Mostrar mensagens com a etiqueta Festa Toy Story. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festa Toy Story. Mostrar todas as mensagens

22 de junho de 2020

Festa Toy Story #5

E chega assim ao fim a foto-reportagem da festa de aniversário do Matias. Sabem, durante uns tempos ainda achei que seria possível fazermos uma nova festinha com os amiguinhos do Matias, como estava originalmente planeado: no espaço que alugámos, com o insuflável, com todas as coisinhas do Toy Story que já cá estavam em casa e aqui se mantêm. Pensei que talvez em Setembro fosse possível juntarmos a malta toda a sério e fazermos uma festa 'como deve ser', com os cinquenta convidados originais.

Entretanto o tempo passou, e sabem que mais? O Matias adorou a festa dele. Esta foi, para ele, A festa. Era para ele extremamente confuso pensar em ter outra festa - afinal, ele já fez anos e já teve uma festa, do Toy Story, tal como pediu. Para ele, a próxima festa só pode ser da irmã, e anda muito investido a tentar convencer-me a mudar de tema porque acha 'que a mana vai achar o Plants vs. Zombies muito assustador'.

E pronto, em Novembro há mais, e esperemos que já dê para estarmos com mais pessoas em segurança. Se não der... Também não se esteve mesmo nada mal :D

Como bons miúdos dos anos 90, a Joana e o Bernardo também sempre quiseram ter um Mauzão e nunca tiveram por ser caro

9 de junho de 2020

Festa Toy Story #4

Ontem fui buscar o Matias à escola e fomos para a praia. A ideia original era só ficar uma meia horita, mas estava um fim de tarde tão tão tão bom que passámos lá três horas e só voltámos para casa mesmo à hora de jantar. A praia estava praticamente vazia, estava uma brisa mesmo boa, a Joana acabou por ir lá ter para conversarmos um bocadinho e até comemos a primeira bola de Berlim do ano.

A caminho de casa dei por mim a pensar que nunca estive tão feliz.

Eu sei que tenho sempre esta conversa, e imagino que comece a roçar o irritante ou a parecer mete-nojice tanta felicidade. Mas juro que nunca me senti tão agradecida, tão contente, tão... Completa.

Nunca achei que a pandemia fosse tornar as pessoas diferentes no geral, mas sinto que, no meu caso, me apercebi de algumas coisas. Por exemplo, sempre achei que viajar era para mim imprescindível e não conseguia imaginar a minha vida sem isso, mas agora não sinto grande falta. Sentia falta de sair, de passear, de andar a correr atrás do Matias com a Gabriela na mochila. De viajar, nem por isso. Sempre achei que ia priorizar as viagens do ponto de vista financeiro, mas agora de repente arranjar uma casinha maior com quintal e tal começa a parecer muito mais tentador, mesmo que isso implique viajar menos ou não viajar de todo. Isto que aqui temos chega-me. 

E talvez isto não surpreenda muito quem me conhece, mas o que sinto é que a minha transformação em alguém que vive para as minhas pessoas está a ficar completa. E não quero saber se isto me faz soar 'anulada' ou 'aborrecida', porque garanto-vos que não sou nenhuma dessas coisas: sou simplesmente uma pessoa feliz, genuinamente feliz, com estar em casa rodeada pelos meus. Não sou dependente dos meus filhos, não estou a desistir de mim ou todos os preconceitos que existem contra as pessoas que optam por ser mães ou pais a tempo inteiro. Simplesmente gosto de trabalhar, mas gosto muitíssimo mais de estar em casa.

Apesar disso, há que regressar ao trabalho daqui a três meses. O internato não se faz sozinho, e a verdade é que também não me sinto propriamente como se estivesse a ir para a forca. Vou morrer de saudades destes meses todos que passei em casa dedicada a mim e à minha família? Sim. Mas também vai ser sinal do crescimento de todos: a Gabriela vai entrar na creche, o Matias vai passar para a pré-primária e fazer novos amiguinhos e nós vamos gerir pela primeira vez as consultas, dias de urgências e afins com dois filhotes, também há algo de vagamente aventureiro e entusiasmante nisso.

Até lá, estou a aproveitar todos os minutinhos como quem sabe o quão preciosos são e o quanto passam depressa.



5 de junho de 2020

Festa Toy Story #3

Por aqui temos passado os dias em grandes conversas e reflexões. A preocupação com o ensino da inclusão e da empatia pelo outro sempre existiu cá em casa, mas confesso que não de uma forma particularmente teórica: ou seja, no nosso grupo de amigos, na escolinha do Matias e nos livros infantis cá de casa há pessoas de várias idades, tamanhos, orientações sexuais e cores, mas nunca parámos para lhe explicar activamente a diferença porque queríamos que o Matias não a visse. Queríamos que para ele toda a gente fosse igual, e por isso nunca lhe dissemos 'este menino é negro' ou 'estes pinguins são gays' - o menino é um menino e os pinguins amam-se e pronto.

Esta semana ensinou-me que isso não chega. Não chega, quando falamos com amigos nossos e eles dizem que não se sentam em frente a pessoas negras no metro. Não chega, quando a grande maioria das pessoas chama ao bege 'cor da pele'. Não chega, quando continuo a ouvir 'pois, foi horrível o George Floyd ter morrido mas as manifestações violentas têm de acabar'.

Isto que fazemos não chega, e sabem porquê? Porque os outros não o fazem nas suas casas. Em casa dos meus pais nunca houve um único comentário racista. A pancada da minha família parecia circunscrita aos violadores, e por isso eu nunca ouvi coisas como 'cuidado porque os pretos assaltam-te', como alguns dos meus amigos. O Matias e a Gabriela nunca ouvirão isso de nós. Mas não chega, e os últimos dias mostraram-me que vamos ter de ser mais activos. Ou, como se tem dito por aí, não ser racista não é suficiente: é preciso ser activamente anti-racista.

Como? Aprendendo. Ouvindo. Estando aberto e disponível para pensar, para questionar. Falando às nossas crianças sobre a injustiça, sobre a diferença, sobre as mudanças que já aconteceram e as que precisam desesperadamente de acontecer. Doando a entidades certificadas que trabalham na área do racismo. Exigindo da classe política soluções, acções e intervenções. Não deixando passar comportamentos racistas de quem nos rodeia.

Por aqui, continuaremos a fazer a nossa parte. Para que os nossos filhos possam um dia não ver a diferença.

A ler outro livro de dinossauros

1 de junho de 2020

Festa Toy Story #2

Hoje o Matias voltou à escolinha comme il faut. Como havia as celebrações do dia da criança (e era preciso ele chegar mais cedo), o Pedro levou-o à escola antes de ir para o trabalho, e por isso eu e a Gabriela levantámo-nos ainda preguiçosas às 8.30h. Tomámos o pequeno-almoço, dei uma arrumadela, a Gabi foi dormir a sestinha da manhã e eu aproveitei para tratar de umas coisinhas pendentes (como organizar o nosso almoço temático belga, que supostamente era amanhã mas que ainda está atrasado). Dei o almoço à Gabriela e dançámos um bocadinho. Entretanto o Pedro chegou, almoçámos, os senhores do Continente vieram cá entregar as compras e eu saí para a minha primeira sessão com PT.

(É oficial malta: estou um passo mais perto de ser adulta a sério. Já tenho os filhos e a PT, faltam as férias na neve e a casa com quintal. Lá chegaremos.)

Na sessão ia falecendo. Durante o confinamento fiz exercício físico quase todos os dias com uma aplicação que o Pedro usa, mas claramente não é a mesma coisa. No fim ainda passei pela escola para ir buscar o Matias, passámos pelo Glood à procura de produtos belgas (sem sucesso, estou a ver o caso mal parado) e quando chegámos a casa fomos os dois para a banheira e eu tomei banho de água fria. Agora a Gabriela está a dormir, o Matias está a brincar, o Pedro está a ver vídeos de xadrez e eu estou aqui comatosa no sofá, com a ventoinha apontada na minha direcção. Sabe bem voltar à vida normal.

Apesar de tudo, sinto que os últimos meses trouxeram algumas coisas boas à minha vida. Apaguei o Facebook, do qual não sinto saudades nenhumas. Também deixei de seguir alguns blogs e páginas do Instagram com os quais não me identificava ou que sentia que não traziam nada de particularmente positivo à minha vida. Tenho pensado em voltar a permitir comentários no blog, mas muito muito sinceramente a vontade não é muita. Continuo plenamente acessível no meu Instagram, onde respondo sempre às mensagens e onde tenho trocado conversas muito interessantes com algumas pessoas que antigamente comentavam por aqui. Comecei a fazer exercício, o que também foi bom. Não perdi muito peso, mas também não ganhei peso nenhum (e no total já perdi dezasseis quilos desde que a Gabriela nasceu, o que não é nada mau). Não passei a dar mais valor às coisas porque sinto que sempre dei valor a tudo.

No geral não foi péssimo estar em casa. Não sinto que vá ter grandes saudades, até porque continuo em casa com a Gabriela até Setembro e agora podemos sair com alguns cuidados, o que é mil vezes melhor. Um dia vou olhar para atrás e morrer de saudades da minha licença, mas da quarentena? Nem por isso. Por outro lado, também não sinto que foram meses difíceis ou traumatizantes, felizmente. Não ficámos doentes, ninguém próximo de nós ficou doente (tirando a minha avó que partiu uma vértebra, mas ficou bem eventualmente), perdeu o emprego ou passou dificuldades (pelo contrário, a malta médica até está com trabalho a mais!). Temos muita sorte, e somos muito agradecidos por isso.

Continuamos, por isso, a viver com a tranquilidade de sempre. A passear, a brincar aos lobos, a ler livros de dinossauros, a comer coisinhas boas, a fazer quizzes do Jetpunk e a planear as próximas festas, as próximas viagens e os próximos sonhos. A vida continua e a luta também.

Aqui vão mais fotos da festa do Matias! :)

Caixas baseadas nas que o Andy usava para brincar

29 de maio de 2020

Festa Toy Story #1

Por aqui começamos a abraçar uma nova normalidade. O Matias já está a passar algumas horas na escola (e a partir de Segunda-feira ficará o dia todo), já estamos habituadíssimos a sair com máscara e com desinfectante, temos feito programas ao ar livre várias vezes por semana e ontem até voltei a um museu (o Museu Nacional de Arte Antiga, onde já tinha ido há uns bons anos). Continuamos a seguir com alguma ansiedade a evolução da situação em Lisboa (e em Loures em particular, onde trabalha o Pedro), esperando que em breve voltemos a estabilizar.

Hoje estaríamos de partida para passarmos o fim-de-semana em Bruxelas. Não houve Bélgica, mas temos tido episódios do Poirot todos os dias (ele é belga, conta certo?) e vamos fazer um almoço temático belga na próxima semana. Já temos alguns projectos de férias por cá, a Joana e o Bernardo já têm uma nova data de exame do fim da especialidade e já estamos a alinhavar a festa de aniversário da Joana. A vida corre tranquila. Os miúdos estão bem e felizes. Nós também.

Aqui vão as primeiras fotos da festa do Matias. Espero mesmo sinceramente que gostem. Por cá, diverti-me imenso a planear tudo :)



Festa Toy Story - O resumo! :D

A festa do quarto aniversário do Matias ia ser diferente. Tínhamos um espaço reservado (onde já tínhamos feito o baby shower da Gabriela), cinquenta pessoas convidadas e um insuflável alugado. Ia ser a primeira festa do Matias com os amiguinhos, com um tema particularmente apreciado cá em casa (não fôssemos nós mega fãs do Toy Story).

(À excepção do quarto filme, que achámos fraquito. O fim do filme não me faz sentido, o Buzz parece um tontinho e o Forky é irritante. Peço desculpa pelo rant, ainda há aqui coisas mal resolvidas. Adiante.)

Quando ficámos em casa no início de Março ainda estávamos optimistas em relação à festa, mas conforme o tempo foi avançando confrontámo-nos com a inevitabilidade dos factos e decidimos que iríamos ser só os quatro. Passámos a festa cá para casa (adiámos as reservas do espaço e do insuflável), ajustámos as quantidades de comidas e fomos planeando. E a festa com que sonhávamos há meses começou a ganhar forma.

Entretanto a situação foi melhorando, o estado de emergência terminou, os ajuntamentos com dez pessoas foram permitidos e nós decidimos juntar as nossas pessoas para a festa. Dividimos os convidados em duas vagas: os meus pais, o meu irmão e a minha cunhada vieram só de manhã, a minha sogra, o companheiro, a minha cunhada, a Joana e o Bernardo (que são também os padrinhos do Matias) vieram só de tarde. A Célia esteve cá a fotografar, sempre com máscara. Toda a gente tirou os sapatos à entrada, tínhamos desinfectante com fartura para as mãos, no horário entre os dois grupos desinfectámos os locais de passagem, mantivemos a sala arejada e trocámos as comidas todas (para as pessoas do grupo da tarde não tocarem na comida das pessoas da manhã). De resto, houve colinho com fartura para os miúdos e colinho metafórico para os adultos, que já não se viam sem ecrãs no meio há mais de dois meses.

Para esta nossa decisão contribuiu obviamente o facto de termos pais novos. O meu pai tem 63 anos, a minha sogra 60, a minha mãe 52 e o companheiro da minha sogra 50, são saudáveis e estiveram todos em casa durante os últimos meses. Nos hospitais onde a Joana e o Bernardo trabalham a situação está pacífica, o que também nos deixou mais tranquilos. A minha avó e o avô do Pedro não vieram pelo factor idade (78 e 94 anos respectivamente), embora estejam ambos rijos e saudáveis. E pronto, correu tudo bem.

Na verdade correu tudo tão bem que tive imensa dificuldade em seleccionar as fotografias: mesmo com novas adaptações, novos ajustes e novas rotinas, estamos todos tão visivelmente felizes por estarmos juntos que só olhar para as fotografias e recordar aqueles momentos já me enche a alma.

E isso sim é o verdadeiramente importante.









Vou mostrar as fotos nas próximas publicações :)