Mostrar mensagens com a etiqueta Laranja. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Laranja. Mostrar todas as mensagens

4 de dezembro de 2025

Bolo de iogurte com laranja.

É só para deixar aqui eternizado que esta é a receita de bolo de iogurte que fazemos sempre cá em casa, com raspa de uma laranja, e que é o bolo preferido dos miúdos actualmente. Foi o bolo de aniversário da Gabi, com uma pitada de corante cor-de-rosa :)




11 de março de 2024

Bolo de iogurte com laranja (receita claramente indiana).

Não faço ideia porque não publiquei receitas na semana passada. Aliás, vou mais longe: desconheço o que andei a fazer na semana passada. Olhando para trás não me recordo de ter lido nada de especial, ou de ter arrumado, ou de ter visto imensos episódios de séries ou algo do género. Andei na minha vida, a fazer as minhas coisinhas, e não me lembrei de publicar nada. Mas pronto, cá estou novamente :D

No dia em que preparei o jantar indiano para a nossa celebração temática do dia dos namorados os miúdos estavam em casa de férias de Carnaval, e começaram logo com queixices que não gostavam 'de nada' (claro que no fim empanturraram-se com pão naan e com caril, mas gostam de se queixar, saem à mãezinha). Acabaram a vir com caras de postura concertada, sugerir que a sobremesa fosse bolo de iogurte com laranja, o preferido deles (a minha sogra faz um divinal). Abri a nossa receita habitual e disse logo que não fazia nada, mas que podia colaborar se eles pusessem mãos à obra :D Saiu um bolo fofo, saboroso, que no fim eles quiseram decorar com animais da selva indiana :D 


Bolo de iogurte com laranja

Ingredientes:

* Seis ovos;
* 200ml de óleo;
* 250g de iogurte (dois iogurtes);
* 400g de açúcar;
* 360g de farinha;
* Duas colheres de chá de fermento;
* Raspa de duas laranjas. 

Confecção: 

* Juntar as gemas, o óleo e o iogurte e bater bem com uma vara de arames;

* Acrescentar o açúcar, continuando a bater;

* Juntar a farinha, o fermento e a raspa de laranja e misturar com uma espátula de silicone até a massa ficar homogénea;

* Acrescentar as claras batidas em castelo;

* Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante cinquenta minutos a uma hora (ir verificando, fica um bolo bastante alto por isso precisa de algum tempo no forno).


16 de fevereiro de 2024

Bolo de laranja na Actifry para um pequeno-almoço rápido e quentinho!

Este bolo apareceu nos meus sugeridos do Instagram num Domingo de manhã, enquanto eu ainda estava na cama a fazer aquele scroll preguiçoso. Achei que era um sinal para comermos bolo quentinho ao pequeno-almoço, e meti mãos à obra :D A receita original vai à airfryer dentro de uma forma, mas como a nossa Actifry já tem ela própria uma cuba fiz lá directamente, daí ter ficado mais baixinho. Mas ficou bem saboroso, e marchou quase todo ainda quentinho :D


Bolo de laranja na Actifry

Ingredientes:

* Três ovos;
* 55g de manteiga derretida;
* 125g de iogurte natural (um iogurte);
* Uma colher de chá de essência de baunilha;
* Raspa de duas laranjas;
* 120g de farinha;
* 180g de açúcar;
* Uma colher de chá de fermento. 

Confecção:

* Bater bem os ovos com a manteiga, o iogurte, a essência de baunilha e as raspas de laranja;

* Juntar a farinha, o açúcar e o fermento e envolver bem até ficar uma mistura homogénea;

* Colocar numa forma dentro da airfryer (ou directamente na forma) e ligar a máquina durante 20 minutos (a minha não tem indicação de temperatura, mas a receita indicava 180º);

* Deixar arrefecer antes de desenformar (não fomos muito respeitadores disto).

20 de março de 2021

Brownies de chocolate e laranja com curd de maracujá para uma adulta a sério.

The show must go on, the show must go on.
Inside my heart is breaking, my makeup may be flaking,
But my smile still stays on.

Queen


Quando a minha mãe tinha 32 anos, a minha idade, eu já tinha 10. Lembro-me tão bem da minha mãe nessa altura. Da confiança dela, da segurança dela, do investimento que ela tinha em tudo o que fazia. Lembro-me da minha mãe a rir com a Deolinda, a conduzir como uma louca no seu Renault Clio azul (amor esse que eu herdei, mas o meu é amarelo), a acordar mal-humorada, a fumar, a dar-me um abraço à saída da Pull & Bear enquanto eu chorava porque nada me servia. A minha mãe era, aos 32 anos, aquilo que eu via como 'uma adulta a sério'. 

22 de janeiro de 2016

Bolo de cenoura e laranja com chocolate

Eu sei, eu sei, é mais um bolo. Em minha defesa, serviu para gastar um carregamento de cenoura cortada aos cubinhos que a minha avó me mandou depois do Natal e que nunca-mais-acabava. Além disso, creio ter sido também o primeiro bolo de cenoura que eu fiz na vida - até porque não era lá muito fã do conceito.

Tendo em conta a utilização do verbo no passado, acho que dá para perceber o quanto este bolo foi um sucesso cá por casa.


13 de janeiro de 2016

Crepes com doce de ovos e laranja e amêndoa

Uma das melhores partes de estar de baixa é poder comer o pequeno-almoço devagar. Acabaram-se as torradas devoradas no carro por entre manobras manhosas e o pacotinho de leite bebido no percurso entre o estacionamento e o hospital, acabaram-se as saídas à pressa sem comer, acabaram-se os batidos engolidos antes da primeira consulta do dia. Agora sou só eu e os minutos a passar lentamente no relógio. E a parte difícil é escolher com que pequeno-almoço dos céus me irei presentear nesse dia.


10 de novembro de 2014

Queques de laranja e canela... E um azar nunca vem só!

When I see strong hearts give way
To the burdens of the day,
To the weary hands of time,
Where fortune is not kind.

Honey, you're my lucky day,
Baby, you're my lucky day.
Well I lost all the other bets I made.
Honey, you're my lucky day.

Bruce Springsteen


Dizem que um azar nunca vem só. Eu nunca acreditei particularmente nisso, mas confesso que no último mês a minha postura mudou.

Tudo começou com um agravamento acentuado das minhas alergias - nada de estranho, pensei eu, tendo em conta que estávamos no Outono. Depois fiquei com uma pneumonia. Lá fiquei de cama uns dias, a tomar antibiótico e a inundar-me de pena de mim própria.


Eventualmente o Pedro ficou doente, e aí eu comecei a ficar desconfiada. Juro-vos, este tipo nunca fica doente. Em quase sete anos de vida em conjunto ele ficou de cama uma vez (uma!) e é raríssimo ficar constipado. Felizmente ele ficou melhor alguns dias depois, e pudemos finalmente respirar fundo.

Até que chegou aquela Terça-feira. Fomos trabalhar de manhã para o centro de saúde, e como tínhamos ambos tarde livre decidimos almoçar naquele restaurante maravilhoso lá ao lado que faz um frango no churrasco de ir às lágrimas. No entanto, enquanto almoçávamos comecei a sentir imensa comichão na mão. Cedo encontrei o culpado do crime: um mosquito pequenino que andava ali a rondar.


Antes de vos contar o que se passou depois, vou só fazer um pequeno esclarecimento: eu faço sempre reacções bastante fortes às picadas de insectos. Fico constantemente inchada, vermelha e com uma comichão tremenda, razão pela qual no Verão a nossa casa está sempre gelada e tem repelentes eléctricos em todas as divisões. Apesar disso, confesso que nada me prepararia para o que aconteceu a seguir: fiz uma reacção anafiláctica.

Esta não foi propriamente uma anafilaxia dos filmes. Não me atirei para o chão a sufocar nem nada do género - em vez disso a minha mão inchou até ficar do dobro do tamanho, ficou vermelha e doía imenso. Algumas horas depois o edema estendeu-se aos dedos, ao pulso, ao antebraço e ao cotovelo.


Inicialmente tentei entupir-me de comprimidos e cremes, mas dois dias depois tive que ir para o hospital e levei uma injecção de hidrocortisona. Passei uns dias a tomar corticóides e as melhorias lá foram aparecendo, muito lentamente.

Entretanto fiquei boa e até agora não tive mais nenhuma aventura, mas confesso a dada altura pensei que esta nuvem de azar tinha vindo para ficar. Parece que estava errada: a nuvem escura desapareceu e o sol voltou a sorrir (até ver!).


Para evitar futuros desastres do género e porque o Inverno está aí à porta, nada melhor do que aumentar a dose de coisinhas boas que meto na barriga. E assim surgiram estes queques de laranja e canela, cheios de vitaminas e antioxidantes e a transbordar desse saborzinho tão bom do Outono.

Ideais para afastar nuvens de azar e de doenças :)


Queques de laranja e canela

Ingredientes (para oito queques):

* Uma chávena de chá mais uma colher de sopa de farinha de trigo;
* Uma colher de chá de canela;
* Meia colher de chá de bicarbonato de sódio;
* Meia colher de chá de fermento;
* Uma pitada de sal;
* Um ovo;
* Meia chávena de chá de açúcar amarelo;
* Três colheres de sopa de óleo vegetal;
* Meia chávena de sumo de laranja (sumo de duas laranjas);
* Raspa de duas laranjas;
* Uma colher de chá de essência de baunilha.

Confecção:

* Numa tigela grande misturar a farinha, a canela, o bicarbonato de sódio, o fermento e o sal;

* Numa tigela média bater o ovo e misturar o açúcar, batendo bem até ficar um creme mais claro e espumoso;

* Juntar óleo, o sumo de laranja, a raspa de laranja e a essência de baunilha, batendo até ficar tudo misturado;

* Juntar os ingredientes líquidos com os ingredientes secos e misturar apenas até a mistura ficar combinada;

* Colocar a massa em forminhas para queques e levar ao forno pré-aquecido a 220º durante sete minutos;

* Sem retirar os queques, baixar a temperatura para os 190º e deixar cozinhar durante mais dez minutos.

 

Quarta de manhã

Quarta à noite
Quinta de manhã
Até amanhã :D

21 de março de 2014

Overnight Oats com laranja e nozes para as manhãs difíceis! :)

Turn my head, its back to bed with no delay.
Can't be bothered by the phone ten times a day.
Why get up? My morning doesn't even start till two.
Forget reality, waking up is hard to do!

Sum 41


Eu não sou de todo uma morning person. Acordo sempre mal-humorada e com sono, custa-me imenso sair do quentinho da minha caminha e conto as horas que faltam para voltar para o meu paraíso de cobertores fofinhos.

Não se trata de dormir pouco: na verdade, sinto sempre que não durmo o suficiente. Nos meus tempos áureos do primeiro ano da faculdade conseguia dormir dezoito horas seguidas (não me enganei a escrever, eram mesmo dezoito), e mesmo num dia em que não estou particularmente cansada não é assim tão pouco comum dormir doze horas.


Quando eu era criança a minha mãe falou deste meu pequeno problema ao pediatra, e ele disse-lhe que há pessoas que precisam simplesmente de dormir mais do que outras. Na altura ele explicou que como eu sonhava muito (sempre sonhei, aliás) isso podia influenciar a qualidade do meu sono e fazer com que acordasse quase sempre cansada.

Este meu problema piorou um bocadinho quando comecei a trabalhar: depois de ter passado seis meses em casa a estudar para o exame da especialidade e a dormir cerca de doze a catorze horas por dia, ter de repente de dormir sete ou oito horas deixou-me quase com tendências assassinas.


Com o tempo fui-me habituando, e fui também arranjando estratégias para conseguir deitar-me mais cedo e acordar mais tarde. Preparar o pequeno-almoço no dia anterior é uma óptima dica: assim basta sentarem-se e comer, e nem sequer precisam de estar particularmente acordados! :)

Podia dizer que estas Overnight Oats eram tão boas que me fizeram mais feliz, apesar de estar a acordar a uma hora completamente imprópria. Mas isso seria mentir, porque nada é melhor do que ficar na caminha até tarde - nem sequer comer um pequeno-almoço delicioso :D


Overnight Oats com laranja e nozes

Ingredientes (para uma pessoa):

* Meia chávena de flocos de aveia (usei finos, mas gosto mais dos grossos);
* Meia chávena de leite;
* Sumo de uma laranja (para papas de aveia mais cremosas, usem só metade do sumo);
* Nozes picadas q.b.;
* Uma colher de chá de mel;
* Coco ralado a gosto.

Confecção:

* Misturar os flocos de aveia, o leite, o sumo de laranja, as nozes picadas e o mel e levar ao frigorífico durante a noite;

* De manhã polvilhar com o coco ralado, aquecer no micro-ondas e servir.


Esta receita ficou muito boa, mas muito sinceramente nada bate as minhas papas de aveia com banana :D

Tenham um óptimo fim-de-semana! :D

26 de fevereiro de 2014

Barrinhas de toranja e laranja e a ressurreição da minha vida social :D

When you're tired of racing,
And you find you never left the start...
Come on baby, don’t let it break your heart.

Coldplay


Há algumas semanas eu queixava-me aqui que era uma anti-social, e juro que na altura aquele texto fazia todo o sentido. Estava a passar uma fase mais introspectiva, sentia-me melhor sozinha e precisava de me reorganizar. Queria ter tempo para recuperar física e mentalmente dos meses extenuantes que tinham ficado para trás, e senti que estar só e apenas comigo era a melhor forma de o fazer.

O problema é que pelo caminho, sem eu saber bem como, acabei por me afastar dos meus amigos.


Seguiu-se depois a já habitual lengalenga da auto-comiseração: porque não tenho amigos, porque ninguém me liga, porque estou sozinha como o cão do Miguel, etc etc. E depois, como sempre acontece, fiquei cansada.


Fiquei cansada de estar sozinha. Fiquei cansada de ter pena de mim própria. Fiquei cansada de me ouvir resmungar. E estendi novamente a mão para os outros.

Muitas mãos se abriram de volta, e desde então os meus fins-de-semana são um forrobodó de jantares, saídas, passeios, lanches, conversas e gargalhadas. E sabe mesmo, mesmo bem.


Sim, a minha vida social ressuscitou. E como não há fome que não dê em fartura, confesso que não tenho tido mãos a medir com as receitas de doces que saem da minha cozinha para encher as barriguinhas dos meus amigos quando nos encontramos.

Considerem-se avisados e preparem-se para a maratona de coisinhas boas :D


Barrinhas de toranja e laranja
(Podem ver a minha receita de barrinhas de limão aqui)

Ingredientes:

* 250g de manteiga com sal à temperatura ambiente;
* 220g de açúcar amarelo;
* 340g de farinha de trigo;
* Quatro ovos;
* 80g de farinha de trigo;
* 300g de açúcar amarelo;
* 150ml de sumo de toranja (sumo de uma toranja);
* 50ml de sumo de laranja (sumo de meia laranja);
* Raspa de uma toranja;
* Raspa de uma laranja;
* Açúcar em pó para polvilhar.

Confecção:

* Bater a manteiga com o açúcar amarelo até ficar uma mistura cremosa;

* Envolver a farinha de trigo e continuar a bater até ficar com uma textura areada;

* Colocar num tabuleiro untado com aproximadamente 22x33cm e espalmar bem;

* Picar com um garfo e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante trinta minutos;

* Retirar e deixar arrefecer um pouco;

* Entretanto misturar a farinha, o açúcar e os ovos e bater bem até ficar uma mistura homogénea;

* Juntar o sumo de toranja, o sumo de laranja, a raspa de toranja e a raspa de laranja e continuar a bater;

* Verter sobre a camada de 'bolacha' e levar ao forno novamente durante vinte minutos;

* Retirar e deixar arrefecer completamente antes de cortar em barrinhas;

* Polvilhar com o açúcar em pó.


Até amanhã! :D

28 de janeiro de 2014

Iogurtes de laranja e coco para um mistério resolvido.

But there's a side to you
That I never knew, never knew.
All the things you'd say
They were never true, never true.
And the games you'd play,
You would always win, always win.

Adele


Há quatro anos eu e o Pedro dividimos a casa com um estudante de engenharia informática, o João.

É engraçado como as pessoas deixam marcas tão curiosas na nossa vida. Foi graças ao João que arranjámos a palavra-passe da internet dos vizinhos (que usávamos para conseguir downloads mais rápidos), mas também foi graças a ele que me enjoei irremediavelmente da música 'A morte saiu à rua' do Zeca Afonso, que ele tocava em modo repeat durante horas. Foi graças ao João que percebemos as potencialidades do nosso armário do corredor, mas também foi graças a ele que o Pedro percebeu que tocar guitarra eléctrica era mesmo sexy (o que fez com que tenhamos agora uma em casa).


O João foi embora um ano depois, mas continuamos a manter o contacto. E por isso decidi pedir-lhe ajuda para instalar aqui no blog um programa de verificação e localização de IPs.

O meu propósito era perceber quem me visita, de onde me visita e quanto tempo em média fica por aqui. O problema é que pelo caminho descobri algumas coisas um bocadinho desagradáveis.


Primeiro descobri que há algumas pessoas que comentam o meu blog depois de terem lido o meu texto durante cinco segundos, o que me permite inferir que não me lêem de todo e só comentam como uma forma de auto-publicidade.

Depois descobri que só há duas pessoas responsáveis pelos comentários anónimos que recebo de vez em quando. Através da localização de IPs consegui saber onde moram, e uma delas até é alguém que eu conheço e que julgava ser boa pessoa.


Há assim duas lições para tirar desta história. A primeira é que sabermos quem nos rodeia só nos traz benefícios, por muito que isso nos magoe inicialmente. A segunda é que a minha mãe tinha razão quando dizia que a vida se ia encarregar de me tornar um bocadinho mais amarga.

E magoa-me, juro-vos. Afinal, para amargas já bastavam estas laranjas.


Iogurtes de laranja e coco (receita adaptada do blog 'Coco e Baunilha')

Ingredientes (para sete iogurtes):

* Um litro de leite fresco meio gordo;
* Casca de uma laranja;
* Cinco colheres de sopa de coco ralado;
* 75g de açúcar;
* Três colheres de sopa de leite magro em pó;
* Dois iogurtes naturais.

Confecção:

* Colocar o leite numa panela com a casca de laranja e o coco ralado;

* Aquecer até ferver, retirar do lume e deixar arrefecer até ficar morno;

* Coar o leite;

* Juntar o açúcar e o leite em pó e misturar bem com uma vara de arames;

* Acrescentar os iogurtes naturais, misturando bem;

* Colocar nos copinhos e levar à iogurteira durante cerca de dez horas;

* Levar ao frigorífico durante pelo menos quatro horas.

Estes iogurtes ficam menos doces do que o habitual, mas são ideais para quem gosta mais de iogurtes naturais. Fizeram imenso sucesso em casa dos meu pais :)


Até amanhã! :)

16 de dezembro de 2013

Coquinhos de laranja e vinho do Porto e as receitas secretas da minha mãe :D

Herald what your mother said,
Reading the books your father read,
Try to solve the puzzles in your own sweet time.
Some may have more cash than you,
Others take a different view...

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser.
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger.
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together,
All I know, all I know, love will save the day.

Des'ree


Acho que já se tornou relativamente óbvio que em casa dos meus pais a cozinha é completamente monopolizada pelo meu pai - não porque a minha mãe cozinhe mal, mas sim porque o meu pai adora cozinhar e é sem sombra de dúvida o melhor cozinheiro que conheço (ok, talvez esteja empatado com a minha avó).

Talvez por causa disso, o facto é que frequentemente esquecemo-nos do quanto a minha mãe cozinha bem, principalmente se estivermos a falar de arroz branco, esparregado de grelos, sopa de cogumelos, pudim molotof, mousse de chocolate e coquinhos.


Os coquinhos fazem parte das minhas memórias de infância mais felizes: basta fechar os olhos e consigo lembrar-me perfeitamente das noites de Domingo em que comíamos pratinhos mexicanos (normalmente fajitas com tortilhas) e para sobremesa apareciam estes coquinhos maravilhosos, docinhos e húmidos.


Não sei o que aconteceu entretanto, mas há anos que a minha mãe não fazia coquinhos. E essas noites de Domingo tão doces e serenas permaneceram apenas nas minhas memórias nostálgicas, até que há algumas semanas atrás desafiei a minha mãe para me ensinar finalmente a receita.


Anos depois as minhas memórias transformaram-se no meu presente, e voltei a comer coquinhos. Infelizmente 'esqueci-me' de escrever a receita, por isso na semana seguinte a minha mãe teve de a repetir para eu a aprender decentemente (muahuahuah).

Foi horrível, tivemos de comer os coquinhos todos duas vezes. Ainda não recuperei do trauma.

Excepto que não.


Coquinhos de laranja e vinho do Porto

Ingredientes (para cerca de vinte coquinhos):

* 200g de coco ralado;
* 200g de açúcar branco;
* Três gemas de ovo;
* Um cálice de vinho do Porto;
* Raspa de uma laranja.

Confecção:

* Misturar o coco ralado, o açúcar branco e as gemas de ovo e mexer bem;

* Juntar o cálice de vinho do Porto e a raspa de laranja e envolver;

* Colocar em forminhas e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de quinze minutos, dependendo do gosto (nós gostamos deles mais húmidos).


Ficou logo decidido que estes coquinhos vão ser repetidos no fim da semana, para estarem presentes na mesa de Natal :D

Tenham uma óptima semana! :D

20 de setembro de 2013

Pudim com laranja e vinho do Porto feito a oito mãos :)

I took a walk around the world to ease my troubled mind.
I left my body lying somewhere, in the sands of time.
I watched the world float to the dark side of the moon.
I feel there is nothing I can do...

If I go crazy, then will you still call me Superman?
If I'm alive and well, will you be there holding my hand?
I'll keep you by my side with my superhuman might.
Kryptonite...

3 Doors Down


Um dos meus principais defeitos quando eu era adolescente era pensar que era mais inteligente do que os outros. Como podem imaginar, nessa fase eu não tinha propriamente muitos amigos.


Na verdade, eu sempre fui uma miúda muito culta para a minha idade. Os meus pais sempre me incentivaram a ler, a aprender, a conversar com adultos, a saber mais e a investir no aumento do meu conhecimento, algo que não era muito comum nos meus colegas quando tínhamos doze ou treze anos. No entanto, e apesar de eu ser efectivamente uma miúda inteligente, nunca percebi que isso não me dava o direito de me achar melhor do que os outros. 


Só para que isto fique claro, eu não era uma daquelas miúdas ranhosas. Nunca recusei ajudar alguém, dava sempre os meus resumos a toda a gente, ajudava os meus colegas quando me faziam perguntas e emprestava-lhes livros de exercícios. Mas, olhando para trás, questiono-me se isso seria porque gostava de os ajudar ou se seria simplesmente porque ajudá-los me fazia sentir bem comigo própria. 

(Mas adiante, que isto não é uma daquelas discussões metafísicas sobre se a caridade para com os outros é altruísta ou egoísta.)


Graças aos céus, quando entrei na faculdade fiquei completamente curada deste meu problema. Se até ali eu achava que era a maior, na faculdade levei o maior banho de realidade de sempre: eu era só mais uma. Na faculdade eu soube pela primeira vez o que era sentir-me burra, o que era não fazer a mínima ideia da resposta correcta e o que era responder a uma pergunta num exame oral com 'não sei'. 

Foi difícil? Foi. Perceber que não era a mais inteligente, a que tinha melhores notas, a que sabia mais coisas interessantes e a que lia mais livros custou. Mas também me permitiu crescer ainda mais, conhecer pessoas fascinantes, aprender imenso e, principalmente, descer daquele pedestal irritantezinho. 

Hoje já não me sinto super inteligente. Sei que tenho as minhas forças (como livros, filmes ou histórias-estranhas-que-aconteceram-a-pessoas-que-conheço-mas-das-quais-retirei-lições-de-vida-importantes-que-gosto-de-partilhar-com-os-outros) e sei que tenho as minhas fraquezas (como geografia, história do desporto ou leucemias e linfomas). Mas também sei que nunca é tarde para aprendermos algo, e nunca é tarde para assumirmos que não, não precisamos de saber tudo. 


De facto, eu não sei muito sobre cozinhar pudins. Não sou particularmente fã do conceito (à excepção do pudim molotof da minha mãe), nunca tive muitas oportunidades para praticar e sempre achei mais divertido fazer muffins ou bolachas. Mas estou completamente disponível para aprender e para me divertir com a minha família, e foi exactamente isso que aconteceu na véspera da festa de aniversário do meu irmão. 

O resultado foi um pudim delicioso, muitas gargalhadas e um novo truque aprendido: envolver a forma em papel de alumínio. Acho que posso dizer que fiquei um pouquinho mais inteligente, certo? :) 


Pudim com laranja e vinho do Porto

Ingredientes:

* Nove gemas;
* Três ovos inteiros;
* 250g de açúcar;
* Meio litro de leite; 
* Raspa de uma laranja;
* Sumo de uma laranja;
* Uma colher de sopa de amido de milho;
* Meio cálice de vinho do Porto.

Confecção: 

* Bater as gemas com os ovos inteiros; 

* Juntar o açúcar, o sumo e a raspa de laranja;

* Acrescentar o vinho do Porto, o leite e a maizena; 

* Colocar numa forma untada com caramelo, tapar completamente com papel de alumínio e cozer em banho-maria durante uma hora; 

* Retirar e desenformar.


Tenham um bom fim-de-semana! :D