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quarta-feira, dezembro 03, 2008

A ditadura


Conversa apanhada a duas colegas minhas no refeitório da fábrica:

Primeira - Cada vez percebo menos qual é a diferença entre esta democracia e a ditadura em que viveram os meus pais.

Segunda - Tens de ver as coisas pelo lado positivo: por enquanto ainda não te levam para a prisão, não te fazem a tortura do sono durante 15 dias enquanto te espancam, não te arrancam as unhas, nem te dão choques eléctricos, entre outros mimos que vou deixar de lado.
Agora, de resto... não estejas à espera que alguém te represente ou que isto seja efectivamente o Governo do Povo, para o Povo.

sábado, março 15, 2008

Uma ASAE para o piercing

Continuando a sua saga de proibições e aberrações, as quais, não tenhamos cuidado, nos levarão a uma espécie de estado-nacional socialista de punho fechado substituindo a suástica, o Partido Socialista quer proibir a colocação de piercings na língua e órgãos genitais, não apenas a menores de 18 anos, mas também a qualquer adulto, proprietário do seu corpo e da sua vida.
Eu, que detesto piercings, considerando, apesar de tudo, a sua inegável função decorativa, vejo aqui um atentado grave à liberdade de cada um fazer com o seu corpo o que lhe der na real gana, e um insulto à inteligência, de forma geral.
Os piercings fazem mal à saúde, alegam os autores do projecto-lei. Se o que está em questão é a saúde dos portugueses, tenham a coragem de avançar para uma proibição do consumo de álcool, tabaco, alimentos fritos ou gordos, bolos e chocolates. O gozo que havia de me dar comprar um rissol de camarão e uma caixa de Ferrero Rocher na candonga!
Sinto este governo tão desesperado; e tão ridículo.

domingo, dezembro 09, 2007

A linguagem corporal dos ditadores

O Mugabe tem um ar muito abichanado. A forma como caminha. Como coloca as mãozinhas. Não é por nada, mas sendo quem é, dá má fama às bichas.

domingo, agosto 19, 2007

Desobediência civil

Desejaria que a acção dos activistas ecológicos do Movimento Eufémia Verde, em Silves, ceifando um hectare de milho transgénico, não constituísse um mero acto isolado, mas desse início à formação de um saudável hábito generalizado de manifestação subversiva, o qual deveria ocorrer em todas as áreas da ditadura chamada democrática.
A desobediência civil colectiva é uma voz inesperada, incontrolável e eficaz, a usar com frequência sob o consulado dos corruptos desenrasca-diplomas.


quinta-feira, agosto 09, 2007

Proibir Deus

Buda


O governo chinês decretou que o actual dalai lama, bem como linhagens antecedentes ou futuras são ilegais. Mais, que a sua reencarnação é proibida, bem como a de qualquer outro ser vivo racional ou irracional. Assim elimina o governo chinês a possibilidade de uma mosca da fruta regressar à vida como borboleta de colecção, se se portar bem nos caixotes da royal gala.
Não é que seja novidade, mas torna-se impossível não desenhar sorrisos irónicos perante as tentativas de intromissão dos poderes laicos nos religiosos, e vice-versa.
A Igreja Católica, pelo contrário, tem-se especializado em manobrar sombrias influências executivas e legislativas. Por outro lado, já todos vivemos para testemunhar poderes socialistas proibindo qualquer manifestação religiosa, incluindo católicas, e mesmo a existência de Deus. Em Portugal, durante bons anos após o 25 de Abril, esteve muito fora de moda a crença e prática religiosas. Deus mereceu umas boas risotas. Ultimamente, com a crise, andam todos no reiki. O nome do deus não interessa, mas apenas o que se faz em seu nome, e como.
Que Deus não existe! Por decreto. Que Deus é uma excelente narrativa criada pelos humanos, por medo ao caos existencial. Que se Deus existisse não permitiria a miséria e a dor. Para mim, os argumentos têm a sua graça.
Tal como teria muito mais graça se os governos, uma espécie de ficção-Páginas Amarelas criada pelos humanos, por medo ao caos existencial, existissem menos para proibir, e mais para remediar a miséria e a dor que eles próprios geram, e à qual são cegos e surdos. Mas Deus, claro, tem as costas largas.


quarta-feira, julho 04, 2007

Consequências do terrorismo de Estado

Observando o cenário político e económico-social no nosso País, que penso aproximar-se cada vez mais do que se designa como terrorismo de Estado, e que claramente não poderia subsistir sem um contexto de apoio internacional, ou seja, uma tendência generalizada para este tipo de associação autoritarismo/medo, parece-me que entramos numa fase em que o autismo governativo poderá fomentar o aparecimento de células terroristas selectivas de retaliação.
O terrorismo deixará de ser um fenómeno circunscrito às exigências de um povo concreto sobre um ou vários governos específicos. O terrorismo é o futuro.
Não havendo forma de exprimir descontentamento, e ver satisfeitas necessidades básicas, a ordem natural das sociedades levará à criação de grupos de resistência camuflados no interior das instituições e culturas. O fenómeno deixará de estar circunscrito aos gangues negros dos bairros sociais da Margem Sul, e das saídas a norte de Lisboa, embora seja, na sua essência, o mesmo. Serão as mesmíssimas razões.
É a segunda vez na vida na vida que estou a ver isto. Qualquer pessoa que cozinhe com panela de pressão sabe que é necessário abrir-lhes o pipo, ou explodem. Isto é um lugar-comum que até as crianças compreendem.


quinta-feira, novembro 09, 2006

Voltando à vaca fria II

Maria de Lurdes, patroa, afirmou, num almoço de secretários pago com o salário dos próprios, e não com fundos resultantes dos impostos dos seus empregados, que está a pensar não autorizar o gozo de pausa no Carnaval. Isto, porque, "Carnaval têm eles todos os dias, e assim-comássim já estão habituados", concluiu, muito justificadamente, a referida gestora.

Voltando à vaca fria I

Maria de Lurdes, patroa, prepara-se para autorizar os seus empregados a gozar meia pausa, no período do Natal, mas só com declaração assinada pelo cura da freguesia, posteriormente carimbada na junta, comprovando que são cristãos, de preferência ortodoxos, que vão à missa do galo, e que comungam contritamente.
Quanto às restantes comunidades religiosas, testemunhas de Jeová, budistas, hindus, muçulmanos, espíritas, satânicos, etc., Maria de Lurdes pondera a hipótese de lhes conceder tolerância de ponto no dia 24 de Dezembro, autorizando que saiam aí pelas 18h23, mais coisa, menos coisa.
Maria de Lurdes mandará comprar duas páginas inteiras de um jornal diário de grande tiragem, ao fim-de-semana, para divulgar a bondosa medida. Realizará, em breve, conferência de imprensa para anunciar que pagará tudo do seu bolso, e nada com os fundos que lhe chegam dos impostos dos seus empregados. E que quando deixar de ser patroa, nada ficará como foi antes, olé!

sábado, novembro 04, 2006

Portugal: um catálogo de feudalismos no século XXI

(Resposta ao comentário de um leitor, neste poste.)

A comparação que estabelece entre Madeira e Portugal parece-me bem apropriada.
Lembro-me do desperdício que fizemos dos dinheiros da Europa Civilizada nos primeiros tempos, e parece-me natural que ela nos tenha fechado a torneira.
Pássamos a pertencer à Europa, mas não nos "civilizámos", continuando a funcionar como corruptos do terceiro mundo, onde uma nota a untar as mãos resolve muito.
Mudámos a aparência, porque somos peritos em aparências.
NO ENTANTO, e já vou à Madeira em concreto, civilizar não é tornar autista. Civilizar não é ficar surdo e cego, ter perdido o tacto, como acontece com este desastroso governo. Civilizar não é instaurar novos estados autoritários, infantilizando os cidadãos que elegerem quem governa. É insultuoso que assim seja. É inaceitável.
Se numa casa não há dinheiro, corta-se no desnecessário, sim, mas não no essencial da sáude nem da educação ou justiça. Corta-se nas contas de telemóvel paternas, nas despesas em consumíveis de escritório (dou um exemplo: sabe quantos milhões gasta o gabinete do primeiro-ministro em material de escritório e comunicações?).
Cortar cegamente não é uma boa política. Cortar nas despesas com os "filhos" e manter as suas é altamente questionável. Portanto, este governo cego, surdo, autista, insensível, não é um bom governo. Governa-nos mal! Governa-se bem. E, nisso, mantém-se igual a qualquer outro. Portanto, que venha de cima o exemplo, e que seja edificante.

Agora, Madeira:
- a afirmação de AJJardim é correcta. Temos todos sido vítimas de uma campanha de mentiras. Este governo é especialista em desinformação, em calúnia. Em estratégias de marketing e desculpabilização de si mesmo. Um discurso da dificuldade, mal disfarçado de afecto, de "coitadinhos de nós, tem que ser". Portanto, nesse aspecto, AJJardim acertou, de forma geral.
No seu caso particular, AJJ governa os dinheiros regionais sem parcimónia, privilegiando os privilegiados, sabe-se. Não é que a Madeira não precise de dinheiro, porque cinco quilómetros acima da cidade do Funchal, e do outro lado da ilha, continua-se a viver em grande pobreza.
O Funchal está bonitinho, desenvolvido, limpinho, arranjadinho, nem parece Portugal, mas em subindo por aquela serra, as pessoas continuam sem canalizações para esgotos, sem apreço pela educação ou pela cultura, e os costumes são um bocado medievais, para dizer a verdade.
Portanto, o dinheiro da Madeira tem sido desbaratado por um racista, xenófobo, crápula sem moral nem ética, que bem merece uns apertões, sendo que o maior deles seria não voltar a ser eleito.
Mas para isso era necessário que os madeirenses recebessem educação para ultrapassar o feudalismo. Não aconteceu até agora. E com AJJ não vai acontecer.

quinta-feira, novembro 02, 2006

"Depois do mal estar feito, só há um remédio"


A senhora doutora Maria de Lurdes, patroa de uma grande empresa, sofre dos fígados.
É verdade, é verdade! É uma dor de alma olhar para a senhora, cada vez mais triste, com um ar enjoadíssimo, perto do vómito, a mão segurando a testa toda baldeada, olhando de lado, com um esgar.
A senhora anda verde, quase cinzenta, a rondar um inusitado tom liláceo.
Não é de estranhar que se mostre trombuda, salvo seja, sempre indisposta, sem paciência para os representantes dos empregados. Não é de estranhar que bata o pé, que rosne, que diga uma coisa hoje e se desdiga amanhã, até que lhe nasçam impingens, e se coce até ferir, e não consiga estar em quietude, nem aos dias feriados: são os efeitos secundários do mal de que padece: figadeira!
Sofrer da figadeira é um desconsolo, uma pessoa parece que anda sempre tonta, portanto é normal que a doutora Maria de Lurdes, patroa, não possa dar à luz as melhores ideias. Já foi tempo... quando se dedicava à investigação. E que bem se dedicava! Que saudades temos dos gloriosos dias que ofereceu ao saber pátrio! Há pessoas que nunca deviam largar a vocação com que nasceram: investigar até ao fim dos seus dias e publicar tudo em livros de 200 páginas, com capa monocromática, de fácil arrumo nas estantes dos institutos de ciências sociais, e ponto parágrafo
Acho que a senhora devia meter baixa por doença. Mas também é verdade que, em faltando a 3% do ano, não recebe avaliação de Bom do Ministério dos Patrões, e não acederá, jamais, ao topo da carreira, portanto, mais vale deixá-la andar doente, coitadinha, o que lhe custará... Imagino! Não faz nada, e estraga o que funcionava bem, mas destruir uma carreira de patroa a uma senhora que tem de mostrar-se tão séria para ser levada a sério, custa.
Pela minha parte, possuo longa experiência em tratamento de maus fígados e bílis, pelo que posso oferecer-me para prescrever receituário, todo ele de venda livre, é claro, com 21% de IVA, que a senhora patroa tomará diariamente, e pela seguinte ordem:

1. Logo pela manhã, antes do pequeno-almoço, dedicar-se-á à ingestão metódica de metade de um pack de seis garrafas de água das Pedras Salgadas. A outra metade, para dosear, deverá tomá-la ao adormecer.


2. Ao pequeno-almoço, cházinho de hipericão do Gerês, duas ou três chávenas, e bem forte, amarelão-torrado.
Se quer mesmo curar os maus fígados, mais nada. Nem tostazinhas...





3. A meio da manhã, ao lanche e antes de deitar, uma pastilha de Guronsan, quer se sinta melhor, quer não.
Eu, por exemplo, tomo Guronsan "há mais de 30 anos e não estou viciada!"





4. Após o almoço, o lanche e o jantar, e para sempre, porque a figadeira é um mal crónico, a senhora patroa tomará uma pastilhazinha efervescente da melhor Alka-Seltzer. Poderá escolher o sabor. Arriscando na lima ou no morango, dá um toque de irreverência à sua acção diária.




5. E, agora, muito importante: a meio das refeições principais (excepto o pequeno-almoço, que esse é a chá), todas elas constituídas apenas por um quarto de litro de água morna, na qual pingou, previamente, 15 gotas de Cholagutt (línque fácil), clássico hepático dos clássicos hepáticos, ingerirá duas cápsulas de Phitocap, Hipericão do Gerês, em concentrado, engolidas num único golpe de epiglote.
E repito, e até faço um desenho bem grande, o que mais tem faltado!, "água morna, 15 gotas de Cholagutt, 2 cápsulas de Phitocap, um único golpe". Certo?



Mantendo o tratamento por uns mesinhos, apaziguam-se os irresolúveis problemas de figadeira, acordando os pacientes, no caso, a doutora Maria de Lurdes, patroa, para uma vida nova, mal acreditando, posteriormente, nas acções provocadas pela terrível infecção hepática de que padecia.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Maria de Lurdes tem insónias


A ministra da Educação dormiu mal esta noite, com a consciência pesada que nem um camião de recolha de lixos sólidos; assim que entrou no gabinete, mal dormida, com os olhos inchados, chamou a assistenta directa, antiga funcionária da PIDE-DGS que recusa reformar-se, para lhe elaborar um comunicado destinado à Imprensa, segundo o qual concede, benignamente, aos professores, o gozo de 4 dias de pausa lectiva na Páscoa, mas atenção, só na Páscoa, e se forem em peregrinação a Lourdes.
Tenho dito e assinou.

quarta-feira, outubro 25, 2006

É preciso escutar

A surdez gera o terrorismo. A cara fechada ao outro. As costas voltadas. A chantagem.
Os terroristas querem ser ouvidos e, por isso, para isso, estão dispostos a matar e a morrer.
Fechar-lhes a porta, menosprezá-los, é perder o combate. Um terrorista não desiste. A morte de um gera dois.
O melhor terrorista não se importa de morrer, nem de matar, porque sabe-se já morto antes da morte - a surdez matou-o já!
O terrorismo não é uma acção caprichosa, e os terroristas não são malucos. No nosso tempo, este, muito presente, o terrorismo crescerá de forma exponencial, paralela à intensidade da surdez.
Não me parece existir outro caminho. O terrorismo já se transformou na forma de manifestação deste século. Aconteceu por dentro, nas entranhas dos processos reivindicativos. E não vai recuar.



segunda-feira, setembro 18, 2006

A porrada nossa de cada dia nos dai hoje!


Na sexta-feira, depois de sair da empresa, esgotada, fui num instantinho lá abaixo ao centro do Bairro da Lata, e comprei um excelente relógio-despertador da marca Casio.
Quero ter a certeza que hoje, e todos os dias, acordo à hora certa, para poder chegar ao trabalho pela fresquinha, à hora certa de começar a levar porrada.


sábado, setembro 16, 2006

Dita dura




Obikuelu Naissiria, o meu amigo euroafricano, jovem semiliberal, na fila do check-in, antes da sua partida de férias para um país civilizado do Norte da Europa, afirmou, "mas, Isabela, diz-me, francamente, não achas que este é o governo mais eficaz que tivemos nos últimos anos, no que respeita a política económica, social, gestão...?! Desde o Cavaco? Achas que o Santana foi melhor...?! Que o Durão...?! Que o Guterres...?!"
Tenho a impressão que fiz uma pausa mais longa do que é costume. Que baixei ligeiramente a cabeça.
"Realmente, Naissiria, vendo assim as coisas..., deixa-me ir ainda mais longe", tenho eu a impressão que respondi!, "diria que desde a época áurea do Estado Novo que não temos um governo tão eficaz!"


segunda-feira, julho 24, 2006

República Democrática da Rolha

Seria possível viver sem rankings? Pergunta retórica! Decididamente não! De que viveriam as redacções sem o incentivo do rankinguismo-nacional? E as conversas de esplanada? E as de pais? E de alunos?

Mas o ranking das faltas dos deputados... seguido da explicação de que foi ano de eleições... e que até se justifica... parece-me um tudo nada... inútil sobre o inútil.

Seja como for, se os deputados faltam muito, devido a trabalho político, doença, ou se chegam muito atrasados, o que no caso dos deputados do CDS-PP se justifica, porque a noite gay, ai o raio do lapsus linguae!, leia-se dei, começa e acaba tarde, é absolutamente necessário arranjar deputados de... substituição.

E eu sugiro, se me permitem, mal dê o segundo toque, e se verifique que o deputado está a faltar, a auxiliar de acção política dirige-se imediatamente aos deputados do respectivo bloco partidário - e agora escolho aleatoriamente um partido qualquer, por exemplo os do PSD - e avisa-os, "ora bem, meninos... ninguém se vai embora senão vão ver o que é bom!".

Claro que ficam chateados, têm mais que fazer, mas tem de ser. A funcionária dirige-se à sala dos deputados para chamar o substituto, que naquele dia, por acaso é do Bloco de Esquerda, o que é chato, porque se fosse do PS nem se notava - e lá vai o senhor todo motivado para apresentar a sua proposta sobre casamentos homossexuais e reprodução medicamente assistida para lésbicas, paneleiros e mulheres solteiras desencaminhadas - ou homens.

Claro que os deputados ficam chateados e preparam-se para boicotar o mais possível o deputado substituto, mas tem que ser, tem que ser. É que os deputados têm de ser responsabilizados: as suas faltas não permitem o desenvolvimento de mais e melhores políticas, e assim é o descalabro. Portugal não desenvolve. Nunca mais há casamentos de homossexais, e as lésbicas têm de andar a pedir esperma aos amigos e a fazer cocktails um bocado nojentos. E também não se pode abortar naqueles casos em que a criança não pode mesmo vir ao mundo.
Portanto, tudo a mexer. Todas as bancadas devidamente ocupadas, a tempo inteiro.

Mas este governo é bestial, pensa em tudo, e, para evitar que o substituto do Bloco se ponha a dissertar sobre matérias que em nada interessam ao grupo onde se vai inserir, caso o deputado substituído falte, tem de deixar a sessãozinha planificada.
O pior é se
o substituído tem um furo num pneu, ou acorda de manhã com uma caganeira que não o deixa levantar o cu da retrete, ou passou a madrugada nas urgências com o filho por causa de uma otite dolorosa. Ah, pois acontece! Habilita-se a uma falta injustificada que até dói. E faltas injustificadas, meus amigos, não dão progressão na carreira (caso isso existisse!), já para não falar nos processos disciplinares.
A malta tem que começar a atinar, que isto não é a república democrática da rolha.

segunda-feira, julho 17, 2006

Por que é que Sócrates continua popular nas sondagens?

A popularidade de José Socrátes após um ano de governo, e que governo!, é facilmente explicável:

1. Hipótese Sexy Babe

O homem é giro. É mesmo muito giro e está cada vez melhor. Tem estilo. Os cabelos brancos dão-lhe um irresistível ar de
sexy babe. Não deve haver deputado ou deputada, ministro ou ministra, presidente ou presidenta, cidadão ou cidadã, imigrante ou imigranta, em Portugal, no resto da Europa, ou até mesmo no mundo, que não alimente fantasias eróticas com o nosso primeiro-ministro.
O pior é o raio do sotaque.


2. Hipótese "Fascistossomia 40"

Alteração cromossomática que ocorreu nos portugueses, logo na primeira metade do século XX, detectável a olho nu, mas ainda por nenhum exame obstétrico: a "fascistossomia 40" - é este o nome da popular doença, conhecida acientificamente pela expressão "salazaróide".

A doença, que se pensava erradicada, tal como a tuberculose, apresenta, de novo, elevados níveis de incidência por todo o país, estando tornar-se na pior peste do século XXI, ultrapassando a Sida, que passa para segundo lugar no ranking. No terceiro, vem a Escola EB 2,3 da Damaia.

O governo não promoverá investigação científica para a criação de uma vacina contra o salazaróidismo, porque afirma não se justificar. O próprio Sócrates, sorrindo empaticamenta para a camârara da TVI, esclareceu, "Os indíviduos salazararóides são pacíficos, desde que não lhes metam à frente nenhum sindicalista ou feminista, e, muito menos, pretos, monhés, árabes ou imigrantes"
.



Cromossomas de indivíduo que se ofereceu para escravo pessoal de Sexy Babe.
Visíveis, na imagem, os cromossomas carregadinhos de fascistossomia 40 , já crónica.

quarta-feira, julho 12, 2006

Reflexões extemporâneas sobre a crise

Se estamos em crise económica muito grave, e a crise é para todos, logicamente recuso contribuir para viagens de acompanhantes das entidades oficiais aos mundiais de bola, ou à feira internacional de bolaria, em representação do País.

Se os representantes do país vão em serviço, que façam o servicinho sozinhos, como eu, e apresentem o recibo das viagens, obviamente em classe económica, com direito a hotel de 3 estrelas, e tudo bem descriminado.

Se vão de tarde, e o jogo é à noite, que regressem no último voo possível; se houver um à meia-noite, óptimo: poupa-se no hotel.
À chegada e à partida, que partilhem o mesmo BMW estatal gratuito. Racionalização de meios.

Se os privilegiados professores faltistas, e incompetentes, e preguiçosos, pagam do seu bolso as fotocópias de fichas para aulas (ao excederem o tecto máximo de 3 por período/aluno), bem como as cópias de acetatos, gravação de cd-roms, etc., e têm de usar os seus próprios computadores portáteis para as apresentações power-point nas aulas, e nos outros trabalhos não lectivos a realizar obrigatoriamente na escola, como, por exemplo, aulas-de-substituição-não lectivas, penso que Patrícia Cavaco Silva também pode ficar em casa a ver os jogos da bola pela tv, como eu.
Que pague do seu bolso, ou do do legítimo esposo, se ele tiver, as viagens para ir às compras ao estrangeiro, às livrarias, às bibliotecas, às bolsas de valores, aos museus e galerias...

terça-feira, janeiro 31, 2006

Tudo para a rua a bem da Nação!

A comunicação social, nomeadamente os canais públicos e privados de televisão semi-gratuita, conseguem, com sucesso, legitimar, todos os dias, as medidas governamentais de reforma a tudo: administração pública, hospitais, escolas, privatização das praias, da água da torneira...
O discurso da rua é já o do é preciso despedir, negociar rescisões, todos estão a mais...
Ainda havemos de ver, nos écrãs, cidadãos a implorar, voluntários, à entidade patronal, rescisão dos seus contratos, a bem da nação - querem lá saber da hipoteca, dos filhos na escola. Tudo para a rua a bem da nação! Tudo com reformas baixinhas, mas caladinhos no seu sacrifício. Porque tem de ser, porque a televisão diz que temos de fazer sacrificio, não há outra saída.
Melhor só se nos suicidássemos todos.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...