Moi et mon ami tivemos uma discussão a propósito do filme Viagem em Itália, de Rosselini, 1954. Não gostei. Datado. Lugares-comuns. Uma mulher e um homem que se detestam, que não comunicam, pior, que se agridem psicologicamente, percebendo-se que tudo aquilo vai acabar em reconciliação. Sem surpresas. Previsível. Um filme estúpido, afirmei.
Não suporto, na vida real nem na arte, a temática da mulher resignada a um casamento que não passa de um campo de batalha. São coisas que me transcendem. Se ao menos ela lhe espetasse um sólido ferro da cozinha no ombro, e o deixasse a esvair-se em sangue, e arranjasse um belo napolitano, e com ele tivesse uma aventura escaldante... podia ser que me conformasse.
Mon ami ficou para morrer. Que eu era taxativa, e burra. Ai, ai, quase lhe espetei eu um ferro no coração. Espèce de connard. Que não passava de um elitista presunçoso, convencidão, intelectual só das aparências, que considerava antes a marca, acima do produto. Só porque era um... Rosselini. Como se Rosselini fosse um Deus, e os filmes dos anos 50, a preto-e-branco, todos excelentes, porque são dos anos 50 e a preto e branco. Je lui ai accusé.
Mas ontem fomos ver o Panda do Kung Fu, da Walt Disney, e ambos viemos maravilhados, em total consonância opinativa.
Não suporto, na vida real nem na arte, a temática da mulher resignada a um casamento que não passa de um campo de batalha. São coisas que me transcendem. Se ao menos ela lhe espetasse um sólido ferro da cozinha no ombro, e o deixasse a esvair-se em sangue, e arranjasse um belo napolitano, e com ele tivesse uma aventura escaldante... podia ser que me conformasse.
Mon ami ficou para morrer. Que eu era taxativa, e burra. Ai, ai, quase lhe espetei eu um ferro no coração. Espèce de connard. Que não passava de um elitista presunçoso, convencidão, intelectual só das aparências, que considerava antes a marca, acima do produto. Só porque era um... Rosselini. Como se Rosselini fosse um Deus, e os filmes dos anos 50, a preto-e-branco, todos excelentes, porque são dos anos 50 e a preto e branco. Je lui ai accusé.
Mas ontem fomos ver o Panda do Kung Fu, da Walt Disney, e ambos viemos maravilhados, em total consonância opinativa.
Conclusão: devemos deixar para os adultos os filmes de adultos, e para as crianças os filmes das crianças.