cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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3.2.15

library day


hoje foi dia de bibliotecas. tinha documentos em casa para devolver desde antes de mademoiselle m. ter nascido. nessa altura, so me apetecia ver filmes e ler apontamentos soltos de livros que me despertavam curiosidade. 
como tinha reservas feitas, prontas a levantar e hoje decidi que era tempo desta ex-bibliotecaria pôr as coisas em dia. à esquerda os documentos a devolver à biblioteca itinerante, à direita os documentos a devolver à biblioteca do instituto francês. chacune son sac. o que é sardinha do nosso mar esta em dia. o que é de do pais dos crepes vou tentar passar por la mais logo.

20.8.13

muito à frente

senhorita j. trabalha num sitio que tem coisas que nunca tinha imaginado que as empresas poderiam ter. e parece que as grandes empresas (grandeza também no sentido da "nobreza") distinguem-se pela diferença nestes pequenos pormenores. aqui, a cantina parece um restaurante gourmet (mas a preços anti gourmet) e nao bastando isto e outras coisas, hoje, perdendo-se pelos corredores do edificio gigante, senhorita jota descobriu que existe uma biblioteca interna, so para os funcionarios, clean e cosy ao mesmo tempo, cheia de livros novos e bons. a cereja no topo do livro bolo é que se se quiser ler um livro que nao exista no catalogo basta pedi-lo e esta disponivel três dias depois. empresas que apostam na satisfaçao, bem estar e formaçao profissional e individual.

hoje pensei varias vezes "isto é muito à frente" ... ou entao senhorita jota veio do campo e nao conhecia a existência de um admiravel mundo (profissional) novo.

8.4.13

e tu, tens uma biblioteca?

senhorita j. começa a fazer planos para a sua vida de alfacinha e uma das coisas em que pensa é na biblioteca onde vai inscrever-se. senhorita j. foi livreira durante muitos anos e nesse tempo comprou muitos livros, mas hoje é bibliotecaria e tem uma relaçao completamente diferente com eles. claro que ha livros que quer muito ter sempre nas suas prateleiras e gosta de estar sentada no sofa a conversar com os amigos e abrir tal livro numa pagina com o canto dobrado e sublinhada e falar daquela ideia, daquela descriçao, do momento em que aquela passagem fez sentido para ela. mas nas bibliotecas senhorita j. descobriu uma relaçao menos possessiva com os livros. aprendeu que se pode aprender muitas coisas sem ter que se comprar tudo, que se pode so ler metade do livro sem ressentimentos, aprendeu que ha muitos livros de fotografias que apetece folhear e que nao é possivel comprar todos os livros de fotografia, etc etc. enfim, senhorita j. sabe que quer muito "ter" uma biblioteca quando chegar a lisboa. por isso, tem planos para inscrever-se na do instituto francês de portugal e agora so lhe falta escolher a biblioteca portuguesa. claro que o ideal é ter uma biblioteca proxima de casa, mas em benfica nao ha nenhuma e a que fica mais perto é a de telheiras. ora, senhorita j. nunca tem nada a fazer para os lados de telheiras, por isso, talvez acabe por escolher uma que fique para os lados de lugares onde vai muitas vezes, mas que tenha uma oferta interessante.

e vocês, têm uma biblioteca de preferência? têm sugestoes?
qual é a vossa relaçao com as bibliotecas?

14.8.10

coincidências ii

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Há coisa de 15 dias, fizemos o primeiro inventário na biblioteca, o primeiro em 20 anos. O resultado foi surpreendente... todos os títulos registados faltavam-nos apenas 9 livros. O inventário foi feito à moda antiga, não havia “pistolas móveis” para passar por cima dos códigos de barra e assinalar que o livro foi inventariado. Aqui, preenchemos os carrinhos com o máximo de livros que podemos, vamos junto ao computador e registamo-los um a um. Embora seja lento, este método tem vantagens. Enquanto fazemos fila e esperamos que a equipa anterior acabe de registar os "seus", vamos vendo os que estão em mau estado ou obsoletos e eliminamos muita coisa. Por um lado “limpamos” o fundo, por outro arranjamos mais espaço para as novas aquisições.

Nestes dias de inventário penso nos anos em que trabalhei pelas livrarias de Lisboa. Dizia-se na altura que para poder integrar uma equipa de livraria era melhor não se dizer que se gostava de ler porque isso era sinal de passar muito tempo sentado a ler livros em vez de arrumar e re-arrumar os livros já arrumadíssimos, com ares de quem esta ocupadíssimo. E assim era, arrumávamos o que já estava arrumado em algumas, noutras era uma trabalheira desgraçada e não havia tempo para respirar e noutras ainda havia toda a parte de informatização. Em qualquer um dos 3 casos, isto permitia-nos conhecer os livros e autores praticamente de cor e sabíamos exactamente onde estavam arrumados e quantos exemplares havia de determinado título. Na biblioteca o lema é outro, pelo menos nesta. Ler (durante o trabalho) para aconselhar (durante o trabalho), não há livros a chegar todas as noites por razões óbvias e assim sendo menos manipulação e menos conhecimento dos títulos menos solicitados. Pois então neste inventário passaram-me pelas mãos obras que nunca tinha visto em 4 anos de biblioteca, livros nos quais nunca tinha ouvido falar. Um deles, que esta em cima da minha secretária, chama-se “84 Charing Cross Road”. Olhei para ele, gostei do título, folheei-o. Cartas entre uma escritora e um livreiro. Ando a adiar levá-lo de empréstimo porque para além de ter muitas coisas em espera para ler, acho que vou gostar muito dele e apetece-me prolongar este sentimento.

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Enfim, nunca tinha ouvido falar neste livro (grande falha, sei-o agora). Hoje de manhã enquanto fazia umas pesquisas de leituras adicionei à minha lista de compras o titulo “Lady Susan”, de Jane Austen e, enquanto ia lendo os diversos comentários sobre este livro, diferente dos restantes romances da autora, dei de caras com o seguinte comentário.

Há quem ache que “eu tenho olho”, eu acho que é mais uma coincidência na mesma semana e, ainda sobre coincidências, o posfácio diz logo nas primeiras linhas: "C’est par la plus pure des coincidences que les lettres que l’on vient de lire sont devenues un livre, puis plus tard une pièce de théatre et un film”.

Entretanto passaram alguns dias, acabei por ler o livro e, como esperado, fiquei apaixonada. Afinal é um livro muito conhecido, com admiradores espalhados pelo mundo inteiro. O filme baseado na obra, onde entra Anthony Hopkins, parece ser o mais belo filme de todos os tempos feito sobre os livros... e ainda no posfácio: “84, Charing Cross Road fait partie de ces livres culte que l’on se prête entre amis, transformant ses lecteurs en autant de membres d’une même société secrète.”... Só tenho pena de não o ter lido em inglês.

16.2.10

uma biblioteca chamada red phone box


... foi numa aldeia de inglaterra... quando ameaçaram dar sumisso à “red phone box” os habitantes trataram logo de encontrar uma solução para a conservarem. compraram e transformaram-a numa biblioteca, aberta 24 horas por dia, 7 dias por semana... 365 dias por ano... espero que nunca se lembrem desaparecer com os nossos marcos do correio, mas se um dia assim o for, gostava que tivessemos uma ideia destas...

30.11.07

... era um principio de tarde de outono. eu andava a passear pelo jardim da biblioteca nacional enquanto esperava pela m.... e de repente pus-me a pensar porque é que a caras nunca vem tirar fotografias a estes senhores...



25.6.06

depois de ter acabado a jane austen, ontem, tive imensa vontade de voltar às histórias policiais da ana teresa pereira... o tempo está mesmo propício a isso...
mas, por enquanto, tenho que acabar a anna gavalda e ler os outros dois livros que trouxe da biblioteca, acho que já estou em atraso para a data de devolução... e, para mais, agora sou utilizadora de duas bibliotecas...
estranho... não costumo ler mais do que um livro ao mesmo tempo...

14.2.06

m.

recebi hoje a tua carta e não consigo dizer-te o quanto estou feliz por ti...

já estivemos mais longe do nosso projecto de revisão das regras portuguesas de catalogação...