botões). não se importam de soletrar, por favor
- L-U-L-L-A-B-Y
- ... ah ok, (ufa, ainda bem que se pode soletrar!)
ontem duas jovens apresentaram-se na biblioteca e perguntaram-me:
- tem o livro lulàbi? (ler exactamente assim)
- (lulàbi? perguntava eu aos meus botões). não se importam de soletrar, por favor
- L-U-L-L-A-B-Y
- ... ah ok, (ufa, ainda bem que se pode soletrar!)
7.9.10
rentrée littéraire
... as senhoras da limpeza dizem que eu sou a mais desorganizada, que a minha mesa de trabalho esta sempre cheia de coisas e é dificil de limpar e arrumar... não sei trabalhar de outra forma e uma bibliotecaria precisa de estar rodeada de livros...
10.8.10
coincidências i
ha muitos leitores da biblioteca onde trabalho que não gostam de procurar livros pelos corredores, então limitam-se às devoluções que estão no carrinho por arrumar. com necessidade de justificarem esta atitude dizem que se outras pessoas os levaram de emprestimo é porque devem ser boas leituras. embora não concorde com esta teoria acabo por sorrir, mais pelo pretexto do que pela razão. temos percebido isso cada vez mais, que as pessoas não gostam ou não têm tempo para procurar leituras que lhes interessem e por isso acabamos por fazer criticas de livros que lemos e por pôr “cintas” com a frase “coup de coeur des bibliothécaires” à volta de alguns titulos que gostamos de ler. nos dias em que tenho mais tempo percorro as estantes à procura de livros que li e de que gostei. as minhas escolhas acabam, muitas vezes, por ir para leituras antigas e no sabado passado resolvi percorrer as estantes dos documentarios/ensaios. entrei no corredor dos 600, na classificação decimal de dewey, e o meu olhar parou n’ “o homem que confundiu a mulher com um chapéu” do oliver sacks. pensei que tinha lido aquele livro ha mesmo muito tempo, nos primeiros anos de universidade e tinha gostado imenso destes relatos sobre a memoria. agarrei nele para pô-lo no expositor dos "preferidos das bibliotecarias" enquanto olhava para o livro ja muito usado e amarelado, imovel na estante desde 2007.
a manhã passava devagar. depois de uma semana de chuva veio o sol e os leitores preferiram passar a tarde ao ar livre. e pouco tempo antes da biblioteca fechar veio uma rapariga que nunca tinha visto. cumprimenta-me com um “bonjour” e enfia-se algum tempo no corredor dos romances, sem passar pelo dito expositor. e para minha grande perplexidade vem até à mesa dos emprestimos e diz-me “não têm o livro do oliver sacks que se chama qualquer coisa coisa como “l’homme qui prenait sa femme pour un chapeau”? fiquei 5 segundos sem resposta a olhar para ela e quando a vi levantar o sobrolho apontei para o meu lado direito e disse que tinha acabado de o pôr ali. ela ficou quase tão surpreendida como eu. entregou-me o livro, eu registei-o, ela sorrio e disse "au revoir".
ficou um espaço vazio no expositor, se tivessemos o “caderno vermelho” do paul auster tinha-o posto a substituir...
23.1.10
os gémeos dos sabados...
ha ja algum tempo que me apetecia contar a historia destes dois rapazes, gémeos, que se parecem com o tom sawyer. são altos e magros, usam as calças curtas e muito subidas e botas castanhas por cima dos tornozelos. so os vemos aos sabados. agora acrescentaram um novo elemento ao grupo. um rapaz mais baixinho, gordinho e de oculos. devem ter uns 20 anos mas parecem mais novos. vêm aos sabados e ficam muito tempo a converser sobre livros de carpintaria e admiram os livros do fundo local, ou seja, sobre a savoie. depois, sentam-se nos sofas vermelhos, estrategicamente colocados em frente à janela que da para a rua principal e ali ficam a conversar com a testa quase colada ao vidro. à primeira vista poderiamos pensar que a leitura não seria a "tasse de thé" deles... quanto a mim, cada vez que os vejo subir as escadas não posso deixar de trautear a musica "vês passar os barcos rumando p'ró sul, brincando na proa gostavas de estar, voa lá no alto por cima de ti, um grande falcão, és o rei és feliz..."
3.3.09
madame c.
mme c.. não é leitora dos sábados, mas é uma grande leitora das tardes. gosta de romances « du terroir » que se passam aqui na sabóia. já leu muitos livros, e lê sobretudo os que são impressos com letras maiores. nos últimos tempos não gosta de procurar sozinha e quando chega diz que se esqueceu dos óculos. eu proponho ajudá-la e o rosto dela ilumina-se. ao início falava pouco, e de há uns tempos para cá é mais conversadora. gosta de falar sobre a filha que se chama catherine. e uma velhinha muito simpática… conta-me coisas daqui e entre duas frases diz-me « je ne sais pas si vous êtes du coin, mais… » eu nunca lhe disse de onde sou… e acho que ela não desconfia… mas hoje o rosto dela iluminou-se ainda mais do que o costume. agradeceu-me muito por ter encontrado o que ela gosta mesmo de ler. eu disse-lhe que podia pedir-me ajuda sempre que precisasse… e com alguma pena ela diz-me « oui, mais vous n’êtes pas la tout le temps » eu digo-lhe que não, que todos os dias trocamos as permanências mas que ela pode pedir às minhas colegas para a ajudarem. ela insiste « mais j’aime bien ce que vous me conseillez et vous êtes vraiment sympa »… e eu fico a pensar que é tão raro dizerem-me que sou simpática.
… no entanto, tenho muita simpatia pelos velhinhos que vêm à mediateca…
… no entanto, tenho muita simpatia pelos velhinhos que vêm à mediateca…
14.2.09
... leitores dos sábados
gosto dos leitores dos sábados… talvez também por ser o fim da semana (para mim) e sinto-me mais leve… na verdade acho-os mesmo simpaticos...
o senhor s. vem apenas aos sábados e chega sempre para a abertura da mediateca. às 9h02 ouço passos na escada da secção dos adultos e adivinho que é ele. há ja algum tempo que notava uma diferença nele. parecia mais lento, mais cansado e menos falador. disseram-me recentemente que foi operado ao coração. O senhor s. lê exclusivamente livros de ficção cientifica e todos os sábados leva de empréstimo um título ou dois, no máximo. por vezes já não sabe o que ler, porque não há tantos SF a sair, comparativamente aos livros que denominamos de romance geral, e porque ele leu uma grande parte do fundo, por isso às vezes gosta de pedir ajuda para escolher. nesses dias pegamos no catálogo, eu digo-lhe os títulos das novidades e os autores. ele vai-me dizendo se já os leu ou não. depois para os títulos que não leu, pede-me para ver as capas e diz-me, "este não porque não gosto de ficção cientifica « fantastica » gosto da ficção cientifica « real »". hoje levou o "ilium". quando marquei o livro, o computador assinalou que ele já o tinha lido em 2005. ele confirmou, disse que sim, que já o tinha lido, mas que precisava de relê-lo para fazer comparações com outro livro que está a ler actualmente.
o senhor s. tem as unhas muito brancas e usa uma daquelas bolsas rectaculares, em couro, que tem uma alça para pôr à volta do pulso, mas ele transporta-a sempre debaixo do braço. lá dentro está tudo arrumado impecavelmente. é um leitor antigo da mediateca e quando se vai embora gosta sempre de dizer que é um bom cliente, palavra que me surpreende sempre no contexto das bibliotecas.
gosto dele…
à samedi, monsieur s. !
o senhor s. vem apenas aos sábados e chega sempre para a abertura da mediateca. às 9h02 ouço passos na escada da secção dos adultos e adivinho que é ele. há ja algum tempo que notava uma diferença nele. parecia mais lento, mais cansado e menos falador. disseram-me recentemente que foi operado ao coração. O senhor s. lê exclusivamente livros de ficção cientifica e todos os sábados leva de empréstimo um título ou dois, no máximo. por vezes já não sabe o que ler, porque não há tantos SF a sair, comparativamente aos livros que denominamos de romance geral, e porque ele leu uma grande parte do fundo, por isso às vezes gosta de pedir ajuda para escolher. nesses dias pegamos no catálogo, eu digo-lhe os títulos das novidades e os autores. ele vai-me dizendo se já os leu ou não. depois para os títulos que não leu, pede-me para ver as capas e diz-me, "este não porque não gosto de ficção cientifica « fantastica » gosto da ficção cientifica « real »". hoje levou o "ilium". quando marquei o livro, o computador assinalou que ele já o tinha lido em 2005. ele confirmou, disse que sim, que já o tinha lido, mas que precisava de relê-lo para fazer comparações com outro livro que está a ler actualmente.
o senhor s. tem as unhas muito brancas e usa uma daquelas bolsas rectaculares, em couro, que tem uma alça para pôr à volta do pulso, mas ele transporta-a sempre debaixo do braço. lá dentro está tudo arrumado impecavelmente. é um leitor antigo da mediateca e quando se vai embora gosta sempre de dizer que é um bom cliente, palavra que me surpreende sempre no contexto das bibliotecas.
gosto dele…
à samedi, monsieur s. !
17.12.08
post com titulo e sem acentos...
22.7.08
gosto quando chegam ao balcão dos empréstimos e me chamam mademoiselle sem saberem...
gosto quando os leitores chegam e, se eu lhes perguntar, dizem que gostaram deste e daquele livro por certas razões...
gosto quando estou a conversar com uma leitora, alguém devolve livros e se junta um grupo a trocar opiniões sobre as mais recentes leituras...
... passar os dias a pensar em livros, a lê-los, a falar sobre eles a pesquisar parece-me um trabalho de sonho…
gosto quando os leitores chegam e, se eu lhes perguntar, dizem que gostaram deste e daquele livro por certas razões...
gosto quando estou a conversar com uma leitora, alguém devolve livros e se junta um grupo a trocar opiniões sobre as mais recentes leituras...
... passar os dias a pensar em livros, a lê-los, a falar sobre eles a pesquisar parece-me um trabalho de sonho…
22.12.07
29.8.07
... hoje fui mais além disso e disse-lhe que quando ele era pequeno e andava na escola os colegas deviam gabar-lhe o nome...
... ele ficou a olhar para mim, inexpressivo...
caraças, afinal o conan era um heroi !
3.7.07
ossos do oficio
temos um seguro para as exposições que têm lugar na mediateca… mas não percebo muito bem para que serve uma vez que assegura a exposição apenas quando a mediateca está fechada… ou seja , quando as pessoas vêm ver a exposiçao, que é para isso que ela existe, se acontecer algum problema, não há seguro que nos valha. assim sendo, há sempre uma de nós de vigia na sala. como nos museus. sentamo-nos nos sofás vermelhos e ficamos a ler toda a tarde.
temos um seguro para as exposições que têm lugar na mediateca… mas não percebo muito bem para que serve uma vez que assegura a exposição apenas quando a mediateca está fechada… ou seja , quando as pessoas vêm ver a exposiçao, que é para isso que ela existe, se acontecer algum problema, não há seguro que nos valha. assim sendo, há sempre uma de nós de vigia na sala. como nos museus. sentamo-nos nos sofás vermelhos e ficamos a ler toda a tarde.
20.6.07
15.6.07
ossos do ofício
conversa entre mim e um adulto na secção juvenil
(para a compreensão do diálogo que se segue: nesta mediateca, quando se pretende levar de empréstimo uma banda desenhada que faz parte de uma série de vários volumes têm que se levar de empréstimo todos os volumes dessa série)
adulto - boa tarde, eu vi que vocês ja têm o 4° volume de uma série de manga cujos 3 primeiros volumes eu já li. posso levá-lo de empréstimo ?
(para a compreensão do diálogo que se segue: nesta mediateca, quando se pretende levar de empréstimo uma banda desenhada que faz parte de uma série de vários volumes têm que se levar de empréstimo todos os volumes dessa série)
adulto - boa tarde, eu vi que vocês ja têm o 4° volume de uma série de manga cujos 3 primeiros volumes eu já li. posso levá-lo de empréstimo ?
eu - sim, mas tem que levar a série toda
adulto - mas eu já li os 3 primeiros volumes, vou ter que lê-los outra vez ?
eu - ?
(respirei fundo, baixinho, à procura de toda a minha serenidade)
não precisa de lê-los outra vez, mas se quiser levar o 4° volume tem que levar também os 3 primeiros….
(respirei fundo, baixinho, à procura de toda a minha serenidade)
não precisa de lê-los outra vez, mas se quiser levar o 4° volume tem que levar também os 3 primeiros….
5.12.06
ossos do ofício...
... a frase mítica dos leitores… sejam eles de que tipo forem...
- boa tarde, já arrumou todos os livros que foram devolvidos pelos leitores?
- sim, arrumei-os agora mesmo
- que chatice, é que normalmente costumo escolher um livro dentro dos que foram devolvidos...porque os livros lidos por outras pessoas devem ser os mais interessantes
- não necessariamente...
- há uns tempos li um livro que me interessou, era o segundo volume de uma série, e agora gostava de ler os outros…
- e lembra-se do autor, do título ou de outra informação referente ao livro?
- boa tarde, já arrumou todos os livros que foram devolvidos pelos leitores?
- sim, arrumei-os agora mesmo
- que chatice, é que normalmente costumo escolher um livro dentro dos que foram devolvidos...porque os livros lidos por outras pessoas devem ser os mais interessantes
- não necessariamente...
- há uns tempos li um livro que me interessou, era o segundo volume de uma série, e agora gostava de ler os outros…
- e lembra-se do autor, do título ou de outra informação referente ao livro?
- eu sei lá, eu leio tantos que já não me lembro…
... e nós, será que daqui a uns anos, quando acharmos que já lemos muitos livros não vamos lembrar-nos daqueles que gostamos ?
28.6.06
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