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segunda-feira, março 13, 2006

praia dos cães. quadro

A saia de algodão tunisino era verde e castanha e rodada, com guizos cosidos na ponta, retinindo conforme quebrava a anca ao caminhar sobre a areia, ou quando passavas o braço por trás e ma subias. Existiu para que ma subisses, translúcida, sem nenhum outro uso.
A minha saia tinha riscas longas e era traçada, e tu abria-la deslizando a mão sobre a pele muito macia das coxas. Rasgou-se; ficou presa num arbusto com picos enquanto subias à duna mais alta, porque querias ver o novo mundo e uma flor azul mínima, e rasgou-se. Olhavas para baixo e sorrias parado, em silêncio, aberto, mas sempre fechado, e nunca tinhas contemplado paisagem tão clara, do lado de cá do oceano, nunca tinhas acreditado ver, naquela fresta de sol sobre a areia do fim da tarde, uma paisagem tão clara, tão serena, tão rasgada.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...