cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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20.6.16

jacarandas


apaixonei-me pelos jacarandas no jardim constantino. maio-morno e eles floriam. junho-morno-quente e as flores caiam. os jacarandas sao tao breves que a beleza deles é ainda maior. nunca me esquecerei daquele tapete de flores violetas no chao do jardim. lembro-me de me ter sentido fora da realidade. depois reparei nos do parque eduardo vii. agora é o largo do rato que esta repleto. a avenida dom carlos i nem se fala. o largo do carmo esta um charme e os jardins do palacio fronteira sao maravilhosos.
na vespera do verao assisto à primavera no seu auge. além das flores e da cor dos jacarandas, sinto o perfume das tilias, o das acacias e fico maravilhada com a natureza. 
fecho os olhos e inspiro até me faltar o ar.
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3.4.16

abril


das aguas mil
dos domingos
do silêncio
das fotografias a contraluz
dos passaros nas arvores
do cheiro timido das tilias
das maravilhosas manhas com a minha filha
das saudades

30.4.15

a oeste nada de novo



tudo continua bonito… e a certeza de que é ali que o sol se poe, sempre. 

29.4.15

tras-os-montes, de cabeça nas arvores


gosto do verde das arvores na primavera. gosto de salgueiros-choroes. gosto de olhar para cima e sentir que afinal sou pequenina. gosto da brisa morna que toca os ramos e a folhagem que se deixa sentir no rosto e que nao se deixa ver nas fotografias. gosto quando o som das folhas por vezes me lembra o som das ondas. gosto do sol que entra pelos espaços vazios e me faz fechar os olhos. gosto do cheiro a primavera. sera que gostamos sempre da estaçao em que nascemos?

25.1.15

um prenuncio de primavera


vivo em s. domingos de benfica desde que nasci com excepçao dos quase 10 anos que estive em frança. neste bairro sinto-me completamente em casa. conheço as ruas de cor, gosto de cruzar-me regularmente com pessoas com a vizinhança, gosto dos comerciantes e gosto desta proximidade com o espaço certo. às vezes, por razoes afectivas tenho dificuldade em ter uma opiniao objectiva sobre este bairro de lisboa e a verdade é que, apesar de eu ter centenas de boas razoes para gostar de viver aqui, este sitio é feio. desde que mademoiselle m. nasceu que passeamos para a frente e para tras, e mademoiselle começa cedo a ser conhecida nas redondezas. andamos muito a pé e percorremos a estrada de benfica de lés a lés, sentamo-nos nas diferentes esplanadas e agora, se calhar mais do que nunca, tenho tempo de olhar melhor para o bairro. e no meio dos prédios velhos, sujos, com falta de pintura, com ar descuidado vislumbro coisas bonitas... proeza da natureza.

gosto de arvores gosto de fotografias a contraluz, gosto de fins de tarde e gosto do céu em fogo…gosto de um prenuncio de primavera em pleno inverno...

do sol


em frança, mais do que em portugal, ouvia muitas vezes falar das depressoes sazonais. muitas pessoas recorriam a certas terapias para poderem passar da melhor forma os meses frios e cinzentos. uma das mais procuradas era a terapia pela luz. durante 15 minutos por dia essas pessoas sentavam-se em frente a uma maquina que deitava uma luz artificial. sempre achei isso estranhissimo, mas se resultava para quem precisava ainda bem.

nem estamos a ter um inverno cinzento e muito chuvoso aqui em lisboa, mas hoje fomos passear à gulbenkian e este sol de fim de tarde aqueceu-me a alma e trouxe-me uma alegria de que ja nao me recoradava. passeei por entre as arvores com folhas pequeninas e às cores e lembrei-me que sou apaixonada pelo sol quando ele espreita por entre os ramos. essa luz rouba-me sempre um suspiro e cega-me o coraçao...

24.3.14

ah! le printemps


pergunto se o vento
ira abrir algum trilho
na erva do meu jardim
para que alguém possa vir
ainda hoje visitar-me.

isumi shikibu * (no poemario, folha de 3 de março)

17.3.14

a viagem foi longa



mas cheguei a lisboa. cheirava tao bem. o fim de tarde estava bonito e o ar morno. para tras, ficaram as montanhas e eu estou feliz por estar outra vez na minha cidade. esta viagem de horas e horas e horas foi uma experiencia deshumana. a parte mais bonita sao estas fotografias.
o meu coraçao é gotico.

13.3.14

luz


os dias vao passando depressa. temos feito muitos passeios pelo meio da floresta, pelos caminhos de neve. lugares bonitos por onde ja nao passeavamos juntos ha muito muito tempo. têm estado dias maravilhosos de sol e voltarei a lisboa sem o silencio dos flocos de neve. mas nas recordaçoes deste regresso havera muita luz.

10.3.14

balade dans la neige


ontem, quando sai, ja o sol ia alto e eu subi para ir ao encontro dele. fui pela estrada do fornet em direcçao à ponte saint charles. cortei pelo caminho de neve e fui andando. precisava de sol e precisava de uns oculos de sol porque a luz que tocava no branco imaculado quase me cegava… pelo  silêncio da floresta, fui andando a pé, seguindo as pegadas dos animais… 

à noite, quando viamos as fotografias, o abominavel adoravel homem das neves falou-me das espécies que tinham andando pelos caminhos onde eu andei, contou-me como punham as patas quando caminhavam ou saltavam para as pegadas se desenharem daquela forma e nao de outra. mas nao sei onde iam porque que depois veio o vento que levou alguma neve fina e fresca e apagou-lhes o rasto.

23.6.13

jacarandá * uma arvore com flores magicas


sou perdidamente apaixonada por jacarandás. nesta altura em lisboa ha imensos em flor, mas com os dias cinzentos as cores e a magia destas arvores passa completamente despercebida. o céu, muitas vezes cinzento, nao deixa ver o maravilhoso contraste que é possivel ver quando o céu esta azul e as fotografias parecem quase sempre a contraluz. mas hoje esta céu azul, o vento continua a soprar, mas o que interessa é a cor. e eu vou por ai, por lisboa, a ver apanho os jacarandás no seu esplendor.
para mim o sitio mais bonito para os ver é no jardim constantino. e quando as flores começam a cair e o chao se torna um tapete violeta... maravilhosa visao... 

1.3.13

light


não é nada prudente parar nas curvas, mas aqui estou eu parada hoje e ontem e no outro dia. é a ultima curva antes de entrar na aldeia onde vivo e, qualquer que seja o tempo, fico sempre maravilhada. deixo-me estar assim um bocadinho. até que alguém me interrompa o deslumbramento com uma apitadela.

12.1.13

o inicio do ano



acho que so hoje sinto que os festejos de fim de ano acabaram. ando cansada e por isso hoje tirei a manha para dormir até me doer as costas. a maquina fotografica tem ficado esquecida na mala, os livros também têm ficado esquecidos e espalhados pelas mesas da casa. 
ja ha muito tempo que nao me sentia com a energia de hoje de manha. pensei que ia hibernar estes dias, mas afinal apeteceu-me descer à vila para espreitar os saldos e comprar flores. vim de la com um ramo de tulipas vermelhas e com uns ténis lindos de morrer, cor de mostarda, a minha cor preferida este inverno. desci e subi de janela aberta, porque estava sol e um "calorzinho" de inverno. no leitor de cds do carro os new order aos gritos e eu aos gritos com eles. 
quando estava a chegar a casa esta imagem bonita. gosto de ver que anoitece cada vez mais tarde e que é so o inicio dos dias a ficarem mais compridos...

6.4.12

desabrochar



esta semana, o céu oscilou entre o cinzento e o azul. mas as arvores têm flores de todas as cores.
este ano gostava tanto de fazer beignets de flor de acacia...

11.3.12

do you see what i see?















ha dias em que o zigue zague das montanhas me faz olhar para as coisas com outros olhos. foi o que aconteceu esta semana com estas duas arvores.

do you see what i see?