Não desdenhemos os rapazinhos de 16 anos. São os homens de amanhã, e, pensando bem, não é mesmo nada improvável que, dentro de uma década, mais ano, menos ano, estejam capazes de nos encherem de alegrias múltiplas, metidos connosco até às funduras dos nossos melhores lençóis do enxoval, os que eram para os nossos maridos, os que graças a Deus nunca foram. Mas esta sabedoria, e o sossego que com ela vem, e o estarmo-nos nas tintas para tudo o que incomoda tanto, e aqueles a quem incomoda, ganha-se aos 40, quando realmente começamos a ser suficientemente crescidos para compreender que isto é Lei, e, o resto, miudezas.