Isabela - Estou.
Alguém do outro lado - ...
Isabela - Sim...
Candidato casado, de certeza - ...olá. Estás boa?
I. - Sim... mas quem fala?
I. - Ah, Vítor Hugo, olá. Mas como tens o meu número de telemóvel? (nunca lho dei, juro.)
C.C.D.C. - Quando queremos muito uma coisa, conseguimo-la...
I. - (risinho amarelo) Pois... (A aliança é o único sinal de casado que este candidato não traz.)
C.C.D.C. - Queridinha, hoje andei à tua procura e nada... esperei até há uma e meia, mas não te vi.
I.- Estou doente. Não fui.
C.C.D.C. - Então, amorzinho?
I. - Gripe. Cheia de febre. Afónica.
C.C.D.C.- Fazes bem. Olha, linda, como já deves ter reparado a minha vida não é aquilo. Tenho uma fábrica de parafusos só minha, e agora estamos a pensar fabricar peças de tamanho grande, pelo que pensei em ti. De todas as pessoas lá da fábrica, és a que me parece ter o perfil mais adequado. (Sou a única cujos olhos ele atravessa com os seus, deve ser isso.) Estás interessada?
I. - Ah, Vítor Hugo, falamos melhor sobre isso amanhã. Pode ser?
C.C.D.C.- Pode, queridinha, pode. Trata de ti, minha linda. Amanhã almoças comigo e quero-te fina.
I. - Sim. Tchau. Até amanhã.
(A minha fábrica emprega quase 200 operários, e eu sou a escolhida para os biscates. Que sorte!
Claro que enquanto escrevo este poste ele esfrega as mãos, antecipando o pitéu reboludo, carente, e frágil que fará o especial favor de consolar às meias-horas, no sossego da fábrica particular.
Mas o pitéu é velho e, infelizmente, sabido!)
C.C.D.C. - Quando queremos muito uma coisa, conseguimo-la...
I. - (risinho amarelo) Pois... (A aliança é o único sinal de casado que este candidato não traz.)
C.C.D.C. - Queridinha, hoje andei à tua procura e nada... esperei até há uma e meia, mas não te vi.
I.- Estou doente. Não fui.
C.C.D.C. - Então, amorzinho?
I. - Gripe. Cheia de febre. Afónica.
C.C.D.C.- Fazes bem. Olha, linda, como já deves ter reparado a minha vida não é aquilo. Tenho uma fábrica de parafusos só minha, e agora estamos a pensar fabricar peças de tamanho grande, pelo que pensei em ti. De todas as pessoas lá da fábrica, és a que me parece ter o perfil mais adequado. (Sou a única cujos olhos ele atravessa com os seus, deve ser isso.) Estás interessada?
I. - Ah, Vítor Hugo, falamos melhor sobre isso amanhã. Pode ser?
C.C.D.C.- Pode, queridinha, pode. Trata de ti, minha linda. Amanhã almoças comigo e quero-te fina.
I. - Sim. Tchau. Até amanhã.
(A minha fábrica emprega quase 200 operários, e eu sou a escolhida para os biscates. Que sorte!
Claro que enquanto escrevo este poste ele esfrega as mãos, antecipando o pitéu reboludo, carente, e frágil que fará o especial favor de consolar às meias-horas, no sossego da fábrica particular.
Mas o pitéu é velho e, infelizmente, sabido!)