Tenho a certeza que era à Renova, e ao papel higiénico preto, "e em vários tons de preto", que Pessoa se referia quando vaticinou "cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
Sem preconceitos, que, a existir, seriam de merda, aposto tudo na Renova: desejo do fundo de qualquer coisa em mim, que a Renova se transforme numa "microsoft au noir" para wc.
Quero ver-me chegar a qualquer parte do mundo e encarar funcionários alfandegários admirados, lendo o meu passaporte lusitano com inveja, como se fosse sueca, exclamando, "Oh, oh, portuguese, kings and queens of toillet paper! Portugal, famous land of Renova. Welcome, welcome!"
Quero ampliação das instalações da Renova, todas em território português.
Quero um milhão de portugueses a fabricar rolos de papel higiénico para exportação.
Quero o mundo inteiro decorado com papel higiénico preto-baço, preto-brilhante, preto-asa-de-corvo, com relevo, sem relevo. Com o preto na moda, este ano, tenho a certeza: vai, finalmente, cumprir-se Portugal.
E logo agora, que acabei de pedir asilo social a Espanha.
Sem preconceitos, que, a existir, seriam de merda, aposto tudo na Renova: desejo do fundo de qualquer coisa em mim, que a Renova se transforme numa "microsoft au noir" para wc.
Quero ver-me chegar a qualquer parte do mundo e encarar funcionários alfandegários admirados, lendo o meu passaporte lusitano com inveja, como se fosse sueca, exclamando, "Oh, oh, portuguese, kings and queens of toillet paper! Portugal, famous land of Renova. Welcome, welcome!"
Quero ampliação das instalações da Renova, todas em território português.
Quero um milhão de portugueses a fabricar rolos de papel higiénico para exportação.
Quero o mundo inteiro decorado com papel higiénico preto-baço, preto-brilhante, preto-asa-de-corvo, com relevo, sem relevo. Com o preto na moda, este ano, tenho a certeza: vai, finalmente, cumprir-se Portugal.
E logo agora, que acabei de pedir asilo social a Espanha.