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domingo, fevereiro 24, 2008

Aprender a não ter medo


Detesto a sobranceria ignorante, a agressividade gratuita, a vulgaridade, a indiferença, mas acima de tudo desprezo a cobardia e o medo. O medo tolhe, cala e humilha. Se estamos convictos da justiça de uma ideia, o único medo justificável é o de que essa ideia se perca porque nos calámos, porque desistimos, porque tivemos medo. Os poderes contam com o nosso medo da punição: a prisão, a multa - para nos controlarem. Se muitos não tiverem medo, os poderes não terão poder para nos controlar. É preciso que muita gente perca o medo. Se não obedecermos todos, se muitos não obedecerem, que poder tem o poder? O essencial é perceber que o poder não tem, afinal, poder nenhum. Somos nós, ao temê-lo, que o legitimamos.
Os portugueses precisam de aprender a não ter medo; sendo uma elementar e eficaz forma de resistência, logo, de sobrevivência, nunca lhes foi ensinada na família nem nos bancos da escola, nem no grupo social. Em todos os lugares, outros, ao seu redor, viveram, vivem sob o manto do medo, e ensinaram-no como exemplo - viver dissimuladamente, sem dar nas vistas, temendo em silêncio, para nos safarmos sem chatices, sem compromisso, sem exposição.
Mas convém aprender a não ter medo. Tenhamos medo do nosso medo. Isto é apenas um princípio. Um ponto de partida que pode levar-nos longe, e dar bom fruto.


O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...