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sábado, 30 de agosto de 2025

Novos elos...

De regresso a casa e à blogosfera, mostro-vos um monumento, muito parecido com a nossa "anta de Cabreira" (nome dado pelos nossos avós), localizado no distrito de Aveiro, na Póvoa da Requeixada, Vale de Cambra, freguesia da Junqueira.

Na Póvoa da Requeixada, 1995

Chamam-lhe "Monte Castro", local cheio de lendas tidas como sendo do "tempo dos mouros". Reza a lenda "Quem fôr ao monte castro/E uma gruta procurar/vai ouvir os gemidos da Moura/Que o vai enfeitiçar!"

Fontes: 


em Cabreira, Forninhos 2014

Fica um pouco abaixo do açude de Cabreira e serviu de abrigo/refúgio da chuva e trovoada aos nossos avós, mas como até é provável existirem ali restos arqueológicos que poderiam provar a sua utilização em tempos muito antigos, seria interessante uma escavação nessa "anta/gruta/caverna" e a sua reabilitação.
O seu estudo e divulgação podem constituir novos elos de aproximação entre povos e culturas!

domingo, 30 de março de 2025

A Serra

"A serra nesta altura do ano, é de um encanto insuperável. O verde inunda montes e vales como um grande mar bonançoso. E a vista a cada passo se rebalsa em largas manchas de amaranto que tomam à sua conta, por vezes, a chapada inteira de uma colina e realizam estupendos quadros à Van Gogh, pintor privilegiado do amarelo. 
Mas a paleta campestre se tem esta tinta em filé particular, também usa o roxo, um roxo-encarnado e fugir para azul, que é de um colorido desconcertador e raro. E não se fala no escarlate, nem no branco que cai das giestas, certa espécies de giestas esguedelhadas, cujas maias parecem asas que se despegam das borboletas das hortas. E que se ciranda das fruteiras em flocos de neve vaporosa. Mas não é só na Nave. Por essa Beira fora, a essa altura do ano, tudo na Natureza é matiz e sinfonia."


Aquilino Ribeiro: Geografia Sentimental

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Sargaços

Fotografados já no dia 27 de Abril de 2019, no caminho que me levou até São Pedro, hoje vou dar-vos a conhecer melhor duas espécies de sargaços abundantes na nossa serra. A distinção entre as duas espécies faz-se pelas folhas e mais  fácilmente, quando floridos, pela cor das flores.


O sargaço-amarelo possui folhas de um cinzento esverdeado e prateado e dos botões de cor vermelho desabrocham lindas flores amarelo ouro, que aparecem entre Abril e Maio.


Noutras regiões de Portugal chamam mato-branco a esta planta. O nome parece absurdo para um arbusto que dá flores amarelas, mas parece que o adjectivo "branco" refere-se ao tom prateado da folhagem.


Já as folhas verdes dos sargaços-brancos são ovadas, um tanto espessas, rugosas e com pêlos estrelados. Floresce de Abril a Junho e as flores são bem semelhantes à flor das estevas sem pintas.


Na internet dão-lhe o nome de sargaço-manso, sargaço-mouro, estevinhas e tem o nome científico de cistus salvifolius, mas podem ver melhor a espécie nesta página.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Enigma

inscrição gravada numa rocha

Já me referi superficialmente a esta inscrição (arquivo 28 de Agosto de 2013), hoje coloco uma foto do topo da rocha e algumas considerações acerca da inscrição.
Encontra-se entre S. Pedro e o Alto dos Valagotes e em Outubro de 2013, a monografia de Forninhos avançou como sendo um marco divisório de propriedade cujos proprietários mandaram gravar as iniciais dos seus nomes para que não restassem dúvidas sobre a propriedade.
É provável que esta opinião tenha algo de verdade, mas se alguma coisa se consegue ler, na última linha, parece a palavra "JOSUA", de Josué e que tem origem no hebraico Yehoshu'a e tem também o mesmo significado de Jesus.
Outro olhar pode ler:
J.SVA ou joSVA.
Aos meus olhos é "Josua", Jesus em judaico.
A linha do topo eu não a consigo ler bem.
Parece começar por M e uma cruz; e, terminar em JN (de Jesus Nazareno).
Quem dá uma ajudinha?


Mais importante que a sua pertença administrativa, acho que está a importância histórica  e isto é que importaria acautelar. Este penedo bem poderia ser merecedor de melhor protecção, a fim de evitar a erosão e perda daquela epigrafia, que começa a ficar impercetível à vista desarmada. 

Bem-hajam pelo vossa curiosidade e leitura!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

"Castelo", um mito secular

Para Fernando Pessoa, o mito é o nada que é tudo. Para Almeida Garret, trata-se de uma palavra grega que em tudo se mete e com a qual se procura explicar o que não tem explicação.
Os dicionários, consideram-no um feito fabuloso atribuído a divindades ou personagens desfiguradas; para ensaístas, trata-se de narração de factos ou tempos que a história não esclarece e contendo ora um facto real convertido em noção religiosa, ora a invenção de um facto com o auxílio de uma ideia.
Chegados a este ponto, afinal o que é o "Castelo"?
Simplesmente um monte alto, o monte mais alto da minha aldeia, onde está a cadeira do rei.
Hoje sei que foi um lugar fortificado das épocas pré-romanas e romana, na Penísula Ibérica, que era um povoado permanente e um refúgio das populações circunvizinhas em caso de perigo, também designado de castro, citânia, civita, forteleza, etc.
Mas vão lá vocês dizer isso a uma criança de oito anos nas décadas de  60 e 70 ou a jovens de 18 dos anos 40 e 50?

foto de Ilídio Marques, no Castelo-Forninhos

Como se fosse uma espécie de chamamento acima do real...
O "Castelo" era uma das maiores atrações da nossa meninice e como tal, ligado a uma época de juventude; gerações e gerações imaginaram ali encontrar o tesourou do Ali Babá e daqui gritaram o"abre-te-sésamo", embevecidos pela lenda da grade e cambão de oiro por ali enterrados que encantava as crianças que nós éramos ou da moira encantada que numa noite especial penteava os seus longos cabelos ao luar.
Era a nossa maravilhosa cultura popular a impressionar-nos...
A gente desta foto (Adriano Moreira, Zé Pina, Samuel Cavaca...rapaziada agora para os 80, 75 e 65 e mais)  "viveu"  de certeza o encanto do "Castelo".
É nós hoje? 
Fico muito feliz quando vejo promoções de caminhadas pela nossa Serra (esta e outras) para apreciar as suas belezas, mas será o suficiente?

sábado, 11 de maio de 2019

O Desencanto da Serra

Há umas semanas atrás, tive a possibilidade de apreciar as belas flores que nascem nos montes, mas deparei-me também com este cenário que as fotos documentam. 
Numa terra onde o ouro é a natureza com as suas belas paisagens, urge mentalizar as pessoas para a importância de preservar esse nosso tesouro. Comportamentos como este só mostram desinteresse pelo património e bem comum, contribuindo para ficarmos cada vez mais pobres.




Provavelmente os poluidores não vão ler, mas ao menos que sirva esta divulgação para mandar limpar.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Falsa notícia

O Jornal "+Aguiar da Beira" na sua edição n.º 90, de 9 de Dezembro de 2017, contém um roteiro em forma de mapa com os pontos patrimoniais mais relevantes da freguesia de Penaverde e noticia, pasme-se! que "Pena Verde" é a única freguesia do Concelho de Aguiar da Beira com vestígios de presença romana!!!
Da notícia, expomos o essencial:
- O mapa foi lançado em setembro último;
- O Presidente da autarquia local, já havia adiantado, na sequência da iniciativa "Conversa com História", realizada há cerca de um ano a criação de um roteiro em forma de mapa;
-Pena Verde agora passa a estar cartografado num mapa com os mais diversos pontos de interesse patrimoniais, religiosos e históricos.
- O objectivo é despertar a comunidade local para a importância que a história e o património podem ter no desenvolvimento da freguesia e de todas as famílias, com a atração de turistas e surgimento de novas oportunidades de investimento.
Muito bem! Palmas para o Presidente da Junta de Freguesia de Penaverde, Sr. Armindo Florêncio.
Mapa publicado no Jornal "+Aguiar da Beira"

Só que do que li, ocorre-me dizer que a notícia é falsa e é pena que quem representa Forninhos não faz nem diz nada e a Aquilaris, idem!
Sim, porque se quem representa Forninhos e as pessoas que lhes deram legitimidade para tal, não se importam com o nosso património, o concelho tem uma Associação de defesa do mesmo, a Aquilaris -Património Vivo Aguiar da Beira, tem o dever de defender o que pertence à freguesia de Forninhos e sabia disto desde a "Conversa com História"a 16 de Novembro de 2016 e não fez/faz nada.
Quem estiver interessado pode ver no facebook, na página da Aquilaris -Património Vivo Aguiar da Beira as publicações dessa data e saberá quem "de Forninhos" lá anda a defender o nosso património. 
A freguesia de Penaverde, nem de perto, nem de longe, é a única do Concelho de Aguiar da Beira com vestígios de presença romana e o povoado de S. Pedro (sem os Matos) não pertence (oficialmente) há mais de 150 anos à freguesia de Penaverde. Foi a 4 de Maio de 1858 que a Câmara de Aguiar da Beira decidiu que o S. Pedro (território) é de Forninhos e não de Penaverde. A disputa não foi pacífica, mas ficou assente que o lado deles (Penaverde) a serra chama-se Gralheira e o nosso lado (Forninhos), chama-se S. Pedro sem os Matos.  Gosto de sublinhar isto porque em Penaverde é que o lugar de São Pedro é conhecido por "São Pedro dos Matos" ou "São Pedro de Matos". Já o referi aqui n' O Forninhenses vezes sem conta, mas como vozes de burro não chegam ao céu...volta e meia aparece esta designação não só nos roteiros turísticos, mas também nas monografias locais - até na de Forninhos, infelizmente!
Desde que o Director do Jornal de Aguiar da Beira Manuel de Sá faleceu (em 2009) que este Jornal nunca mais foi o mesmo e é de lamentar que se lamente o que não deveria se estar a lamentar.
Nota negativa para o "+Aguiar da Beira".
Mas pior é deixar incluir o povoado de São Pedro no mapa de Penaverde!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pedras bulideiras



Não sabemos ao certo se as pedras bulideiras ou baloiçantes (havendo também outras denominações regionais) são um fenómeno natural - esculpidas pela acção da chuva, sol e ventos - ou se por cima desses elementos houve mão humana (escavando-as e limando-as para que baloicem, mas não mudem de lugar). Certo é que tendo ou não tendo o homem contribuído directamente para a sua formação, estão espalhadas um pouco por todo o país. Devem conhecer alguma, pois são relativamente frequentes no norte granítico de Portugal, destacando-se entre elas as de Alijó, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Montalegre, Candoso (Vila Flor) e Sezures (esta última bem perto de nós, serve de suporte ao marco geodésico).




Já as "pedras bulideiras" de Forninhos não são conhecidas de ninguém, porque ninguém liga patavina, é pena. Como dizia não sei quem "ninguém explora esta riqueza, com que generosamente a natureza brindou esta linda terra.". "Tudo isto daria bom cartaz, mas já duvido se alguém é capaz...".

Fotos do meu irmão David.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O olhar do talegre...

Pensava eu em menino que era o sítio mais alto de Portugal.
Na  primária, ensinavam os nomes dos rios e serras...e as linhas de comboio que nunca tínhamos visto.


Afinal a nossa serra  deslumbrante, que sempre fervilhou de passarada, cantada pelo uivar dos lobos, pelo assobio dos lavradores, pelas ceifeiras madrigais do mês de Junho cantando a desgarrada...e os pastores gritando: "acudam que é lobo..."!


 
O Henrique trouxe estas fotos, bem lindas por sinal e com elas sentimentos quase infantis, aquando a garotada ia procurar aventuras por estas serranias e sabia tão bem...
Para a esquerda, os Cuvos, terra pobre que pouco mais dava que uns bons chícharos e um milho miúdo.
Para a direita, S. Pedro, terra de bom centeio e pinheiros fortes de bicas que chegavam a ter quatro canecos de resina. Lameiros de bom feno e ranchos de gente feliz, como fomos.
Dizem que se chama marco geodésico, mas para mim continua a ser os olhos do mundo. Do meu!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cabeça da Moura de S. Pedro

Já muito se escreveu acerca da moura-encantada que vive escondida na Serra de S. Pedro, mas ainda não vos tinha apresentado "A Moura de S. Pedro". Se os de Penaverde têm um penhasco que tem semelhança com uma cabeça humana emergindo dos ombros é o "penedo da moira", porque razão não haveria de ter Forninhos também a cabeça da sua "moira" ou será "moura"?



A Serra de S. Pedro sempre foi disputada pelas freguesias de Forninhos e de Penaverde. Ambas a têm no seu território e cada uma delas puxa a Serra para si, mas do lado deles (Penaverde) chama-se Gralheira, do nosso lado (Forninhos) chama-se S. Pedro. Mesmo o "Castro" luso-romano que ali existe é pertença de Forninhos, ainda que os serviços oficiais, monografias locais e investigadores digam que aquele é o Castro da Gralheira! Gralheira porquê? É mas é o castro da Serra de S. Pedro (e sem Matos) Ponto.
Que eu saiba e por investigação que consegui fazer a freguesia de Forninhos tem é registado um prédio rústico vulgarmente designado por Farrangeira e é lenda, mas também pode ter algo de verdade, que viveram duas velhas uma na Gralheira e outra na FarrangeiraTodas as noites seroavam juntas, alternando a casa e o tição. Altas horas, despediam-se, recolhendo a hóspede a sua casa, sem temor de maus encontros com homens ou feras. E para certificar a outra de que chegara bem, tocava-lhe de longe um caldeiro que o silêncio da noite deixava ouvir. (in Penaverde, Sua Vila e Termo).
Ando há que tempos para saber onde viveu a velha da Farrangeira onde foram encontrados vestígios de épocas anteriores.

Nota: A Cabeça pertence a Henrique Lopes, foi ele que a baptizou de "Moura de S. Pedro".

terça-feira, 29 de abril de 2014

Uma nova descoberta!

Na nossa terra as descobertas não têm fim. Há tempos o XicoAlmeida disse-me que, quando era miúdo, havia o que presume ser uma anta, em Cabreira. Os mais antigos lembram-se também da anta ou dólmen que se situa no meio de um campo baldio, e é por isso que vimos aqui trazer-lhes fotografias desta descoberta pedindo, se lhe interessa, que opine de modo a complementar esta entrada.
Mas digam-me lá se não é isso mesmo que parece?


Se os Srs. Arqueólogos e aprendizes, isto é a empresa que fez a monografia que intitularam “Forninhos a terra dos nossos avós”, só porque encontraram num campo agrícola, à superfície, cacos de cerâmica (estivemos no local e não são assim tantos, a maioria são cacos de os chamados seixos!) colocam “…a hipótese de estarmos em presença de uma pequena villa romana, ou, pelo menos de um casal com alguma dimensão.” também então nós podemos quase dizer que este penedo, avaliando o “estilo” é uma anta:



Junto da “anta”  encontram-se também outros abrigos e paisagem dignos de olhar:






Escusado será dizer que tal passou ao lado dos Srs. arqueólogos e historiador que supostamente investigaram sobre a terra dos nossos avós- Forninhos!

Fotos: aluap e XicoAlmeida.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

As Dornas

Contei aqui há uns três meses, a lenda da moura encantada que uma só vez em cada ano estende suas roupas finas numa nascente na Barroqueira (fonte da moura). Entretanto, comentário puxa comentário, a imaginação levou-nos a outras "paragens": às Dornas, um lugar encantador, que logo à entrada, como que a anunciar tão belo lugar, encontramos este arranjo de flores naturais e de rara beleza:


Depois...de passar os labirínticos meandros dos rochedos graníticos e por vezes apocalípticos, sobre os nossos pés e alguns muito procurar o sítio, 


  eis que vale a pena olhar e sentir a serenidade e frescura do lugar,


não digo que parece estarmos no paraíso, tão distante nos fica o céu, 
mas sentimos que estamos noutro mundo!


Diz a lenda que a bela moura encantada vinha aqui banhar-se 


neste pequeno lago de água cristalina 


E...talvez por isso ainda hoje podemos ver restos da ornamentação


É pois o sítio perfeito para esperar pelo amado e namorar, só que ao pressentir a sua aproximação entre os rochedos deste seu refúgio, a mourinha encantou-o para sempre. Claro que ninguém o vê, só mesmo a objectiva o descobre...e com o passar dos séculos este apaixonado, não correspondido, continua encantado, neste sítio que veio a chamar-se Dornas

Fotos "As Dornas" de Ed Santos que me apraz divulgar. Tenho pena que as caminhadas não passem mais vezes por este lado da Serra. Os mais velhos já têm dificuldade em descer às Dornas e se os mais novos não passeiam por aqui, com o passar dos anos ficará esquecido este "paraíso".

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Conclusão das escavações arqueológicas em Forninhos

Se calhar os mais distraídos sequer deram conta, mas entre 07 e 09 de Agosto de 2013, fizeram-se escavações no sítio fortificado em S. Pedro, localizado na freguesia de Forninhos, tendo como fim determinar a data da ocupação e a recuperação de materiais como pontas de seta, pedaços de cerâmica, de tigelas e pratos de louça, de telhas, ossos, contas de colares, etc..., mas apesar da intervenção arqueológica e análise, não obtiveram quaisquer achados e os resultados apenas confirmam que este sítio terá sido construído no século X ou XI, pelo que só a prossecução dos trabalhos será capaz de dar resposta às inúmeras questões ainda em aberto.





Também efectuaram uma sondagem junto de uma caverna, composta por uma parede divisória interior, por baixo de um penedo alapardado, sem vestígios de trabalho a ferro, que se pensava ter sido habitada pelo homem pré-histórico, mas segundo nos dizem, agora, o "abrigo" não revela ocupação pré-histórica!

Em frente desta caverna, existe um penedo com pocinhas, cavadas na rocha e sobre as quais os arqueólogos não souberam dar ainda uma explicação - posição relativa de estrelas? horas? anos? (atrevo-me a perguntar se não revelam que o homem pré-histórico habitou na citânia de S. Pedro - Forninhos).




Subindo da caverna. Voltemos ao castro,


onde os visitantes puderam colocar questões ao Dr. Pedro Sobral 


avistar e apreciar uma das paisagens mais bonitas de ver



subir e sentar na "Cadeira do Rei" que a lenda popular eternizou. 

Conclusão: as escavações e sondagem revelaram resultados quanto à datação e que a caverna não revela ocupação pré-histórica!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

MEU QUERIDO S. PEDRO

S. Pedro sempre foi uma referência, principalmente para Forninhos, pelo seu valor histórico, marcas do passado, contos e lendas imaginadas. 
A sua importância vê-se agora reconhecida ao ser também integrado no projecto de investigação acerca das comunidades rurais alto medievais, que a Fundação Calouste Gulbenkian distingue com o seu financiamento e que, segundo sei, o seu estudo arqueológico deverá ter início no final do próximo mês de Junho. Porquê daquele local ter sido escolhido? Possivelmente, pela sua localização geo-estratégica.


Motivo de estudo será pois todo aquele núcleo aonde se inseria a antiga capela de S. Pedro de Verona e o antigo cemitério, infelizmente vandalizado ao longo dos tempos e do qual restam apenas alguns pedaços de urnas de granito à volta do que terá sido o antigo templo deste lugar.

Sepultura (Urna) em pedra
Cabeceira de Urna
A escassos metros do local da antiga capela, que se situava em terrenos baldios, encontra-se o Castro, em propriedade particular, curiosamente pertença da minha família, que o meu pai herdou dos meus avós e estes dos seus, estando a sua demarcação ou "extrema", como se dizia, atestada numa cruz gravada num calhau, na fronteira que delimita as freguesias de Forninhos e Penaverde. Sobre os limites entre estas freguesias muita tinta correu pelas respectivas juntas de paróquia e pelo Município. Havia alguma crispação entre os povos, chegando-se muitas vezes a ameaças e à concretização destas. Conta-se até que foi uma luta entre estas freguesias que pôs termo à festa de S. Pedro e o templo caiu.
Mais...
Quando S. Pedro era um oceano de campos de centeio, segundo os mais antigos, até o interior do Castro era semeado deste mesmo cereal. As ruínas eram das "casinhas dos mouros" e chamavam "o povo da mourama" aos seus habitantes, que acabaram por ser forçados a abandonar o local, segundo a lenda, pelos Cristãos que habitavam Forninhos.

Cruz que delimita Forninhos e Penaverde
Haverá com certeza em S. Pedro muito para descobrir, investigar e analisar, desde os modos de vida dos povos que por cá habitaram aos hábitos e costumes da época...

P.S: Agradeço a imagem da cruz gravada num calhau ao David e as outras três ao meu primo Jorge Almeida.