O cão da cigana anda na pele e no osso. Não come. Não dorme. Há duas semanas que não sai da porta do número cinco aqui da rua. Estende-se na pedra mármore da entrada, e para ali fica com os mesmos olhos doridos com que me observa quando passo e lhe atiro, "isso é que é amor, rapaz". A caniche da dona Luísa continua saída.