Hoje comprei uma escumadeira longa, produto de alta resistência a temperaturas até 204º. Parece-me um bom utensílio de cozinha. Nas últimas semanas tenho comprado vários da mesma qualidade, a pouco mais de 1 euro. Todos trazem como brinde um jornal chamado Diário de Notícias.
Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, março 07, 2017
quinta-feira, dezembro 18, 2008
O que é que o Natal tem?
São os grupos tradicionais de cantares da época, a culinária doce e salgada, os produtos alimentares que levam mais gordura e menos gordura, as possíveis ofertas de toda a espécie e preço, os contos e lendas, os que tiveram a sorte de nascer nessa noite ou nesse dia, os que por azar têm de trabalhar enquanto outros festejam, as ceias em moda nos hóteis de luxo, os locais ideais para as férias da época, a família que já não é o que era, ou ainda é, as crianças, os programas de variedades nos hospitais e nos lares de terceira idade, a caridade dos "anjos da guarda", os jantares de todas as entidades e empresas... desde o fim-de-semana passada que as revistas, jornais e programas de televisão se encheram de notícias e sugestões de Natal, que são as mesmas todos os anos, e começam montes de tempo antes do acontecimento propriamente dito. É que o Natal, se não estou em erro, é só daqui a uma semana. Com que outros assuntos natalícios estão a pensar torturar-nos até lá? Mas que grande frete uma pessoa tem de passar todos os anos! Como se diz em bom Português da minha rua, já deito Natal pela ponta dos cabelos
domingo, junho 22, 2008
Franjas de comportamento marginal
Alberto Gonçalves, sociólogo, com coluna em página direita do Diário de Notícias de hoje, dá destaque, com foto, ao casamento de duas lésbicas americanas, senhoras que já passaram os 70 anos, beijando-se no final da cerimónia de casamento. As duas mulheres viviam maritalmente há 55 anos e só agora puderam casar-se legalmente.
O sociólogo não questiona o casamento, mas que aqueles que pertencem às "franjas de comportamento marginal", e a expressão é minha, os quais sempre desprezaram o casamento enquanto instituição, optem por tal via assim que se torna possível. E pergunta o sociólogo: "De que forma é que o repugnante papel se tornou de repente imprescindível à união consumada de legítima de duas criaturas?"
Não sei onde é que o Diário de Notícias recruta os seus cronistas, esperando sinceramente que não venham todos da Universidade Moderna; como explicar que um designado sociólogo possa dar-se ao luxo de ignorar que pessoas do mesmo sexo, que vivem maritalmente, não possuem, na actual ordem administrativa, direitos civis que lhes permitam declarar-se acompanhantes em situações de apoio na doença, nomeadamente em hospitais?! Todos nós sabemos que os(as) homossexuais continuam a não poder beneficiar de seguros de saúde, ou outros, realizados por um dos parceiros; não podem reclamar-se herdeiros um do outros; em suma, não têm acesso aos mesmos direitos civis dos casais legais formados por pessoas de sexos diferentes, o que configura uma situação de estúpida desigualdade.
Portanto, a resposta é simples: o papel não consolida uma união, mas atribui direitos, e na ordem em que somos obrigados a viver, porque não conseguimos arranjar outra, por enquanto, faz sentido. É o chamado, do mal o menos.
Muito para além disso, "as franjas de comportamento marginal" têm todo o direito a mudar de opinião quando e como querem, como qualquer pessoa. Mudar de opinião é dos poucos direitos que ainda nos assistem.
O sociólogo não questiona o casamento, mas que aqueles que pertencem às "franjas de comportamento marginal", e a expressão é minha, os quais sempre desprezaram o casamento enquanto instituição, optem por tal via assim que se torna possível. E pergunta o sociólogo: "De que forma é que o repugnante papel se tornou de repente imprescindível à união consumada de legítima de duas criaturas?"
Não sei onde é que o Diário de Notícias recruta os seus cronistas, esperando sinceramente que não venham todos da Universidade Moderna; como explicar que um designado sociólogo possa dar-se ao luxo de ignorar que pessoas do mesmo sexo, que vivem maritalmente, não possuem, na actual ordem administrativa, direitos civis que lhes permitam declarar-se acompanhantes em situações de apoio na doença, nomeadamente em hospitais?! Todos nós sabemos que os(as) homossexuais continuam a não poder beneficiar de seguros de saúde, ou outros, realizados por um dos parceiros; não podem reclamar-se herdeiros um do outros; em suma, não têm acesso aos mesmos direitos civis dos casais legais formados por pessoas de sexos diferentes, o que configura uma situação de estúpida desigualdade.
Portanto, a resposta é simples: o papel não consolida uma união, mas atribui direitos, e na ordem em que somos obrigados a viver, porque não conseguimos arranjar outra, por enquanto, faz sentido. É o chamado, do mal o menos.
Muito para além disso, "as franjas de comportamento marginal" têm todo o direito a mudar de opinião quando e como querem, como qualquer pessoa. Mudar de opinião é dos poucos direitos que ainda nos assistem.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Dá-lhes
Impossível ignorar o Correio da Manhã. Deve ser o único jornal do mundo onde se podem ler frases de retinto jornalismo, recolhidas na fonte, e transcritas ipsis verbis, das quais esta é um bom exemplo: "A filha do senhor José Mourinho disse que o jovem teria proferido algumas palavras insultuosas para com o pai. Já o Pedro assegurou que não disse aquilo que a Matilde diz que ele disse." Isto é poesia informativa.
Mas vamos ao facto: Mourinho anda à porta das escolas privadas aqui do distrito dando coças em miúdos malcriados. Imagine-se que parava frente aos portões das escolas públicas, locais onde a violência atinge proporções épicas, aí pelas 18h30. Seria um massacre.
Boa, Zeca. Finalmente, um justiceiro como deve ser. Um Robin Wood da educação. Um gajo com eles no sítio, e inteiros. É caso para se admitir: bendita testosterona.
Obviamente, estou com Mourinho. Alguém tem de explicar aos miúdos deste país, e de preferência com cinco dedos, o que significa um "atina-te", ou, como se dizia há muitos anos atrás, "o respeitinho é lindo". Os pais não sabem o que fazer deles, muito menos os professores, portanto venha o Mourinho pôr ordem nas escolas como se fossem clubes de futebol. Quero o Mourinho a reescrever o estatuto do aluno recentemente aprovado na Assembleia da República. Tenho a certeza que um clone de Mourinho à porta de cada escola valeria por duas brigadas da Escola Segura. Um clone do Mourinho em cada agregado familiar com prole garantiria melhor pedagogia que dois progenitores graduados em ciências da educação. O ministério da educação para Mourinho, e já, e nem sequer estou a brincar.
Mas vamos ao facto: Mourinho anda à porta das escolas privadas aqui do distrito dando coças em miúdos malcriados. Imagine-se que parava frente aos portões das escolas públicas, locais onde a violência atinge proporções épicas, aí pelas 18h30. Seria um massacre.
Boa, Zeca. Finalmente, um justiceiro como deve ser. Um Robin Wood da educação. Um gajo com eles no sítio, e inteiros. É caso para se admitir: bendita testosterona.
Obviamente, estou com Mourinho. Alguém tem de explicar aos miúdos deste país, e de preferência com cinco dedos, o que significa um "atina-te", ou, como se dizia há muitos anos atrás, "o respeitinho é lindo". Os pais não sabem o que fazer deles, muito menos os professores, portanto venha o Mourinho pôr ordem nas escolas como se fossem clubes de futebol. Quero o Mourinho a reescrever o estatuto do aluno recentemente aprovado na Assembleia da República. Tenho a certeza que um clone de Mourinho à porta de cada escola valeria por duas brigadas da Escola Segura. Um clone do Mourinho em cada agregado familiar com prole garantiria melhor pedagogia que dois progenitores graduados em ciências da educação. O ministério da educação para Mourinho, e já, e nem sequer estou a brincar.
domingo, novembro 04, 2007
As dores das mulheres desfavorecidas
Catarina Furtado pariu o segundo filho. Para além do marido, assistiram também ao parto o pai e a mãe da apresentadora, através de uma "janela indiscreta" existente no respectivo bloco operatório do Hospital da Luz. A primeira filha de Catarina Furtado acha o irmão mais bonito que um Nenuco. Antes de nascer, o feto chamava-se Girassol, por isso o recém-nascido foi apresentado à Imprensa com um verdadeiro girassol enfiado nas roupinhas. Assim que olharam para a criança, os pais decidiram que havia de se chamar João Maria. O médico "que acompanha a apresentadora há mais de 20 anos", portanto, desde a puberdade, "contou que Catarina lhe pediu para que a epidural só fosse aplicada quase no final do parto. Ela queria sentir as dores que as mulheres desfavorecidas que não têm acesso à anestesia sentem, afirmou. Só quando estava com quatro centímetros de dilatação é que lhe demos a epidural."
Agradeço à revista TV Guia desta semana, página 99, toda a informação disponibilizada. Peço aos leitores que agradeçam, igualmente.
Agradeço à revista TV Guia desta semana, página 99, toda a informação disponibilizada. Peço aos leitores que agradeçam, igualmente.
quinta-feira, abril 05, 2007
Yo no hablo portugués, pero mismo que hablasse...
Noventa cêntimos é o preço de um jornal diário português, num dia útil. Em Espanha, o El País, ou o El Mundo, custam, de segunda a sexta, um euro cada.
O Diário de Notícias vendido em Espanha custa dois euros, mas pelo El País comprado em Portugal damos 1,35 cêntimos.
O salário mínimo português foi este ano fixado nos 416 euros; em Espanha são 526; em Espanha, é baixo, todos concordam, para não falar nos jornais, caríssimos!
O Diário de Notícias vendido em Espanha custa dois euros, mas pelo El País comprado em Portugal damos 1,35 cêntimos.
O salário mínimo português foi este ano fixado nos 416 euros; em Espanha são 526; em Espanha, é baixo, todos concordam, para não falar nos jornais, caríssimos!
quarta-feira, novembro 22, 2006
O meu querido Diário de Notícias
O Público nunca foi o meu jornal favorito, mesmo quando estava na berra, era a coqueluche do espaço urbano, e batia o DN em vendas e número de putos por metro quadrado, na redacção.
Jornalismo, para mim, sempre foi o do DN: em tempos, uma escola de informação, e redacção, bastante rigorosa. Sou, portanto, uma dê-énista confessa.
Apesar de tudo, fiz uma assinatura do jornal Público, há 3 meses. O empregado da loja Público, no Almada Fórum - onde fui comprar um dvd -, um vendedor simpático e eficaz, apanhou-me dois pontos fracos, a preguiça e o glamour de se ter o jornal na caixa do correio e ir lê-lo para o café, e seduziu-me com uma das condições de assinatura: entrega à porta, pela madrugada. Até me brilharam os olhos!
Portanto, todos os dias, desde há 3 meses a esta parte, entre as 5 e as 6 da manhã, um pai-jornal maravilhoso, que desconheço, detentor das chaves do meu prédio e da minha caixa do correio (facultei ambas), faz-me chegar um exemplar do referido jornal, devidamente embalado e identificado. Adoro a mordomia, que, obviamente, paguei com o meu subsídio de férias. Foi assim. Gosto de variar de jornal; não tenho tempo para ler dois diários; portanto, não faria uma assinatura por nenhum outro motivo.
Ontem, uma funcionária do Público deixou-me a seguinte mensagem no gravador de chamadas: a distribuição porta-a-porta, na Margem Sul, vai acabar; por isso, que ligue eu para o 800 qualquer-coisa, e informe se pretendo receber o meu exemplar por correio ou ir buscá-lo à papelaria mais próxima. Não pediu imensa desculpa, não lamentou. Não, nada. Facto, e parágrafo. Espero que a senhora não seja das relações públicas nem do atendimento ao cliente nem do marketing. Deve ter sido a empregada da... limpeza.
Ora bem, colocam-se-me algumas questões no que respeita a direitos do consumidor:
primeira: alterar as condições de uma assinatura a meio da sua validade é coisa legal? E se não for, falo com quem?
segunda: não posso receber o jornal pelo correio pelo facto de não caber na ranhura da caixa - mesmo que coubesse, não há distribuição aos sábados, domingos e feriados; não tenho interesse em ir buscá-lo à papelaria, um negócio de familia com um horário bastante heterodoxo-aleatório!, para além de que considero ridículo ir recolher uma assinatura do jornal Público a um lugar onde há centenas de Público à venda...
Será que posso reclamar afirmando que não aceito as alternativas que a senhora me apresentou na mensagem deixada no gravador?
Em conclusão, parece que o Público me quer limpar da lista de assinantes e leitores, e eu, sinceramente, de mentirosos já tive a minha conta. Chega-me. Portanto, se a coisa não muda, e se não muda para o meu lado, e não me trazem o jornalinho até à caixa do correio, nas condições da assinatura que realizei... mal ela acabe, em meados de Fevereiro, voltarei ao meu querido Diário de Notícias. Simples.
Jornalismo, para mim, sempre foi o do DN: em tempos, uma escola de informação, e redacção, bastante rigorosa. Sou, portanto, uma dê-énista confessa.
Apesar de tudo, fiz uma assinatura do jornal Público, há 3 meses. O empregado da loja Público, no Almada Fórum - onde fui comprar um dvd -, um vendedor simpático e eficaz, apanhou-me dois pontos fracos, a preguiça e o glamour de se ter o jornal na caixa do correio e ir lê-lo para o café, e seduziu-me com uma das condições de assinatura: entrega à porta, pela madrugada. Até me brilharam os olhos!
Portanto, todos os dias, desde há 3 meses a esta parte, entre as 5 e as 6 da manhã, um pai-jornal maravilhoso, que desconheço, detentor das chaves do meu prédio e da minha caixa do correio (facultei ambas), faz-me chegar um exemplar do referido jornal, devidamente embalado e identificado. Adoro a mordomia, que, obviamente, paguei com o meu subsídio de férias. Foi assim. Gosto de variar de jornal; não tenho tempo para ler dois diários; portanto, não faria uma assinatura por nenhum outro motivo.
Ontem, uma funcionária do Público deixou-me a seguinte mensagem no gravador de chamadas: a distribuição porta-a-porta, na Margem Sul, vai acabar; por isso, que ligue eu para o 800 qualquer-coisa, e informe se pretendo receber o meu exemplar por correio ou ir buscá-lo à papelaria mais próxima. Não pediu imensa desculpa, não lamentou. Não, nada. Facto, e parágrafo. Espero que a senhora não seja das relações públicas nem do atendimento ao cliente nem do marketing. Deve ter sido a empregada da... limpeza.
Ora bem, colocam-se-me algumas questões no que respeita a direitos do consumidor:
primeira: alterar as condições de uma assinatura a meio da sua validade é coisa legal? E se não for, falo com quem?
segunda: não posso receber o jornal pelo correio pelo facto de não caber na ranhura da caixa - mesmo que coubesse, não há distribuição aos sábados, domingos e feriados; não tenho interesse em ir buscá-lo à papelaria, um negócio de familia com um horário bastante heterodoxo-aleatório!, para além de que considero ridículo ir recolher uma assinatura do jornal Público a um lugar onde há centenas de Público à venda...
Será que posso reclamar afirmando que não aceito as alternativas que a senhora me apresentou na mensagem deixada no gravador?
Em conclusão, parece que o Público me quer limpar da lista de assinantes e leitores, e eu, sinceramente, de mentirosos já tive a minha conta. Chega-me. Portanto, se a coisa não muda, e se não muda para o meu lado, e não me trazem o jornalinho até à caixa do correio, nas condições da assinatura que realizei... mal ela acabe, em meados de Fevereiro, voltarei ao meu querido Diário de Notícias. Simples.
sábado, junho 11, 2005
Palavras que me divertem muito
«A partir dos dez anos – às vezes tenho dificuldade em dizer isto porque parece um bocado pretensioso – ia aos sábados à tarde para casa do meu avô e ficava perdido na área das enciclopédias.»
Guilherme d´Oliveira Martins, DNa, 3/6 in Actual, Expresso nº 1702, 10 de Junho de 2005, p. 12
«O processo de trabalho de “Pipas de Massa” foi doloroso?
Fisicamente sofri porque passava 10 a 12 horas sentado numa cadeira que não era adequada ao trabalho que estava a fazer. Isso criou-me um problema: quase não podia mexer-me: os editores enviaram-me uma cadeira que acompanha os movimentos; salvou-me a vida. E depois a Madonna enviou-me a sua massagista.»
Rui Paes, sobre o seu trabalho de ilustração para o último livro de Madonna, in Actual, Expresso nº 1702, 10 de Junho de 2005, p. 20
Guilherme d´Oliveira Martins, DNa, 3/6 in Actual, Expresso nº 1702, 10 de Junho de 2005, p. 12
«O processo de trabalho de “Pipas de Massa” foi doloroso?
Fisicamente sofri porque passava 10 a 12 horas sentado numa cadeira que não era adequada ao trabalho que estava a fazer. Isso criou-me um problema: quase não podia mexer-me: os editores enviaram-me uma cadeira que acompanha os movimentos; salvou-me a vida. E depois a Madonna enviou-me a sua massagista.»
Rui Paes, sobre o seu trabalho de ilustração para o último livro de Madonna, in Actual, Expresso nº 1702, 10 de Junho de 2005, p. 20
O tempo de um gelado no McDonalds
Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...