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quarta-feira, dezembro 06, 2006

Em bicha para me fazerem os melhores cunnilingus do universo

No outro dia recebi uma reclamação duma fotógrafa estrangeira. Chamar-lhe-ei assim.
Queria que retirasse dos arquivos uma foto sua, que postei em Agosto de 2005. Era a foto da neta, e eu não lhe tinha pedido autorização, e não podia ser, não senhora. Escreveu-me uma carta num inglês autoritário, dizendo algo como take it out TODAY or you'll have to pay me 1000 dollars for each day.
Tirei a foto, claro, mas não por causa da ameaça; os 1000 dólares fizeram-me rir.
Tirei, mas perguntei-lhe, ainda, se me autorizava voltar a postá-la, explicando-lhe porquê, traduzindo o poste. No, no, no, it's my grandaughter's picture. I would'n allow it for any money at all. Ok. Respeito. Eu também não quero fotos da minha Micas na net.
Mas fiquei a pensar no valor da indemnização que teria de lhe pagar: 1000 dólares por dia. Ora, eu ganho pouco mais de 1000 dólares por mês, pelo que seria engraçado ela fazê-lo. Se me processasse, e eu fosse condenada, e presa, por não poder pagar, ia cumprir pena onde? No meu país ou no dela? Oh, eu queria tanto que fosse no dela! Já me estou a imaginar com uns anitos para passar numa cadeia de mulheres do norte da Europa, elas todas lourazonas e grandes, todas anglosaxónicas decididas, todas em fila para fazerem os melhores cunnilingus do universo à doce portuguesa recém-chegada - compradas por mim, o mais possível, com garrafas de Moscatel de Setúbal, que alguém me enviaria pelo correio. E ainda havia de ter um blogue na choldra do Norte da Europa, tudo wireless, e um écran big size. Isso é que era vida! Se me prometessem uma cadeia de matulonas no Norte da Europa, metia já a foto da estrangeira, e escrevia, de seguida, o guião para um filme erótico português, cujos direitos venderia amanhã, sem falta.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Discursos sobre drogas e hipocrisias civilizacionais


Uma brasileira foi detida ao tentar passar para dentro de uma prisão, em São Paulo, vinte gramas de cannabis, um telemóvel, respectivo carregador e um cartão de chamadas, escondidos na vagina. Dá vontade de rir, mas a realidade não tem graça alguma; não deve ter feito rir a moça, que foi presa por tráfico.
Dá-nos menos vontade de rir, mas o fenómeno é o mesmo: esta semana, um passageiro da KLM vomitou, em desespero, alguns sacos de droga que engolira e principiavam a rebentar-lhe no estômago - cerca de noventa. Foi conduzido ao hospital, e detido.

Continua a surpreender-me que sociedades civilizadas, perante a descoberta de casos de autosevícias, com fim mercantil, a que indivíduos se prestam para sobreviver, tenham, como única resposta, a força da Lei pela Lei.
A saúde da rapariga e do homem seriam as prioridades e, de resto, uma correcta investigação policial que conduzisse à descoberta e desmantelamento dos promotores do tráfico, dentro ou fora de prisões. Tudo o resto é inútil, porque erra o alvo.

A mesma sociedade civilizada que detém correios de droga à beira da morte, noticia que noventa por cento das notas em circulação trazem vestígios de cocaína.

A sociedade civilizada precisa avidamente dos consumos que oficialmente não consome, mas pelos quais penaliza alguém: não os produtores, inatingíveis; não os consumidores, que snifam usando notas de 100; mas os correios da droga, os que atravessam barreiras fronteiriças, e nos seus corpos, para as ganhar - duas ou três com que dar feijão com arroz aos filhos.


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...