Hoje o Matias voltou à escolinha
comme il faut. Como havia as celebrações do dia da criança (e era preciso ele chegar mais cedo), o Pedro levou-o à escola antes de ir para o trabalho, e por isso eu e a Gabriela levantámo-nos ainda preguiçosas às 8.30h. Tomámos o pequeno-almoço, dei uma arrumadela, a Gabi foi dormir a sestinha da manhã e eu aproveitei para tratar de umas coisinhas pendentes (como organizar o nosso almoço temático belga, que supostamente era amanhã mas que ainda está atrasado). Dei o almoço à Gabriela e dançámos um bocadinho. Entretanto o Pedro chegou, almoçámos, os senhores do Continente vieram cá entregar as compras e eu saí para a minha primeira sessão com PT.
(É oficial malta: estou um passo mais perto de ser adulta a sério. Já tenho os filhos e a PT, faltam as férias na neve e a casa com quintal. Lá chegaremos.)
Na sessão ia falecendo. Durante o confinamento fiz exercício físico quase todos os dias com uma aplicação que o Pedro usa, mas
claramente não é a mesma coisa. No fim ainda passei pela escola para ir buscar o Matias, passámos pelo Glood à procura de produtos belgas (sem sucesso, estou a ver o caso mal parado) e quando chegámos a casa fomos os dois para a banheira e eu tomei banho de água fria. Agora a Gabriela está a dormir, o Matias está a brincar, o Pedro está a ver vídeos de xadrez e eu estou aqui comatosa no sofá, com a ventoinha apontada na minha direcção. Sabe bem voltar à vida normal.
Apesar de tudo, sinto que os últimos meses trouxeram algumas coisas boas à minha vida. Apaguei o Facebook, do qual não sinto saudades nenhumas. Também deixei de seguir alguns blogs e páginas do Instagram com os quais não me identificava ou que sentia que não traziam nada de particularmente positivo à minha vida. Tenho pensado em voltar a permitir comentários no blog, mas muito muito sinceramente a vontade não é muita. Continuo
plenamente acessível no meu Instagram, onde respondo sempre às mensagens e onde tenho trocado conversas muito interessantes com algumas pessoas que antigamente comentavam por aqui. Comecei a fazer exercício, o que também foi bom. Não perdi muito peso, mas também não ganhei peso nenhum (e no total já perdi dezasseis quilos desde que a Gabriela nasceu, o que não é nada mau). Não passei a dar mais valor às coisas porque sinto que sempre dei valor a tudo.
No geral não foi péssimo estar em casa. Não sinto que vá ter grandes saudades, até porque continuo em casa com a Gabriela até Setembro e agora podemos sair com alguns cuidados, o que é mil vezes melhor. Um dia vou olhar para atrás e morrer de saudades da minha licença, mas da quarentena? Nem por isso. Por outro lado, também não sinto que foram meses difíceis ou traumatizantes, felizmente. Não ficámos doentes, ninguém próximo de nós ficou doente (tirando a minha avó que partiu uma vértebra, mas ficou bem eventualmente), perdeu o emprego ou passou dificuldades (pelo contrário, a malta médica até está com trabalho a mais!). Temos muita sorte, e somos muito agradecidos por isso.
Continuamos, por isso, a viver com a tranquilidade de sempre. A passear, a brincar aos lobos, a ler livros de dinossauros, a comer coisinhas boas, a fazer quizzes do Jetpunk e a planear as próximas festas, as próximas viagens e os próximos sonhos. A vida continua e a luta também.
Aqui vão mais fotos da festa do Matias! :)
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| Caixas baseadas nas que o Andy usava para brincar |