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quarta-feira, julho 25, 2007

Os problemas de trânsito do macho latino



Um dos hábitos asquerosos do macho latino consiste em mofar das mulheres que perdem tempo a arrumar os veículos. Se um homem não arruma o carro à primeira, o lugar é apertado; se se trata de condutora, é previsivelmente incompetente. A mim acontece-me ficarem a rir-se descaradamente, com sorrisos boçais impregnados de hálito azedo a minis, tabaco, ignorância e decomposição neurológica irreversível, enquanto eu me imagino a capá-los com um só golpe certeiro e definitivo.
Entre mim e o macho latino existe uma incompatibilidade inata, sanguínea e cromossómica. Higiénica. Se me convidassem para um inquérito de Verão no qual me perguntassem quem preferiria levar para uma ilha solitária, como companhia de brincadeiras na areia: uma osga, uma ratazana ou um macho latino, escolheria a ratazana, sem hesitação, com certa pena de menosprezar o réptil em favor do roedor mamífero. A osga ou a ratazana não insultam ou agridem sem motivo. Não se consideram donas de um estatuto atribuído por uma questionável identidade sexual. Para além do mais não cheiram mal dos pés nem estão à espera que lhes lave as cuecas enquanto fantasiam sexo rápido com as minhas amigas.

Ora, ando nas últimas voltas antes da partida para férias.
Há umas horas atrás, pretendendo estacionar o carro num lugar em espinha, e após assinalar tal intenção, o condutor-macho-latino atrás de mim, a quem afrontei por ter cometido o fatal erro de parar, recusou ultrapassar-me ou recuar um metro para me facilitar a manobra de frente. O macho não tinha qualquer veículo atrás de si, mas não podendo eu, por questões de geometria angular, arrumar de frente, decidi manobrar: rodei o volante para a esquerda, ocupei a contramão que se encontrava livre de trânsito, e, com o carro atravessado, "desfiz" no sentido contrário, arrumando de uma só vez com a traseira. O macho latino arrancou, mas abrandou para me gritar do habitáculo o que penso ter sido um elogio: "esperta do caralho". Só pode ter sido um elogio pela perfeição da minha manobra, porque o macho não pretendia estacionar. Agradeci em pensamento, porque o saco-de-testosterona-desperdiçada não me deu tempo para lhe responder.
Ocorreu-me ter lido, ontem, no Correio da Manhã do café, sobre um homicídio, junto à doca de Setúbal, por uma questão relacionada com estacionamento de veículos. Tira, não tiro, filho-da-puta, cabrão, porrada... Dois machos latinos.
E pensei, "tive sorte."

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...