Algo nos roubou a vida inteira, tudo; e despojados, resta-nos, então, parar com as mãos totalmente abertas e vazias, aceitando o que vem, o que se dá.
Compreendemos que, não sendo perfeito, o fraco, frágil mundo é tudo o que resta. E que tudo o que resta é recomeçar, retornar à estrada e percorrê-la, sorrindo, nos dias em que não choramos. Todos os dias havemos de rolar a enorme pedra um metros pela encosta acima, com os olhos fixos no cume que não sabemos se alcançaremos. E saber que isso não é a condenação, a prisão perpétua, mas apenas a estrada que calcorreamos antes que que nos cresçam asas.
Voltamos a olhar de frente os que nos rodeiam. Reencontramos objectos perdidos há muito tempo. Tudo é estranho. Tudo é novo. Colocaram-nos novos olhos nas órbitas, enquanto dormíamos escassas horas.
E nesses nomentos parece-nos, sem percebermos, que o fim, se calhar, é um início.
Compreendemos que, não sendo perfeito, o fraco, frágil mundo é tudo o que resta. E que tudo o que resta é recomeçar, retornar à estrada e percorrê-la, sorrindo, nos dias em que não choramos. Todos os dias havemos de rolar a enorme pedra um metros pela encosta acima, com os olhos fixos no cume que não sabemos se alcançaremos. E saber que isso não é a condenação, a prisão perpétua, mas apenas a estrada que calcorreamos antes que que nos cresçam asas.
Voltamos a olhar de frente os que nos rodeiam. Reencontramos objectos perdidos há muito tempo. Tudo é estranho. Tudo é novo. Colocaram-nos novos olhos nas órbitas, enquanto dormíamos escassas horas.
E nesses nomentos parece-nos, sem percebermos, que o fim, se calhar, é um início.
Foto de Henk Braam