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quinta-feira, junho 07, 2007

Até ao fim do mundo

James Christensen

Recebi a seguinte mensagem de telemóvel vinda de uma pessoa chegada:

Passou por mim uma mulher cega, de uns trinta e pouco anos, que carregava junto ao peito um bebé recém-nascido. Um saco de compras numa mão e noutra uma bengala.

Nunca me tinham enviado uma mensagem tão longa.



sábado, maio 05, 2007

A pedra filosofal dentro do meu corpo


O meu corpo droga-me, sozinho. Destila químicos que do interior me injecta nas veias. A maior parte dos dias luto contra drogas que usa para me derrubar, me fechar os olhos, me entorpecer as pernas. Noutros, faz-me voar rente ao chão que os pés mal tocam, e sei que se abrir as asas à boca da janela, voarei muito leve e grácil como os outros pássaros.
Nesses dias enlouqueço de gozo e ar dentro do meu cérebro. Os médicos dizem que são endorfinas. Eu penso que é a merda da vida a chicotear-me. É a merda da vida que me arranha as costas, me ata, desatando-me para me possuir só um bocadinho, finalmente, como eu sonho, eu quero, e me diz, grande parva, podias ter isto, podias ter tudo, podias ter mais.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...