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sexta-feira, julho 28, 2006

Uma fada na cozinha, eu disse fada...

No Inverno, como não azedam, vou-me desenrascando com as sopas: um panelão de 4 dias em 4 dias, e almoço no refeitório do emprego.
Leitinho com café, com cevada, com cereais; uns pêros, umas bananas... passa-se.

Chegado o Verão quem é que aguenta as sopas? O caldo muito quente pelo gorgomilo abaixo, uns calores que chegam das vísceras...
Não se pode.
Adapto, então, os meus dotes culinários à época, e não quero deixar de partilhar convosco tanta sabedoria pantagruélica.
Por exemplo, almoço: quartos de tomate cru com umas pedrinhas de sal, e quadrados de queijo fresco. Tudo misturado numa gamela.

Jantar: bocadinhos de maçã com casca, todos cortadinhos, com iogurte de qualquer coisa. Tudo misturado numa gamela.
Almoço: lata de feijão frade com atum migado mais cebola e salsa. Na gamela.
Jantar: ovos mexidos com queijo, acompanhados de melão e cenoura, tudo cortadinho e misturado numa gamela lateral.
Exemplo de prato já muito complicado, que não sei se estará ao vosso alcance: põe-se ao lume um panelão com cebola, alho francês e montes de limões inteiros, com pele, tudo cortado aos bocados, ajunta-se-lhe um frango todo partidinho, sal, um bocado de água e azeite, tapa-se e deixa-se estufar até cheirar a estufado.
Feito, dá para misturar com tudo: frango estufado à limão com arroz e passas mais alface; com massa e coentros, temperado de azeite; desfiado com pepino e queijo flamengo, mais uns fiapos de pêssego de roer.
E pronto, faz-se o Verão até voltar ao ramerame da sopa.

Este poste deve-se à Joana Rita que me disse que para arranjar marido tinha de escrever sobre os meus dotes culinários, pelo que estou a apostar tudo nisto.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Receita de culinária para o concurso "Fada do Lar"

Vai-se ao Celeiro. Compra-se uma peça razoável de lombo de seitan ou de tofu, dos caseiros, acabados de abater, ainda de olho vivo.
Chegando a casa, mete-se o tacho ao lume com cebola picada e um bom fio de azeite, mais dez pingos de água. Deixa-se amolecer a cebola com lume médio.
Cortam-se uma cenoura, uma fatia de abóbora e a peça de seitan/tofu aos quadradinhos. Cortam-se um alho francês e uma courgette às rodelas.
Acrescenta-se o tacho de água e, quando ferve, amanda-se-lhe a cenoura mais a abóbora. Espera-se que a coisa ferva, aí mais uns 5 minutos, ajunta-se-lhe, o seitan/tofu, mais o alho francês mais a corgette.
Mete-se-lhe uma pitada de sal, um piri-piri, prova-se a ver se está comestível, se não estiver, paciência, e tapa-se tudo até estar devidamente estufado, para aí mais 1o minutos.
À parte, faz-se um arroz de grelos, da mesma maneira que se faz um arroz de grelos.
Quando arrefece, a bem ou a mal, come-se.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Isabela e a cozinha

A minha prima afastada diz que sou uma cozinheira fraudulenta. Só porque o meu caril "não deixa aquela areia no fim, como o da tua mãe."
Hoje, cozinhei uma sopa de feijão verde com abóbora e cenoura, muito cremosa, e mesmo no ponto. Até levei um taparuére dela à minha mãe. Ela não comentou, mas há bocado perguntei-lhe, pelo telefone, se a sopa estava saborosa, e ela disse que sim, sim, " muito boa". E perguntei-lhe se achava que eu era boa cozinheira, e ela respondeu, "claro que sim, filha, cozinhas muito bem!" Portanto!
E estufei ervilhas tortas com ovos - aquelas que têm a vagem larga e um fruto minúsculo, muito verdinhas como alfaces. Meti montes de especiarias. Funcho, louro, salsa. Piri-piri, porque comida sem piri-piri é pior que sem sal.
Antigamente, punha piri-piri na sopa, mas depois começaram a censurar-me. Deitavam-me uns olhos meio de lado!
Eu adoro a minha culinária. É inovadora.

No outro dia, refoguei soja com todos. Ficou boa, mas enganei-me e pus açúcar em vez de sal. Não ficou mal. Depois meti-lhe o sal por cima, e uns molhos, e piri-piri, e ficou bastante bom, parecia um prato típico da Bósnia-Herzegovina.
A minha prima afastada fez cara feia, já se sabe - e eu não lhe disse que me tinha enganado, fiz de conta que estava a testar um prato novo.
É avessa a sabores diferentes!
Mas tenho uma técnica que costuma resultar: o que quer que ela cá coma, digo-lhe que vem de casa da minha mãe!
Mas ela, agora, deu em não querer ir comer a casa da minha mãe.

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...