Mostrar mensagens com a etiqueta humor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta humor. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Porreiros, pá

Os Gatos trouxeram para a televisão o normal convívio de café entre putos que se conhecem de há muito e mandam umas bacoradas com graça. Como os nossos vizinhos que vimos crescer desde meninos, e que agora estão ali, olha, no Central, a gozar com tudo, e todos, porque não vale a pena levar muito a sério o que dói muito. Até vale, mas, e se, pelo caminho, soltarmos uma boa gargalhada de escárnio? Há lá alguma coisa mais terapêutica do que gozar com o Sócrates?! Gozar com o Sócrates ao Domingo à noite é o que nos levanta os ossos da cama à segunda de manhã.
As bacoradas dos Gatos parecem-se tremendamente com as dos putos nossos vizinhos que já são crescidos, mas ainda não muito. Têm aquela graça dos rapazes solteiros sem grandes responsabilidades, e, para além do mais, escrevem bem, sabem representar, são destemidos e parecem honestos. É isso, uns putos honestos e bem intencionados.
Compreendo que devem parar, descansar, renovar-se, mas vou ter saudades de me rir com eles, aos Domingos à noite. Beijos, rapazes.

Evitem deslumbrar-se com iates, automóveis caros, caviar e champanhe francês

Entretanto, enquanto os Gatos se preparam para uma pausa em beleza, lembro uma piada do Herman José que ouvi, na TSF, a semana passada.
Ei-la, sem comentários, conforme a recordo:

O que é que o José Castelo Branco e o Dalai Lama têm em comum?
Ambos dizem, "Gosto muito de Ti Bete."

terça-feira, janeiro 16, 2007

Sobre o sentido de humor português


Margarida Rebelo Pinto tem uma crónica no Sol. Esta semana, abordava um assunto de fácil debate, já muito explorado, mas, sobre o qual, eu, como qualquer mulher normal, me tenho debruçado amiúde: a semelhança entre os comportamentos masculinos e caninos, sendo que o cão ganha, por ser fiel. É uma comparação feliz; cai sempre bem. As meninas divertem-se com o reconhecimento; eles fazem de conta que não percebem, ou levam a coisa com humor, ou atacam venenosamente, ou insurgem-se, clamando pela honra, a moral e os bons costumes. O costume.
O que achei estranho na crónica da Rebelo Pinto foi a advertência com que achou por bem, ela, ou as chefias do Sol, encabeçar a referida crónica. Antes de lermos o primeiro parágrafo deparamo-nos com a seguinte nota:
Advertência: esta crónica foi pensada e escrita em tom lúdico. Pede-se aos leitores mais ferozes e/ou conservadores que não transformem o seu conteúdo num cavalo de batalha.
Foi a primeira vez que me confrontei com um texto acompanhado de instruções sobre a forma como deveria ser lido. Pensei que era parvoíce, dirigindo, imediatamente, uma série de pensamentos depreciativos em relação ao Sol e à Margarida Rebelo Pinto. É óbvio que quem lê um texto irónico percebe a ironia. A ironia tem um registo excessivo, caricatural, paradoxal. Caramba, é preciso avisar sobre um texto irónico? Não é, claro, não é! Que parvoíce!
Mas, afinal, a parvoíce justifica-se! Os homoristas repetem constantemente a ideia de que é muito difícil fazer humor, em Portugal, sem se ofender algo ou alguém. Em Portugal é tudo muito sagrado, tudo sério. Podemos dizer "caralho, foda-se" cento e onze vezes por dia, mas uma piadinha sobre Fernando Pessoa, sobre a Senhora de Fátima, sobre a bandeira nacional, sobre Deus Nosso Senhor... e levanta-se a pátria contra os gentios infames!
Eu não tenho crónica alguma em sítio algum, porque se tivesse, não me autorizavam nenhuma sem advertência. "É a brincar, é só a brincar... a brincalhona!"
Felizmente, ainda não me tiraram o blogue, e aqui posso alargar-me bem, contra seja quem for, sem ter que dar satisfações a meia dúzia de caralhos que sa fodam, dos que até lavam a pássara antes de abrir um livro, um blogue, ou a puta que os pariu.



O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...