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23 de setembro de 2025
Bacalhau à Brás.
Isto nem conta como receita, mas achei que fazia sentido eternizar aqui a primeira vez que fiz bacalhau à Brás. Nunca tinha feito porque não gosto assim tanto - aliás, não sou fã de bacalhau no geral -, mas quis o destino que fosse o prato preferido da Gabriela. Usei bacalhau (já não me lembro quanto, aí uns 300g?), seis ovos e uma embalagem de batata (na minha inocência achei que era melhor, mas para a próxima faço mesmo com batatas!). A Gabriela gostou muito e até já teve direito a repeat!
20 de maio de 2024
Empadão de atum
Hoje fica aqui mais uma dica, com a promessa que as próximas receitas são como deve ser :D Há umas semanas o Pedro foi para um congresso fora e eu fiquei sozinha com os miúdos, o que já de si é um desafio, grávida então nem vos conto. Obviamente que tivemos direito aos percalços do costume, e por isso achei melhor simplificar as refeições ao máximo.
No primeiro dia jantámos hambúrgueres no pão a pedido da criançada, e como sobraram hambúrgueres (descongelei cinco mas só se comeram dois) no segundo dia fiz hambúrgueres com puré de batata, um grande favorito da criançada cá de casa. Entretanto os hambúrgueres terminaram e sobrou algum puré, e por isso no terceiro dia fiz um empadão de atum que nos deu para os dois últimos dias. A receita em si não tem ciência nenhuma: salteei o atum com alho e cebola, juntei molho de tomate e especiarias (orégãos, paprika, pimentão-doce, sal), coloquei num tabuleiro, cobri com o puré (geralmente faço com puré por cima e por baixo, mas não tinha puré suficiente) e cobri com gema de ovo e queijo ralado. Forno e está feito, crianças felizes e alimentadas com pouquíssimo esforço :D
asas
8 de fevereiro de 2024
Douradinhos caseiros para uma competição com a comida da escola.
Não nos podemos queixar de todo da comida da escola dos miúdos. Aliás, nisso sempre tivemos 'sorte' (está entre aspas porque, parecendo que não, quem escolheu as escolas fomos nós), porque a creche em Lisboa tinha uma cozinheira daquelas idosas de avental que fazia comidinha boa e saudável, a pré em Lisboa acho que era com uma empresa mas a comida era bastante boa (dizia o Matias), e a escola aqui (que tem pré e primária) voltou ao registo das senhoras de avental, que cozinham açorda e sopa de cação mas também empadão e hambúrgueres.
A alimentação dos miúdos acaba por ser então muito simples no dia-a-dia: a escola tem uma política de lanches muito 'restritiva' que consiste em fruta, leite, pão e fim (não é uma crítica, concordo com tudo), cá em casa atiramos os iogurtes e as marinheiras para a equação e pouco mais, e acho que até estamos a fazer um trabalho razoável na educação alimentar da criançada.
A alimentação dos miúdos acaba por ser então muito simples no dia-a-dia: a escola tem uma política de lanches muito 'restritiva' que consiste em fruta, leite, pão e fim (não é uma crítica, concordo com tudo), cá em casa atiramos os iogurtes e as marinheiras para a equação e pouco mais, e acho que até estamos a fazer um trabalho razoável na educação alimentar da criançada.
E por isso imaginem o meu choque quando os meus filhos começaram a falar de douradinhos.
Aparentemente comeram na escola um dia e adoraram, e vieram para casa numa postura concertada de pedir douradinhos aqui. E eu, que nunca comprei douradinhos, lá pensei que podia experimentar fazer uma versão mais saudável em casa e ver se faziam sucesso.
Fizeram só sucesso q.b., e no fim os miúdos concluíram que gostam mais dos douradinhos da escola. Mas pronto, é assim a vida, e pelo menos tentei :)
Douradinhos caseiros
Ingredientes (para oito douradinhos):
* Quatro lombinhos de pescada;
* Sal a gosto;
* Sumo de dois limões;
* Farinha q.b.;
* Dois ovos;
* 100g de pão ralado.
Confecção:
* Temperar os lombinhos de pescada com o sal e o sumo de limão e deixar marinar durante algumas horas;
* Colocar três pratos em fila com, respectivamente, a farinha, os dois ovos batidos e o pão ralado;
* Retirar os lombinhos de pescada da marinada, secar bem e partir ao meio, para ficarem do tamanho de douradinhos;
* Passar por ordem na farinha, no ovo batido e no pão ralado;
* Colocar na Actifry ou outra airfryer e deixar cozinhar durante quinze a vinte minutos.
18 de novembro de 2015
Bolinhos de bacalhau no forno para uma coisa que me irrita!
So I start a revolution from my bed,
'Cos you said the brains I had went to my head.
Step outside, summertime's in bloom.
Stand up beside the fireplace,
Take that look from off your face,
You ain't ever gonna burn my heart out.
And so Sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by.
Her soul slides away, but don't look back in anger I heard you say.
'Cos you said the brains I had went to my head.
Step outside, summertime's in bloom.
Stand up beside the fireplace,
Take that look from off your face,
You ain't ever gonna burn my heart out.
And so Sally can wait, she knows it's too late as we're walking on by.
Her soul slides away, but don't look back in anger I heard you say.
Oasis
14 de outubro de 2015
Arroz de pota e uma nova experiência :D
'The only real stumbling block is fear of failure.
In cooking you've got to have a what-the-hell attitude.'
Julia Child
8 de outubro de 2015
31 de dezembro de 2014
Twelve Days of Christmas - 7 - Bolinhos de bacalhau
On the seventh day of Christmas my true love sent to me,
seven swans-a-swimming, six geese-a-laying,
five gold rings, four calling birds, three french hens, two turtle doves and a partridge in a pear tree.
seven swans-a-swimming, six geese-a-laying,
five gold rings, four calling birds, three french hens, two turtle doves and a partridge in a pear tree.
Há mais de sete anos que vivo em Lisboa. Grande parte do sotaque já se perdeu, alguns dos traços típicos da personalidade nortenha estão mais tímidos e até já tenho dúvidas existenciais sobre o meu clube de futebol.
No entanto, creio que há coisas que nunca irão mudar.
Ainda digo pingo (garoto), fino (imperial) e molete (papo seco). Digo sertã (frigideira) e estrugido (refogado). Digo cruzeta (cabide), sapatilhas (ténis), cordões (atacadores) e meias-calças (collants).
Ainda digo 'nove menos cinco', em vez de 'cinco para as nove'. E digo 'anda cá à minha beira' em vez de 'anda cá ao pé de mim'.
Ainda digo aguça (afia-lápis) e aguçar (afiar), safa (borracha) e safar (apagar). Digo calcar (pisar), pinchar (saltar) e tombo (queda). Digo 'está quilhado' (está estragado) e 'está enxertado' (está aberto).
Ainda digo catota (macaco do nariz), guna (mitra), repas (franja) e espinha (borbulha). Digo 'dezôito', e não 'dezóito' e digo 'bácina' em vez de 'vâcina'. Digo 'IKEIA'.
Ainda digo bolinhos de bacalhau.
Por isso aqui têm: uns bons bolinhos de bacalhau, mesmo à moda do Norte. Já tinham tido a sua versão no forno aqui, hoje vêem a luz do dia na sua forma original - fritos com amor e cuidado pelas mãos enrugadas e suaves da minha avó.
Porque as nossas origens nunca saem realmente de dentro de nós.
Ingredientes (para cerca de trinta bolinhos):
* 800g de bacalhau;
* 400g de batata sem pele;
* Três gemas;
* Salsa picada;
* Uma cebola picada;
* Uma pitada de pimenta preta;
* Uma pitada de sal;
* Óleo para fritar.
Confecção:
* Cozer o bacalhau, desfiar e reservar;
* Cozer as batatas na água de cozer o bacalhau;
* Colocar as batatas e o bacalhau dentro de um pano lavado, fechar e espremer bem;
* Juntar as gemas, a salsa e a cebola e temperar com a pimenta preta e o sal;
* Amassar bem e formar bolinhos;
* Fritar em óleo bem quente, retirando o excesso antes de servir.
Estes bolinhos são uma óptima sugestão para a noite de passagem de ano: são práticos e fáceis, e podem sempre dar-lhes um toque mais gourmet fazendo pequenas bolinhas :D
Feliz Ano Novo! :D
15 de outubro de 2014
Cannelloni de atum para um casal diferente :)
'You yourself, as much as anybody in the entire universe, deserve your love and affection.'
- Gautama Buddha
'The worst loneliness is to not be comfortable with yourself.'
- Mark Twain
'You were what you were and you are what you are. Fuck that regrets bullshit.'
- Irvine Welsh
'Realmente já não se fazem casamentos como antigamente. Ainda agora casaram e já andam cada um com o seu carro, têm horários diferentes e ela vai para congressos com as amigas enquanto ele fica em casa!'
É óbvio que ele estava a brincar, mas confesso que fiquei a pensar naquela frase. É verdade que eu e o Pedro sempre valorizámos o nosso espaço pessoal e nunca deixámos de fazer o que quer que fosse porque o outro não queria. Nunca me inibi de viajar, de sair com as minhas amigas, de ter os meus momentos zen e de visitar a minha família quando me apetece, e nem me passaria pela cabeça obrigá-lo a vir comigo ou ficar em casa se ele não quisesse vir - tal como ele nunca se inibiu de ir jogar futebol, tomar café com os amigos e passar mil horas a jogar Caesar III.
No fim do dia o que importa é não só gostarmos de estar com o outro, mas também gostarmos de estar sozinhos connosco próprios. E perder a minha identidade parece-me um bocadinho mais assustador do que passar dois dias fora porque me apetece ir a um congresso ao qual o Pedro não faz questão de ir também.
Cá em casa sempre foi assim. É claro que há alturas em que alguém decide ceder, mas também é um facto que por vezes fazemos simplesmente o que nos apetece e ninguém fica magoado com isso. E entram os cannelloni.
O Pedro não é fã de cannelloni e não gosta de atum. Eu podia efectivamente passar o resto da vida sem comer nenhuma destas coisas, mas como 'já não se fazem casamentos como antigamente' decidi fazer cannelloni para mim e pedir-lhe para ele fazer outro pratinho para ele.
Foi assim que eu comi cannelloni e ele comeu entrecosto, e apreciámos juntos os pratos que sabemos que o outro não gosta.
Será que isso faz de nós um casal individualista cuja relação está condenada ao afastamento e ao fracasso? Duvido muito. Será que isso faz de nós um casal mais feliz, sem nenhuma espécie de rancor e com a barriguinha bem satisfeita? Garanto-vos que sim.
Cannelloni de atum
Ingredientes (para seis cannelloni):
* Uma cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* Uma lata de atum em água;
* Uma colher de chá de ras el hanout (mistura marroquina de especiarias);
* Uma colher de chá de orégãos;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Meia colher de chá de paprika;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* 100ml de molho de tomate;
* Seis cannelloni;
* Queijo ralado q.b.
Confecção:
* Refogar a cebola picada e o alho picado num fio de azeite;
* Juntar o atum e deixar refogar;
* Temperar com o ras el hanout, os orégãos, o pimentão-doce, a paprika, o sal e o piri-piri;
* Acrescentar o molho de tomate e deixar cozinhar;
* Com o auxílio de uma colher de chá rechear os cannelloni com a mistura;
* Dispor os cannelloni num tabuleiro e cobrir com o queijo ralado;
* Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante trinta a quarenta minutos.
Até amanhã! :D
7 de outubro de 2014
Caril de peixe para um plano a médio prazo :)
There's plenty of girls in the sea,
And plenty of seeds in a lemon.
The trick is in trying to stay free,
When it's never that great to begin with.
The surgeon performs precise little cuts,
But he's never perfect, he's thinking too much.
And it's really no comfort to me,
There's plenty of girls in the sea.
MGMT
Não, não é engano. Há mesmo uma receita de peixe no blog.
Eu já vos tinha contado que cá em casa não somos propriamente grandes fãs de peixe. Não é que não gostemos, mas simplesmente somos extremamente específicos e incompatíveis nas nossas preferências: o Pedro só gosta de peixe grelhado, eu sou mais menina de peixe assado e pataniscas de bacalhau.
Quando começámos a viver juntos resolvemos esta questão da forma mais diplomática possível: nunca cozinhávamos peixe e eu matava saudades de peixinho assado quando ia jantar a casa dos meus pais de quinze em quinze dias.
Este sistema funcionou às mil maravilhas durante todos estes anos, mas com o tempo apercebi-me de um pequeno problema: a médio prazo queremos ter bebés, e se queremos que eles tenham uma alimentação variada e diversificada vamos precisar de ser bons exemplos. Ora se cá em casa já comemos fruta, vegetais, leguminosas, proteínas magras, poucos hidratos, gordurinhas saudáveis com moderação e uma quantidade reduzida sal, não ia ser difícil habituarmo-nos ao peixe, certo?
Errado.
Primeiro tive de lutar contra o facto de eu simplesmente não gostar do sabor da maioria dos peixes (o que é estranho tendo em conta que adoro lulas, polvo ou marisco, mas adiante). Eventualmente descobri que o segredo era mascarar o sabor do peixe com quilos de especiarias, mas nem assim consegui convencer o Pedro a alinhar na ideia.
Eu não sou adepta de desistir facilmente, e se consegui transformar o Pedro num apreciador de brócolos presumi que ia ser fácil convencê-lo a gostar de peixe. E pus mãos à obra.
Assim surgiu este caril, numa tentativa esperançosa de converter o Pedro num seguidor da nova religião cá de casa. Não o converti propriamente num beato do peixe, mas acho que consegui transformá-lo num simpatizante.
Agora só falta que ele aceite comer peixe nos outros pratos todos. Suspiro.
Caril de peixe
Ingredientes (para duas pessoas):
* Uma cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* 250g de lombinhos de peixe cortados em pedaços pequenos;
* 100g de feijão-verde redondo;
* Molho de tomate a gosto;
* Uma colher de chá de paprika;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de piri-piri;
* Uma colher de chá de ras el hanout;
* Duas colheres de chá de caril;
* Uma colher de chá de açafrão;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de canela;
* Uma colher de chá de vinagre.
Confecção:
* Refogar a cebola picada e o alho picado num fio de azeite e juntar o peixe e o feijão-verde;
* Juntar o molho de tomate e temperar com a paprika, o pimentão-doce, o piri-piri, o ras el hanout, o caril, o açafrão, o sal e a canela;
* Acrescentar o vinagre e deixar cozinhar;
* Rectificar os temperos e servir acompanhado com arroz basmati.
30 de setembro de 2014
Beringela recheada com atum e azeitonas... E uma reflexão sobre as expectativas.
I believe in miracles,
So where're you from, you sexy thing?
I believe in miracles since you came along, you sexy thing!
Hot Chocolate
Sempre acreditei que no dia do meu casamento nem tudo iria correr como o tinha planeado. Sabia com uma espécie de resignação serena que algum azar iria eventualmente acontecer e que seria impossível que tudo se passasse exactamente como sonhámos. Estava perfeitamente mentalizada para o facto de não conseguir controlar tudo, e dizia a mim própria que não havia problema porque nenhuma hecatombe me impediria de casar.
Depois de tudo aquilo que aprendi sobre casamentos, percebi que me esperava o desconhecido e aprendi a manter as expectativas baixas. Descobri que não há casamentos perfeitos, e por isso preparei-me para o meu ter as suas falhas. E prometi a mim própria que não ia deixar que nada estragasse o nosso dia.
Quando tudo correu lindamente o meu coração encheu-se de surpresa. E depois explodiu de alegria.
Sabem, as expectativas são tramadas. Às vezes achamos que algo vai ser a melhor coisa do mundo - *tosse* estágio de psiquiatria *tosse* - e quando isso corre menos bem sentimo-nos perdidos, defraudados e tristes. No entanto, é precisamente quando temos as expectativas relativamente baixas que as surpresas acontecem. E sabem tão, tão bem.
Honestamente não consigo dizer-vos uma única coisa que tenha corrido mal no meu casamento (tirando o facto da minha avó ter partido um braço, mas isso até foi o melhor cenário tendo em conta o trambolhão que foi). Tenho a certeza que nem tudo correu como planeado, mas simplesmente não dei por nada: estava demasiado ocupada a sentir-me inundada de felicidade e amor.
E vamos à beringela recheada. Fiz esta receita sem quaisquer expectativas exacerbadas - era uma simples beringela recheada com atum e azeitonas, não o Boeuf Borguignon da Julia Child. Não estava à espera de levar as minhas papilas gustativas ao céu nem de mandar a minha barriguinha para a estratosfera do entusiasmo, e sabia bem que aquilo que me esperava era um prato simples, saboroso, fácil e rápido.
E é precisamente quando temos as expectativas relativamente baixas que as surpresas acontecem. E sabem tão, tão bem.
No fim, este pratinho tão maravilhoso foi a ilustração perfeita do que foi o dia do meu casamento: expectativas baixas, resultado perfeito. E não mudaria rigorosamente nada, nem num nem no outro.
Beringela recheada com atum e azeitonas
Ingredientes (para duas pessoas):
* Uma beringela média;
* Meia cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* Uma lata de atum em água;
* Duas colheres de sopa de azeitonas pretas cortadas às rodelas;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Meia colher de chá de paprika;
* Meia colher de chá de orégãos;
* Meia colher de chá de manjericão;
* Uma pitada de sal;
* Molho de tomate a gosto;
* Queijo mozzarella ralado.
Confecção:
* Cortar a beringela ao meio e escavar a polpa com uma colher de sopa;
* Cortar a polpa em pedacinhos pequeninos e refogar juntamente com a cebola picada e o alho picado num fio de azeite;
* Juntar o atum escorrido e as azeitonas e deixar refogar;
* Temperar com o pimentão-doce, a paprika, os orégãos, o manjericão e o sal;
* Acrescentar o molho de tomate e misturar bem;
* Colocar a mistura sobre a beringela e cobrir com o queijo ralado;
* Levar ao forno pré-aquecido a 190º durante trinta minutos ou até o queijo ficar dourado.
Até amanhã :D
19 de setembro de 2013
Oito sugestões de peixe imperdíveis :)
Depois das dezasseis sugestões de sobremesas e das dezasseis sugestões de carne trago-vos as oito sugestões de peixe. São menos porque o peixe não é particularmente apreciado cá em casa: o Pedro não come peixe de todo, e por causa desta pequena incompatibilidade acabamos por não cozinhar peixe tantas vezes.
De qualquer das formas aproveito sempre para matar saudades dos pratinhos de peixe em casa dos meus pais :) Aqui vão alguns dos pratos que já apareceram por aqui :)
De qualquer das formas aproveito sempre para matar saudades dos pratinhos de peixe em casa dos meus pais :) Aqui vão alguns dos pratos que já apareceram por aqui :)
Um dos pratos mais apreciados cá de casa, o arroz de polvo é sempre um grande sucesso! :D
Uma adaptação mais saudável desta receita tão portuguesa resultou num prato cheio de cores! :D
Estes hambúrgueres são ideais para congelarem e grelharem num dia mais apressado!
Uma inspiração do momento resultou num prato absolutamente divinal :)
Um prato mais condimentado que pode não agradar a todos, mas que fez as delícias cá de casa! :D
Uma adaptação para o forno das famosas pataniscas de bacalhau da minha avó :D
Uma salada bem fresca, saborosa e colorida, ideal para os dias quentes de Verão! :D
Espero que gostem! :D
8 de agosto de 2013
Arroz de polvo e a preparação para a vida! :)
I've been a puppet, a pauper, a pirate, a poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out, but I know one thing:
Each time I find myself flat on my face,
I pick myself up and get back in the race.
Frank Sinatra
Há duas semanas mostrei-vos uma receita muito simples de bifes de frango grelhados com presunto e contei que quando fui viver sozinha nunca tinha cozinhado, nunca tinha lavado a minha roupa ou passado a ferro, nunca tinha lavado uma casa-de-banho e nunca tinha estado dependente apenas de mim própria.
Nesse dia recebi um comentário que dizia algo do género:
'Com 18 anos estavas tão mal preparada para a vida...'
Na altura confesso que o comentário me arrancou um sorriso, e nos dias seguintes dediquei-me a pensar um pouco nisso: afinal, o que é estar preparada para a vida?
Quando eu era adolescente não tinha qualquer interesse em cozinhar (ou em fazer qualquer espécie de actividade doméstica, diga-se). Na altura a minha mãe e a minha avó franziam o sobrolho, abanavam a cabeça de reprovação, suspiravam de exasperação e rematavam com a célebre frase 'coitado do homem que te levar!'.
Quando precisei de me virar sozinha arregacei as mangas e meti mãos à obra. Aprendi a cozinhar, aprendi a lavar roupa na máquina, aprendi a lavar roupa à mão, aprendi a passar a ferro, percebi quais eram os melhores produtos para lavar a casa-de-banho e percebi a salvação que é ter um espanador Swiffer. Não morri de fome, não morri de sede e não fiquei soterrada sobre uma enorme quantidade de pó ou de roupa suja.
Hoje acho que o homem que efectivamente me levou teve muita sorte. Hoje acho que somos capazes de tudo se nos esforçarmos nesse sentido. Hoje acho que cozinhar/limpar/arrumar/lavar não são tarefas que temos invariavelmente de dominar para sermos adultos, independentes ou desejáveis. Hoje acho que estar preparado para a vida é altamente sobrevalorizado.
Antes dos meus 18 anos eu apaixonei-me pela primeira vez, tive o meu primeiro amor, dei o meu primeiro beijo, vi morrer alguém que amava muito, fui muito feliz, quis desaparecer da face da Terra, fiz acampamentos com as minhas amigas, fiz coisas às escondidas dos meus pais, vi o nascer do sol na Amazónia, andei à porrada com o meu irmão e tirei dinheiro do meu mealheiro às escondidas para comprar gomas e canetas com cores e cheirinhos.
E garanto-vos, isso preparou-me muito mais para a vida do que saber limpar uma casa de banho. Porque isso fez-me crescer, fez-me dar valor às pequenas coisas e fez-me perceber que em última análise nós somos os únicos responsáveis pelas consequências dos erros que cometemos.
Isso não é estar preparado para a vida? :)
Isso não é estar preparado para a vida? :)
Arroz de polvo do meu pai
Ingredientes (para quatro pessoas):
* 1.4kg de polvo congelado;
* Quatro dentes de alho;
* Duas colheres de chá de mistura de especiarias para paella;
* Dois tomates;
* Salsa picada q.b.;
* Dois cravinhos-da-índia;
* Duas rodelas de salpicão cortadas em cubos;
* Oito colheres de sopa de arroz (cru).
Confecção:
* Cozer o polvo com os cravinhos-da-índia;
* À parte triturar os dentes de alho com os tomates e a salsa picada;
* Retirar os cravinhos-da-índia e reservar a água da cozedura do polvo;
* Transferir o polvo para uma frigideira de paella;
* Juntar a pasta de tomate e temperar com a mistura de paella;
* Misturar o arroz e os cubos de salpicão e deixar cozinhar, juntando a água da cozedura do polvo aos poucos.
Este é um prato muito simples, mas que eu ainda não tinha aprendido a fazer. Agora que já tenho a receita deliciosa do meu pai aqui guardada vou certamente repeti-la mais vezes :D
Até amanhã :D
11 de junho de 2013
Lombo de salmão com mel e mostarda e as experiências audaciosas :)
I don't know what's right and what's real anymore.
And I don't know how I'm meant to feel anymore.
When do you think it will all become clear?
Cause I'm being taken over by the fear.
Lily Allen
And I don't know how I'm meant to feel anymore.
When do you think it will all become clear?
Cause I'm being taken over by the fear.
Lily Allen
Talvez não pareça, mas há situações em que eu tenho alguma dificuldade de sair da minha zona de conforto, nomeadamente a nível alimentar. Se há alturas em que sou logo a primeira da fila para experimentar as coisas mais estranhas, também há situações em que prefiro protelar a audácia e ficar no meu cantinho.
Um exemplo clássico do parágrafo acima? As favas.
Nunca comi favas. Em casa dos meus pais não se comem favas. Já vi pratos com favas no hospital, mas sempre tive opções mais tentadoras. Não faço a mínima ideia se gosto de favas.
Já vi imensas receitas de favas tão apetitosas que me apeteceu voar para a cozinha, mas por outro lado... Não quero arriscar. Prefiro ficar no meu cantinho, a protelar a audácia.
Já vi imensas receitas de favas tão apetitosas que me apeteceu voar para a cozinha, mas por outro lado... Não quero arriscar. Prefiro ficar no meu cantinho, a protelar a audácia.
Há algumas semanas vi uma receita de salmão com mel e mostarda no blog 'Artes, viagens e sabores'. Na altura comentei o seguinte:
'Já ando para experimentar há séculos a combinação do mel e da mostarda, mas acabo por nunca o fazer... Porque tenho medo, porque acho que não vou gostar, porque não sou muito fã de comida doce, porque, porque... Um dia vou ganhar coragem e experimentar :D'
No entanto, mal carreguei no 'comentar' confesso que senti uma certa vergonha. Afinal, eu sou ou não sou uma mulher do Norte? Sou. E uma mulher do Norte tem medinho de coisas diferentes? Não!
Abri a minha ementa semanal, e logo o salmão com mel e mostarda foi escrito na semana seguinte. E esta é a história deste prato.
'Já ando para experimentar há séculos a combinação do mel e da mostarda, mas acabo por nunca o fazer... Porque tenho medo, porque acho que não vou gostar, porque não sou muito fã de comida doce, porque, porque... Um dia vou ganhar coragem e experimentar :D'
No entanto, mal carreguei no 'comentar' confesso que senti uma certa vergonha. Afinal, eu sou ou não sou uma mulher do Norte? Sou. E uma mulher do Norte tem medinho de coisas diferentes? Não!
Abri a minha ementa semanal, e logo o salmão com mel e mostarda foi escrito na semana seguinte. E esta é a história deste prato.
Hoje posso dizer que não gosto mesmo nada da mistura da mostarda com o mel e o salmão. Na verdade, confesso que pensei seriamente em não colocar este prato aqui: julgo até ser o primeiro prato que eu mostro e do qual não gostei mesmo nada. Mas se não tivesse experimentado não o saberia, por isso acho que valeu a pena :)
Favas, vocês são as próximas! :D
Lombo de salmão com mel e mostarda
Ingredientes (para duas pessoas):
* 250g de lombo de salmão;
* Sumo de um limão;
* Uma colher de sopa de mostarda;
* Uma colher de chá de mel;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* Sementes de sésamo para polvilhar;
* Um fio de azeite.
Confecção:
* Temperar o salmão com o sal, o piri-piri, o sumo de limão, a mostarda e o mel e deixar marinar durante uma hora;
* Colocar num tabuleiro juntamente, polvilhar com as sementes de sésamo e regar com um fio de azeite;
* Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante trinta minutos.
Até amanhã! :D
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