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18 de abril de 2018

Costa Vicentina 2018 #3

E chega ao fim a foto-reportagem da nossa viagem à Costa Vicentina, mesmo a tempo de mostrar a foto-reportagem da minha viagem à Madeira (spoiler alert: adorei!). Definitivamente parece-me que esta viagem ao Alentejo (e Algarve) abriu em grande o nosso ano de viagens :D

Jantar no 'Costa Alentejana', na Zambujeira do Mar! Na foto, a minha sangria com vinho azul! :D

7 de abril de 2018

Costa Vicentina 2018 #2

Na Quinta fiz o meu exame, e só vos digo isto: a semana da Páscoa pode ter-me deixado com mais um quilo no lombo (já estou a tratar do assunto!), mas Quinta tirou-me vinte quilos de cima.

Talvez pareça parvo como é que alguém que já fez dezenas de exames, escreveu um livro, teve um filho e ultrapassou situações bem difíceis na vida se borra tanto com um exame. A verdade é que o exame do ano passado - e o seu resultado desastroso - marcaram muito o meu último ano. Chorei durante meses, pensei todos os dias que queria desistir da especialidade, senti-me uma merda, achei que não era forte o suficiente, tive muitas dificuldades em ter motivação para me levantar da cama na esmagadora maioria dos dias (e não sei se o faria se não tivesse um despertador muito especial que chama pela mamã), queixei-me muito, zanguei-me ainda mais. Zanguei-me com os outros, mas acima de tudo zanguei-me comigo.

Foi um dos anos mais difíceis da minha vida. Mas passou. Pensei muito, revi as minhas expectativas, mantive as minhas prioridades. Passei a sentir uma serenidade que sei que surgiu à custa do amadurecimento, perdi certamente outras coisas como em todas as etapas importantes da vida.

Quando o meu exame foi adiado fiquei seriamente aborrecida, mas para vos ser muito sincera nas últimas três semanas senti uma tranquilidade que não sentia há meses. Eu sei o que fiz ao longo dos últimos anos, sei o quanto aprendi e, acima de tudo, sei o que valho, independentemente do que uma nota me pudesse dizer.

O exame foi na Quinta e correu muito bem. E desde então ando numa espécie de nuvenzinha, quase alheia ao que me rodeia. Feliz. Despreocupada. Vinte quilos metafóricos mais leve.

Pronta para as próximas férias :D

2 de abril de 2018

Costa Vicentina 2018 #1

A nossa estadia no Cerro da Fontinha surgiu puramente por acaso, como vos tinha contado aqui, mas lavou-nos a alma. Foram quatro dias de muuuuuito descanso e namoro, passeios fantásticos e comidinhas boas :D Sem mais demoras, aqui vai a foto-reportagem :D

Mal chegámos pousámos as coisas e fomos almoçar a um restaurante recomendado pelo dono do alojamento: o Restaurante Chaminé em Brejão! Comeu-se meeeesmo bem. Não havia uma única opção vegetariana na lista, por isso lá tive que dividir os lombinhos de porco preto com o Pedro (#noregrets).

22 de março de 2018

Costa Vicentina 2018 - O resumo!

Decididamente, a minha vida dava um filme indiano.

Há dois anos atrás, a Joana do passado decidiu ir super grávida para a Serra da Estrela, cheia de bazófia, sozinha e sem avisar ninguém. A dada altura atolei o carro, naquele que foi um dos momentos mais assustadores da minha vida. Fiquei tão traumatizada que nunca mais voltei à Serra da Estrela, apesar do Pedro ter sugerido levarmos lá o Mati ainda no fim de 2016.

Os meses foram passando, e no início de 2017 começámos a programar as nossas viagens. Queríamos visitar algum sítio cá dentro, mas o quê? Já conhecíamos razoavelmente bem o Alentejo, o Pedro boicotou Sesimbra porque 'passamos a vida lá metidos', não nos apetecia ir ao Gerês, o Pedro conhece muito bem o Oeste, estávamos com vontade de alugar uma casinha com lareira e ficar a pastelar... E pronto, lá surgiu a ideia de regressarmos à Serra da Estrela no fim do ano. Reservámos uma casinha, eu fiz um dos meus já famosos planos de viagem e ficámos à espera.

Duas semanas antes de irmos, o proprietário da casa enviou-me um mail a dizer que o terreno (com sete hectares) tinha ficado completamente destruído no incêndio que afectou a região em Outubro. A casa estava operacional mas a região envolvente estava queimada, e o senhor propunha adiarmos a nossa estadia. Ainda pensámos seriamente em ir na mesma (até para podermos contribuir financeiramente para a recuperação da região), mas falámos com vários amigos e colegas de trabalho de lá que garantiram que não era de todo uma boa altura.

Vai daí, decidimos adiar a viagem para Março. Já estaria um tempo aceitável - pensávamos nós -, já tínhamos terminado os nossos exames - pensávamos nós - e poderíamos finalmente fazer as pazes com a Serra da Estrela.

Só que não.