Penso nisto, e em tantas outras coisas, e chego à mesma conclusão de sempre: podia ser tudo tão mais fácil se cá andasse apenas por ver andar os outros, como qualquer pessoa normal, e me sentisse sumamente feliz enrolando lombrigas luminosas no estendal da roupa.
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terça-feira, dezembro 11, 2007
Penélope de Natal
domingo, dezembro 24, 2006
Hoje é mais bolos
Isabela, criatura social
A minha fama enquanto criatura social e, particularmente, natalícia, é tão vasta, tão enraizada, que a parentagem do torrão materno, quando me telefona com votos de boas festas, pede-me, antes de mais nada, desculpas por estar a melindrar.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Sofro horrores, Mr. Scrooge!
Tentando esclarecer aqui uma questão relacionada com a loucura hostil própria do trânsito, nesta época de paz e amor, bem como com o consumo cego e surdo, mas desenfreado, e de última hora, que vai lá fora, de onde acabei de chegar, queria informar que hoje não é véspera de Natal. Não, hoje não é véspera de Natal. Hoje é apenas véspera de fim-de-semana. O frete mesmo a sério, que este ano resolveram antecipar, começa apenas no domingo ao princípio da noite.
quarta-feira, novembro 15, 2006
O poder do circo, mesmo sem pão
Eduardo Prado Coelho interroga-se, no Público de hoje, sobre a necessidade de se gastar um milhão de euros em iluminação de Natal, paga com dinheiros públicos, na cidade de Lisboa.
Junte-se-lhe a factura do Porto, e também as de Coimbra, e de Braga, e de todas as capitais de distrito e concelho, não esquecendo os fogos-de-artifício habituais, e as festas de fim-de-ano, e quererei saber, lá para os meados de Fevereiro, quanto se gastou em luzinhas e decorações.
Sou accionista desta empresa chamada Portugal, e tenho os meus direitos. Preferia deter acções da Portucel, mas a cada um o seu quinhão de graça ou desgraça.
As iluminações de Natal são mesmo necessárias?
São!
Tirem tudo ao povo, mas não lhe tirem o Natal. Ou melhor: o circo do Natal; a azáfama das compras na loja dos chineses; os fritos; a família que se ama ou odeia; o bacalhau, mesmo de segunda; o bolo-rei do dia anterior; o vinho, mesmo de pacote.
Mantenham-se calmas as hostes. E, pensando bem, três ou quatro milhões em iluminação, não saem escandalosamente caros à ditadura. Outras acções de campanha para o país inteiro têm desperdiçado muito mais fundos.
Convém que os portugueses mantenham a ilusão de que alcançam alguma luz (ao fundo do túnel), mesmo que sejam apenas reflexos de gambiarras; que julguem que ainda resta o Natal, a alegria do Natal. Que nada muda significativamente enquanto o Natal permanecer Natal.
Lá no fundo, a água que corre nos lençóis freáticos está gelada e suja. Mas que ninguém perceba!
Eu queria ver o País às escuras na noite de Natal. E no Ano Novo. Zero desfiles de Carnaval. Dessa escuridão poderia sair a única luz que nos interessa: rasgamento dos mantos diáfanos da fantasia: uma janela escancarrada para a verdade: isso mesmo, revolução, evolução!
Junte-se-lhe a factura do Porto, e também as de Coimbra, e de Braga, e de todas as capitais de distrito e concelho, não esquecendo os fogos-de-artifício habituais, e as festas de fim-de-ano, e quererei saber, lá para os meados de Fevereiro, quanto se gastou em luzinhas e decorações.
Sou accionista desta empresa chamada Portugal, e tenho os meus direitos. Preferia deter acções da Portucel, mas a cada um o seu quinhão de graça ou desgraça.
As iluminações de Natal são mesmo necessárias?
São!
Tirem tudo ao povo, mas não lhe tirem o Natal. Ou melhor: o circo do Natal; a azáfama das compras na loja dos chineses; os fritos; a família que se ama ou odeia; o bacalhau, mesmo de segunda; o bolo-rei do dia anterior; o vinho, mesmo de pacote.
Mantenham-se calmas as hostes. E, pensando bem, três ou quatro milhões em iluminação, não saem escandalosamente caros à ditadura. Outras acções de campanha para o país inteiro têm desperdiçado muito mais fundos.
Convém que os portugueses mantenham a ilusão de que alcançam alguma luz (ao fundo do túnel), mesmo que sejam apenas reflexos de gambiarras; que julguem que ainda resta o Natal, a alegria do Natal. Que nada muda significativamente enquanto o Natal permanecer Natal.
Lá no fundo, a água que corre nos lençóis freáticos está gelada e suja. Mas que ninguém perceba!
Eu queria ver o País às escuras na noite de Natal. E no Ano Novo. Zero desfiles de Carnaval. Dessa escuridão poderia sair a única luz que nos interessa: rasgamento dos mantos diáfanos da fantasia: uma janela escancarrada para a verdade: isso mesmo, revolução, evolução!
sábado, dezembro 24, 2005
O Natal do outros
é óptimo para escrever nos blogs: estão, finalmente, longe dos computadores, na esperada presença de todos, convivendo fraternalmente; as crianças correndo lambuzadas, o que pela época se justifica: assim, dá perfeitamente para uma pessoa escrever qualquer merda que lhe venha à cabeça. Mesmo quando se é uma diva.
Não aparece ninguém.
Não aparece ninguém.
Boas Festas II
No Natal, sou o cordeiro de Deus imolado pelos desavindos de há mil anos. Aproveitem e comam-me. Que eu faça total proveito a alguém.
O tempo de um gelado no McDonalds
Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...