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domingo, outubro 14, 2007

Aldrabão, traidor, vigarista e ladrão

Emídio Rangel, em artigo de opinião publicado, ontem, na página dois do Correio da Manhã, pergunta:


É democrático um primeiro-ministro deslocar-se oficialmente a uma escola, uma fábrica, uma empresa, eu sei lá, e ser recebido por uma "manifestação espontânea", com trinta ou quarenta cidadãos vindos de fora e que, a par dos assobios, despejam epítetos soezes, como , filho da puta e muitos outros "mimos" que fazem "corar as pedras da calçada"? Um cidadão, legitimado pela escolha dos portugueses em eleições livres, chamado a ser primeiro-ministro, tem de suportar, sempre que se desloca em serviço pelo País, estas ofensas e indignidades?

Resposta:

1. Filho-da-puta, sinceramente, tenho dúvidas. É capaz de ser injusto.

2. Hitler também foi legitimado pela escolha dos alemães, e contudo, a sua obra faz corar as pedras da calçada.

3. A democracia não isenta os cidadãos eleitos de terem de suportar as tempestades que semeiam com os seus ventos.


sexta-feira, junho 29, 2007

Do desenrascanço em ditadura





Tenho uma ideia para contornar este lamentável imbróglio do deficit de liberdade de expressão, proibindo funcionários de manter a alegria no trabalho, ao afixar comentários jocosos sobre o patrão ou patroa, nos placards do emprego.
Façamos assim: os funcionários do BCP pedem aos seus amigos e familiares funcionários públicos que afixem as expressivas mensagens de indignação nos placards dos ministérios onde trabalham. Por sua vez, os funcionários do banco encarregam-se de colar por todos os BCP's do universo fotocópias do certificado de habilitações do cidadão Sócrates.
Dentro da função pública, o problema pode resolver-se da seguinte forma: o pessoal médico entrega caricaturas do ministro, e respectivas legendas jocosas, aos funcionários do ministério da educação, para abundante afixação pelas escolas. Os funcionários da educação, por sua vez, carregam o pessoal médico de panfletos a espalhar por hospitais, e centros de saúde, com a carantonha da ministra lamentando-se: "diz-me, espelho meu, porque tenho medo, tanto, tanto medo de ir às escolas com aviso prévio?"
E assim já ninguém pode ver-se acusado de estar a gozar o patrão dentro do próprio local de trabalho.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Professor Martelo não dá Friskies a Gato Fedorento



Quem viu ontem o Gato Fedorento, e apreciou as rábulas a solo de Ricardo Araújo Pereira, funcionando como separador das restantes, e rematando-as ao estilo Diácono Remédios, compreendeu perfeitamente que o Professor Martelo não gostou da caricatura do Assim Não, soberbamente interpretada pelo mesmo humorista, na semana anterior; ficou claro que Martelo mexeu cordelinhos para pressionar o programa. Felizmente, os miúdos não estão à venda.
Ricardo Araújo Pereira interpretou, nas fronteiras do sarcasmo, o perfeito falso democrata: o fulano conhecido, vaidoso, poderoso, falso, que manipula o discurso da liberdade de expressão para exercer a sua tirania de pacote, sorrindo enquanto a impõe. Ricardo Araújo Pereira interpretou "a cobra" com um ritmo impressionante, quase a doer, e todos pudemos reconhecê-la, tal como manda fazer, mostrando os dentinhos cínicos, os olhinhos gelados. Vimo-la. Estava ali inteirinha. Foi brilhante.
Desde os tempos de glória de Herman José que a televisão portuguesa não via um bicho de humor com o talento original deste Estica, e o do outro, o que faz os papéis do Bucha.
O Herman não está morto, mas anda perdido na exacta medida em que se vendeu. Isso é insuportável num humorista.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Vou procurar no Google!

Tenho demasiadas dúvidas sobre tudo, e isso, às vezes, atrasa-me a vida.
Perceber que a economia governa o mundo, não a ideologia política, isso é fácil.
Queria poder julgar rapidamente a Google, arrumá-la numa prateleira de bons e maus, de certos e errados. Queria tornar a minha vida mais fácil e dormir descansada.
É melhor os 111 milhões de chineses com actual registo na internet terem acesso a um Google censurado ou não o terem de todo?
Queria resolver isto rapidamente, manter-me fiel aos meus idealismos, afirmar que não se pactua com uma ditadura, sob nenhuma condição.
E se o progresso se constrói mesmo aos gaguejos, dois passos à frente e um atrás? E se a consciência política, cultural, social de 30 milhões de chineses puder alterar-se, e reformar a China, porque leram incautamente, no Google censurado, um artigo de 20 linhas, aparentemente pacífico?
Imaginemos que eu era chinesa: o que seria melhor para mim?

O tempo de um gelado no McDonalds

Sentia-me gulosa e fui ao McDonalds de Almada comer um McFlurry de Oreo. O gelado ia-me sabendo bem, enquanto meditava nas calorias e obser...