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quarta-feira, agosto 20, 2008

O futebol e outros desportos menores


A
RTP 1 dedicou a primeira parte do Telejornal de ontem à enumeração dos gastos que o Estado português atribuiu à preparação de atletas olímpicos. Ficámos a saber que se gastaram 10 milhões de euros do OE, no total, e que um atleta de escalão 1, ou seja, medalhado, usufrui de 1250 euros por mês, enquanto os de escalão 2, apenas 1000; que os que pertencem ao escalão 3 ganham 750 euros e os do 4, qualificados, apenas 500, pouco mais que o ordenado mínimo. Não me parece muita fruta. Se pagassem ordenados destes aos futebolistas da selecção nacional gostava de ver se se davam ao trabalho de levantar uma perna.
Estou mesmo a ver que alguém se lembrou de pedir contas aos nossos atletas pela ausência de medalhas. Parece-me uma má ideia. Primeiro, porque o Estado português gasta mesmo muito pouco com a prática desportiva. Segundo, porque tirando um ou outro, os nossos atletas terão feito o que estava ao seu alcance. Terceiro, porque não consta que se ande aí a pedir contas à selecção nacional de futebol pelos péssimos resultados em competições importantes internacionais. A não ser que alguém julgue que o futebol, esse entretimento de pobres de espírito, valha mais que qualquer outra prática desportiva, ou que um jogador de futebol se encontre numa plataforma valorativa muito superior à do nadador, do judoca, etc. Mas estou em crer que ninguém pensa desta forma. Sou eu a especular outra vez.

quinta-feira, junho 19, 2008

O jogo da bola

Hoje há um jogo, vou já sair de manhã com a camisola da selecção, ai, hoje, o jogo, a ver se despego cedo, se regresso ainda mais, e preparar o petisco, uns pipis, o ritual, as cervejas no congelador quase a rebentar, mostrar-me confiante no café, falar sobre o jogo, quantos vamos marcar, ai, o que vamos ganhar, conduzir a alta velocidade, pisar o risco contínuo, não dar prioridade nas passadeiras nem à minha mãezinha, stress, senti-lo, essa antecipação do momento decisivo, o sol que se apaga, a lua que desce à terra, mas não, é mais que isso por agora, joga a selecção, por isso vou refastelar-me no sofá, preparar as bandeiras, as buzinas, porque se joga o meu dia, a minha felicidade, a minha vida.

segunda-feira, maio 19, 2008

Assuntos da actulidade I

Fui apanhando umas aqui, outras ali, e cheguei esta semana à conclusão de que parece que vamos ter outro europeu de futebol. Acho que é no estrangeiro, porque é sempre no estrangeiro, mas não sei onde. A minha mãe disse-me, ao almoço, que vão fazer uma festa muita linda, no dia 1, quando eles partirem. Eles, deve estar a referir-se aos jogadores e técnicos da magnifica selecção nacional, e, pergunto eu, na minha santa ingenuidade, não houve um grande campeonato de futebol há dois anos, na Alemanha, se não estou em erro, que até lá foi a apaixonada Merche visitar o seu grande amor Ronaldo e tudo? Sim, mas agora é outro. A minha mãe sabe sempre tudo, porque tem o botão do comando encravado na TVI.
Devemos, portanto, preparar-nos todos para outro verão de grande consumo de cerveja e caracóis, associados à exibição da bandeira nacional em varandas e viaturas, gritos nos apartamentos da vizinhança e concentrações nocturnas de gente seminua na rotunda do Marquês. Lindo!

quinta-feira, abril 17, 2008

A minha nova gabardina verde

De manhã, chovia, e chove agora. A chuva foi uma bela oportunidade meteorológica para estrear uma linda gabardina para Primavera, verde vivo, que comprei numa promoção recente.
Saí de casa toda airosa, porque o verde me assenta que nem uma folha, e recebi sorrisos, acenos de cabeça, três pessoas correram na minha direcção de braços abertos, uma delas abraçou-me com emoção, gritando. Foi estranho. Foi assustador. Não conhecia ninguém de lado nenhum, e só por volta do meio-dia tive notícia do sucesso ontem obtido por um clube de futebol nacional no campeonato. Percebi que tinha sido um mau dia para estrear a minha nova gabardina verde.

domingo, junho 03, 2007

Do recente interesse das mulheres pelo futebol


O que importa são as tendências. Para compreender o que se passa fora das nossas paredes, convém escrutinar amálgamas de comportamentos face à moda, à gastronomia, ao sexo, linguagem, desporto, e por aí fora. Nenhum fenómeno social aparece do nada. No nosso tempo, a falácia da liberdade sexual, gerou uma espiral de mudanças que nos soam estranhas.
Cá na minha ideia, o interesse das mulheres pelo desporto é uma tendência em tudo paralela ao uso de apetrechos sexuais, e à prática de sexo anal. Trata-se, no essencial, do mesmo fenómeno de descoberta, associado ao trabalho eficaz da máquina que hoje produz comportamentos e consumos: media e publicidade.
Quando tinha 18 anos, aos vibradores chamava-se-lhes massajadores faciais, e as raparigas riam-se de embaraço, quando os viam nos catálogos de vendas por correio. Hoje, estão nas prateleiras das farmácias de serviço, bem acondicionados, é certo, mas ao lado de qualquer outro produto Durex. Há umas semanas, cheia de honesta e ingénua curiosidade, perguntei à ajudante da farmácia onde me abasteço, o que continham as caixas lilás e rosa ao lado do Durex play; a senhora explicou-me, com a mesma seriedade com que descreve a toma do antibiótico, as diversas funcionalidades dos objectos que se encontravam nas duas ou três caixas de diferentes tamanhos.
Aos 18 anos, imaginava que o sexo anal fosse um comportamento assaz desviante, próprio do universo homossexual, mas hoje constato que querer dar ou levar na padeira, própria ou alheia, pouco ou muito, só para experimentar ou já nos domínios da parafilia, é fenómeno que atingiu a todos.
Mas, o futebol, senhores! Que nunca foi pecaminoso nem propriamente proibido às mulheres! Que apenas as enfadava! Como compreender o súbito interesse por fruto tão pouco apetecido?!

O recente entusiasmo das portuguesas pelo futebol - jogos, jogadores, clubes, campeonatos - surgiu primeiro noutros países europeus onde as mulheres atingiram, cedo, territórios masculinos, e aparentemente justifica a sua permanência nesse mundo que foi só deles: a repartição, o gabinete, o café, o grupo de colegas de escola, universidade ou emprego. Integra-as. Se as mulheres partilham os espaços profissionais e culturais onde eles eram maioritários, e reinantes, faz um certo sentido, numa óptica patriarcal, a única visão do mundo que as mulheres conhecem e aceitam, ainda, que passem a interessar-se pelos discursos que os moviam e ligavam nesses contextos. A saber, independentemente da classe social a que pertençam os elementos do sexo masculino: futebol, cervejolas e gajas.
As mulheres entraram no futebol, inicialmente, pela porta dos jogadores: conheciam-nos; o Simão tinha pernas lindas; o cabelo do Nuno era de morrer, e o rabo de não sei quem era delicioso. Lembro-me desta época. Lembro-me que achei estranho. Até aí, poucas mulheres se interessavam por bola. Eram sobretudo as mães de rapazes, que suportavam dominicais injecções de convívio futebolístico.
No princípio, os homens gozaram um bocado. Elas comentavam os atractivos sexuais dos jogadores?! Okay, justificava-se, eram mulheres. Era o mais longe que conseguiam chegar.




Demonstrar interesse por gajas não foi, para as mulheres, missão propriamente difícil. No meio de homens, e muito ajudadas pela suprema fantasia masculina do paraíso - miúdas no rebolanço umas com as outras - as mulheres perderam a vergonha de dizer abertamente o que me valeu fama de lésbica desde o 7º ano de escolaridade: que as mulheres são lindas e desejáveis, inclusive para outra mulher. Hoje, é lícito declarar-se, em grupos de mulheres, sem se ser olhada de lado, que as mamas de fulana são faraónicas. Que sicrana é belíssima. Mas há dez anos atrás, as mulheres ainda afirmavam não saber apreciar mulheres, mentira piedosa da qual me fui rindo em silêncio.

Embora custe a crer, a cervejola tem sido o principal obstáculo à progressão da portuguesa no mundo do futebol. A cervejola lusa amarga que se farta, mesmo gelada, mesmo a morrer de sede, e não fosse a ajuda do panaché, mais leve de sabor, enfim, bebível, e, recentemente, a bela ideia das cervejeiras, com as green, as pêssego, as framboesa... tudo teria sido mais difícil.

Mas repetir comportamentos masculinos, reforçando-os, para provar serem suas iguais, só seria útil aos grupos sociais se os homens fossem realmente o sexo forte. Nunca foram. E a nós também não nos interessará enfatizar tal concepção muscular e emocional de fraco e forte.
Esse tem sido o grande erro das mulheres: quererem ser aquilo que eles não provaram ser! Quem quer ser homem como os homens? Nem eles!
Evidentemente, a entrada das mulheres neste "pequeno" mundo do futebol não foi conquista alguma. Os homens também se adaptaram?! Passaram a gostar de patinagem no gelo, de néctares de pêssego?! Começaram a admitir que sabiam apreciar gajos?! Que fulano de tal, afinal, era giro?! Não me parece. Portanto, se apenas uma parte da população adaptou novos comportamentos, tudo ficou igual.
Temos, pois, que as mulheres permanecem doces e suaves, mas podem filiar-se no território dos homens, até porque são decorativas, dão graça, alegram. E que os homens continuam durões, aceitando mulheres doces e suaves filiadas no seu território - até lhes dá jeito tê-las à mão - mas, atenção, mantêm-se durões.
Isto foi só o princípio.

Depois, veio o Europeu, a seguir o Mundial - ou ao contrário, sei lá - ambos com a respectiva praga de bandeiras portuguesas, e de efeito pátria. Gostar de futebol já não era apenas gostar de algo pertencente ao território masculino, ao qual passámos a ter acesso. Gostar de futebol era também ser bom português, ou boa portuguesa. E isso contou muito.
Era verão, estava calor, passarinhas e passarões ferviam de exaltação. Sabia bem brincar ao Carnaval, ao final da tarde, depois dos caracóis na esplanada. Era um espectáculo de massas, martelado até ao esgotamento por todas as televisões, em todos os noticiários maiores e menores, e na publicidade, por fios de horas, de fios de horas. A mensagem visual transmitida pelos media, e publicidade, em concorrência, envolvendo mulheres jovens, bonitas e seminuas, ou velhotas gordas, de bata e lenço na cabeça, sacudindo bandeiras nacionais ou ramalhetes de panos da cozinha verdes e vermelhos agradou ao marketing do espectáculo. Promovia-o. Engrandecia-o. Gerava mais receitas. Portanto, a visibilidade das mulheres envolvidas no espectáculo de massas, chamou mais mulheres.
Creio que grandes finais internacionais de futebol desta década terão restabelecido os caudais mínimos de comunicação em muitos casamentos perto do estado pantanoso. De repente, a conversa animou ao jantar. Como tinha sido o jogo de ontem, e a seguir quem jogava com quem, que prognóstico era possível fazer... Nunca as portuguesas aprenderam tanto vocabulário técnico-desportivo em tão pouco tempo: marcar um canto, penalti, falta disto e daquilo... foi uma verdadeira acção de formação nacional massiva.

Acrescente-se-lhe, agora o salutar hábito conjugal mediterrânico, que em Portugal se respeita: gaja que é gaja, e gosta do seu gajo, esforça-se por dialogar com o dito - vem nos conselhos da revista Maria sobre como manter a magia no casamento. Se o seboso só consegue falar de futebol, fale-se de futebol; se não é possível ir com ele a mais lado nenhum, excepto o estádio, ou o café com écran gigante e Eurosport, venha de lá estádio e café com écran e Eurosport, porque, em Portugal, e isto aprende-se cedo, aprende-se em casa, mulher que é mulher, esforça-se primeiro por agradar ao seu homem, e depois logo se vê se vale a pena respirar, viver para além dele.

Resumindo, que isto do futebol cansa-me, e excluindo desta conversa aquelas mulheres que sempre gostaram genuinamente de futebol, porque sempre gostaram de desporto, tal como muitos homens sempre gostaram genuinamente de patinagem no gelo, a maior parte das portuguesas da minha geração, e da que me precede, aprenderam a gostar futebol por motivo bastante ordinário: a integração num grupo de homens - agradar aos companheiros conjugais, de forma geral; acompanhar marido e os filhos; responder às bocas no horário de trabalho ou fora dele, com colegas.

No entanto, é muito provável que a actual tendência acabe por gerar um interesse verdadeiro nas raparigas das gerações futuras. O impacto do futebol junto das mulheres vai, certamente, implicar alterações culturais, e o futebol deixará de ser um feudo masculino. Espero que sim. Resta-me esperar, igualmente, que o futebol se transforme em efectivo desporto, não num mafioso reduto de violência, dentro e fora do campo, ou não as servirá a elas, tal como não os tem servido a eles.

terça-feira, maio 22, 2007

Da importância do futebol para resolver os problemas nacionais (acto único)

Verdadeiro saco de plástico reutilizável e reciclável do Lidl
(Vale pena fazer zoom deste exemplo de arte pop-urbana - clicando sobre a imagem.)


Prima afastada
- O Porto ganhou!

Isabela - Ah!... (pausa enquanto consulta uma palavra no dicionário) Shear... shear... ca raio....
Mas qual foi o monumento? Estás a falar das Maravilhas do Mundo ou do Património Mundial da UNESCO?

PA - O FCP, carago, o FCP do Pintinho.

I - Ah!!!! O FCP! Ah, carago, dizes bem, isso é uma notícia importante! (pausa enquanto lê demoradamente a entrada relativa a shear no dicionário da Porto Editora) Mas isso de ter ganho... E qual era o outro clube? O Cebolais de Cima?

PA - (rindo) Não tens a televisão à frente, não vês o chinfrim, o FCP ganhou o campeonato!

I - O campeonato... já acabou o campeonato?

PA - Oh!

I - Oh pá, não tou a olhar para a televisão, pá. Pensei que aquilo fosse alguma comemoração da UNICEF no estrangeiro.

PA - (silêncio).

I - Então, mas os gajos não estão já habituados? Quantas vezes é que eles não ganharam? (pausa)
E to pierce, sabes o que é? (rindo) Será Pierce Brosnan?


PA - (virando a cara para não se rir) Não me chateies. Vai ver ao dicionário. Aposto que os meus amigos já foram sair, e eu aqui metida contigo nesta parvaceira.

I - (esticando a orelha direita na direcção da janela) Realmente ouço barulheira lá fora, parece no café. É bom, é bom. Gosto sempre quando o FCP ganha: há menos mulheres a levar porrada a Norte. Já a Sul...

PA - Nunca és capaz de descontrair, de achar piada às coisas que entusiasmam os outros.

I - Quem disse? Vou para a rua toda entusiasmada assim que for criado um movimento insurreccional português, e só não hei-de levar bandeirinhas porque vou precisar das mãos para carregar sacos de plástico do Lidl, abarrotando de coquetailes molotofes, a subir a calçada da Estrela até .... o quê?... não é descontrair? Não é desporto? Mas o FCP não é desporto, é um coio de mafiosos! E os de cá de baixo, igual. Ao menos não te entusiasmava lutar contra os filhos-dum-cabrão que nos roubam todos os dias e se riem na nossa cara?! Havia de ser libertador, hein?! E útil! Se calhar... útil! (pausa)
E claws, sabes o que quer dizer claws?

sábado, abril 07, 2007

"A vida é sempre a perder"

Acabei de ver, pela primeira vez, a Liga dos Últimos, na RTPN. Ah, o que eu gosto de futebol e do mundo que circunda a modalidade! E como os compreendo! Não querendo apoucá-los, que não merecem, a liga dos últimos retrata, fielmente, anos a fio da minha existência: não há campo, nem dinheiro, nem apoio, nem tempo para dedicar aos treinos, nem massagista, nem se ganham jogos, logo, não se vêem pontos; não obstante, comparece-se semanalmente, cara e equipamento lavados, cabeça erguida, lastimando, é certo!, mas teimosamente chutando a bola orgulhosa de fracasso em fracasso.


(clicar sobre a imagem, para aumentá-la)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Carolina e Jorge Nuno: uma história de amor



Toda a gente sabe, e há muitos anos, que Jorge Nuno é um padrinho da máfia. As revelações da última mulher conhecida não constituem, por isso, qualquer novidade. Se eu, que nada percebo sobre as negociatas do futebol, sei tal coisa, melhor saberão os amantes deste desporto, e os adeptos do FCP. Pintinho é um ícone portuense exactamente por ser poderoso, por ser Il Padrino, parte I, II, III, IV... por se servir de esquemas, por ser intocável, não por ser bonzinho. Por ser aquilo que se espera de um macho que toma Viagra cada vez que precisa de o pôr em pé, ou seja, um animal, uma doninha fedorenta, isto não querendo ofender as doninhas.
As declarações da última mulher conhecida, porque outras fascinadas pelo dinheiro e poder que estes homens proporcionam se seguirão, são úteis na medida em que talvez possibilitem um novo julgamento, o qual Il Padrino tentará manipular e comprar, usando os meios de sempre: a ameaça, a chantagem, a porrada.
Não nos interesse perceber com minúcia os motivos da última mulher, tão mafiosa quanto ele, ou que apenas se limitou a cumprir o que se espera de uma mulher à antiga: ser depositária de todos os segredos, estar ao lado do marido, para o bem e para o mal, e agir legitimamente em seu nome. Postos os cornos, a referida senhora, que não só lhos devia igualmente pôr [eu cá teria posto, todos os dias, e bem grandes, daqueles revirados!] como já lhes conheceria o peso doutros carnavais, não gostou, como não gostaria qualquer outra mulher ou homem que se mexa à face da terra. Tudo isto é natural e claro como água. Perder o homem implicava perder um estatuto que lhe deve ter custado a obter. Portanto: a fabulosa e eficaz técnica da roupa suja. A lavagem da roupa suja é frequente neste tipo de casos. Muito parva seria ela se não usasse, contra Il Padrino, as armas de que dispõe. E dá jeito. Portanto, considerando o contexto, fez muito bem. Venha mais roupa suja, de mais origens, e consiga o ministério publico fazer dela bom uso.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Do interesse público do futebol

O futebol alimenta, hoje, bem à vontade, e dentro da fronteira, uns bons 8 milhões de portugueses - tal como o vinho, durante o Estado Novo, deu de comer a mais de um milhão: "beba vinho".
Aí está o interesse público das crises no futebol.
As substâncias dopantes são sempre de interesse público. Não resolvem os problemas na origem, mas a sensação de bem estar alivia a ansiedade e abre sorrisos. Não temos consciência de nada enquanto nos esquartejam, como nas anestesias.

terça-feira, agosto 29, 2006

Pôr ordem nisto

Um país sem ideias, sem liberdade, sem moral, sem ética, sem finanças, à mesa do café discute ideias e liberdade e moral e ética e finanças; questões clubísticas relacionadas com futebol é conversa que apenas se admite após discussão dos temas atrás referidos, à décima cerveja ou em fase de catarse; porque a catarse não tem regras, pode ser decadente, vã, pungente, leviana.

O macho e o domínio do sagrado

A pergunta feita ontem pelo jornal Público na secção "Barómetro" era a seguinte - atenção à complexidade do assunto e à sua relevância para o estado geral do país, do mundo, de qualquer coisa:

Dos três principais clubes portugueses, qual está mais forte para o início do campeonato?

E houve respostas!


domingo, julho 02, 2006

Instintos básicos

Ricardo guarda-redes é bom rapaz, simpático, um miúdo simples, e eu gosto dele.
Cristiano Ronaldo, tenho de dar a mão à palmatória, joga com mestria. Talvez seja bom rapaz, talvez, mas não me parece um miúdo simples nem simpático - antes um novo-rico um bocado seduzido pela fama e luxo que o poder financeiro possibilita, e não gosto dele.
Os pobrezinhos não se tornam obrigatoriamente bonzinhos e humildes quando ascendem na hierarquia
. Talvez esteja enganada nos dois casos. E se estiver, se estiver veremos...
O futebol é um desporto global. Uma cultura global. Um espectáculo coreográfico viril, espontâneo, estratégico - uma tragédia grega. Uma guerra. Depois, uma paz. O circo romano no qual não se morre a não ser com honra, embora haja sacrifício, e animais selvagens esfomeados prontos a devorar. Horror.
O corpo não permanece indiferente perante a emoção dessa guerra; o medo e o entusiasmo; o corpo torna-se animal, sexualiza-se rapidamente. Já não somos só nós, mas o corpo-animal antes do corpo-nome próprio e de família. A nossa carne crua, que morde e é mordida, come e é comida. Um impulso sexual, inesperado, incha as vulvas das mulheres, e encharca-as de muco.
Podemos domesticar o cão, mas não extraímos dele o lobo à volta do qual se constrói a possível domesticidade.



Um jogo como o de ontem, entre Portugal e a Inglaterra, transforma-nos, faz-nos esquecer convenções. Gritamos porque somos animais. Desesperamos e sofremos porque somos animais e queremos ganhar aquela bulha. Tornar-nos-emos líderes do grupo, porque seremos os mais fortes. Venceremos. Governaremos. Haveremos de poder. Estender-nos-ão o tapete que pisaremos, por onde passaremos com os despojos.
Mas que diferença nos faz que Portugal ganhe o campeonato do mundo, fique em quarto lugar ou em último? O que nos traz isso de bom? Melhora as nossas condições de vida? Praticaremos mais desporto? Afinal, para que nos servirá? Somos os melhores porque somos os melhores num desporto específico? Coloca Portugal no mapa do mundo? Os Americanos vão finalmente perceber que não somos uma província de Espanha? A honra de ter uma boa equipa desportiva chega-nos, serve-nos como orgasmo patriótico?
Talvez fosse mais patriótico, mais honroso, pertencer aos quatro melhores do mundo em civismo. Pertencer aos quatro mais trabalhadores; aos quatro mais honestos; ao quatro com melhor protecção ambiental, com melhor organização associativa anti-racista, anti-colonianismos.
No entanto, o civismo, o trabalho, a honestidade, o anti-poder não inspiram, não nos aumentam os níveis de adrenalina, não nos motivam. Estranho. Gostava de pertencer aos quatro melhores do mundo em qualquer outra coisa que não a guerra; que a vulva nos inchasse e tremesse de fome acidental, porque seríamos os quatro melhores do mundo em arte, em cultura musical, em equipamentos pré-escolares, em resolução das listas de espera para cirurgia; porque a protecção à maternidade, paternidade ou ambas seria excelente.
No lugar ilocalizável de onde vim, julgo que era assim que fazíamos.
Trago essa memória. Não sei se é memória, mas o que há-de ser, o que virá, porque não pode ser de outra forma.

domingo, junho 11, 2006

Angola-Portugal: o guarda-roupa (opinião imparcial)



Licra de algodão


O dos portugueses é piroso, assaloiado, vermelhusco em excesso. Cansa muito a vista. Não se pode abusar assim do vermelho; mal concebido, mau gosto.
O dos angolanos tem imenso estilo, toda em branquinho, o que sobressai imenso naquelas peles, com listrazinhas negras, amarelas e vermelhas, e sem sinais da catana da bandeira, o que é um alívio. Adicionalmente, na segunda parte, usaram uns pensos rápidos na testa, também brancos, que resultaram divinais como acessório.
Penso que poderia ajudar bastante ao espectáculo uma mudança radical em toda a concepção da fardamenta. Custa-me um bocado que o Figo ande com as pernas tapadas quase até ao joelho. Os calções atrapalham os movimentos, travam a corrida. Deviam jogar todos com boxers, numa licra de algodão muito leve, mediamente justos, que deixassem as pernas completamente livres para os passos complicados. As camisolas também são demasiado largueironas. Muita manga, muito compridas. Não se justifica. Custa-me ver o Figo com o tronco todo vestido, ainda por cima cheio de calor.
Sugeria umas camisolas mais justas, na mesma licra de algodão muito leve, sem mangas e mais curtas.

A performance seria outra e eu nunca me distrairia nas partes mais mortas dos jogos.
A fotografia desportiva ganharia. Os movimentos parados de um jogo são altamente plásticos, mas os mesmos movimentos, os rapazes no ar, os rapazes do avesso, todos em licra, seria melhor que o ballet russo.

Angola-Portugal: captação de imagem (opinião imparcial)



O pé de Figo


Zero inovação, zero travellings, poucos zooms. Assim não dá.

As câmaras insistiram muito no Cristiano Ronaldo, no Cristiano Ronaldo, no Cristiano Ronaldo. O moço tem muita mania, julga que é mundialmente famoso e que ganha muito dinheiro, mas não joga nada de jeito, essa é que é essa. Está na pele e no osso, o que não lhe fica mal de todo; mantém o arzinho de bairro da lata, pobre mas lavadinho, só carne magra, irrequieto mas inofensivo, que tantos admiradores lhe granjeia nas saunas gay. O operador de câmara era gay, quase de certeza.
Os momentos mais interessantes, do ponto de vista da qualidade de imagem, ocorreram quando Figo se baixou para mudar de sapatos - aí, sim, tivemos um grande plano erótico do pé encaixando-se no objecto. Outros momentos interessantes: o rosto sério, manchado pela barba, e ligeiramente sofredor do Figo; sempre que o Figo era filmado de perto, correndo para a baliza contrária, com os salientes músculos das pernas, e respectiva pelunça, bem visíveis; o Figo, quando diz derivado, nas conferências de imprensa (isto já foi fora, mas pronto, é delicioso, não é?!). Um jogador angolano a chutar de costas, logo no início, sem conseguir golear. O Pauleta quando abriu os braços, quase torcendo a articulação, depois do golo - mas não desculpo que não tenham conseguido um melhor ângulo.
Trabalho medíocre. Para o próximo jogo, no que respeita à captação de imagens, por favor contratem um Ridley Scott da televisão.

Angola-Portugal: estratégia de jogo (opinião especializada e imparcial)



Um mínimo de 4 golos por partida, sem limite máximo


O que ajudaria muito seria colocar uma tabuleta em cada baliza, indentificando-a. Escrever Portugal, na de Portugal e Angola, na de Angola. É que os neófitos perdem muito tempo a perceber quem ameaça quem. Felizmente, o guarda redes angolano, um rapaz muito bem apresentado, por acaso, tinha uma camisolinha azul-céu, e o nosso estava todo em cinzento, que se vê mal e é triste. Mas só tínhamos isso a ajudar!
Um neófito, quando os vê correr todos para uma baliza pergunta logo, "quem é que vai tentar?", e às vezes até apanhamos grande sustos quando são os nossos a tentar golear os outros, e até ficamos todos contentes por não terem conseguido. Adiante.
Os rapazes de ambas as equipas jogaram bem, muito profissionais, rápidos, duros, dando encontrões e caindo espectacularmente. Não percebi porque é que umas fintas eram falta e outras não, mas deve ser porque aprendi por outro livro.
Um senão: fizeram um jogo muito cerrado, não deixando a bola circular. E se isto é circo, vamos lá ver aqui uma coisa, a malta quer circo. A única parte verdadeiramente entusiasmante num jogo é quando a bola entra na baliza. Estamos ali para ver golos. Portanto, vamos a facilitar. Vamos ser solidários com o público e com o amigo adversário. Não seria muito melhor espectáculo se uma equipa tivesse marcado 8 golos e a outra 6? A partir de agora quero ver mais golos, faz favor.
A equipa portuguesa, tirando o Figo e o Pauleta, que também tem muita graça, e joga bem, apresentou jogadores que não passariam pela cabeça de ninguém. Os nºs 14 e 19, de onde é que aquilo veio? E o Petit? Mas contratam um jogador chamado Petit para quê? Ganhar em grande? Está mal. Emendar. Escrever 50 vezes no caderno de seleccionador, "nunca mais pôr jogadores lingrinhas em campo". Mobilidade para os lingrinhas.
Aquele rapazinho muito giro que tem sempre uma fita na testa, cabelos pelos ombros e carinha de 18 anos (nao é o Maniche, tenham dó!), Nuno qualquer-coisa, onde é que estava esse grande jogador que uma pessoa gosta sempre de ver em qualquer lado?
O jogo podia ter corrido melhor, mas não foi mau. Na segunda parte tornou-se um bocadinho monótono. Mas não concordo nada que a selecção angolana fosse fraca. Se fosse fraca os portugueses teriam marcado mais um golinho, e não conseguiram. Pronto. Acho que já abordei todas as questões importantes sobre estratégia de jogo.



quarta-feira, outubro 19, 2005

Isabela e o futebol: comentário atrasado ao Sporting-Académica

Amesendei-me no sofá, por volta das 19h30 do passado Domingo, liguei o televisor, e atirei-me às pipocas sobrantes, provenientes dos cinemas Lusomundo.
Quando me apercebi da imagem na televisão, estava a dar futebol; como tinha as mãos um bocado lambuzadas, preferi não tocar no comando, e lá me deixei ficar.
Conclusões a que cheguei:

- os jogadores de ambas as equipas estavam devidamente ginasticados e sabiam correr de um lado para o outro, mesmo quando não andavam com o fito na bola.

- os miúdos da Académica são giros que se fartam, todos tenrinhos, sobretudo aquele da bandolete, que fazia beicinho e era o que se chama um figo.

- os marmanjos do Sporting são todos feios e betinhos, sobretudo o Sá Pinto, que é horrendo. Agora os “negões” prometem. Aquele moço moreno da baliza, o Ricardo?, com ar de produto nacional, tem a sua piada. Uma pessoa olha para ele e vê logo que é bonzinho. Aposto que nunca traiu a mulher! Desse gosto.

- as fardamentas são do pior que há! A do Sporting parece vinda directamente de uma prisão da Pensilvânia: camisolas com riscas verdes sobre branco. Que falta de gosto! Contratem o José António Tenente, que é um valor seguro! Mudem a imagem. Depois querem ser campeões. Não podem!
A imagem é muito importante. Desde que aquela escultura de carne chamada Augusto Inácio se mudou para o Guimarães, ou lá para onde é que foi, o Sporting é o que se vê. O Augusto Inácio tem de voltar. Enquanto ele foi o treinador era outra moral!

- as fardamentas do Académica são um bocado neofascistas: muito negras, embora com umas riscas brancas para aligeirar o ar demasiado escuro; vale-lhes o patrocínio da Dolce Vita, inscrito no peito – e pensando no miúdo da bandolete, concordo que a vida poderia ser doce, sim!

- calções: os que usam deviam ser proibidos. Não favorecem a linha dos jogadores. Os calções deviam ser todos feitos de uma mistura de algodão e licra, curtos, bem cavados, aderentes. Eu posso fazer o desenho, se estiverem interessados.

Aproveitei o intervalo, estava o Académica a ganhar por um a zero, fui lavar as mãos e mudei de canal.
Não sei quem é que ganhou, mas será que isso interessa?!



Coisinha mais linda!

quarta-feira, setembro 28, 2005

O azulejo do Benfica

Sábado, 10h30, quiosque dos jornais:

- Ó chefe, atão ainda tem azulejos do Benfica?
O chefe, arrrebatando uma folha a jeito, ao lado da caixa, que apresentava já sinais de bastante uso desde as 9h00:
- Ó amigo, eu vou-lhe mostrar isto para você ver queu não ando aqui a enganar ninguém... tá a ver aqui este número: 7, não é?! Pois, isso foi o que eles escreveram aqui - vieram 2! Isto é para que veja! Sete... e vieram 2! E depois nós é que damos a cara ós clientes!
A senhora que perguntava pela peça de uma colecção que vem com o não sei quê - era um garfo ou uma faca:
- Pois, olhe cumeu marido só conseguiu na Costa. Veja bem, daqui à Costa para arranjar um azulejo!
- É queu já venho a pé lá de cima, desde a central de camionagem, a perguntar em todó lado, e ainda só arranjei este! Tá ver, não tá, chefe! Desde as camionetas! Cambada de corruptos! E depois querem cu país ande prá frente!

quarta-feira, setembro 14, 2005

Catástrofes desportivas

O Benfica é uma associação desportiva, certo?
Nessa associação devem praticar-se, aqui como na da minha rua, diversas modalidades: o atletismo, a ginástica rítmica, o futebol, aquilo dos pesos, certo?
No que respeita à modalidade de futebol, uma entre as outras, existirá um conjunto de jogadores, a que se chamará " a equipa", a qual será orientada por um fulano chamado treinador, certo?
O fulano poderá ser uma fulana e, nesse caso, chamar-se-á treinadora, certo?
Portanto, posso partir do princípio de que existe uma equipa de futebol chamada Benfica, certo?
Partindo destes pressupostos básicos, mas fundamentais, como na Matemática, vamos lá ver se eu consigo chegar lá: o treinador da equipa de futebol saiu, certo? Vamos lá ver, saiu ou foi despedido? Saiu porque arranjou um emprego melhor ou porque cometeu um erro muito grave, intolerável e imperdoável?
Bem, seja lá como for, já não é o mesmo, certo?
Então, e já agora, quem era o gajo?
E quem é que o vem substituir? Uma vedeta internacional? O Figo vem treinar o Benfica? E o Maniche, podia ser o Maniche, ou não?
Não sei, vamos lá ver, porque agora com a crise, com os pedidos ao contribuinte público e privado para apertar o cinto, será que o País aguenta o embate da mudança do treinador?

As putas de luxo dos jogadores, e as baratas, dos adeptos, é que, ao cruzarem-se na rua, devem rir-se umas para as outras que nem umas deusas!

domingo, maio 08, 2005

A bola: revisões da matéria dada

Tudo o que sei sobre futebol, aprendi esta semana, em explicações à hora do almoço! Espero ter percebido bem.
Fiz este resumo da matéria para me ajudar a estudar: na próxima semana vou ter teste e convinha-me passar!

O campeonato nacional tem 18 clubes (são só os da 1ª divisão!), que jogam 34 jogos, uns dentro, outros fora (saber quando é que são dentro!). São 34 jogos e não 36, ou seja, 18x2, porque cada clube não pode jogar consigo próprio!; portanto, são 18 clubes, mas cada clube só pode jogar com os outros 17! Logo, 17x2=34!

Quando chegamos a esta época, estamos no final do campeonato nacional. É uma altura importante, porque vai decidir não só o campeão, como o posicionamento dos restantes clubes no dito campeonato, determinando a sua participação na Liga dos Campeões e na taça UEFA.
A UEFA é uma espécie de associação dos clubes europeus; disputam esta taça os clubes classificados no 3º e 4º lugar nos campeonatos de cada país (incluindo os do Leste).
Na próxima semana vai haver um jogo da UEFA cá em Lisboa; é um jogo do campeonato anterior, e o Sporting participa. Parece que é uma coisa muito importante. (Agora já não me lembro se é a final. É com um clube de Moscovo, com um nome impronunciável. Não sei se estou a fazer confusão, porque é muita matéria. Mas não deve ser a final com o Sporting, porque então o Sporting poderia vir a ganhar uma taça UEFA, não é? Mas parece-me que o jogo é em Alvalade, e isso deve querer dizer que o Sporting joga. Bem... )

A Liga dos Campeões, por algum motivo desconhecido, é mais importante que a taça UEFA, e nela participam os campeões e vice-campeões dos campeonatos dos países europeus (incluindo os do Leste); e agora, deixa-me ver, eu não queria errar: os latino-americanos entram em qualquer sítio, não sei se é aqui, se é na taça inter-continental, que é disputada entre o clube que vence a Liga dos Campeões e o melhor da América Latina. Não, mas então não teria sentido os latino-americanos entrarem na Liga dos Campeões, porque o vencedor podia ser o Brasil, e imaginemos que o Brasil era o melhor da América Latina, com quem é que o Brasil jogava? Ok, há aqui um gato qualquer. Esta parte da matéria não está clara. Bem, a Liga dos Campeões é uma amálgama de clubes que jogam entre si, e que não são apenas europeus, deve ser assim. (dúvidas a esclarecer)

O ano passado, o Porto venceu o campeonato nacional, a taça UEFA e outra, que deve ter sido a Liga dos Campeões. Este ano, o campeonato nacional pode ser ganho pelo Sporting ou pelo Benfica, tudo depende do jogo que vão ter para a semana, isto porque o Benfica perdeu hoje. Vai ser um Sporting-Benfica. Mas como é que o Sporting, coitadinho, vai jogar 2 jogos importantes na mesma semana? Qualquer coisa está mal lá para trás! Não deve ser possível que um mesmo clube esteja a tentar safar o campeonato nacional deste ano e o europeu do ano anterior. Isto é muito confuso (esclarecer).
Segundo percebi, se empatarem, decide-se tudo num outro jogo, o último, na semana de 18/05. Se um deles ganhar, pode considerar-se logo vencedor nacional, embora ainda tenha de ir jogar o tal outro jogo. Portanto, resumindo, parece que, este ano, o Sporting e o Benfica é que estão encaminhados para ir à Liga dos Campeões, sendo que um deles vai ganhar o campeonato nacional. O Porto e outro qualquer, tipo um clube do Norte ou este aqui de Setúbal (esclarecer antes do teste) vão à UEFA.
Concluindo, os jogos do campeonato nacional são ao fim-de-semana. Os outros jogos são à quarta-feira; mas às vezes são à terça ou à quinta, depende.
Nunca se sabe, isto também pode sair.
Sinto os conhecimentos pouco solidificados, num ou noutro ponto...

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...