Mais uma receita que não é novidade aqui e que só levou um revamp: a sopa de tomate. Mais uma vez fui fazendo tudo a olhómetro, mas ficou uma categoria na mesma! Joana do futuro: confia nos instintos e não é preciso refogado.
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9 de julho de 2025
3 de fevereiro de 2025
Sopa de tomate à alentejana.
Mais uma receita dos fundilhos, já fiz isto ainda nem o Benjamim era nascido. Em minha defesa, a minha vida não é só ler e dar colo ao Benjamim, como diz o Matias :D A sopa de tomate é um clássico cá no Alentejo, e cada um tem a sua forma de fazer. Há quem use pimento, há quem ponha os enchidos na própria sopa, há quem sirva no pão, enfim, um sem número de adaptações. A sopa de tomate é o meu prato alentejano preferido, já comi dezenas, e com o tempo fui percebendo o que gosto mais. Nunca tinha feito em casa, mas o excesso de tomates no Verão exigiu soluções mais originais, e assim surgiu esta sopa à minha maneira: com muito tomate (claro), cebola, batata (também da nossa horta), enchidos salteados à parte e juntados depois e ovo escalfado na sopa! Não trago uma receita formal porque fui juntando as coisas a olhómetro e provando, mas fica aqui a ideia para uma refeição completa, saborosa e bem reconfortante!
3 de fevereiro de 2015
Sopa da Pedra (mais saudável) para uma boa esposa :)
Say you don't need no diamond rings,
And I'll be satisfied.
Tell me that you want the kind of things
That money just can't buy.
I don't care too much for money,
Money can't buy me love.
Can't buy me love,
Everybody tells me so.
Can't buy me love,
No no no, no.
And I'll be satisfied.
Tell me that you want the kind of things
That money just can't buy.
I don't care too much for money,
Money can't buy me love.
Can't buy me love,
Everybody tells me so.
Can't buy me love,
No no no, no.
The Beatles
O Pedro é uma pessoa relativamente fácil de fazer feliz, e por essa razão confesso que é bastante simples ser esposa dele.
(Acima de tudo é maravilhoso, claro, mas este não é um texto sobre as 38734184172319489171232382734234 razões pelas quais eu sou feliz todos os dias ao lado dele. Adiante.)
Dizia eu que é extremamente simples fazer o Pedro feliz: basta não falar muito antes de dormir, não chegar a casa resmungona e descarregar nele e não o forçar a fazer o que ele não nitidamente não quer e ele fica satisfeito da vida.
Ao contrário de mim, o Pedro não é particularmente exigente com as pessoas. E por isso é o exemplo perfeito de como a felicidade se atinge mais facilmente através do desapego.
Agora que penso nisso, talvez ele tenha sido budista numa outra vida.
Apesar disso, confesso que nem sempre sou uma boa esposa. Frequentemente falo pelos cotovelos mal deito o lombinho na cama, mesmo que tenha passado a última hora a cabecear de sono (e depois adormeço profundamente e deixo o pobre coitado a lidar com a sua eterna dificuldade em adormecer).
Também não é raro chegar a casa resmungona (normalmente porque estou cansada e com fome e conduzir à noite mexe-me com o sistema nervoso) e começar a implicar com ele sem razão. E como se isto não bastasse, sou sempre uma eterna optimista e gosto de tentar convencê-lo a fazer o que eu gostaria - umas vezes com mais sucesso do que outras, diga-se.
Pois é, não sou uma esposa perfeita. Mas faço uma sopa da Pedra bem deliciosa e saudável - isso deve contar para alguma coisa, certo? :)
Sopa da Pedra (mais saudável)
Ingredientes (para quatro pessoas):
* Uma cebola picada;
* Três dentes de alho picados;
* Duas folhas de louro;
* Quatro rodelas de morcela de arroz;
* Um fio de azeite;
* 400g de lombo de porco magro cortado em cubos;
* Uma colher de chá de piri-piri;
* Uma pitada de sal;
* Uma colher de chá de cominhos;
* Uma colher de chá de coentros;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de paprika;
* 200g de batatas pequenas descascadas;
* Couve-lombarda cortada em pedaços pequenos;
* Uma lata pequena de feijão vermelho cozido.
Confecção:
* Refogar a cebola picada, o alho picado, as folhas de louro e as rodelas de morcela num fio de azeite;
* Juntar os cubinhos de porco e deixar refogar;
* Temperar com o piri-piri, o sal, os cominhos, os coentros, o pimentão-doce e a paprika;
* Acrescentar água e juntar as batatas e a couve-lombarda;
* Deixar cozinhar em lume brando até as batatas ficarem cozidas;
* Juntar o feijão vermelho e rectificar os temperos, se necessário;
* A sopa fica sempre mais apurada no dia seguinte.
Até amanhã :D
11 de novembro de 2014
Sopa de espinafres para um jogo divertido :D
É urgente estar atento, ver para onde corre a maré,
Ver de onde sopra o vento, não vás tu perder o pé.
B.P. é quem to diz, impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz, não te deixes ir à toa.
Impele a tua própria canoa, impele a tua própria canoa.
A vida não é um deserto, não queiras ficar no cais.
Ver de onde sopra o vento, não vás tu perder o pé.
B.P. é quem to diz, impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz, não te deixes ir à toa.
Impele a tua própria canoa, impele a tua própria canoa.
A vida não é um deserto, não queiras ficar no cais.
Lenço rubro é rumo certo, decide tu para onde vais.
Não queiras ficar no cais.
Quando o meu irmão era pequenino era frequente eu dormir com ele ao fim-de-semana. Algumas das minhas mais felizes memórias da adolescência estão relacionadas com aquelas horas intermináveis que passávamos a conversar, a rir e a cantar, e só parávamos quando a minha mãe gritava ensonada do quarto para que nos calássemos.
Aí havia duas coisas que adormeciam quase instantaneamente o meu irmão. A primeira era cantar-lhe músicas das guias, algumas das quais ele ainda se recorda hoje em dia (como a que está acima).
A outra era jogarmos ao jogo dos legumes.
O jogo dos legumes era a brincadeira mais idiota e parva de sempre, e consistia em imitarmos os legumes à nossa escolha. Se fôssemos uma cenoura ficávamos bem esticados, se fôssemos um tomate ficávamos enroladinhos numa pequena bola humana... Independentemente da forma que fizéssemos, uma coisa era certa: tínhamos que estar calados.
Percebem? Porque os legumes não falam.
Quando comecei a jogar este jogo o meu irmão tinha uns dois anos, o que explica que tenha caído tão depressa na cantiga. Sempre que ele dizia alguma coisa, logo eu retorquia com um ar adulto:
'Tiago alguma vez viste uma cenoura a falar? Não podes fazer barulho, és uma cenoura!'.
Com o tempo esta parvoíce totó manteve-se, e é com um grande carinho que admito que jogámos ao jogo dos legumes durante muitos anos (já as músicas das guias ainda são comuns quando dormimos juntos, mas enfim!).
Hoje o jogo dos legumes é diferente, mas nem por isso menos divertido. Implica usar o maior número possível de legumes numa receita, comer vários tipos diferentes de legumes durante o dia e tornar extremamente saborosos os pratos que nos fazem bem. E eu sou tão boa neste jogo que às vezes juro que tenho medo de me tornar efectivamente num legume.
Bem, nesse dia pelo menos seria a melhor jogadora do jogo dos legumes de sempre. Havia era aquele aborrecimento de não poder falar, mas segundo certas e determinadas pessoas isso até era uma vantagem (não era Pedro?) :D
Sopa de espinafres
Ingredientes:
* Duas courgettes;
* Três cenouras;
* Uma cebola;
* Três dentes de alho;
* 400g de espinafres;
* 200g de couve-flor;
* Uma pitada de sal;
* Uma lata de feijão vermelho cozido;
* Um fio de azeite.
Confecção:
* Cortar as courgettes, as cenouras, a cebola e os dentes de alho e colocar numa panela juntamente com os espinafres e a couve-flor;
* Cobrir com água, temperar com sal e deixar cozinhar;
* Passar com a varinha mágica e acrescentar o feijão vermelho;
* Deixar cozinhar mais um pouco e desligar o lume;
* Acrescentar o fio de azeite quando a sopa estiver morna.
Até amanhã :D
10 de julho de 2014
Sopa de tomate para uma pausa.
I took a walk around the world to ease my troubled mind.
I left my body lying somewhere in the sands of time.
But I watched the world float to the dark side of the moon.
I feel there is nothing I can do, yeah.
Eu explico-vos: no resto do mundo ninguém tem o hábito de comer sopas de legumes. Aliás, é raríssimo encontrar sopas que não sejam pratos principais (como o goulash, o clam chowder e outras variantes) ou a sempre ubíqua sopa de cogumelos feita com natas.
A excepção a esta regra é a sopa de tomate, a única sopa mais tradicional que podemos encontrar em qualquer lado do mundo.
E é por isso que associo sempre a sopa de tomate às minhas viagens: depois de alguns dias de férias e quando a saudade de casa começava a surgir, nada melhor do que uma sopinha de tomate bem quentinha e reconfortante para a minha alma regressar a casa por uns momentos.
Neste dia estava mesmo a precisar de viajar. Sentia-me cansada e assoberbada com todas as responsabilidades que carrego nos ombros, por isso decidi fazer as malas (metaforicamente falando), fechar-me na cozinha e fazer uma sopa de tomate.
No fim vesti o pijama e sentei-me no sofá a desfrutar daquele momento só meu. E viajei dentro da minha mente. Quando regressei a casa as responsabilidades tinham saído pela porta fora. E eu saí também, com a barriga feliz e um sorriso na cara :)
Sopa de tomate
Ingredientes:
* Uma courgette cortada em cubos;
* 100g de couve-flor;
* Uma cenoura cortada em rodelas;
* Três tomates grandes;
* Uma cebola cortada em rodelas;
* Três dentes de alho;
* Uma pitada de sal;
* Um fio de azeite.
Confecção:
* Colocar a courgette, a couve-flor, a cenoura, os tomates, a cebola e o alho numa panela com água e levar ao lume até ferver;
* Deixar cozinhar e temperar com sal;
* Retirar alguma água e triturar com a varinha mágica, acrescentando depois a água retirada até se obter a consistência desejada;
* Colocar um fio de azeite.
* Podem servir com queijo ralado, orégãos e/ou uma fatia de pão torrado :)
Até amanhã! :D
19 de março de 2014
Sopa da avó (para a minha avó, obviamente!) :D
She's got a smile that it seems to me,
Reminds me of childhood memories,
Where everything was as fresh as the bright blue sky.
Now and then when I see her face,
She takes me away to that special place,
And if I stare too long, I'd probably break down and cry.
Guns 'N Roses
O meu avô paterno morreu quando eu tinha quatro anos e a minha avó paterna morreu há dois anos atrás. O meu avô materno morreu quando eu tinha doze anos, e por isso só tenho mesmo uma avó viva: a minha bó.
Nunca tive grande contacto com os meus avós paternos. Já com os meus avós maternos foi outra história: dormia lá em casa constantemente, via os episódios de Looney Tunes e Tom and Jerry que o meu avô gravava e comia a jardineira espantosa que a minha avó fazia (podem ver a minha própria versão amanhã!).
Não sei se isto também vos acontece, mas para mim a minha avó continua sempre igual com o passar dos anos: uma velhota enérgica e resmungona, sempre pronta para fazer as vontades todas aos netinhos.
A minha avó tem uma gargalhada fácil e estridente que contagia todos os que estão à sua volta. Preocupa-se com facilidade, e conhece os casos mais milaborantes de pessoas a quem aconteceram os azares mais incríveis. Para ela as coisas nunca estão bem feitas: se eu lavo não está bem lavado, se eu arrumo está desarrumado e se eu cozinho não fica tão bom como o dela.
A minha avó é teimosa como uma mula e forte como uma leoa, mas é simultaneamente incrivelmente sensível. É capaz de imprimir tons e sentidos escondidos até nas frases mais inocentes. Sente todos os dias a falta do meu avô, mas abomina a ideia de arranjar outra pessoa: o meu avô foi, simplesmente, o amor da vida dela.
A minha avó sempre se preocupou por eu não ser propriamente uma fada do lar. Normalmente expressava essa preocupação dizendo várias vezes 'coitado do homem que te levar', o que não deixa de ser curioso porque sempre que os amigos do Pedro provam as minhas comidinhas a primeira coisa que exclamam é que ele tem mesmo sorte por estar comigo.
A minha avó continua a mandar-me tupperwares com sopa, bifes de frango, salsa picada e frutos secos já descascados e partidos. E eu juro-vos, as coisinhas que ela manda sabem melhor do que as outras, talvez porque foram feitas e embaladas com todo o carinho do mundo.
Hoje a minha avó já não diz 'coitado do homem que te levar'. Hoje já não são precisas palavras: eu sei que ela está orgulhosa da mulher em que me tornei, mesmo que eu continue a não ser propriamente uma fada do lar.
E hoje eu superei mais uma prova: fiz sopa igual à da minha avó. E ficou tão, tão boa.
Sopa da avó
Ingredientes:
* 300g de abóbora cortada em pedaços;
* Um alho francês;
* Um chuchu cortado em pedaços;
* Um nabo cortado em pedaços;
* Meia couve branca cortada em pedaços;
* Três cenouras às rodelas;
* Meia alface;
* Salsa picada q.b.;
* Uma cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Uma lata grande de feijão vermelho cozido;
* Uma pitada de sal;
* Um fio de azeite.
Confecção:
* Juntar a abóbora, o alho francês, o chuchu, o nabo, a couve branca, as cenouras, a alface, a salsa, a cebola e o alho e levar a cozer numa panela com água e sal;
* Triturar com a varinha mágica;
* Juntar o feijão vermelho e mais algumas folhas de couve branca;
* Deixar cozinhar, desligar o lume e regar com um fio de azeite.
Até amanhã! :D
4 de fevereiro de 2014
Creme de espinafres e (mais) uma epifania!
'Give me grace to accept with serenity the things that cannot be changed,
Courage to change the things which should be changed,
And the wisdom to distinguish the one from the other.'
Reinhold Niebuhr
A minha primeira semana de trabalho foi extremamente complicada: depois de ter passado os últimos seis meses em casa a estudar, ter repentinamente de equilibrar estar dez horas por dia fora com cozinhar, tratar da casa, estar com os amigos, ter tempo para namorar e manter a minha sanidade mental não se revelou nada fácil. Juntem a isto alguns problemas pessoais e familiares, e aqui têm a mais eficaz receita para a desgraça.
Perguntava-me todos os dias se teria cometido um grande erro, se estaria no lugar certo e se seria boa o suficiente. Sentia que não era ali que pertencia, que estava perdida e que não sabia o que fazer.
Num desses dias extremamente deprimentes o Pedro ficou de banco e eu fiquei sozinha em casa toda a noite. Vai daí vesti o pijama, vi três episódios de 'Masters of Sex' seguidos, tratei da minha quintinha virtual no Hay Day e depois telefonei à minha mãe a pseudo-choramingar e a pedir disfarçadamente por colinho.
A minha mãe disse-me que tudo ia ficar bem. Disse que era só uma fase, que a adaptação a um sítio novo era sempre complicada e que começar a trabalhar era difícil. Disse que a insegurança e o medo eram normais, e que teria de lidar com eles durante todo o meu percurso profissional.
E no fim do telefonema disse 'Joana, tu tens de parar de ter pena de ti própria'.
Acho que se nota que eu sou uma pessoa extremamente positiva. Mas também tenho uma enorme tendência para ter pena de mim própria, o que não deixa de ser um grande desperdício de tempo - até porque choramingar efectivamente não resolve os problemas de ninguém.
Por isso levantei a cabeça. Aceitei que vou andar esgotada durante uns tempos e que talvez não consiga fazer tudo aquilo que gostaria. Aceitei que vou cozinhar menos, que vou adiar planos e que vou falhar metas pessoais. Aceitei que ninguém vem a correr atrás de mim, e que por isso não preciso de me sobrecarregar tanto. Aceitei que, muitas vezes, ter o controlo sobre as situações envolve saber quando parar de tentar controlar tudo.
Aceitei que vou ter dias maus e que preciso de lidar com eles da melhor forma que sei: a respirar fundo, a cantar no carro, a aninhar-me no colo do Pedro, a sentir-me feliz com as pequenas coisas e a cozinhar pratos quentinhos e reconfortantes como este creme de espinafres.
Afinal, a vida é demasiado curta para a desperdiçarmos com preocupações e inseguranças.
Creme de espinafres
Ingredientes (para seis a oito doses):
* Um alho francês cortado em rodelas;
* 100g de abóbora;
* Duas cenouras cortadas em rodelas;
* 400g de couve-flor congelada;
* 200g de espinafres;
* Sal a gosto;
* Um fio de azeite (opcional).
Confecção:
* Juntar os ingredientes e levar a cozer numa panela com água temperada com sal;
* Triturar com a varinha mágica e servir.
Até amanhã! :D
4 de novembro de 2013
Creme de legumes disfarçado de caldo verde (riso maléfico!)
A little education, to give you motivation,
We'll turn the situation.
'Cause I don't wanna change you,
Making you a stranger,
I'll only re-arrange you...
For now!
Arctic Monkeys (originalmente das Girls Aloud)
Um dos defeitos que eu desconhecia completamente que possuía antes de começar a namorar com o Pedro é o facto de eu ser manipuladora.Não digo isto no mau sentido, ao estilo das vilãs das novelas do horário nobre. Eu sou manipuladora no sentido em que gosto que as coisas sejam feitas à minha maneira, e amuo quando isso não acontece.
O Pedro chama-lhe manipulação, mas eu pessoalmente gosto mais de pensar em mim como uma espécie de mini-diva: gosto de ter razão, gosto de estar certa e gosto de fazer as coisas à minha maneira. O problema é que estou numa relação com um indivíduo teimoso como uma mula, que também adora ter razão e que detesta quando lhe tentam dizer o que fazer.
E aqui entra a manipulação.
O Pedro não gosta de sopa, e não é o maior fã de comer legumes que não sejam pimentos, cenouras ou alface. A única sopa que ele aprecia é o caldo verde, e por isso de vez em quando faço a minha própria versão (que já vos tinha inclusivamente mostrado aqui), sem batata e com courgette e couve-flor.
A questão é que a dada altura eu percebi que o Pedro não consegue decifrar o que contém a sopa, desde que leve caldo verde e chouriço. E então entrou em cena a manipulação, porque desde aí que o meu caldo verde se tornou na verdade um creme de legumes disfarçado. O Pedro não percebe, e o que ele não sabe não o afecta. Estou a manipulá-lo, mas é para o bem dele, certo?
Bolas, será que não passo de uma vilã das novelas do horário nobre?
Creme de legumes disfarçado de caldo verde
Ingredientes:
* Uma courgette grande (com 400g);
* 400g de couve-flor congelada;
* Uma cebola picada;
* Três dentes de alho picados;
* Uma colher de sopa de salsa picada;
* 200g de brócolos congelados;
* 100g de espinafres congelados;
* 400g de couve galega cortada;
* Cinco rodelas de chouriço de peru;
* Sal q.b.
Confecção:
* Colocar água numa panela e deixar ferver;
* Juntar a courgette descascada e cortada em cubos, a couve-flor, a cebola, o alho, a salsa picada, os brócolos e os espinafres e deixar cozer;
* Passar com a varinha mágica (normalmente eu retiro alguma água antes de passar para evitar que a sopa fique demasiado líquida, e vou acrescentando água se achar que está muito espessa);
* Juntar a couve galega cortada e as rodelas de chouriço;
* Deixar cozinhar;
* Há quem opte por juntar um pouco de azeite, mas pessoalmente eu não tenho esse hábito (não tenho nada contra juntar azeite na sopa, é mesmo uma questão de hábito).
Espero que gostem! :D Eu sei que Segunda costuma ser a Muffin Monday cá no blog, mas ultimamente tenho andado a apostar em gastar os muffins que tinha congelado de outras aventuras anteriores :D
Tenham uma óptima semana! :D
22 de julho de 2013
Sopa da pedra à minha moda e os pratos típicos do Verão.
Well, I'm hot blooded, check it and see!
I got a fever of a hundred and three.
Come on baby, do you do more than dance?
I'm hot blooded, I'm hot blooded!
Foreigner
Pois é, parece que o senhor francês que previu que este ia ser o Verão mais frio dos últimos 200 anos tem tanto jeito para fazer previsões como o nosso ex-Ministro das Finanças.
Não que eu me queixe muito, entenda-se: quando estou em Lisboa a nossa casa é tão fresquinha que não sinto o mínimo calor, e quando vou a casa dos meus pais no Porto posso refrescar-me dando uns bons mergulhos na piscina.
De qualquer das formas, e com o exame da especialidade a chegar em Novembro, o facto é que os meus dias são maioritariamente passados no
No entanto, e independentemente da temperatura, é inegável que a chegada do Verão muda os nossos hábitos alimentares. Se no Inverno somos doidos por feijoada de frango e empadão, já no Verão não dispensamos as saladas e os grelhados simples. Se no Inverno o pequeno-almoço perfeito consiste numa reconfortante caneca de café com leite e num pão com doce caseiro, no Verão abundam os batidos de fruta. Se no Inverno bebo duas ou três canecas de chá por dia, no Verão adoro uma boa limonada fresquinha.
Este é um prato bem típico de Inverno: a tradicional e deliciosa sopa da pedra, um dos pratos preferidos do Pedro. Como não podia deixar de ser temos a nossa própria versão, bem mais saudável e igualmente saborosa - e quem o garante é o Pedro, que é um autêntico especialista do assunto :D
Este é um prato bem típico de Inverno, mas isso não implica que não possa ser degustado no Verão, e foi precisamente isso que aconteceu cá em casa: desta vez, e por causa do calor, optámos por comer a sopa fria.
Quente ou fria, esta sopa é sempre reconfortante. E esta é a minha adaptação :D
Sopa da pedra à minha moda
Ingredientes (para quatro pessoas):
* 500g de lombo de porco magro cortado em cubos;
* 300g de batatas pequenas descascadas e cortadas em cubos pequenos;
* Uma lata pequena de feijão vermelho cozido;
* Couve-lombarda cortada em pedaços pequenos (não usámos desta vez, mas costumamos juntar!);
* Duas folhas de louro;
* Uma cebola picada;
* Três dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* Meio chouriço de peru cortado em rodelas;
* Quatro rodelas de morcela (para dar sabor);
* Uma pitada bem generosa de piri-piri;
* Uma pitada de sal;
* Uma colher de chá cheia de cominhos;
* Uma colher de chá cheia de coentros;
* Uma colher de chá cheia de pimentão-doce;
* Água q.b.
Confecção:
* Refogar a cebola picada, o alho picado, as folhas de louro, as rodelas de chouriço e as rodelas de morcela num fio de azeite;
* Juntar os cubinhos de porco e deixar refogar;
* Temperar com o piri-piri, o sal, os cominhos, os coentros e o pimentão-doce;
* Acrescentar água e juntar as batatas (e a couve-lombarda);
* Deixar cozinhar em lume brando, com a panela tapada;
* Juntar o feijão vermelho e rectificar os temperos, se necessário (aqui o Pedro junta sempre uns pózinhos disto e daquilo);
* Servir quente ou deixar esfriar - a sopa fica sempre mais apurada no dia seguinte.
Tenham uma óptima semana :D
28 de maio de 2013
Creme de lentilhas e os acidentes domésticos :)
Cause I can almost breathe the air,
Right beyond my fingertips!
I'll turn around and pick up the pieces!
One more push and I'll be there,
Back where I belong...
I'll turn around and pick up the pieces!
Hoobastank
Quem cozinha tem invariavelmente no seu currículo alguns acidentes de percurso - aqueles pratos que, tendo tudo para correr bem, correm horrivelmente mal por causa de detalhes que são independentes da nossa perícia ou da nossa concentração.
O meu primeiro acidente culinário aconteceu logo aos cinco anos. O meu pai estava com gripe e a minha mãe fez-lhe uma grande caneca de chá, e estava a transportá-la pelo corredor da nossa casa. Eu, alheia a tudo isto, decidi sair do quarto a correr - e foi assim que acabei nas urgências de pediatria, com o pescoço queimado de chá a ferver.
Depois desse acidente outros se seguiram, mas felizmente nenhum deles teve a gravidade do primeiro.
Há um ano estava a fazer quadradinhos de sésamo. Era um belo dia de Primavera, e eu estava a ferver o mel numa panela pequena para depois verter sobre as sementes. Estava calor e decidi abrir a janela.
Dez segundos depois tinha três abelhas à minha volta.
Saí disparada da cozinha, fechei a porta atrás de mim e liguei ao meu amigo Bernardo (o Pedro estava a apresentar um trabalho nesse dia!). Como é óbvio o Bernardo não foi particularmente útil, e eventualmente lá ganhei coragem para entrar novamente na cozinha (onde o mel já estava completamente queimado, porque deixei a panela ao lume com o pânico!) e enxotar as abelhas.
Pois é, os acidentes acontecem.
Na semana passada fiz este creme de lentilhas. Tudo correu bem, até que liguei a varinha mágica para triturar os ingredientes e saltou sopa em todas as direcções. Fiquei com sopa na bancada da cozinha, no chão, na roupa, nas meias e até no cabelo! Quanto mais tentava triturar mais sopa saltava, e eventualmente rendi-me às evidências: ia ter creme de lentilhas com bocadinhos de lentilhas.
Não faz mal, garanto-vos que ficou óptimo na mesma :D
Ingredientes:
* 200g de lentilhas verdes cruas;
* Uma courgette grande;
* 150g de cenoura cortada em rodelas;
* 200g de couve-flor congelada;
* Uma pitada de sal;
* Um fio de azeite;
* Uma colher de chá de caril (opcional);
* Uma colher de chá de açafrão (opcional);
* Meia colher de chá de piri-piri (opcional).
* Uma colher de chá de caril (opcional);
* Uma colher de chá de açafrão (opcional);
* Meia colher de chá de piri-piri (opcional).
Confecção:
* Cozer as lentilhas em água abundante, temperada com sal;
* Juntar a courgette descascada e cortada em cubos, a cenoura e a couve-flor e deixar cozinhar;
* Temperar com sal a gosto (e com o resto das especiarias, se quiserem);
* Passar com a varinha mágica (podem passar completamente, mas eu gosto de sentir alguns bocadinhos de lentilhas);
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