Mostrar mensagens com a etiqueta o futuro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o futuro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Que humanos seremos, quando formos melhores humanos?

Blade Runner


Advertência: este texto é muito longo e chato e dá pano para mangas. Espero que se perceba. Se não se perceber, paciência: transformem o seu conteúdo num cavalo de batalha! Depois não digam que não avisei!

Cientistas britânicos descobriram o gene que permite que as folhas permaneçam verdes mesmo em tempo de seca. Este gene tanto poderá servir para criar um manto de relva verde sobre o deserto do Sahara, como para cultivar alfaces, em Agosto, nos campos alentejanos mais batidos pela brasa vespertina. Na prática, o que descobriram foi um gene que impede, ou, pelo menos, adia a seca.
O que agora se aplica ao espinafre, aplicar-se-á, mais ano, menos ano, a animais, e, posteriormente, aos seres humanos. Entrámos, há muito, numa era de engenharia genética sem retrocesso. A ovelha Dolly já passou à história. À ciência já não interessa falhar milhares de clones para chegar a uma ovelha clonada, porque o que agora interessa é falhar outros tantos milhares de clones humanos para chegar ao ser humano clonado, ultrapassando os erros cometidos na produção de Dolly.
Este progresso é inevitável, arrastando consigo uma infinidade de usos e abusos, exactamente como aconteceu com a energia atómica. São possíveis todos os cenários propostos pela ficção científica: sofrimentos, injustiças, aberrações, selecção e manipulação eugénica da espécie humana, criação de castas mais distantes e diferentes entre si do que as actuais... por outro lado, facilmente poderemos substituir um fígado ou uns pulmões danificados, uma perna, um cérebro, como quem muda os pneus carecas do Fiat. Os argumentos religiosos soçobrarão, porque ao Estado interessará produzir indivíduos mais fortes, capazes de trabalhar mais anos, sem gripes, sem infecções. Os animais serão não apenas, como até aqui, fonte de alimento, agasalho, e bestas de carga, mas, cumulativamente, incubadores dos órgãos de que precisamos. Hospedarão, na sua carne animal, consumíveis de carne humana. Uma estranha carne humana, eficaz, que ganhará forma e vida nas entranhas dos porcos e das ovelhas! Desenvolver-se-á, assim, uma outra indústria de sofrimento e morte animal, paralela à que já hoje existe, mas mais lucrativa.

A manipulação e controlo das funções físicas dos seres será total, e para isso contará pouco o que é hoje considerado humano, digno, aceitável. Será realmente possível produzir o super-homem e a super-mulher. Quem puder pagar um filho com determinadas características físicas e intelectuais, tê-lo-á. Já poderia tê-lo, neste momento - embora não seja lícito pagá-lo, é já possível produzi-lo.

Ocorre-me relacionar esta notícia com uma outra recente, embora nada pareça ligá-las por fora: a da menina americana, com nove anos, a quem os pais decidiram amputar os órgãos reprodutores, na tentativa de controlar a sua sexualidade, e, consequentemente, a sua qualidade de vida.
Julgo saber o que seja um cérebro sem um corpo inteiro viável. Stephen Hawking, por exemplo, é um desses casos. Ninguém tem dúvidas que Stephen Hawking é um ser humano. Contudo, não são a supremacia física ou o controle das funções do seu corpo que fazem dele humano, mas as suas capacidades cerebrais. Pergunto-me, o que será, então, um corpo humano funcional sem um cérebro viável, caso desta menina?


Stephen Hawking à data do seu primeiro casamento


Ao longo da História, os seres literalmente escondidos e aprisionados devido às suas profundas incapacidades mentais, terão podido conhecer a experiência humana?
Vivemos numa época que, sendo injusta, valoriza, pelo menos em determinadas zonas do planeta, os conceitos muito actuais da solidariedade, dos direitos humanos, do apoio social; há cem anos atrás, porém, os malucos eram malucos, portanto, amarrados, amordaçados, vendados, e fechados em jaulas ou em armários, pelos pais ou tutores, até resistirem. Não havia técnicos especializados para providenciarem desenvolvimento através da ocupação de tempos livres, em actividade diversas, e os familiares tinham de trabalhar nas fábricas e no campo, pelo que, quando estas criaturas morriam à mercê dos maus tratos, era um alívio para todos.

A verdade crua é cruel, mas é a verdade: um corpo com capacidades cerebrais muito reduzidas, é um ser legítimo, embora privado de livre arbítrio; é alguém para amar e ser amado, mas é também, e que isto se torne bem claro, alguém que precisa de protecção permanente, adicional, durante toda a sua vida. Que não se autonomiza, não se responsabiliza nunca.

Gostaria de relatar o caso de um homem meu vizinho, a fazer 50 anos, o qual sofre de paralisia cerebral.
Chamar-lhe-ei António. Sempre o conheci uma criança, pela mão da mãe, que pouco pode trazê-lo à rua: ele embaraça-nos. Moro nesta zona há 23 anos, e há 23 anos que o António vai de manhã para o centro de convívio, e regressa à tardinha; a mãe vai levá-lo e pô-lo à carrinha, e pelo percurso ele vai apontando e dizendo, dificilmente “... cãozinho; ...menina; ...passarinho”.
O António é uma criança com corpo de homem, e irreprimível desejo humano; privado de discernimento sobre o que é socialmente aceitável, qualquer mulher é um alvo. Quando nos encontramos, no curto percurso que faz com a mãe até à carrinha, ou regressado dela, o António apanha-me, abraça-me e lambuza-me, perante a nossa impotência. Nenhuma de nós tem força para impedir os enormes, fortíssimos abraços do António. Eu não sou a única vítima das suas pulsões sexuais, das quais me desembaraço o melhor que consigo, tentando acalmá-lo, e desproblematizando a questão perante a mãe, que se desfaz em desculpas. Da janela apercebo-me que isto acontece com outras vizinhas. O António quer beijinhos, muitos beijinhos e abraços, porque o António tem 50 anos e o seu corpo é sexuado e insatisfeito. Sofre intensas crises de natureza sexual, tornando-se muito agressivo, e difícil de controlar, mesmo em casa. Pelo que conheço da situação, sei que se os pais do António tivessem podido amputá-lo da sua sexualidade, tê-lo-iam feito para bem de todos.
A dignidade humana também deveria passar pela protecção contra o sofrimento inútil, quando é causado pela impossibilidade de acesso à satisfação de uma necessidade socialmente vedada.

Manipular as funções de um corpo para lhe causar maior bem-estar será algo tão censurável? Manipulá-lo para seu conforto, como se amputa uma parte do corpo cuja doença nos poderá ser fatal? O António, bem como os seus familiares, teriam uma vida melhor, se o seu quotidiano não fosse dominado pela necessidade sexual. Isto pode dar vontade de rir a quem seja alheio ao caso, mas não tem graça alguma: o António tenta violar as mulheres que existem em sua casa, as que aí vão, as da família; no entanto, o António, que tem 50 anos, mal fala, mal anda, e tem uma idade real de dois anos.
Quando se nasce como esta menina americana, ou como o António, será relevante o acesso à reprodução, ou convém protegê-los dela? É que o mais certo, em muitos casos, é tornarem-se suas vítimas; alguns serão abusados sexualmente, mudamente, uma vida inteira.

A dignidade humana poderá, em casos especiais, passar pela inibição do que é hoje intrínseco à natureza humana.
É neste ponto que sugiro que se retome a primeira questão deste texto: a manipulação genética alterará os actuais conceitos de Humanidade, uma vez que a natureza dessa humanidade se transformará numa miscigenação de sucesso entre supergenes, sem quaisquer pruridos relativamente à sua proveniência. Os mais humanos serão os mais resistentes. Os mais ou melhor miscigenados através da manipulação científica e tecnológica; os mais andróides.
Não sei se serão tempos melhores. Tenho a ideia que se vai ganhar muito em ciência, em performance conducente à produtividade, e perder em quase tudo o que hoje nos liga a uma certa ideia de humanidade ainda associada à sensibilidade, à criatividade. Penso que seja um tempo de vitória sobre a fragilidade da nossa natureza física. Não haverá, no entanto, menos solidão nem menos ódio nem menos dor. Pelo contrário. As pessoas também não serão verdadeiramente melhores nem mais bonitas. Perdurarão, contudo, conformadamente.
Relembro o look, a estética andróide que se passeia pela moda, pelas diversas manifestações da arte; não se tornou já uma tendência óbvia na cultura ocidental?

A extracção do útero e ovários, que só poderiam trazer infelicidade a uma eterna menina-bebé, incomoda-nos. Ao mesmo tempo, pergunto-me, a quantas décadas estaremos do primeiro Terminator, construído numa liga perfeita de carne e metal e vidro?



quarta-feira, janeiro 10, 2007

Cadáver adiado

Nova Iorque, vista do céu

Nova Iorque cheirou muito mal, anteontem à tarde, e o metro foi evacuado, bem como algumas escolas.
Dizem as autoridades tratar-se de uma fuga de gás. Não me custa a crer; é cada vez mais difícil dissimular a putrefacção do mundo.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Maquiavélico PC perfeito

Um amigo bazófias, apareceu um dia com um telemóvel de 7ª geração, com comando de voz. Sentava-se no café, e dava ordens ao "bicho", animal em fase domesticação, muito surdo, em voz alta, pausada; dizia: "queres ver o que vai acontecer agora, queres ver", e soletrava, gravíssimo: "A-na-be-la-Cam-po"; a máquina "ouvia", fazia uns cálculos, e, em poucos segundos, mostrava no visor o resultado de tão laborioso comando: "chamada em curso para Daniela Gambo".
Ficava danado, desligava logo, e rematava, "agora não foi a sério, não lhe apeteceu (ria-se a disfarçar!), mas, há bocado, o gajo fez isto mesmo bem!"

Esta história ocorreu-me, porque gostava de ter um pc com comando de voz ao qual eu pudesse ordenar:
"vai-ver-o-proxy-conserta-tudo-mesmo-sem-minha-ordem-põe-tudo-a-funcionar-sem-defeito!

E ele fazia, sem se enganar. Esta madrugada, por exemplo. Só tinha medo que ele se revoltasse, um dia, sei lá!
Um dia muito, muito, muito distante. E começasse a ler-me nos lábios.

terça-feira, janeiro 10, 2006

O futuro, a longo prazo

Dentro de 200 anos, mais hora, menos hora, os nossos corpos serão postos de comunicação móvel, multifunções, obviamente wireless.
Aquilo a que hoje chamamos telemóveis, computadores, plasmas, dvd´s, e outros sistemas de reprodução de imagem e som, estarão incorporados num objecto de tamanho celular, vagamente semelhante a um chip, injectado intramuscularmente, competente para regular todas as funções corporais e manter o seu equilíbrio. Tudo activado/desactivado por um código pessoal secreto, emitido pelas mesmas ondas cerebrais que enformam o pensamento.
Ainda não consegui encaixar aqui, muito bem, os sistemas de impressão. Não está excluída a hipótese de que venha a ser possível registar e reproduzir telepaticamente uma tese de doutoramento. (A ver!)
Ainda seremos humanos, mas já controlaremos os fervores emotivos. O amor denominar-se-á “compatibilidade”.
Chamam a isto, em jargão científico, “sindroma Júlio Verne” (SJV), e ataca-me de vez em quando.

domingo, maio 01, 2005

Futurologia: o amor



Iniciei, há uns tempos atrás, a coluna "Futurologia".
O primeiro capítulo versou o tema "educação no mundo perfeito".
O de hoje mostra-nos como encaram os jovens o "amor perfeito" - alunos(as) do ensino secundário.

De acordo com informações da professora que realizou o trabalho, as raparigas responderam com grande facilidade ao tópico; por outro lado, os rapazes pediram para o trocar por qualquer outro tema, afirmando não saber o que escrever, não ter ideias...

Penso que a identidade de género do autor(a), ou, se quiserem, as marcas culturais e sociais associadas às características biológicas de cada sexo são, aqui, facilmente identificáveis. Parece-me poder extrair-se alguma "moral da história" Não só pela clara diferenciação ao nível das atitudes, de acordo com o sexo, como também pelas noções de amor que apresentam: a fidelidade, a necessidade de evitar o divórcio, o amor para sempre... Fico na dúvida sobre se tudo isto enforma uma tendência social generalizada ou se reflecte apenas a ingenuidade de quem pensou e escreveu.

Imagino, também, o que escreveria sobre o amor no futuro, num mundo perfeito! Necessitaria de dois textos distintos: um primeiro sobre o que penso virá a ser, e no qual seguiria de perto as teorias de Giddens sobre "sexualidade plástica"; um segundo centrando-me no que queria para mim, ignorando totalmente o que se passasse no mundo, em geral.
Lá estão a teoria e a prática, de novo, em conflito. Nem sempre quero para mim aquilo que defendo teoricamente!

Se calhar, devíamos pensar nisto tudo.

(Nota: a transcrição respeita, na íntegra, a morfologia, sintaxe e semântica empregue pelos alunos.)

- "Deveria de haver uma onda hippie neste mundo actual."

- "Havia sempre sexo no primeiro encontro."

- "Se por acaso alguém trai-se alguém, este seria perdoado, pois errar é humano."

- "Deveria haver um rapaz ideal para cada rapariga, de maneira a que não houvesse indecisões e inseguranças que só atrapalham uma relação. Deveria haver um padrão de rapaz/rapariga que fosse quase perfeito(a). (...) Também não deveriam existir entraves às relações. Não poderiam haver relações de dualidade, Para isso deveria ser implantado um chip no corpo do homem/mulher pertencentes ao casal, para que se pudesse identificar, através da tecnologia avançada, onde está o outro, o que está a fazer, de maneira que existisse maior proximidade e cumplicidade entre o casal."

- "As curtes não deixavam de existir pois são necessárias para que não nos sintamos presos, comprometidos para sempre. Para evitar os divórcios, implantava uma lei em que, cada casal apenas se podia casar após cinco anos de namoro e um ano a viver juntos. Todo o amor era correspondido e ninguém sofria por ele."

- "As pessoas que se amassem não teriam vergonha de o demonstrar, e as outras pessoas não ficariam com um ar chocado por ver humanos a amarem-se. Estou a referir-me, por exemplo aos namorados que se beijam e acariciem na rua, por entre outras coisas normais."

- "Um casal ao decidir-se unir, unir as suas vidas, deveriam assumir um compromisso em que a pessoa que ele amasse seria parte do seu corpo. Assim deveriam-se respeitar, compreender-se mutuamente, fiéis e que o amor sentido fosse eterno, em que as pessoas veriam o seu par mais que um namorado ou marido, mas sim como um eterno amigo, a quem amariam, tendo sempre com quem contar."

- "Inventariamos também formas de corrigir o mau funcionamento cerebral pois a homossexualidade é um problema cerebral. Senão só existiria um sexo em vez de dois. Os problemas dos amantes nas relações não seria problema pois com a máquina poderia tratar todos os infiéis."

- "O amor deveria ser visto como uma pedra preciosa única com valor superior a tudo. Assim o estimaríamos até ao fim das nossas vidas, pois nunca encontraríamos nada igual. Depressa acabaria a infidelidade e o desrespeito pelo companheiro, tornando-se assim tudo mais cor-de-rosa. Caso contrário seria condenado à pena de morte, deixando de fazer parte da nossa sociedade."

- "Amor não é imortal/ acaba por morrer um dia/ e quem sofre no final/ é quem não esqueceu ainda."

- "As pessoas que querem casar cedo, sem conhecer devidamente o seu parceiro, deveriam ter a certeza do passo gigante que vão dar, o casamento, pois por vezes vão fazer a maior asneira da sua vida. Antes desse enorme passo, deveriam fazer testes ou desafios aos seu companheiro, para verem se o amor é verdadeiro ou se não passa de uma grande mentira, pois o casamento é para durar para toda a vida."

segunda-feira, abril 18, 2005

Futurologia: a educação



Uma amiga de longa data, professora de Português, e fã deste blog, pediu aos seus alunos (ensino secundário) a redacção de textos subordinados ao tema "Um Mundo Perfeito".
Os alunos desenvolveriam a sua concepção de um mundo perfeito, abordando áreas como a educação, saúde, política/economia, amor/relações sociais.

Contexto de aplicação: actividade "Oficina da Escrita".

Objectivos:
- conhecer, para posterior análise, em grupo-turma, a forma como jovens suburbanos, com idades compreendidas entre os 16 e 18 anos, concebem um mundo perfeito.
- imaginar soluções coerentes/eficazes para problemas actuais.
- estimular o desenvolvimento do pensamento e expressão criativos.
- desenvolver capacidades ao nível da expressão escrita.
- aplicar dois modos verbais: o condicional e o Conjuntivo (Pretérito Imperfeito).
(- satisfazer a curiosidade pessoal da professora; corrigir trabalhos diferentes, que a estimulassem e divertissem um bocado!)

Critério de selecção das frases transcritas: surpresa, incredulidade, ter parado numa frase mais tempo do que o normal num trabalho de correcção.
Juízo de valor: nenhum; a minha amiga já se deixou disso.

Nota importante: a transcrição respeita, na íntegra, a morfologia, sintaxe e semântica empregue pelos alunos.

Resultados (o que pensam sobre a educação no mundo perfeito):

"A informação era implantada directamente no cérebro por um pequeno cabo ligado na nuca."

"Ao nascer as pessoas seriam internadas numa colónia de férias onde haveria um tratamento intensivo, tipo lavagem ao cérebro de forma a ficarmos ensinados."

"As férias deviam ser quando quiséssemos."

"Os alunos mais rebeldes, teriam um outro apoio. Estes seriam avisados das suas atitudes menos correctas, caso não mudassem seria-lhes propostas actividades de apoio social, se não obedecessem teriam um guarda-costas."

"Não existiram escolas, quando as crianças e os adolescentes precisassem de ajuda iria uma professora a casa."

"As escolas deviam ser 10 vezes maiores, deviam haver 3 pavilhões desportivos com ginásios de musculação, um de futebol e andebol, outro de basket e vólei e outro de badminton e ténis e devia haver uma piscina com todo o material necessário, devia de haver uma sala de jogos de vídeo, o bar devia ter 2500 m2 com mesas e empregados de mesa e devia ter um refeitório no segundo andar com comida de várias culturas 5 estrelas, devia haver elevadores e escadas rolantes em todos os pavilhões os quadros eram electrónicos à medida que os professores escreviam no computador aparecia tudo no quadro, assim já não precisávamos de retroprojectores e etc... Cada pavilhão devia haver 7 andares , cada um com 10000 m2."

"Os professores iriam dar aulas a casa; evitava que os alunos ficassem a dormir, e caso os alunos estivessem doentes não perderiam matéria."

"Tanto os professores como as aulas deviam de ser mais divertidos, quer dizer, como é possível ter noventa minutos de aula sem pelo menos uma piada? No Verão, as aulas eram dadas na praia ou no campo e podia também existir um clube do género da New Wave. No inverno as escolas deviam ter aquecimento central e uma capota automática."

"Todos deveriam nascer ensinados, de acordo com as capacidades dos seus pais, não existiriam escolas. Quando as crianças precisassem de aprender, bastava colocar instrumentos de alta tecnologia, pelas orelhas, de modo a serem-lhes transmitidos conhecimentos. Assim todos teriam oportunidade de serem inteligentes e teriam mais tempo para se dedicarem ao que mais gostam de fazer, como por exemplo, praia, dormir, comer, dansar, namorar... O tipo de escolas que poderiam existir seriam centros de convivência entre adolescentes."

"Cada aluno no início do ano tinha uma secretária com um computador pessoal."

"Já teria sido descoberta uma maneira de clonar a inteligência de um ser adulto, de modo a que pudesse ser implantada num feto, evitando assim perder cerca de 15 anos de vida em aprendizagem escolar e outras educações."

"Os alunos deveriam ter os horários com furos, pois se agora na actualidade, já nos resta pouco tempo de descanso, quanto mais, se nos tirarem os furos, e poderia ser que assim os resultados da notas aumentassem."

"Deveríamos ter super-heróis com estilo, que nos ajudariam a destruir os planos maquiavélicos de storas de Físico-Quimica diabólicas."
(A rubrica "Futurologia" terá continuação nas próximas actualizações deste blog. Estão ainda por editar os capítulos referentes ao amor, saúde e política. Todos eles prometem!)

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...