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2 de dezembro de 2024

Huevos rancheros (versão actualizada).

É incrível pensar que passaram mais de dez anos desde que partilhei esta receita. Na altura delirávamos com isto e ainda nem casados éramos, agora temos três filhos e usamos ovos, pimentos, malaguetas e tomates da nossa quinta :D Que lindo :) 

Como bons filhos dos seus paizinhos, também os nossos miúdos deliram com isto (apesar de se queixarem sempre do picante). Aqui fica a nossa versão actualizada :)


Huevos rancheros

Ingredientes (para quatro pessoas):

* Seis ovos;
* Dois pimentos verdes picados;
* Três tomates picados; 
* Cebola picada (usei congelada);
* Alho picado (usei congelado);
* Sumo de um limão;
* Pimentão-doce, paprika, cominhos e coentros a gosto;
* Uma pitada de sal;
* Uma malagueta picada;
* Queijo ralado;
* Um fio de azeite. 

Confecção:

* Refogar o alho e a cebola num fio de azeite e juntar o pimento picado;

* Juntar o tomate picado e temperar com uma pitada de sal, pimentão-doce, paprika, cominhos e coentros a gosto;

* Acrescentar a malagueta;

* Regar com o sumo de limão;

* Tapar a panela e deixar cozinhar durante dez minutos;

* Colocar a mistura num tabuleiro de ir ao forno e abrir os ovos no centro;

* Polvilhar com queijo ralado e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante quinze minutos.

25 de janeiro de 2024

Ovos rotos e boas memórias.

All the crazy shit I did tonight,
Those will be the best memories.

David Guetta

Uma das memórias mais felizes que temos de Lisboa é comer ovos rotos na esplanada do nosso café preferido na nossa rua, o Boémio. Nem éramos assim tão fãs de ovos rotos antes disso, mas os deles conseguiram a proeza de nos fazer apaixonar por este prato tão maravilhoso, e desde a mudança fazemos várias vezes cá em casa. E sabe-nos a conforto e a nostalgia. 

Ovos rotos

Ingredientes (para quatro pessoas):

* Batatas fritas congeladas;
* Presunto a gosto;
* Quatro ovos;
* Um fio de azeite;
* Cebola picada a gosto. 

Confecção:

* Cozinhar as batatas na airfryer ou fritando;

* Cortar as fatias de presunto em pedaços;

* Estrelar os ovos no fio de azeite com cebola picada;

* Colocar as batatas numa travessa, cobrir com os bocados de presunto e colocar em cima os ovos estrelados;

* Cortar os ovos estrelados, de forma a que a gema se vá infiltrando nas batatas;

* Misturar tudo. 

5 de janeiro de 2016

Huevos rancheros com farinheira

A receita que vos trago hoje também já apareceu cá em casa há uns meses. Na altura o Pedro estava de banco e eu fiquei responsável por fazer o jantar, e face à preguiça que sentia decidi fazer algo simples que comemos com frequência e adoramos: huevos rancheros. Encontrei uma farinheira perdida pelo frigorífico e decidi acrescentá-la também (já estava grávida na altura, e desde que engravidei sinto mais vontade de comer alheira e farinheira por razões que me são desconhecidas).

No fim ficou um prato rápido e delicioso :D Espero que gostem :D


1 de julho de 2015

Pão-de-ló de Ovar com curd de limão para uma Páscoa especial :)

Oh, happy day, oh, happy day,
When my Jesus washed
Oh, when He washed my sins away.
He taught me how, how to watch,
How to fight and pray, fight and pray,
And living rejoicing everyday.

Aretha Franklin


5 de maio de 2015

Quiches de bacon e cogumelos (paleo) de mim para mim :)

When I counted up my demons,
Saw there was one for every day.
With the good ones on my shoulders,
I drove the other ones away.

So if you ever feel neglected,
And if you think that all is lost,
I'll be counting up my demons, yeah,
Hoping everything's not lost.

Coldplay


18 de março de 2015

Mini-quiches de queijo fresco e fiambre para um exercício mental :)

Do we always gotta cry?
Do we always gotta live inside a lie?
Life is just a blast, it's moving really fast.
You better stay on top or life will kick you in the ass.

Limp Bizkit


Acho que toda a gente concorda que é extremamente difícil sair da cama nas manhãs de Segunda-feira: ora porque o fim-de-semana foi demasiado curto, ora porque a cama está quentinha, ora porque os nossos horários ficaram trocados, ora porque o nosso corpo se recusa a iniciar mais uma exigente semana de trabalho - tudo são razões válidas para manter o lombinho na cama, nem que seja apenas por mais cinco minutos.

Eu não sou excepção.


Normalmente obrigo-me a passar esses cinco minutos a fazer um pequeno exercício mental: pensar nas coisas positivas da semana que se avizinha.

E lembro-me daquela tarde livre tão apetitosa (que tiro porque trabalho sempre horas a mais nos outros dias), daquele programa engraçado que combinei com o Pedro ou daquele jantar com amigos que está já apalavrado. Lembro-me daquele episódio de uma série qualquer que mal posso esperar para ver, daquela receita que quero testar ou do miúdo que vou rever na consulta. Lembro-me das férias que já se aproximam a passos largos, de tal forma que se fechar os olhos com força já consigo sentir o toque suave do vento e o sabor das caipirinhas.

E saio da cama.


É claro que, por vezes, não consigo evitar pensar também nas chatices não-tão-positivas que me esperam na semana que se avizinha.

E lembro-me da manifesta escassez de horas de sono que trago às costas, da responsabilidade que o meu trabalho implica, das histórias tristes que ouço nas consultas e dos almoços solitários na sala de reuniões.

Nessas alturas, os cinco minutos passados na cama transformam-se em dez.


De facto, almoçar sozinha na sala de reuniões é um dos momentos mais agridoces do meu dia. Se por um lado estou a descansar a cabeça e a desfrutar do silêncio que me rodeia, por outro não tenho ninguém quem quem conversar ou aparvalhar. Se por um lado estou completamente concentrada em apreciar em pleno a comidinha deliciosa que trouxe na marmita, por outro nem sempre tenho imaginação suficiente para fazer almoços diferentes e criativos todos os dias.


Assim surgem estas mini-quiches. São tão boas que nem vão querer saber se estão sozinhos ou acompanhados: será impossível não se deliciarem com elas. São tão boas que se tornaram uma das coisas positivas desta semana.

E também elas me ajudaram a sair da cama numa Segunda-feira particularmente difícil.


Mini-quiches de queijo fresco e fiambre

Ingredientes (para quatro mini-quiches):

* Dois ovos;
* 70g de queijo fresco (usei o Boursin Alho e Ervas que vos mostrei aqui)
* Duas fatias de fiambre de frango;
* Quatro quadrados pequenos de massa folhada;
* Uma gema.

Confecção:

* Bater os ovos, o queijo fresco e o fiambre de frango;

* Colocar os quadrados de massa folhada em forminhas para queques e cobrir com o recheio anterior;

* Pincelar os bordos com a gema e levar ao forno pré-aquecido a 200º durante quinze minutos.



Até amanhã! :D

26 de dezembro de 2014

Twelve Days of Christmas - 2 - Ovos escoceses com pão ralado caseiro :)

On the second day of Christmas my true love sent to me,
two turtle doves and a partridge in a pear tree.


Todos temos camadas. Dezenas, centenas, talvez até milhares de camadas. Todos temos lados, traços, particularidades e características que só se vão descobrindo ao longo dos anos por quem deixamos entrar no nosso coração e na nossa alma.

Eu não sou diferente.


Uma das minhas camadas quer largar tudo, atirar a mochila para as costas e partir sem rumo até me fartar de me perder no mundo inteiro. Outra das minhas camadas sonha com a minha quinta, as minhas vaquinhas, as minhas árvores e a minha cadeira de baloiço no alpendre.

Uma das minhas camadas quer passar o resto da vida a encher todas as minhas células da essência do Pedro. Quer viver com ele, quer fartar-se dele, quer ser só dele e com ele para sempre. Quer ser livre a dois. Outra das minhas camadas quer ter pelo menos três pequenos Pedros e dois gatos. Quer aumentar exponencialmente o amor que sentimos um pelo outro, englobando também a nossa pequena família.

 

Uma das minhas camadas quer ser a melhor. Quer fazer doutoramentos e pós-graduações, quer especializar-se em distúrbios do comportamento alimentar, em acupunctura e em psiquiatria forense. Quer fazer o curso e ser psicanalista. Outra das minhas camadas quer fazer o seu trabalho bem e depois sair cedo e mergulhar na alegria do lar.


Uma das minhas camadas quer viver numa cidade grande, onde a vida nunca pare e tudo seja novidade. Quer poder jantar no restaurante libanês, quer ter a possibilidade de ir ao supermercado às onze da noite, quer ter um hospital central pertinho porque nunca se sabe quando é necessário activar a via verde do AVC. Outra das minhas camadas quer ir para uma terrinha pequena, onde toda a gente se conheça. Quer receber limões do limoeiro do vizinho, quer respirar ar puro e ouvir os passarinhos pela manhã, quer comer amoras dos arbustos.

Uma das minhas camadas quer muito mandar tudo à fava e emigrar. Outra das minhas camadas quer ficar pertinho da família, no conforto do lar, à espera que tudo melhore.


Não é fácil viver no meio de tantas camadas. Não é divertido lidar com tantas indecisões. Não é simples equilibrar todos os lados, traços, particularidades e características que só se vão descobrindo ao longo dos anos por quem deixamos entrar no nosso coração e na nossa alma.

Todos temos camadas. Dezenas, centenas, talvez até milhares de camadas. Resta-nos fechar os olhos, respirar fundo e ouvir com o coração a camada que grita mais alto.


Também estes ovos escoceses têm camadas. E garanto-vos que à primeira vista ninguém descobre quais são, mas depois da primeira trinca não há quem não se apaixone :)


Ovos escoceses com pão ralado caseiro

Ingredientes (para duas pessoas):

* Dois pães integrais;
* Seis ovos de codorniz;
* Duas alheiras;
* 10g de farinha de trigo;
* Um ovo batido.

Confecção:

* Assar os pães até ficarem tostados;

* Deixar que arrefeçam e triturar na picadora;

* Colocar água a ferver numa panela e cozer os ovos de codorniz;

* Deixar arrefecer e tirar a casca;

* Picar a alheira e dividir em seis porções espalmadas (como se fossem discos);

* Passar os ovos de codorniz pela farinha e colocá-los no centro dos discos de alheira;

* Fechar os discos de alheira sobre si e passar pela farinha, pelo ovo batido e pelo pão ralado;

* Colocar num tabuleiro, pincelar com um fio de azeite e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante trinta minutos.

 

Até amanhã :D

1 de abril de 2014

Italian Baked Eggs.

I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.

Look, all I know is that you're the nicest thing I've ever seen.
And I wish that we could see if we could be something.

Kate Nash


Às vezes abro o meu índice de receitas e fico meia aparvalhada a olhar para a diversidade de receitas vegetarianas que já publiquei aqui: eu, que ando sempre a choramingar que não tenho imaginação para pratos vegetarianos.

Quando descobri que era intolerante à soja achei que ia ficar muito mais limitada: afinal, não ia poder utilizar este alimento tão versátil e substituí-lo nas receitas habitualmente feitas com carne.

No entanto, a enorme variedade de legumes que existe faz com que cada prato seja diferente, cada receita seja uma inovação e cada experiência seja uma explosão de alegria para as minhas papilas gustativas. E pelo caminho continuo alegremente a desvendar receitas intrigantes e diferentes, como estes ovos italianos que encontrei no Pinterest.


Bastam três ingredientes para fazerem aquele que é possivelmente um dos pratos mais simples e rápidos que já fiz: molho de tomate, ovos e queijo. O resultado não é o melhor prato da história (até porque são precisos bem mais ingredientes para fazer o Boeuf Borguignon), mas tendo em conta o pouco trabalho que dá diria que não fica mesmo nada mal. Ideal para quando estão sozinhos em casa e têm preguiça de fazer uma refeição mais compostinha :)


Italian Baked Eggs (receita adaptada do blog 'Damn Delicious')

Ingredientes (para uma pessoa):

* Quatro colheres de sopa de molho de tomate;
* Uma colher de chá de mistura de especiarias italianas;
* Dois ovos;
* Queijo da ilha ralado q.b.

Confecção:

* Num ramequin colocar o molho de tomate temperado com as especiarias italianas;

* Cobrir com os ovos e com o queijo ralado e levar ao forno pré-aquecido a 200º durante quinze minutos, ou até ficar cozinhado.




Até amanhã! :D

26 de março de 2014

Claras mexidas e uma consulta (parte 2)! :)

Tem de acontecer, porque tem de ser,
E o que tem de ser tem muita força.
E sei que vai ser, porque tem de ser.
Se é para acontecer, pois que seja agora.

Deolinda


A minha consulta da Medicina do Trabalho foi relativamente calma.

A minha tensão arterial continua baixinha, não tenho drogas na urina e os meus ouvidos estão bons. A minha visão está absolutamente perfeita, mas continuo a suprimir por completo o olho esquerdo (um dia explico-vos o que é isso). Levei um reforço da vacina da hepatite B e continuo protegida contra a hepatite A, apesar de me ter esquecido de fazer a segunda dose.

E tenho 220 de colesterol. 


Fiquei boquiaberta. Na verdade pensei algo como 'Say whaaaaaaat?' Tenho os triglicéridos baixos - 70, quando o valor normal é menor do que 150 - e o colesterol bom alto - 90, quando o valor normal é de 45 a 65 - por isso não se trata de uma questão de más práticas alimentares. Na verdade tenho uma alimentação bastante cuidada nesse aspecto: podem acusar-me de abusar de vez em quando nos docinhos, mas se há coisa em que não abuso de todo é nas gorduras! 

Não é que tenha o colesterol total particularmente elevado (porque o bom também está elevado, logo o mau está menos elevado do que o que seria de esperar). A questão é que como tenho uma carga familiar pesada (o meu avô paterno morreu com um primeiro enfarte aos 50 anos e o meu pai substituiu duas coronárias aos 50 anos) preciso de ter manter os meus níveis de colesterol muito bem controlados. 

Tendo em conta que as placas de ateroma se começam a formar nos vasos a partir da adolescência (e por isso é que é tão importante ter uma alimentação saudável desde cedo!) confesso que fiquei um bocadinho assustada. E decidi meter mãos à obra. 


A dieta não está recomendada no meu caso porque já tenho um IMC de 20. Não fumo nem bebo. A medicação é uma hipótese no futuro. E por agora sobra apenas o exercício físico. 

Eu sou um bocadinho bipolar com o exercício, confesso. Ora faço todos os dias, ora passo meses sem tirar o rabo do sofá. Ora me apaixono para sempre pelo zumba, ora já não posso ver aquilo à minha frente. Mas agora vai ter mesmo de ser. 

Quem quer combater o mau colesterol comigo? :D


Claras mexidas 

Ingredientes (para uma pessoa):

* Três claras;
* Uma gema (opcional);
* Especiarias a gosto (juntei sal e pimentão-doce). 

Confecção:

* Aquecer uma frigideira anti-aderente sem qualquer gordura;

* Juntar as claras e mexer bem até ficarem com aspecto de ovos mexidos;

* Temperar e servir. 



Podem juntar também uma pitada de queijo da ilha ralado coisa-que-eu-não-fiz-porque-tenho-o-colesterol-alto-mas-tenho-hmmmmm-um-amigo-que-me-contou-que-fica-bom. 

Até amanhã! :D

28 de novembro de 2013

Bruschetta integral de ovos mexidos com cogumelos italianos e queijo cheddar e um truque :)

If I tried to say no,
My heart said yes.
If I tried to disguise it in my voice,
My eyes gave me away...
And so we became one,
In a mad love of so no limits.

Smoke City


Muitas vezes recebo comentários e mails de pessoas que elogiam o meu jeito para a cozinha e confesso que me fico a sentir um bocadinho fraudulenta.

Na verdade o que vocês vêem diariamente no meu blog é apenas fruto de alguma paciência, imensa capacidade de desenrascanço, um noivo esquisitinho que me obriga a muita ginástica culinária, bastante pesquisa bibliográfica e uma certa teimosia que me impede de desistir ao primeiro obstáculo.

Não sou mais especial do que quem me lê. Também tenho receitas que correm mal, também tenho dias em que tenho preguiça de cozinhar e também tenho pratos que eu adoro, mas que os outros não apreciam particularmente.

Com o tempo fui aprendendo alguns truques, e hoje venho partilhar um deles com vocês.


Cenário: uma manhã de estudo para o exame da especialidade. A chuva batia na janela lá fora. Eu e o Pedro ainda estávamos de pijama, sentados no sofá, ambos com uma cara enfadonha e com o olhar fixo no livro. Decidi oferecer-me para fazer o almoço, mesmo não tendo grande vontade de cozinhar - na verdade a minha vontade de estudar era ainda menor, por isso pareceu-me a melhor opção.

Não queria fazer nada complicado ou demorado. Tínhamos um pão integral com sementes já quase duro, havia ovos no frigorífico, tínhamos queijo ralado e cogumelos... E assim surgiu esta receita. Podem parecer uns simples ovos mexidos com cogumelos e queijo no pão e são mesmo, mas na verdade é uma bruschetta integral de ovos mexidos com cogumelos italianos e queijo cheddar. Bem mais apetitoso e pomposo, certo? :D

E assim partilho convosco mais um truque: nunca deixem de se empenhar nas receitas mais simples, porque nunca se sabe em que é que uma receita simples se pode tornar.

A verdade é que este é um prato tão delicioso que eu diria que ficaria óptimo servido numa festa para os amigos: basta darem-lhe este nome pomposo e garanto-vos que toda a gente vai adorar :D


Bruschetta integral de ovos mexidos com cogumelos italianos e queijo cheddar

Ingredientes (para duas pessoas):

* Um pão integral com sementes;
* Dois ovos;
* Uma lata de cogumelos laminados;
* Uma colher de chá bem generosas de mistura de especiarias italianas da Margão;
* Uma pitada de sal;
* Meia colher de chá de orégãos;
* Meia colher de chá de manjericão;
* Meia cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* Queijo cheddar ralado q.b.;

Confecção:

* Abrir o pão ao meio e levar ao forno para torrar;

* Refogar numa frigideira a cebola picada e o alho picado num fio de azeite;

* Juntar os cogumelos laminados;

* Temperar com a mistura de especiarias italianas, o sal, os orégãos e o manjericão e saltear;

* Bater os ovos à parte, juntar na frigideira e mexer bem;

* Quando estiver pronto juntar o queijo ralado e deixar derreter;

* Colocar os ovos mexidos sobre as metades de pão e cobrir com mais queijo ralado.


Até amanhã! :D 

1 de agosto de 2013

Ovos mexidos com queijo flamengo e pimento vermelho e algumas memórias de infância.

When I'm lyin' in my bed at night,
I don't wanna grow up!
Nothing ever seems to turn out right,
I don't wanna grow up!
How do you move in a world of fog
That's always changing things?

Ramones (originalmente de Tom Waits)


Eu andei na mesma escola dos quatro até aos dez anos. Confesso que não gostava particularmente de lá estar: os outros miúdos eram idiotas, gozavam-me porque eu era gordinha e tinha óculos e nunca me deixavam ser a Power Ranger cor-de-rosa.

Os meus únicos momentos de popularidade foram quando inventei um jogo que juntava uma música infantil com o jogo da macaca e quando descobri que era óptima a jogar ao camaleão porque conhecia imensas cores totalmente desconhecidas para os outros miúdos (e por isso apanhava-os logo!).


Por outro lado, sempre reconheci que os meus professores eram óptimos e que aprendia imenso na escola - de facto, cheguei ao quinto ano muito mais avançada do que o resto da minha turma do ciclo. Um dia no sexto ano o nosso professor de matemática mostrou-nos um exercício que eu já tinha aprendido no terceiro, e quando eu disse que já sabia resolver ele riu-se e disse que se eu o resolvesse no quadro ganhava um chocolate. Era um exercício de áreas, e eu ganhei a aposta.


Nunca gostei da comida da escola primária, o que não deixa de ser estranho porque eu sempre gostei de comer e nunca fui nada esquisita. A excepção a esta regra eram os ovos mexidos com queijo e fiambre acompanhados com arroz de cenoura, que foram durante anos o meu prato preferido.

Hoje em dia comer ovos mexidos ainda é a minha definição de comida reconfortante: faz-me recordar a escola primária, mas também os primeiros meses em que eu e o Pedro vivemos juntos e nos quais comíamos imensas vezes ovos mexidos com cebola, porque não havia mais nada no frigorífico e tínhamos preguiça de ir às compras.


Desta vez o fiambre foi substituído por meio pimento vermelho que tínhamos para gastar, o que deu um toque bem delicioso neste prato simples com tantas memórias.

Espero que gostem :)


Ovos mexidos com queijo flamengo e pimento vermelho

Ingredientes (para duas pessoas):

* Quatro ovos;
* Um fio de azeite;
* Meia cebola picada;
* Três fatias de queijo flamengo;
* Meio pimento vermelho picado;
* Uma pitada pequena de sal;
* Salsa picada q.b.

Confecção:

* Refogar a cebola picada e o pimento picado num fio de azeite;

* Bater os ovos com um garfo e juntar na frigideira, mexendo com uma colher-de-pau;

* Juntar o queijo partido em pedaços e continuar a mexer até a mistura ficar sólida;

* Servir com arroz branco ou arroz de cenoura.


Este não foi o primeiro prato que eu cozinhei, mas foi o primeiro prato que eu desejei saber cozinhar :) Por isso, participo com esta receita simples no passatempo do segundo aniversário do blog 'Mãos de manteiga'!


Podem participar até ao dia 18 de Agosto! :D 
Até amanhã! :D 

17 de junho de 2013

Huevos rancheros com mozzarella de búfala e as expressões típicas estranhas :)

Nada te espanta, nada te encanta,
Nada te tomba ou te levanta,
Sem passar dentro de ti. 
Nada te gera, nada te espera,
Não há Outono nem Primavera
Sem que o sintas a surgir...

Tu és a escala,
A mão que embala.
Tomas bem conta de ti.
Tu és a escala,
A mão que embala.
Tens um rumo a seguir.

Jorge Cruz


A minha avó nasceu e cresceu em Matosinhos. Talvez por isso (ou não) é uma autêntica base de dados de expressões típicas relativamente estranhas, e eu cresci a ouvir expressões como 'ficar como o cão do Miguel', 'estar como a tola no meio da ponte', 'ser mais conhecido que o Doce Teixeira', 'parecendes uns congros sempre deitados pelo sofá', 'estais como os fonas sempre de pijama', 'vou para o piano', 'que se passa Catarina?' ou a célebre 'havia uma como tu que caiu ao poço'.

Uma das expressões mais caricatas da minha avó é a frase 'olha, lá vem-na', normalmente usada como forma de saudação com as outras idosas ou em jeito de brincadeira connosco.


E é assim que, sempre que eu estou no Norte e pego na máquina fotográfica para fotografar a comida, a minha avó diz 'olha, lá vem-na, a das fotografias!'.

E é assim que, sempre que eu estou no Norte e faço muffins, a minha avó diz 'olha, lá vem-na, a dos bolinhos'.

E é assim que, sempre que eu estou no Norte e a minha avó entra em casa diz 'olha, lá vem-na, a que anda sempre em meias pela casa!'.

Se a minha avó lesse o meu blog, hoje certamente diria 'olha, lá vem-na, a da comida mexicana!'. Mas garanto-vos que não é por falta de imaginação: a verdade é que cá em casa adoramos comida mexicana, e somos loucamente fãs da tríade dos céus chili-fajitas-huevos rancheros.


Hoje trago-vos mais uma adaptação da nossa receita habitual de huevos rancheros, desta vez feita com menos sumo de limão e enriquecida com mozzarella de búfala. Uma receita tão divinal, deliciosa e reconfortante que merecia uma expressão só para ela :D

Huevos rancheros com mozzarella de búfala

Ingredientes (para duas pessoas):

* Quatro ovos;
* Um pimento vermelho picado;
* Um tomate chucha picado;
* Meia cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Sumo de meio limão;
* Meia colher de chá de pimentão-doce;
* Meia colher de chá de orégãos;
* Uma pitada de sal;
* Piri-piri a gosto ou uma malagueta picada;
* Uma bola de mozzarella de búfala;
* Um fio de azeite.

Confecção:

* Refogar o alho e a cebola num fio de azeite e juntar o pimento vermelho picado;

* Juntar o tomate picado e temperar com uma pitada de sal, o pimentão-doce e o piri-piri;

* Regar com o sumo de limão e deixar cozinhar;

* Colocar a mistura num tabuleiro de ir ao forno e abrir os ovos no centro;

* Polvilhar com os orégãos e cobrir com as fatias de mozzarela;

* Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante quinze a vinte minutos.


Tenham uma óptima semana! :D

5 de maio de 2013

Com três letrinhas apenas, se escreve a palavra... Ovo. (Mini-quiches para o dia da Mãe) :D

She's got a smile, it seems to me
Reminds me of childhood memories,
Where everything was as fresh
As the bright blue sky...

Now and then when I see her face
She takes me away to that special place,
And if I'd stare too long
I'd probably break down and cry...

Guns N' Roses


Era uma vez uma rapariga feliz de dezanove anos, a Mi. 

A Mi trabalhava desde os dezoito anos, altura em que desistiu da faculdade para procurar uma vida melhor para si e para a sua família. 


A Mi parecia à primeira vista frágil como uma pena, mas bastavam alguns minutos na sua presença para perceber que era simultaneamente forte como uma leoa e enérgica como uma gazela.  

A Mi apaixonou-se perdidamente por um homem galante e engraçado, onze anos mais velho, que namorava com uma amiga sua do trabalho. Logo a relação entre os dois acabou, e assim começou uma bela história de amor. 


Seis meses depois chegou o casamento, e passaram dois anos até acontecer a primeira filha: uma bebé desejada e loucamente amada, que nunca deixou de acompanhar os pais nas suas muitas aventuras. 

E foram tantas, tantas aventuras! Viagens de carro, viagens de avião para longe, passeios para todo o lado e até semanas de campismo - sim, eu cresci uma criança do mundo. 


Dez anos depois apareceu o perninhas de rã um novo filho, também ele muito desejado. E os quatro continuaram a ser uma família unida e feliz, cheia de histórias para contar e de sonhos ainda por realizar. 

A Mi continua a ser um exemplo de força e de energia para todos. Depois de anos de trabalho e de muito esforço conseguiu vencer e realizar aquele que sempre foi o seu sonho número dois: trabalhar por conta própria (o sonho número um, tirar o curso de Arqueologia, continua infelizmente na gaveta).


A Mi foi uma mãe estrondosa, e essa é uma das razões pelas quais tem dois filhos fantásticos (modéstia à parte, claro). E juntamente com o seu homem galante e engraçado continua a sonhar muito, e a lutar ainda mais. 

Pode ser a Mi para os outros, mas para mim será sempre a Mã. A minha Mã, para sempre. 

E para a melhor cozinheira de ovos que conheço, o que mais poderia oferecer neste dia da Mãe se não um belo prato de ovos? :D 


Mini-quiches de queijo cheddar, cenoura e chouriço de peru

Ingredientes (para três pessoas):

* Dois ovos;
* 50g de queijo cheddar ralado;
* 100g de cenoura ralada;
* Um quarto de chouriço de peru;
* Três colheres de sopa de queijo mascarpone (tinha para gastar, mas podem usar leite, iogurte ou natas); 
* Meia colher de chá de orégãos;
* Meia colher de chá de mistura de especiarias italianas;
* Três placas de massa folhada quadrangulares;
* Queijo cheddar ralado para polvilhar. 

Confecção: 

* Juntar a cenoura ralada com o chouriço de peru e picar bem na picadora; 

* Acrescentar o queijo cheddar, os ovos, o mascarpone, os orégãos e as especiarias italianas e mexer bem; 

* Cobrir forminhas de muffins com meia placa de massa folhada e rechear com a mistura;

* Polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno pré-aquecido a 200º durante vinte minutos;

* Retirar das formas de muffins e levar novamente ao forno durante mais cinco a dez minutos. 


Tenham um bom Domingo, e feliz dia da Mãe :D