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segunda-feira, outubro 01, 2007

Na minha mala de enxoval


Antigamente, a minha mãe não me deixava mexer na mala do enxoval, nem eu queria. Detestava as peças antiquadas diversas que me tinham oferecido aos oito anos, e depois aos treze, mais as que ela me tinha comprado porque haviam de me ser muito úteis, um dia, quando tivesse marido, filhos e uma casinha, a qual pertenceria sobretudo aos últimos, embora eu aí desse o litro como uma escrava de facto caseira.
Na minha mala do enxoval, de madeira sólida, trabalhada à mão pelos negros de uma qualquer marcenaria de Lourenço Marques, que cá veio parar nas entranhas de um contentor de retornados, não sei se se lembram, havia, ainda há, têxteis com padrões psicadélicos dos anos 70, nomeadamente os de cozinha, e outros com bordados e decorações intemporalmente românticos, nomeadamente a roupa de cama, sobretudo os lençóis da noite de núpcias - a qual, se bem me lembro, veio a acontecer à tarde, numa pensão barata, embora já não esteja bem certa.
Hoje, a minha mãe já me dá acesso à mala de enxoval, e autoriza-me a retirar de lá tudo o que me apeteça, porque, coitadinha, perdeu a esperança, e justificadamente. Assim, abro a minha mala de enxoval, com cuidado, não tirando nada, apreciando com gozo, apenas, as peças tão retro, tão bonitas, que não poderia pôr a uso sem estragar, e que não quero estragar porque são únicas e insubstituíveis. De maneira que abrir a minha mala de enxoval se transformou numa espécie de ida ao antiquário.


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Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...