A quem interessar, declaro-me disponível para colaborar em acções que visem a entrada ilegal, nesta choldra, de imigrantes de qualquer nacionalidade, vindos de choldras piores, por via marítima, aérea ou terrestre. Desloco-me em viatura própria. Preferência em horário pós-laboral ou fins-de-semana. Levo cobertores, roupa em segunda mão, farinha Nestum e bilhetes de identidade falsificados. Não estou a brincar.
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quarta-feira, dezembro 19, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
sábado, setembro 16, 2006
Milhares de imigrantes clandestinos africanos tentam chegar à Europa em botes. Hordas de homens e mulheres e crianças, dos quais uma percentagem significativa morre. Naufragam, são mortos, não se sabe.
Os deportados levam notícias. Pelas Canárias, por Gibraltar, é impossível. Apesar de tudo, essas pessoas muito jovens estão dispostas a correr esse risco sem rede, sem regresso: morrer. Apesar de tudo, acorrem em magotes às muralhas da fortaleza. Querem saqueá-la? Destruí-la? O que querem eles afinal? Querem destruir a terra para onde pretendem fugir? No dia em que para sobrevivermos tivermos de fugir para Marte, quereremos destuir Marte?
Não têm lugar neste feudo europeu? Não temos trabalho para dar a estes homens? Em sítio nenhum? Não precisamos de gente activa, de gente que produza, que se reproduza?
Ah, eles precisam de pouco para viver, logo, aceitam trabalhar por valores abaixo dos que aceitamos, logo vêem criar desemprego entre os nossos? Ah, eles precisam de pouco? Então, porque precisamos nós de tanto?
E como pode um negro vir criar desemprego se num número elevado de empresas a sua candidatura está à partida excluída, ignorando-se a lei?
Como pode um negro aceder a um emprego numa clínica privada?
Não precisamos de repovoar o interior. Incomoda-nos assim tanto que a beira produza negros e mulatos?E que os subúrbios das cidades produzam negros rejeitados por uma sociedade na qual quiseram integrar-se e não lhes foi permitido. Isso não nos incomoda?
Os deportados levam notícias. Pelas Canárias, por Gibraltar, é impossível. Apesar de tudo, essas pessoas muito jovens estão dispostas a correr esse risco sem rede, sem regresso: morrer. Apesar de tudo, acorrem em magotes às muralhas da fortaleza. Querem saqueá-la? Destruí-la? O que querem eles afinal? Querem destruir a terra para onde pretendem fugir? No dia em que para sobrevivermos tivermos de fugir para Marte, quereremos destuir Marte?
Não têm lugar neste feudo europeu? Não temos trabalho para dar a estes homens? Em sítio nenhum? Não precisamos de gente activa, de gente que produza, que se reproduza?
Ah, eles precisam de pouco para viver, logo, aceitam trabalhar por valores abaixo dos que aceitamos, logo vêem criar desemprego entre os nossos? Ah, eles precisam de pouco? Então, porque precisamos nós de tanto?
E como pode um negro vir criar desemprego se num número elevado de empresas a sua candidatura está à partida excluída, ignorando-se a lei?
Como pode um negro aceder a um emprego numa clínica privada?
Não precisamos de repovoar o interior. Incomoda-nos assim tanto que a beira produza negros e mulatos?E que os subúrbios das cidades produzam negros rejeitados por uma sociedade na qual quiseram integrar-se e não lhes foi permitido. Isso não nos incomoda?
segunda-feira, agosto 21, 2006
Não somos grande coisa
A invasão de imigrantes ilegais africanos via Canárias ou qualquer fronteira de qualquer país dito ocidental (o que significa, na prática, para os imigrantes, uma oportunidade de sobrevivência e paz) não será possível de travar, a médio prazo, com mera ajuda europeia à luta contra a pobreza em África.
À pobreza, em África, sobrepõem-se profundíssimos ódios internos, étnicos, que não estão resolvidos, pelo que continuam a valer as fronteiras culturais de uma etnia e não as políticas, as de um país, tal como o concebemos.
A luta contra a pobreza, em África, haveria de ser uma luta contra a xenofobia interna, o feudalismo, o imperialismo enquanto estratégia de poder. Essa é outra luta. É sempre a primeira luta.
Os imigrantes ilegais são sobretudo refugiados. Podemos fechar-lhes as portas. Podemos sempre fazer o que nos apetecer, fechar os olhos, tapar os ouvidos, enquanto não chega a nossa vez.
terça-feira, março 07, 2006
Autismo
Os imigrantes dão ao Estado lucro de 400 milhões de euros.
Diário de Notícias, edição de hoje.
Diário de Notícias, edição de hoje.
Cinco imigrantes africanos morrem por dia ao tentar chegar à Europa.
Título, e resto da notícia, na página 22 do jornal Público, edição de hoje.
O tempo de um gelado no McDonalds
Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...