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sexta-feira, dezembro 21, 2007

Quero pertencer a uma facção terrorista



Chegou, finalmente, via CTT, a proposta de adesão a um determinado partido político, a qual havia solicitado pela internet. Fiquei decepcionada. Na coluna destinada à listagem das actividades nas quais pretendo colaborar não encontrei nada que me apetecesse realmente fazer, nomeadamente:
- aprender a enrolar e fumar charros de maneira que a moca bata forte.
- assar chouriças e comê-las com pão e tinto alentejano, enquanto discutimos assuntos relacionados com a vida e obra de Rosa Luxemburgo.
- dormir com poetas revolucionários na casa dos 30, de cabelos compridos e despenteados, com caras sujas por barbas atrasadas, cachecóis de malha cinzenta enrolados à volta dos gorgomilos, tresandando tabaco por todos os poros, ao quais tenho de pagar voluntariamente o café e a Macieira, porque não ganham um chavo nem fazem por isso.
- pintar slogans contracultura nas paredes dos edifícios públicos.
- fazer greve de fome.
- partir esta merda toda.
Pensando melhor, eu quero é aderir a um movimento terrorista. Qual será o que se situa mais perto aqui do burgo, tirando a ETA, claro?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Troco 10 milhões de portugueses

A quem interessar, declaro-me disponível para colaborar em acções que visem a entrada ilegal, nesta choldra, de imigrantes de qualquer nacionalidade, vindos de choldras piores, por via marítima, aérea ou terrestre. Desloco-me em viatura própria. Preferência em horário pós-laboral ou fins-de-semana. Levo cobertores, roupa em segunda mão, farinha Nestum e bilhetes de identidade falsificados. Não estou a brincar.


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...